08/10/2007
Diminui o número de diagnosticados com hepatite C
Nos últimos dois anos é observada uma diminuição significante na procura pelo teste de detecção da hepatite C na Inglaterra, resultando em um menor número de diagnosticados com a doença.
A Sociedade Britânica de Gastroenterologia (www.bsg.org.uk) denunciou que o governo esconde a real dimensão da epidemia ao informar que existem 200.000 infectados na Inglaterra. A Sociedade estima em 466.000 o número de infectados e que ainda pode se chegar à cifra de um milhão de britânicos já infectados.
Estima a Sociedade de Gastroenterologia que assumindo de forma conservadora o número de quinhentos mil infectados, pela historia natural da hepatite C temos então 125.000 pessoas que continuam a desenvolver sérios problemas no fígado e que isto vai custar ao governo Inglês vultosas despesas com transplantes de fígado nos próximos anos.
A Sociedade de Gastroenterologia não entende a atuação do governo já que com os medicamentos atuais mais da metade dos tratados conseguem a cura definitiva da doença.
Mas a principal preocupação dos médicos reside em que na Inglaterra somente 14% dos infectados é que foram detectados, assim, de cada 100 doentes 86 desconhecem sua condição e estão progredindo para uma provável cirrose. Ao analisar estes dados eles concluem, na melhor das hipóteses discutidas, que somente dois a cada 100 infectados estão recebendo tratamento.
Alertam ainda que se uma ação urgente não for tomada pelo governo, aproximadamente 116.000 britânicos morreram por causa das complicações da cirroses nos próximos anos.
A Sociedade de Gastroenterologia denuncia ainda que apesar de existir um programa governamental desde 2002 apresentado com muitas promessas muito pouco foi realizado de forma concreta.
A Sociedade de Gastroenterologia comparou a Inglaterra com a França, países com numero de habitantes praticamente igual e uma prevalencia da hepatite C similar, porém, na França são diagnosticados cinco vezes mais pacientes e o número de tratados e 12 vezes superior. Na França o governo oferece o teste de forma anônima e gratuita nos postos de saúde e campanhas publicitárias são realizadas informando sobre a doença e a necessidade de tratamento, tentando em todas elas acabar com o estigma que existe na população.
A Sociedade de Gastroenterologia denuncia que o governo direciona as ações para a prevenção, quando é sabido que na atualidade poucos se infectam com a hepatite C e, que o foco deveria ser para diagnosticar os já infectados, pois são estes que necessitam de atenção urgente e imediata.
PROVÁVEL MOTIVO DA DIMINUIÇÃO DA PROCURA PELO DIAGNOSTICO
A diminuição na procura pelo teste de detecção está sendo atribuída ao direcionamento das campanhas de prevenção realizadas entre os usuários de drogas, entre os quais é estimado que 70% deles estão infectados com a hepatite C.
Com ampla divulgação pelos meios de comunicação sobre o alto índice de infectados entre os usuários de drogas, fato que começou no início de 2005 após um estudo publicado pelo BMJ (
http://hepato.com/p_usuarios_de_drogas/reducao_danos_20041117.html) e, com o posterior envolvimento de associações de portadores de hepatite C que passaram a trabalhar em ações de redução de danos com os usuários de drogas, a população interpretou erradamente que a maioria dos infectados pela hepatite C é usuária de drogas ilicitas.
A esta interpretação pela população está sendo atribuída a baixa procura pelo teste de detecção da hepatite C, já que passou ser um estigma ser portador da doença. As pessoas, por não serem usuárias de drogas acham não ser necessário realizar o teste. Ainda, ficam temerosas da realização do teste, pois caso tenham um resultado positivo poderão passar a ser considerados como usuários de drogas ilícitas e sofrer de rejeição familiar ou social ou, ainda, perder oportunidades profissionais de emprego ou promoção.
MEU COMENTÁRIO
O alerta da Sociedade Britânica de Gastroenterologia deve ser levado com extrema consideração, já que uma ação que parecia ser positiva em relação à prevenção da transmissão da hepatite C,
resultou no aumento do estigma e da discriminação junto com uma menor procura pelo diagnostico nos possíveis infectados. Como diz o ditado popular "o tiro saiu pela culatra".
Deve ser levada em consideração a recomendação dos médicos britânicos ao denunciar que o governo (também no Brasil)
direciona as ações para a prevenção, quando é sabido que na atualidade poucos se infectam com a hepatite C e, que o foco deveria ser para diagnosticar os já infectados, pois são estes que necessitam de atenção urgente e imediata antes que os danos a saúde sejam irrecuperáveis.
Insisto mais uma vez, que a forma mais rápida e efetiva para acabar com a transmissão da hepatite C entre usuários de drogas injetáveis já existe no mercado, sendo muito fácil de aplicar.
Tudo estaria solucionado com a distribuição de seringas que não permitem sua reutilização, acabando então com o compartilhamento. Sem necessidade de mudar absolutamente nada no atual programa de redução de danos no seu propósito, falta somente vontade política dos gestores responsáveis pela AIDS e pelas hepatites para determinar a inclusão deste tipo de seringa no programa.
