13/04/2009
Qual a real situação das hepatites no Brasil?
A dificuldade para se conseguir dados em relação às hepatites no Ministério da Saúde aumenta a cada dia. Os últimos dados sobre casos notificados nas hepatites B e C disponibilizados pela Secretaria de Vigilância Epidemiologia da SVS-MS são referentes ao ano de 2006.
Pior ainda a falta de dados sobre a produção ambulatorial no DATASUS. Tradicionalmente, a cada mês eram disponibilizados a quantidade de medicamentos e seu custo, estado por estado, mês a mês. Mas desde final de 2007, alegando mudança nos códigos e no sistema, nada mais foi publicado. Passados 16 meses não existe nenhuma informação sobre o que cada estado esta consumindo de medicamentos ou quantos pacientes se encontram em tratamento, em cada estado e no total Brasil.
É uma pena, pois foi por meio desse sistema que conseguimos descobrir o desvio de recursos federais em relação ao reembolso do interferon peguilado. Realizamos a denuncia no Ministério Publico Federal e no Tribunal de Contas da União e os 231 milhões de Reais desviados estão sendo devolvidos pelos estados em 24 cotas mensais.
A não publicação das informações será para inibir os "chatos" que ficam fuçando informações e realizando denuncias? Qualquer semelhança com a forma de atuar do Senado e as denuncias que atualmente aparecem são mera coincidência, pois não podemos pensar que nossos gestores estejam atuando para esconder informações.
Estamos solicitando ao Conselho Nacional da Saúde que averigúe o que realmente está acontecendo com as informações e solicite em nome da transparência a publicação das informações atualizadas.
Mas visitando o novo Site do Ministério da Saúde encontrei um documento de arrepiar. É um gráfico que mostra os casos confirmados de hepatite C nos estados de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás e Distrito federal (Brasília) entre os anos de 1996 e 2008.
Desconsiderando o ano de 2008, já que ao citar este ano é colocado um asterisco, o que pode ser por ainda faltar confirmar dados, vemos que nos estados de Mato Grosso do Sul, Goiás e Brasília o número de casos confirmados caiu assustadoramente nos anos de 2006 e 2007.
Os casos confirmados de hepatite C. Região Centro-Oeste, 1996-2008* são encontrados na página do ministério da saúde, em
http://portal.saude.gov.br/portal/arquivos/pdf/casos_conf_hepatite_c.pdf ou na nossa página, em
http://www.hepato.com/p_epidemiologia/casos_conf_hepatite_c.pdf
Não será de estranhar se outras regiões do Brasil apresentam desempenho similar, pois e conhecido de todos as dificuldades que existem não somente para realizar um teste de detecção das hepatites. Ainda, a falta crônica de Kits nos poucos CTAs que testam as hepatites desencoraja quem procura um desses serviços. Entre 2007 e 2008 durante 11 meses faltaram Kits e a maior parte do sangue coletado no período foi perdida por falha nas condições de armazenamento na espera do recebimento dos Kits.
Mas os CTAs muito pouco representam em relação ao Brasil. A capacidade de realização de testes de hepatites neles e de 350.000 testes por ano, sendo ainda que a maioria dessa procura e realizada por mulheres grávidas encaminhadas por médicos de família que ao conseguem realizar os testes de pré natal nos hospitais do SUS. Uma distorção total que consome a maioria dos testes que deveriam ser empregados para triagem de quem procura um CTA por se considerar em risco de ter contraído uma hepatite.
Um fator preocupante e a inexistência da busca ativa daqueles que ao doar sangue são diagnosticados como positivos. Cada banco de sangue segue um procedimento diferente, mas a maioria encaminha o doador positivo a uma assistente social a qual informa que o resultado não e definitivo e recomenda que o individuo procure um posto de saúde para confirmar se realmente esta infectado por alguma hepatite.
Ante a falta de qualquer sintoma e pela "conversa" nada assustadora ou esclarecedora da assistente social a maioria desses casos não procuram um posto de saúde, ou quando alguém procura e muito provável que nesse posto não exista infectologista, sendo informado que deverá marcar uma consulta para uma outra data para passar por uma avaliação para verificar se e necessário algum exame de sangue.
O individuo que já perdeu um dia de trabalho para doar sangue, outro dia para falar com a assistente social do banco de sangue, um terceiro dia procurando o posto e ainda vai ter que procurar outro posto para marcar uma consulta médica, vai avaliar seriamente se pode colocar em risco seu trabalho (poderá perder o emprego pelas faltas) e simplesmente, já que nada sente vai deixar para procurar um médico para outra ocasião.
