18/02/2008
A importância de testar quem possui fatores de risco em relação à exposição na hepatite C
O diagnostico precoce da hepatite C possibilita identificar indivíduos com risco de desenvolver progressivamente e silenciosamente danos hepáticos que poderão chegar a um ponto irreversível na saúde.
Por esse motivo que o Grupo Otimismo insiste que no caso especifico da hepatite C a melhor prevenção que pode existir e a de diagnosticar quem já está infectado e assim prevenir que o individuo não venha perder sua saúde ao desenvolver cirroses, câncer ou até chegar a óbito. Sabemos que prevenir novas infecções e também importante, mas hoje em dia todo o sangue utilizado em transfusões e testado e praticamente todo material médico e descartável, com o qual são poucas novas infecções quando comparadas ao total dos que já estão infectados.
Chegamos a essa conclusão ao considerarmos que todos aqueles que se infectaram nas décadas de 70 e 80 (antes da descoberta da hepatite C) são os que estão à beira de chegar a danos hepáticos que podem o levar a morte prematura caso não sejam diagnosticados. Não podemos esquecer que a hepatite C se não diagnosticada e tratada diminui a expectativa de vida em 16 anos. Já quem se infecta hoje devido a lenta progressão da doença somente virá a necessitar de um tratamento daqui a 10, 15 ou 20 anos, quando então a hepatite C será tratada com medicamentos 100% eficazes e seguros.
Vemos que é muito mais inteligente lutar para prevenir a saúde dos já infectados, daqueles que se não diagnosticados correm risco de vida nos próximos anos. Quando sabemos que 1 de cada 4 infectados nas décadas de 70 e 80 está chegando à cirrose ou câncer de fígado e fácil calcular que ainda nesta década quarenta milhões de pessoas no mundo estarão nesse trágico grupo (no Brasil podemos estimar que aproximadamente 1 milhão desenvolva câncer ou cirrose e seiscentos mil virá a falecer durante a década, a maioria sem ter diagnosticado a doença).
Por isso e importante observar alguns dados do estudo coordenado pela Associação de Veteranos de Guerra dos Estados Unidos publicado na edição de janeiro de The American Journal of Gastroenterology no qual se demonstra a importância de realizar imediatas campanhas de diagnósticos da hepatite C nos grupos de maior risco.
As normas internacionais de epidemiologia não recomendam a testagem de toda a população (em qualquer doença) e sim aqueles que apresentam diversos fatores chamados de "risco", isto é, que possam ter estado perante situações em que a infecção possa ter acontecido. Para tal nas campanhas de detecção sempre deve ser realizada uma entrevista previa para selecionar quem deve ter a indicação de realizar o teste ANTI-HCV.
No estudo foi utilizado um questionário para determinar os fatores de risco que poderiam existir. Realizado entre os anos de 1998 e 2004 um total de 25.701 indivíduos foram avaliados, dos quais 8.471 apresentavam algum fator de risco em relação a alguma exposição com o vírus.
Entre os pacientes que apresentavam fatores de riscos após a realização da entrevista para preenchimento do formulário foi encontrado após realizado o teste de detecção que 47% deles eram portadores crônicos da hepatite C e, que 18% já possuíam um dano histológico nas fases 3 ou 4 comprovados mediante a realização de biopsias de fígado. Curiosamente 34 desses pacientes diagnosticados apresentavam níveis normais de transaminases (ALT/TGP) indicando não ser a transaminase um indicador seguro de dano hepático.
Mais ou menos a metade dos diagnosticados (47%) eram candidatos a indicação imediata de tratamento. Já 44% não poderiam receber tratamento imediato devido à comorbidades psiquiátricas ou ao uso de drogas ilicitas, sendo encaminhados para atendimento psiquiátrico (cabe destacar que entre os veteranos de guerra dos Estados Unidos e encontrado um alto índice de usuários de drogas ilícitas ou de indivíduos com distúrbios psiquiátricos, assim os dados encontrados não podem ser utilizados como representativos da população em geral).
Concluem os autores que a realização imediata da prova diagnostica em indivíduos que apresentam algum fator de em algum momento da vida haver estado exposta a algum risco de contagio coloca esses diagnosticados na possibilidade de se beneficiar com a realização do tratamento, reduzindo a possibilidade de desenvolver câncer, cirrose e até de evitar a morte.