Carlos Varaldo
Grupo Otimismo
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GRUPO OPTIMISMO DE AYUDA AL PORTADOR DE HEPATITIS
ONG - Registro n°.: 176.655 - RCPJ-RJ - CNPJ: 06.294.240/0001-22 Rio de Janeiro - Brasil
Tel. (55.21) - 9973.6832
e-mail: hepato@hepato.com Internet: www.hepato.com |
08/10/2007
Disminuye el número de diagnosticados con hepatitis C
En los últimos dos años es observada una disminución significante en la busca por la prueba de detección de la hepatitis C en Inglaterra, resultando en un menor número de diagnosticados con la enfermedad.
La Sociedad Británica de Gastroenterología (http://www.bsg.org.uk ) denunció que el gobierno esconde la real dimensión de la epidemia al informar que existen 200.000 infectados en Inglaterra. La Sociedad estima en 466.000 el número de infectados y que aún puede se llegar a la cifra de un millón de británicos ya infectados.
Estima la Sociedad de Gastroenterología que asumiendo de forma conservadora el número de quinientos mil infectados, por la historia natural de la hepatitis C tenemos entonces 125.000 personas que continúan a desarrollar serios problemas en el hígado y que esto va a costar al gobierno Inglés elevados gastos con trasplantes de hígado en los próximos años.
La Sociedad de Gastroenterología no comprende la actuación del gobierno ya que con los medicamentos actuales más de la mitad de los tratados consiguen la cura definitiva de la enfermedad.
Pero la principal preocupación de los médicos reside en que en Inglaterra solamente 14% de los infectados fueron detectados, así, de cada 100 enfermos 86 desconocen su condición y están progresando para un probable cirrosis. Al analizar estos datos ellos concluyen, en la mejor de las hipótesis discutidas, que solamente dos a cada 100 infectados están recibiendo tratamiento.
Alertan aunque si una acción urgente no es tomada por el gobierno, aproximadamente 116.000 británicos estarán muriendo por culpa de complicaciones del cirrosis en los próximos años.
La Sociedad de Gastroenterología denuncia que a pesar de existir un programa gubernamental desde 2002 presentado con muchas promesas muy poco fue realizado de forma concreta.
La Sociedad de Gastroenterología comparó Inglaterra con Francia, países con numero de habitantes prácticamente igual y una prevalencia de la hepatitis C similar, sin embargo, en Francia son diagnosticados cinco veces más pacientes y el número de tratados es 12 veces superior. En Francia el gobierno ofrece la prueba de forma anónima y gratuita en los servicios de salud y campañas publicitarias son realizadas informando sobre la enfermedad y la necesidad de tratamiento, tentando en todas ellas acabar con el estigma que existe en la población.
La Sociedad de Gastroenterología denuncia que el gobierno dirige las acciones para la prevención, cuando es sabido que en la actualidad pocos se infectan con hepatitis C y, que el foco debía ser para diagnosticar los ya infectados, pues son éstos que necesitan atención urgente e inmediata.
PROBABLE MOTIVO DE LA DISMINUCIÓN DE LA PROCURA POR EL DIAGNOSTICO
La disminución en la busca por la prueba de detección está siendo atribuida al enfoque de las campañas de prevención realizadas entre los usuarios de drogas, entre quiénes es estimado que 70% de ellos están infectados con la hepatitis C.
Con amplia divulgación por medios de comunicación sobre el alto índice de infectados entre los usuarios de drogas, hecho que empezó al inicio de 2005 después de un estudio publicado por el BMJ (
http://hepato.com/p_usuarios_de_drogas/reducao_danos_20041117.html) y, con el posterior envolvimiento de asociaciones de portadores de hepatitis C que pasaron a trabajar en acciones de reducción de daños con los usuarios de drogas, la población interpretó erradamente que la mayoría de los infectados por la hepatitis C es consumidora de drogas ilícitas.
Es por esta interpretación en la población que está siendo atribuida la baja procura por la prueba de detección de la hepatitis C, ya que pasó ser un estigma ser portador de la enfermedad. Las personas, por no ser usuarias de drogas piensan no ser necesario realizar la prueba. Todavía, se quedan temerosas de la realización de la prueba, pues caso tengan un resultado positivo podrán pasar a ser considerados como usuarios de drogas ilícitas y sufrir de rechazo familiar o social o, aún, perder oportunidades profesionales de empleo o promoción.
MI COMENTARIO
El alerta de la Sociedad Británica de Gastroenterología debe ser llevado con extrema consideración, ya que una acción que parecía ser positiva con relación a la prevención de la transmisión de la hepatitis C,
resultó en el aumento del estigma y de la discriminación juntamente con una menor procura por el diagnostico en los posibles infectados. Como se dice popularmente "el tiro salio por la culata".
Debe ser llevado en cuenta la recomendación de los médicos británicos al denunciar que el gobierno (también en otros países)
dirige las acciones para la prevención, cuando es sabido que en la actualidad pocos se infectan con la hepatitis C y, que el foco debería ser para diagnosticar los ya infectados, pues son éstos que necesitan atención urgente e inmediata antes que los daños a la salud sean irrecuperables.
Insisto una vez más, que la forma más rápida y efectiva para acabar con la transmisión de la hepatitis C entre usuarios de drogas inyectables ya existe en el mercado, siendo muy fácil de aplicar.
Todo estaría solucionado con la distribución de jeringas que no permiten su reutilización, acabando entonces con el hábito de las compartir entre los usuarios. Sin mudar absolutamente nada en el actual programa de reducción de daños en su propósito, falta solamente voluntad política de los gestores responsables por el SIDA y por las hepatitis para determinar la inclusión de este tipo de jeringa en el programa.
Carlos Varaldo
Grupo Optimismo