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GRUPO OTIMISMO DE APOIO AO PORTADOR DE HEPATITE
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31/07/2010


Uma questão para o Senhor Ministro da Saúde, Dr. José Gomes Temporão tentar responder:(ao final é encontrada a resposta do ministério)


NÚMEROS OFICIAIS CONSEGUEM RETRATAR A SITUAÇÃO DA HEPATITE C


No último dia 28 o ministério da saúde divulgou dados referentes às hepatites no Brasil. Os dados, por serem oficiais, permitem realizar um retrato confiável da atual situação da hepatite C.

Para tal segue um resumo do apresentado e sua interpretação. Solicito que não seja considerado como uma critica, pois são na sua totalidade os próprios números apresentados de forma oficial. Simplesmente serão colocados de forma que possam ser interpretados por quem não é especialista em epidemiologia.


CASOS CONFIRMADOS DE HEPATITE C


É ponto pacifico e aceito pelo governo que o total estimado de infectados cronicamente com hepatite C no Brasil seja de aproximadamente 3,5 milhões de indivíduos.

O sistema de vigilância epidemiológica do ministério da saúde registra que entre os anos de 1999 e 2009 foram confirmados 60.908 casos de hepatite C, o que representa 1,74% da população infectada.

Considerando o total de infectados, o número de indivíduos oficialmente reconhecidos que estão com hepatite C representa 1,74% do total da epidemia.

Conforme dados oficiais podemos então afirmar que 98% dos 3,5 milhões de infectados desconhecem, por falta de diagnostico, que estão doentes.

Desconsiderando dados antigos, quando ainda não existia um programa nacional para cuidar da epidemia da hepatite, vamos analisar os avanços conseguidos somente nos últimos quatro anos, quando conforme os dados do Ministério da Saúde os casos confirmado de hepatite C são os seguintes:

2006: 9.098 casos confirmados de hepatite C

2007: 10.115 casos confirmados de hepatite C

2008: 9.954 casos confirmados de hepatite C

2009: 9.754 casos confirmados de hepatite C


O não aumento dos casos diagnosticados de hepatite C reflete o resultado da dificuldade para se realizar o diagnostico. O ministério da saúde no aumenta a oferta de testes, os quais são oferecidos em poucos lugares. A resposta e simples e os dados apresentados pelo ministério confirmam:

Quantidade de testes de hepatite C feitos em 2004: 1,33 milhões

Quantidade de testes de hepatite C feitos em 2009: 1,47 milhões


Aumento de 28.000 testes de hepatite C por ano, representando um incremento de 2,1% ao ano durante o período.

Existem no Brasil aproximadamente 60.000 unidades básicas de saúde (em alguns estados chamados de postos de saúde) locais onde por lei deveria estar disponibilizado o teste, mas por ser ínfima a quantidade de testes para diagnostico da hepatite C, se fossem distribuídos a toda a rede resultaria em enviar a cada unidade 24 testes de hepatite C por ano, o que representaria realizar um teste para diagnosticar a hepatite C a cada 15 dias em cada unidade.

O não aumento das notificações reflete como conseqüência no número de pacientes em tratamento, estimado pelo ministério da saúde na oferta de 10.500 para o ano de 2010, praticamente o mesmo número de tratamentos realizados nos últimos anos.


CASOS CONFIRMADOS DE HEPATITE C POR ESTADO


Os estados que por sua população apresentam poucos casos notificados se encontram destacados na cor vermelha, ficando evidente que muito pouco está sendo feito nesses estados para diagnosticar os infectados com hepatite C. Os estados que estão realizando um trabalho bem feito estão destacados na cor azul.

- Acre, média dos últimos 4 anos de 107 casos por ano.

- Alagoas, média dos últimos 4 anos de 40 casos por ano.

- Amapá, média dos últimos 4 anos de 27 casos por ano.

- Amazonas, média dos últimos 4 anos de 7 casos por ano. (1)

- Bahia, média dos últimos 4 anos de 225 casos por ano.

- Ceará, média dos últimos 4 anos de 59 casos por ano.