Os indivíduos que devem ser imediatamente encaminhados para realização do teste ANTI-HCV são:
- indivíduos que receberam transfusão de sangue, antes de 1993;
- usuários de drogas injetáveis, inclusive aqueles que o fizeram só uma vez, em qualquer época da vida;
- pessoas que apresentem resultados de transaminases anormais, ou evidências de dano hepático;
- profissionais da saúde, após acidente percutâneo ou nas mucosas, com sangue contaminado;
- filhos de mães contaminadas com a hepatite C;
- doentes renais em hemodiálise; hemofílicos e contaminados pelo HIV/AIDS.
Deve se considerar a conveniência de realizar o teste de detecção se o individuo pertence a um dos grupos de risco indefinido a seguir:
- pessoas com múltiplos parceiros sexuais ou com histórico de doenças sexualmente transmissíveis;
- usuários de cocaína inalada;
- pessoas com tatuagens ou piercings;
- pessoas com mais de 40 anos;
- transplantados que receberam tecidos, como córneas, pele, esperma ou óvulos.
O teste de detecção, chamado ANTI-HCV é simples, barato, não é traumático (praticamente não dói). É coberto por todos os planos de saúde, podendo ainda ser realizado, nos hospitais públicos, nos Centros de Testagem e Acompanhamento - CTA e ainda em alguns postos de saúde.
Na sua próxima consulta médica, o paciente deve conversar com o seu médico sobre a conveniência de realizar o teste de detecção das hepatites (B e C ao mesmo tempo). Com um resultado positivo deverá procurar assistência médica especializada (hepatologistas, gastroenterologistas ou infectologistas) ou os hospitais de referência do SUS.
Este artigo foi redigido com comentários e interpretação pessoal de seu autor, tomando como base a seguinte fonte:
Outcome of Screening for Hepatitis C Virus Infection Based on Risk Factors - The American Journal of Gastroenterology, Volume 103, Number 1, January 2008 , pp. 131-137(7) - Mallette, Carol; Flynn, Maura A.; Promrat, Kittichai - Division of Gastroenterology, Department of Medicine, The Warren Alpert Medical School of Brown University, Providence, Rhode Island - Gastroenterology Section, Veterans Affairs Medical Center, Providence, Rhode Island
Carlos Varaldo
Grupo Otimismo
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GRUPO OPTIMISMO DE AYUDA AL PORTADOR DE HEPATITIS
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18/02/2008
La importancia de testar quien posea factores de riesgo con relación a la exposición a hepatitis C
El diagnostico precoz de la hepatitis C posibilita identificar individuos con riesgo de desarrollar progresivamente y silenciosamente daños hepáticos que podrán llegar a un punto irreversible en la salud.
Por ese motivo que el Grupo Optimismo insiste que en el caso especifico de la hepatitis C la mejor prevención que puede existir es la de diagnosticar quien ya está infectado y así prevenir que el individuo no venga a perder su salud al desarrollar cirrosis, cáncer o hasta llegar a óbito. Sabemos que prevenir nuevas infecciones es también importante, pero hoy al día toda la sangre utilizada en transfusiones es testado y prácticamente todo material médico es desechable, con lo cual son pocas las nuevas infecciones cuando confrontadas al total de los que ya están infectados.
Llegamos a esta constatación cuando consideramos que todos aquéllos que se infectaron en las décadas de 70 y 80 (antes del descubrimiento de la hepatitis C) son los que están al margen de llegar a daños hepáticos que pueden llevar a la muerte prematura caso no sean diagnosticados. No podemos olvidar que la hepatitis C si no diagnosticada y tratada disminuye la expectativa de vida en 16 años. Ya quien se infecta hoy debido a la lenta progresión de la enfermedad vendrá a necesitar un tratamiento de aquí a 10, 15 ó 20 años, cuando entonces la hepatitis C será tratada con medicamentos 100% eficaces y seguros.
Vemos que es mucho más inteligente luchar para prevenir la salud de los ya infectados, de aquéllos que si no diagnosticados corren riesgo de vida en los próximos años. Cuando sabemos que 1 de cada 4 infectados en las décadas de 70 y 80 está llegando al cirrosis o cáncer de hígado es fácil calcular que aún en esta década cuarenta millones de personas en el mundo estarán en ese trágico grupo (en Brasil podemos estimar que aproximadamente 1 millón desarrolle cáncer o cirrosis y seiscientos mil vendrá a fallecer durante la década, la mayoría sin haber diagnosticado la enfermedad).