Parece uma situação estranha, mas como acontecem no Brasil aproximadamente 2 milhões de doações de sangue por ano podemos estimar "por baixo" que 1,5% delas sejam positivas para alguma das hepatites, o que configura um mínimo de 30.000 casos positivos.
Onde estão esses indivíduos já que não se observa o aumento de procura nos hospitais de referencia? Lamentavelmente esta população com resultado positivo deve ter ficado abandonada a sua própria sorte, por falta da realização da busca ativa por parte da vigilância epidemiológica.
Semana próxima estarei mostrando as estatísticas em relação ao Brasil, onde a situação não e muito diferente. Por falta de publicação de dados na Secretaria de Vigilância Epidemiológica estou trabalhando com os dados dos Casos confirmados Notificados no Sistema de Informação de Agravos de Notificação - SINAN - do ministério da saúde.
Levantando os dados e de estarrecer que o total de casos notificados e confirmados de hepatite C nos últimos três anos no estado de Amazonas, verificando que totalizam somente 63 casos no período, no estado de Piauí 13 casos em três anos e na Paraíba 66 casos. O total de casos notificados em todo Brasil nos últimos três anos continua sem registrar aumento, permanecendo na casa dos 10.900 casos por ano, o que representa 0,3% do número estimado de infectados. A continuar com essa media serão necessários 333 anos para encontrar todos os casos de hepatite C atualmente existentes.
Na hepatite B o quadro não e diferente e nos últimos três anos o total de casos notificados e confirmados foi de 66 casos no Piauí e de 371 casos no estado do Amazonas (o estado com maior índice de hepatite B do Brasil). O Acre, infinitamente menor que o Amazonas notificou no mesmo período 1.013 casos.
Carlos Varaldo
Grupo Otimismo
Carlos Varaldo e o Grupo Otimismo declaram não possuir conflitos de interesse com eventuais patrocinadores das diversas atividades.
Aviso legal: As informações deste texto são meramente informativas e não podem ser consideradas nem utilizadas como indicação medica. É permitida a utilização das informações contidas nesta mensagem desde que citada a fonte como retiradas de WWW.HEPATO.COM
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13/04/2009
¿Cuál la real situación de las hepatitis en Brasil?
La dificultad para se conseguir datos con relación a las hepatitis en el Ministerio de la Salud de Brasil aumenta a cada día. Los últimos datos sobre casos notificados en las hepatitis B y C en la página Web de la Secretaría de Vigilancia Epidemiología de la SVS-MS son referentes al año de 2006.
Peor aún la falta de datos sobre la producción ambulatorial en el DATASUS. Tradicionalmente, a cada mes eran informados la cantidad de medicamentos y su costo, estado por estado (provincias), mes a mes. Pero desde el final de 2007, alegando mudanza en los códigos y en el sistema, nada más fue publicado. Pasados 16 meses no existe ninguna información sobre lo que cada estado ésta consumiendo de medicamentos o cuántos pacientes se encuentran en tratamiento, en cada estado y en el total Brasil.
Es una pena, pues fue por medio de ése sistema que logramos descubrir el desvío de recursos federales con relación al reembolso del interferón pegilado. Realizamos a denuncia en el Ministerio Publico Federal (Fiscalía) y en el Tribunal de Cuentas de la Unión y los 110 millones de dólares desviados están siendo devueltos por los estados en 24 cuotas mensuales.
¿La no publicación de las informaciones será para inhibir los "inconvenientes" qué se quedan procurando informaciones y realizando denuncias?
Estamos solicitando al Consejo Nacional de la Salud que averigüe lo que realmente está aconteciendo con las informaciones y solicite en nombre de la transparencia la publicación de las informaciones actualizadas.
Pero visitando el nuevo Sitio del Ministerio de la Salud encontré un documento de espeluznar. Es un gráfico que muestra los casos confirmados de hepatitis C en los estados de Mato Grosso, Mato Grosso del Sur, Goiás y Distrito Federal (Brasilla) entre los años de 1996 y 2008.
Desconsiderando el año de 2008, ya que al citar este año es colocado un asterisco, lo que puede ser por aún faltar confirmar datos, vemos que en los estados de Mato Grosso del Sur, Goiás y Brasilla el número de casos confirmados cayó asustadoramente en los años de 2006 y 2007.