- Distrito Federal, média dos últimos 4 anos de 72 casos por ano.

- Espírito Santo, média dos últimos 4 anos de 90 casos por ano.

- Goiás, média dos últimos 4 anos de 133 casos por ano.

- Maranhão, média dos últimos 4 anos de 32 casos por ano. (1)

- Mato Grosso do Sul, média dos últimos 4 anos de 68 casos por ano.

- Mato Grosso, média dos últimos 4 anos de 42 casos por ano.

- Minas Gerais, média dos últimos 4 anos de 393 casos por ano.

- Pará, média dos últimos 4 anos de 40 casos por ano.

- Paraíba, média dos últimos 4 anos de 13 casos por ano. (1)

- Paraná, média dos últimos 4 anos de 262 casos por ano.

- Pernambuco, média dos últimos 4 anos de 38 casos por ano.

- Piauí, média dos últimos 4 anos de 0,5 casos por ano. (1)

- Rio de Janeiro, média dos últimos 4 anos de 316 casos por ano. (2)

- Rio Grande do Norte, média dos últimos 4 anos de 48 casos por ano.

- Rio Grande do Sul, média dos últimos 4 anos de 1.188 casos por ano.

- Rondônia, média dos últimos 4 anos de 31 casos por ano.

- Roraima, média dos últimos 4 anos de 6 casos por ano.

- Santa Catarina, média dos últimos 4 anos de 564 casos por ano.

- São Paulo, média dos últimos 4 anos de 5.864 casos por ano.


- Sergipe, média dos últimos 4 anos de 44 casos por ano.

- Tocantins, média dos últimos 4 anos de 9 casos por ano.

(1) - Estados considerados médios, como Amazonas, com 4 casos diagnosticados por ano, Maranhão com 32 casos, Paraíba com 13 ou, Piauí com menos de 1 caso por ano, são realmente estados onde não existe praticamente trabalho algum sendo realizado, nem comprometimento do controle social sobre os gestores.

(2) - Rio de janeiro se encontra em vermelho devido à diminuição continua dos casos notificados, que foi de 451 casos em 2006, de 355 casos em 2007, de 253 casos em 2008 e de 205 casos em 2009, um claro exemplo de falta de trabalho e comprometimento do programa estadual de hepatites.


OFERTA DE TRATAMENTOS NA HEPATITE C EM 2010


A falta de diagnostico e confirmação dos casos reflete diretamente na possibilidade de acesso ao tratamento.

Pacientes em tratamento da hepatite C por região estimada para o terceiro trimestre de 2010, conforme os dados oficiais:

Região Norte: 793 pacientes - (AC; RO; RR; AM; PA; AP e TO) - Sete estados - Media de 113 pacientes em tratamento por estado.

Região Nordeste: 969 pacientes - (MA; PI; CE; RN; PE; PB; AL; SE e BA) - Nove estados - Media de 110 pacientes em tratamento por estado.

Região Centro-Oeste: 464 pacientes - (MS; MT. GO e DF) - Quatro estados - Media de 116 pacientes em tratamento por estado.

Região Sudeste: 5.915 pacientes - (SP; RJ; MG e ES) - Quatro estados - Media de 1.479 pacientes em tratamento por estado.

Região Sul: 2.365 pacientes - (SC; PR e RS) - Três estados - Media de 788 pacientes em tratamento por estado.


CONSIDERAÇÕES FINAIS


Uma empresa e avaliada em função das suas vendas e seu lucro, devendo crescer a cada ano, uma organização social pode ser avaliada pelo número de atendimentos e eventos realizados, já ações de governo na área da saúde são avaliadas, também, pelos resultados apresentados. No caso especifico da hepatite C, por não existir vacina, não existe melhor avaliação que o aumento nos diagnósticos dos casos é o conseqüente aumento no número de pacientes tratados.

Tomei a precaução de analisar os últimos quatro anos para evitar comparações que poderiam ser criticadas. O Programa Nacional de Hepatites Virais foi criado em fevereiro de 2002 e instituído por portaria em 2003, assim é correto se esperar que se as ações planejadas e executadas estão realmente surtindo efeito passem a apresentar resultados a partir do ano 2006 e nos anos seguintes.