Por eso es importante observar algunos datos del estudio coordinado por la Asociación de Veteranos de Guerra de Estados Unidos publicado en la edición de enero de The American Journal of Gastroenterology en el cual se demuestra la importancia de realizar inmediatas campañas de diagnósticos de la hepatitis C en los grupos de mayor riesgo.
Las normas internacionales de epidemiología no recomiendan a detección de toda la población (en cualquier enfermedad) y sí aquéllos que presentan diversos factores llamados de "riesgo", esto es, que puedan haber estado frente situaciones en las que la infección pueda haber acontecido. Para tal en las campañas de detección siempre debe ser realizada una entrevista para seleccionar quien deba tener la indicación de realizar la prueba ANTI-HCV.
En el estudio fue utilizado un cuestionario para determinar los factores de riesgo que podrían existir. Realizado entre los años de 1998 y 2004 un total de 25.701 individuos fueron evaluados, de los cuales 8.471 presentaban algún factor de riesgo con relación a alguna exposición con el virus.
Entre los pacientes que presentaban factores de riesgos después de la realización de la entrevista para rellenado del formulario fue encontrado después de realizada la prueba de detección que 47% de ellos eran portadores crónicos de la hepatitis C y, que 18% ya poseían un daño histológico en las fases 3 ó 4 comprobados mediante la realización de biopsias de hígado. Curiosamente 34 de esos pacientes diagnosticados presentaban niveles normales de transaminasas (ALT/TGP) indicando no ser la transaminasa un indicador seguro de daño hepático.
Más o menos la mitad de los diagnosticados (47%) eran candidatos a indicación inmediata de tratamiento. Ya 44% no podrían recibir tratamiento inmediato debido a comorbidades psiquiátricas o al uso de drogas ilícitas, siendo encaminados para servicio psiquiátrico (cabe destacar que entre los veteranos de guerra de Estados Unidos es encontrado un alto índice de usuarios de drogas ilícitas o de individuos con disturbios psiquiátricos, así los datos encontrados no pueden ser utilizados como representativos de la población en general).
Concluyen los autores que la realización inmediata de la prueba diagnostica en individuos que presentan algún factor de en algún momento de la vida haber estado expuesta a algún riesgo de contagio coloca ésos diagnosticados en la posibilidad de beneficiarse con la realización del tratamiento, reduciendo la posibilidad de desarrollar cáncer, cirrosis y hasta de evitar la muerte.
Los individuos que deben ser inmediatamente encaminados para realización de la prueba ANTI-HCV son:
- individuos que recibieron transfusión de sangre, antes de 1993;
- usuarios de drogas inyectables, incluso aquéllos que lo hicieron solo una vez, en cualquier época de la vida;
- personas que presenten resultados de transaminasas anormales, o evidencias de daño hepático;
- profesionales de la salud, después accidente percútaneo o en las mucosas, con sangre infectado;
- hijos de madres contaminadas con hepatitis C;
- enfermos renales en hemodiálisis; hemofílicos e infectados por el HIV/SIDA.
Debe se considerar la conveniencia de realizar la prueba de detección si el individuo pertenece a uno de los grupos de riesgo indefinido a seguir:
- personas con múltiples compañeros sexuales o con histórico de enfermedades sexualmente transmisibles;
- usuarios de cocaína inhalada;
- personas con tatuajes o piercings;
- personas con más de 40 años;
- trasplantados que recibieron tejidos, como córneas, piel, esperma o óvulos.
La prueba de detección, llamada ANTI-HCV es simple, barato, no es traumático (prácticamente no duele).
En su próxima consulta médica, el paciente debe conversar con su médico sobre la conveniencia de realizar la prueba de detección de las hepatitis (B y C al mismo tiempo). Con un resultado positivo deberá buscar asistencia médica especializada (hepatólogos, gastroenterólogos o infectologos) o los hospitales de referencia en el tratamiento de la enfermedad.
Este artículo fue redactado con comentarios e interpretación personal de su autor, tomando como base la siguiente fuente:
Outcome of Screening for Hepatitis C Virus Infection Based on Risk Factors - The American Journal of Gastroenterology, Volume 103, Number 1, January 2008 , pp. 131-137(7) - Mallette, Carol; Flynn, Maura A.; Promrat, Kittichai - Division of Gastroenterology, Department of Medicine, The Warren Alpert Medical School of Brown University, Providence, Rhode Island - Gastroenterology Section, Veterans Affairs Medical Center, Providence, Rhode Island
Carlos Varaldo
Grupo Optimismo