Los casos confirmados de hepatitis C. Región Centro-Oeste, 1996-2008* son encontrados en la página del ministerio de la salud, en
http://portal.saude.gov.br/portal/arquivos/pdf/casos_conf_hepatite_c.pdf o en nuestra página, en
http://www.hepato.com/p_epidemiologia/casos_conf_hepatite_c.pdf
No será extraño si otras regiones de Brasil presentan desempeño similar, pues son conocidas las dificultades que existen no solamente para realizar una prueba de detección de las hepatitis. Aún, la falta crónica de Kits en los pocos CTAs que testan las hepatitis hace desistir quien procura un de ésos servicios. Entre 2007 y 2008 durante 11 meses faltaron Kits y la mayor parte de la sangre colectada en el período fue perdida por fallo en las condiciones de almacenamiento en la espera del recibimiento de los Kits.
Pero los CTAs muy poco representan con relación a Brasil. La capacidad de realización de pruebas de hepatitis en ellos es de 350.000 pruebas por año, siendo que la mayoría de ésa procura es realizada por mujeres embarazadas encaminadas por médicos de familia que no consiguen realizar las pruebas de pre natal en los hospitales públicos. Una distorsión total que consume la mayoría de las pruebas que deberían ser empleados para diagnosticar a quien procura un CTA por se considerar en riesgo de haber contraído una hepatitis.
Un factor preocupante es la inexistencia de la busca activa de aquéllos que al donar sangre son diagnosticados como positivos. Cada banco de sangre sigue un procedimiento diferente, pero la mayoría encamina el donador positivo a una asistente social la cual informa que el resultado no es definitivo y recomienda que el individuo procure una unidad publica de salud para confirmar si realmente ésta infectado por alguna hepatitis.
Ante la falta de cualquier síntoma y por la "charla" nada asustadora o aclaradora de la asistente social la mayoría de ésos casos no procuran una unidad de salud, o cuando alguien procura es muy probable que en ese puesto no exista un médico infectólogo, siendo informado que deberá marcar una consulta para otra fecha para pasar por una evaluación para verificar si es necesario algún examen de sangre.
El individuo que ya perdió un día de trabajo para donar sangre, otro día para hablar con la asistente social del banco de sangre, un tercer día procurando la unidad de salud de su barrio y todavía va a tener que procurar otra unidad de salud para marcar una consulta médica, va a evaluar seriamente si puede colocar en riesgo su trabajo (podrá perder el empleo por las faltas) y simplemente, ya que nada siente va a dejar para procurar un médico para otra ocasión.
Parece una situación extraña, pero como acontecen en Brasil aproximadamente 2 millones de donaciones de sangre por año podemos estimar "por bajo" que 1,5% de ellas sean positivas para alguna de las hepatitis, lo que configura un mínimo de 30.000 casos positivos.
¿Dónde están esos individuos ya que no se observa el aumento de procura en los hospitales de referencia? Lamentablemente esta población con resultado positivo debe haber quedado abandonada a su propia suerte, por falta de la realización de la busca activa por parte de la vigilancia epidemiológica.
Semana próxima estaré mostrando las estadísticas con relación a Brasil, donde la situación no es muy diferente. Por falta de publicación de datos en la Secretaría de Vigilancia Epidemiológica estoy trabajando con los datos de los "Casos confirmados Notificados en el Sistema de Información de Agravios de Notificación - SINAN" - del ministerio de la salud.
Levantando los datos es de poner los pelos erizados al ver que el total de casos notificados y confirmados de hepatitis C en los últimos tres años en el estado (provincia) de Amazonas, verificando que totalizan solamente 63 casos en el período, en el estado de Piauí 13 casos en tres años y en Paraíba 66 casos. El total de casos notificados en todo Brasil en los últimos tres años continúa sin registrar aumento, permaneciendo en la casa de los 10.900 casos por año, lo que representa 0,3% del número estimado de infectados. A continuar con ésa medía serán necesarios 333 años para encontrar todos los casos de hepatitis C actualmente existentes.
En la hepatitis B el cuadro no es diferente y en los últimos tres años el total de casos notificados y confirmados fue de 66 casos en Piauí y de 371 casos en el estado de Amazonas (el estado con mayor índice de hepatitis B de Brasil). El Acre, infinitamente menor que el Amazonas notificó en el mismo período 1.013 casos.
Carlos Varaldo
Grupo Optimismo
Carlos Varaldo y el Grupo Optimismo declaran que no tienen relaciones económicas relevantes con eventuales patrocinadores das diversas actividades.
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