Os resultados, expressos nos números oficiais, tanto em relação à disponibilidade de testes de detecção, dos casos notificados e no de pacientes tratados mostram um quadro preocupante para os infectados com hepatite C.

Conforme estudos científicos sobre a evolução natural da hepatite C, quatro anos representam que os 98% dos 3,5 milhões de infectados progrediram 1 grau no nível de fibrose que destrói seu fígado, agravando seu estado de saúde e diminuindo a possibilidade de cura se algum dia vier a ter a benção de ser diagnosticada, coisa que parece improvável pelo andar da carruagem.

Estimado Senhor Ministro da Saúde, Dr. José Gomes Temporão, se a hepatite C afeta 3,5 milhões de brasileiros (tal vez a maior epidemia a ser enfrentada pela saúde pública) não deveria ser criado um departamento especifico para cuidar dela?

A incorporação das hepatites no Programa DST/AIDS pode ser excelente para hepatite B já que a mesma e uma DST, mas a hepatite C nada tem a ver com AIDS ou com qualquer DST, então, o que faz em tal departamento? Sem querer ser impertinente ou mal educado, mas pergunto se foi colocada em DST/AIDS para tratar os infectados de hepatite C como cidadãos de segunda categoria?

Carlos Varaldo
Grupo Otimismo




RESPOSTA DO MINISTÉRIO DA SAÚDE


No dia 31 divulgamos o artigo NÚMEROS OFICIAIS CONSEGUEM RETRATAR A SITUAÇÃO DA HEPATITE C, no qual solicitávamos ao Senhor Ministro da Saúde, Dr. José Gomes Temporão responder explicando alguns pontos. Hoje recebemos a resposta escrita pelo Departamento de DST/AIDS/Hepatites do ministério da saúde.

Não foi solicitado o direito de resposta, mas por ética, consideramos divulgar na integra e com a mesma visibilidade. Ao final colocamos comentários que realizamos em relação a alguns dos pontos da resposta.

Agradecemos não somente a gentileza, como destacamos a rapidez com que o ministério da saúde respondeu o questionamento realizado.



MINISTÉRIO DA SAÚDE
SECRETARIA DE VIGILÂNCIA EM SAÚDE
DEPARTAMENTO DE DST, AIDS E HEPATITES VIRAIS
SAF Sul, Trecho 2, Ed. Premium, Torre I, Térreo, Sala 12
70.070-600 – Brasília - DF
Tel.: (61) 3306-7137/7138/7139


Ofício nº 2613/2010-GAB/D-DST-AIDS-HV/SVS/MS
Brasília, 4 de agosto de 2010.

Ao
Grupo Otimismo

Assunto: Resposta a questionamentos sobre hepatites

Prezados,

A despeito dos questionamentos encaminhados ao Ministério da Saúde por esse grupo, esclarecemos que:

1. Em relação aos dados da OMS que datam de 1999, 11 anos atrás, e que estimam 3,5 milhões de infectados por hepatite C no país, o Ministério da Saúde esclarece que este número não reflete a realidade. Os dados brasileiros com estudos de prevalência dos marcadores sorológicos para hepatite C, realizados no conjunto das capitais, mostraram prevalência de 1,3 %. Assim, mesmo considerando que esta estimativa provavelmente superestima os dados reais do Brasil - que podem ser menores em cidades de menor porte - o número de infectados no país não ultrapassaria 1 milhão na população entre 15 a 49 anos. O que não diminui para o MS a importância de uma resposta efetiva à Hepatite C.

2. Sobre a integração das Hepatites Virais ao Departamento de DST, aids do MS em 2009, esta, atendeu inclusive, a uma demanda do próprio movimento social para aprimorar a assistência integral aos portadores de todas as hepatites virais. Essa integração tem o intuito de aproveitar a experiência reconhecida nacional e internacionalmente no campo das DST/Aids para implementar ações voltadas também para as hepatites e reforçar a política da pasta relacionada à equidade, não discriminação e combate ao preconceito.

3. Desde então, o Departamento de DST/Aids e Hepatites Virais já intensificou as ações para estes agravos, como, por exemplo: a atualização do protocolo terapêutico, o aumento da compra centralizada de medicamentos para a Hepatite C, a ampliação do acesso às vacinas para populações vulneráveis à hepatite B, materiais de comunicação para manicures e população em geral, o anúncio da ampliação da vacinação para a população de 20 a 29 anos até 2012, o lançamento de edital para fortalecimento da sociedade civil organizada além do lançamento do primeiro boletim epidemiológico.

4. Visando diminuir a sub notificação no país, uma das medidas anunciadas no Dia Mundial do Combate às Hepatites Virais (28 de julho) foi a intensificação das relações com os programas estaduais e municipais de hepatites virais, a ampliação da triagem sorológica nos Centros de Testagem e Acompanhamento (até 2011) e da oferta de triagem para hepatites virais nos serviços de saúde.

5. Todas essas ações são um avanço necessário, mas ainda há muito a ser feito para o controle das hepatites no país e o Ministério da Saúde certamente continuará contando com a participação da sociedade civil para avançarmos.

Atenciosamente,

Eduardo Barbosa Diretor-Adjunto




Prezado Eduardo Barbosa,

Agradecendo o oficio, seguem meus comentários:

Comentário sobre o ponto 1

A estimativa de 3,5 milhões de infectados não é da OMS de 11 anos atrás. O número é oficial do ministério da saúde do Brasil resultado do inquérito nacional, onde na faixa de indivíduos entre 20 e 69 anos foram encontrados 1,61% de infectados no Nordeste; 1,81% no Centro-Oeste; 0,69% no DF; 1,79% no Sudeste e, 1,94% na região Sul. A média, de aproximadamente 1,8% no total do Brasil, corresponde aos 3,5 milhões de infectados.

Diminuir a importância da epidemia de hepatite C querendo considerar somente a população entre 15 e 49 anos esconde a real situação, isso porque a hepatite C foi na sua grande maioria contraída por pessoas adolescentes ou adultas nas décadas de 70 e 80, indivíduos esses que hoje se encontram acima dos 45 anos, ficando assim excluído o maior grupo de infectados na sua analise. Ainda, se a prevalência fosse somente 1,3% como informado, isso representaria 2,5 milhões de brasileiros e não 1 milhão como colocado.

Comentário sobre o ponto 2

Correto, foi solicitação do movimento social das hepatites a incorporação ao programa DST/AIDS em 2009 devido aos fracos resultados que o PNHV conseguiu nos seis anos de vida, mas agora é urgente avaliar quanto antes os rumos que as hepatites B e C estão tomando com tal incorporação. Devemos discutir se tal medida apresenta perspectivas de melhoras para os mono infectados ou se as medidas estão sendo direcionadas principalmente para os co-infectados com HIV. Isso é preocupante porque até a própria resolução da OMS, apresentada pelo Brasil, sinaliza que a prioridade nas ações deve ser dada a co-infecção HIV/HCV. Se seguida essa orientação os mono infectados com hepatite C estarão em segundo plano.

O fato de considerar na estimativa da prevalência da hepatite C no Brasil a faixa etária entre 15 e 49 anos confirma que os mesmos parâmetros utilizados para HIV estão sendo utilizados na hepatite C, fato esse da nossa preocupação. No HIV a maior incidência se encontra nessa faixa de idade, mas na hepatite C a faixa deve considerar indivíduos até 69 anos para se conhecer a real prevalência da doença.

Não podemos desconhecer que HIV e HCV são duas doenças totalmente diferentes, com formas de transmissão, progressão, morbidade e tratamentos totalmente distintos, devendo por isso serem avaliadas de forma diferente e, por tanto, ações diferenciadas devem ser aplicadas pelos gestores da saúde pública.

Carlos Varaldo
Grupo Otimismo




Carlos Varaldo e o Grupo Otimismo declaram não possuir conflitos de interesse com eventuais patrocinadores das diversas atividades.
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31/07/2010


Una cuestión para el Señor Ministro de la Salud de Brasil, Dr. José Gomes Temporao intentar responder:


NÚMEROS OFICIALES CONSIGUEN RETRATAR La SITUACIÓN DE LA HEPATITIS C EN BRASIL


En el último día 28 el ministerio de la salud divulgó datos referentes a las hepatitis en Brasil. Los datos, por ser oficiales, permiten realizar un retrato confiable de la actual situación de la hepatitis C.

Para tal sigue un resumen de lo presentado y su interpretación. Solicito que no sea considerado como una critica, pues son en su totalidad los propios números presentados de forma oficial. Simplemente serán puestos de forma que puedan ser interpretados por quien no es especialista en epidemiología.


CASOS CONFIRMADOS DE HEPATITIS C
Es punto pacifico y aceptado por el gobierno que el total estimado de infectados crónicamente con hepatitis C en Brasil sea de aproximadamente 3,5 millones de individuos.

El sistema de vigilancia epidemiológica del ministerio de la salud registra que entre los años de 1999 y 2009 fueron confirmados 60.908 casos de hepatitis C, lo que representa 1,74% de la población infectada.

Considerando el total de infectados, el número de individuos oficialmente reconocidos que están con hepatitis C representa 1,74% del total de la epidemia.

Según dados oficiales podemos entonces afirmar que 98% de los 3,5 millones de infectados desconocen, por falta de diagnostico, que están enfermos.

Desconsiderando datos antiguos, cuando aún no existía un programa nacional para cuidar de la epidemia de la hepatitis, vamos a analizar los avances conseguidos solamente en los últimos cuatro años, cuando conforme los datos del Ministerio de la Salud los casos confirmado de hepatitis C son los siguientes:

2006: 9.098 casos confirmados de hepatitis C

2007: 10.115 casos confirmados de hepatitis C

2008: 9.954 casos confirmados de hepatitis C

2009: 9.754 casos confirmados de hepatitis C


El no aumento de los casos diagnosticados de hepatitis C refleja el resultado de la dificultad para se realizar el diagnostico. El ministerio de la salud no aumenta la oferta de tests, los cuales son ofrecidos en pocos locales. La respuesta es simple y los datos presentados por el ministerio confirman:

Cantidad de tests de hepatitis C hechos en 2004: 1,33 millones

Cantidad de tests de hepatitis C hechos en 2009: 1,47 millones


Aumento de 28.000 tests de hepatitis C por año, representando un incremento del 2,1% al año durante el período.

Existen en Brasil aproximadamente 60.000 unidades básicas de salud (en algunos estados llamados de puestos de salud) locales donde por ley debería estar disponible la prueba, pero por ser ínfima la cantidad de tests para diagnostico de la hepatitis C, si fuesen distribuidos a todo el red resultaría en enviar a cada unidad 24 tests de hepatitis C por año, lo que representaría realizar una prueba para diagnosticar la hepatitis C a cada 15 días en cada unidad.

El no aumento de las notificaciones refleja como consecuencia en el número de pacientes en tratamiento, estimado por el ministerio de la salud en la oferta de 10.500 tratamientos para el año de 2010, prácticamente el mismo número de tratamientos realizados en los últimos años.


CASOS CONFIRMADOS DE HEPATITIS C POR ESTADO


Los estados (provincias) que por su población presentan pocos casos notificados se encuentran destacados en el color rojo, poniéndose evidente que muy poco está siendo hecho en esos estados para diagnosticar los infectados con hepatitis C. Los estados que están realizando un trabajo bien hecho están destacados en el color azul.

Acre, media de los últimos 4 años de 107 casos por año.

Alagoas, media de los últimos 4 años de 40 casos por año.

Amapá, media de los últimos 4 años de 27 casos por año.

Amazonas, media de los últimos 4 años de 7 casos por año. (1)

Bahia, media de los últimos 4 años de 225 casos por año.

Ceará, media de los últimos 4 años de 59 casos por año.

Distrito Federal, media de los últimos 4 años de 72 casos por año.

Espíritu Santo, media de los últimos 4 años de 90 casos por año.

Goiás, media de los últimos 4 años de 133 casos por año.

Maranhao, media de los últimos 4 años de 32 casos por año. (1)

Mato Grosso del Sur, media de los últimos 4 años de 68 casos por año.

Mato Grosso, media de los últimos 4 años de 42 casos por año.

Minas Gerais, media de los últimos 4 años de 393 casos por año.

Pará, media de los últimos 4 años de 40 casos por año.

Paraíba, media de los últimos 4 años de 13 casos por año. (1)

Paraná, media de los últimos 4 años de 262 casos por año.

Pernambuco, media de los últimos 4 años de 38 casos por año.

Piauí, media de los últimos 4 años de 0,5 casos por año. (1)

Río de Janeiro, media de los últimos 4 años de 316 casos por año.
(2)

Río Grande do Norte, media de los últimos 4 años de 48 casos por año.

Río Grande do Sul, media de los últimos 4 años de 1.188 casos por año.

Rondonia, media de los últimos 4 años de 31 casos por año.

Roraima, media de los últimos 4 años de 6 casos por año.

Santa Catarina, media de los últimos 4 años de 564 casos por año.

Sao Paulo, media de los últimos 4 años de 5.864 casos por
año.

Ø Sergipe, media de los últimos 4 años de 44 casos por año.

Ø Tocantins, media de los últimos 4 años de 9 casos por año.

(1) - Estados considerados medios, como Amazonas, con 4 casos diagnosticados por año, Maranhao con 32 casos, Paraíba con 13 o, Piauí con menos de 1 caso por año, son realmente estados donde no existe prácticamente trabajo algún siendo realizado, ni comprometimiento del control social sobre los gestores.

(2) - Río de Janeiro se encuentra en rojo debido a la disminución continúa de los casos notificados, que fue de 451 casos en 2006, de 355 casos en 2007, de 253 casos en 2008 y de 205 casos en 2009, un claro ejemplo de falta de trabajo y comprometimiento del programa estadual de hepatitis.



OFERTA DE TRATAMIENTOS EN LA HEPATITIS C EN 2010


La falta de diagnostico y confirmación de los casos refleja directamente en la posibilidad de acceso al tratamiento.

Pacientes en tratamiento de la hepatitis C por región estimada para el tercer trimestre de 2010, conforme los datos oficiales:

Región Norte: 793 pacientes - (AC; me RÍO; RR; AM; PA; AP y TO) - Siete estados - Medía de 113 pacientes en tratamiento por estado.

Región Nordeste: 969 pacientes - (MA; PI; CE; RN; Pe; PB; Al; SI y BA) - Nueve estados - Medía de 110 pacientes en tratamiento por estado.

Región Centro-Oeste: 464 pacientes - (MS; MT. GO y Df) - Cuatro estados - Medía de 116 pacientes en tratamiento por estado.

Región Sudeste: 5.915 pacientes - (SP; RJ; MG y Es) - Cuatro estados - Medía de 1.479 pacientes en tratamiento por estado.

Región Sur: 2.365 pacientes - (SC; PR y RS) - Tres estados - Medía de 788 pacientes en tratamiento por estado.


CONSIDERACIONES FINALES


Una empresa es evaluada en función de sus ventas y su lucro, debiendo crecer a cada año, una organización social puede ser evaluada por el número de servicios y eventos realizados, ya acciones de gobierno en la área de la salud son evaluadas, también, por los resultados presentados. En el caso especifico de la hepatitis C, por no existir vacuna, no existe mejor evaluación que el aumento en los diagnósticos de los casos y el consecuente aumento en el número de pacientes tratados.

Tomé la precaución de analizar los últimos cuatro años para evitar comparaciones que podrían ser criticadas. El Programa Nacional de Hepatitis Víricas fue creado en febrero de 2002 e instituido en 2003, así es correcto se esperar que si las acciones planificadas y ejecutadas están realmente surtiendo efecto pasen a presentar resultados desde el año 2006 y en los años siguientes.

Los resultados, expresos en los números oficiales, tanto con relación a la disponibilidad de tests de detección, de los casos notificados y en lo de pacientes tratados muestran un cuadro preocupante para los infectados con hepatitis C.

Conforme estudios científicos sobre la evolución natural de la hepatitis C, cuatro años representan que los 98% de los 3,5 millones de infectados progresaron 1 grado en el nivel de fibrosis que destruye su hígado, agravando su estado de salud y disminuyendo la posibilidad de cura si algún día consigue la bendición de ser diagnosticado, cosa que parece improbable por el andar de la carroza.

Estimado Señor Ministro de la Salud, Dr. José Gomes Temporao, si la hepatitis C afecta 3,5 millones de brasileños (tal vez la mayor epidemia a ser enfrentada por la salud pública) ¿no debería ser creado un departamento especifico para cuidar de ella?

La incorporación de las hepatitis en el Programa DST/SIDA puede ser excelente para hepatitis B ya que la misma es una DST, pero la hepatitis C nada tiene a ver con SIDA o con cualquier DST, ¿entonces, lo qué hace en tal departamento? ¿Sin querer ser impertinente o maleducado, pregunto si fue colocada en DST/SIDA para tratar los infectados de hepatitis C cómo ciudadanos de segunda categoría?

Carlos Varaldo
Grupo Optimismo



RESPUESTA DEL MINISTERIO DE LA SALUD


05/08/2010

En el día 31 divulgamos el artículo NÚMEROS OFICIALES CONSIGUEN RETRATAR La SITUACIÓN DE LA HEPATITIS C en brasil, en el cual solicitábamos al Señor Ministro de la Salud, Dr. José Gomes Temporao responder explicando algunos puntos. Hoy recibimos la respuesta escrita por el Departamento de DST/SIDA/Hepatitis del ministerio de la salud.

No fue solicitado el derecho de respuesta, pero por ética, consideramos la divulgar en la integra y con la misma visibilidad. Al final colocamos comentarios que realizamos con relación a algunos de los puntos de la respuesta.

Agradecemos no solamente la gentileza, como destacamos la rapidez con que el ministerio de la salud respondió el cuestionamiento realizado.



MINISTERIO DE LA SALUD
SECRETARÍA DE VIGILANCIA EN SALUD
DEPARTAMENTO DE DST, SIDA Y HEPATITIS VÍRICAS
SAF Sur, Trecho 2, Ed. Premium, Torre I, Térreo, Sala 12
70.070-600 - Brasilia - DF
Tel.: (61) 3306-7137/7138/7139



Oficio nº 2613/2010-GAB/D-DST-SIDA-HV/SVS/MS

Brasilia, el 4 de agosto de 2010.

Al
Grupo Optimismo

Asunto: Respuesta a cuestionamientos sobre hepatitis

Estimados,

A despecho de los cuestionamientos encaminados al Ministerio de la Salud por ese grupo, aclaramos que:

1. Con relación a los datos de la OMS que datan de 1999, 11 años atrás, y que estiman 3,5 millones de infectados por hepatitis C en el país, el Ministerio de la Salud aclara que este número no refleja la realidad. Los datos brasileños con estudios de superioridad de los marcadores serológicos para hepatitis C, realizados en el conjunto de las capitales, mostraron superioridad de 1,3 %. Así, mismo considerando que esta estimativa probablemente sobrestima los datos reales de Brasil - que pueden ser menores en ciudades de menor tamaño - el número de infectados en el país no ultrapasaría 1 millón en la población entre 15 a 49 años. Lo que no disminuye para el MS la importancia de una respuesta efectiva a la Hepatitis C.

2. Sobre la integración de las Hepatitis Víricas al Departamento de DST, SIDA del MS en 2009, ésta, atendió incluso, a una demanda del propio movimiento social para mejorar la asistencia integral a los portadores de todas las hepatitis víricas. Esa integración tiene el intuito de aprovechar la experiencia reconocida nacional e internacionalmente en el campo de las DST/SIDA para implementar acciones direccionadas también para las hepatitis y reforzar la política de la pasta relacionada a la equidad, no discriminación y combate al preconcepto.

3. Desde entonces, el Departamento de DST/SIDA y Hepatitis Víricas ya intensificó las acciones para estos problemas, como, por ejemplo: la actualización del consenso terapéutico, el aumento de la compra centralizada de medicamentos para la Hepatitis C, la ampliación del acceso a las vacunas para poblaciones vulnerables a la hepatitis B, materiales de comunicación para manicuras y población en general, el anuncio de la ampliación de la vacunación para la población de 20 a 29 años hasta 2012, el lanzamiento de edital para fortalecimiento de la sociedad civil organizada además del lanzamiento del primer boletín epidemiológico.

4. Visando disminuir la sub notificación en el país, una de las medidas anunciadas en el Día Mundial del Combate a las Hepatitis Víricas (el 28 de julio) fue la intensificación de las relaciones con los programas estaduales y municipales de hepatitis víricas, la ampliación de la realización de testes en los Centros de Testage y Acompañamiento (hasta 2011) y de la oferta de pruebas para hepatitis víricas en los servicios de salud.

5. Todas esas acciones son un avance necesario, pero todavía hay mucho a ser hecho para el control de las hepatitis en el país y el Ministerio de la Salud seguramente continuará contando con la participación de la sociedad civil para que avancemos.

Atentamente,

Eduardo Barbosa
Director-Adjunto




Estimado Eduardo Barbosa,

Agradeciendo el oficio, siguen mis comentarios:

Comentario sobre el punto 1

La estimativa de 3,5 millones de infectados no es de la OMS de 11 años atrás. El número es oficial del ministerio de la salud de Brasil resultado del estudio nacional, donde en la faja de individuos entre 20 y 69 años fueron encontrados 1,61% de infectados en el Nordeste; 1,81% en el Centro-Oeste; 0,69% en el DF; 1,79% en el Sudeste y, 1,94% en la región Sur. La media, de aproximadamente 1,8% en el total de Brasil, corresponde a los 3,5 millones de infectados.

Disminuir la importancia de la epidemia de hepatitis C queriendo considerar solamente la población entre 15 y 49 años esconde la real situación, eso porque la hepatitis C fue en su gran mayoría contraída por personas adolescentes o adultas en las décadas de 70 y 80, individuos ésos que hoy se encuentran arriba de los 45 años, quedando así excluido el mayor grupo de infectados en su analice. Aún, si la superioridad fuese solamente 1,3% como informado, eso representaría 2,5 millones de brasileños y no 1 millón como colocado.

Comentario sobre el punto 2

Correcto, fue solicitación del movimiento social de las hepatitis la incorporación al programa DST/SIDA en 2009 debido a los flacos resultados que el programa nacional consiguió en los seis años de vida, pero ahora es urgente evaluar cuanto antes los rumbos que las hepatitis B y C están tomando con tal incorporación. Debemos discutir si tal medida presenta perspectivas de mejoras para los mono infectados o si las medidas están siendo dirigidas principalmente para los co-infectados con HIV. Eso es preocupante porque hasta la propia resolución de la OMS, presentada por Brasil, señaliza que la prioridad en las acciones debe ser dada ala co-infección HIV/HCV. Si seguida esa orientación los mono infectados con hepatitis C estarán en segundo plano.

El hecho de considerar en la estimativa de la superioridad de la hepatitis C en Brasil la faja de edad entre 15 y 49 años confirma que los mismos parámetros utilizados para HIV están siendo utilizados en la hepatitis C, hecho ése de nuestra preocupación. En el HIV la mayor incidencia se encuentra en esa faja de edad, pero en la hepatitis C la faja debe considerar individuos hasta 69 años para conocerse la real superioridad de la enfermedad.

No podemos desconocer que HIV y HCV son dos enfermedades totalmente diferentes, con formas de transmisión, progresión, mórbidad y tratamientos totalmente distintos, debiendo por eso ser evaluadas de forma diferente y, por tanto, acciones diferenciadas deben ser aplicadas por los gestores de la salud pública.

Carlos Varaldo
Grupo Optimismo



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Last updated 5.8.2010