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Esteatose (gordura no fígado)

12/12/2011

Para entender o conhecimento científico sobre a esteatose é necessário recapitular historicamente, já que por muitos anos era considerada como conseqüência do abuso de bebidas alcoólicas, mas na década dos 80 pesquisadores descreviam o achado de esteatose em pessoas que não ingeriam bebidas e na década de 90 passou a ser diretamente relacionada à obesidade.

Atualmente a definição de esteatose está diretamente ligada à causa, assim, temos esteatose alcoólica, esteatose não alcoólica, a cirrose por esteatose e o simples deposito de gordura no fígado.

É importante o correto diagnostico da causa da esteatose, não podendo se generalizar. A esteatose não alcoólica atinge entre 20% e 30% da população nos Estados Unidos sendo estimado que entre 10 e 15% desses indivíduos poderão evoluir para a cirrose.

O simples deposito de gordura evolui para a esteatose não alcoólica, mas não estão descritos completamente os estágios para tal, suspeitando-se que um dos fatores seja a resistência a insulina causada como conseqüência do distúrbio metabólico, mas também, tal qual um círculo vicioso pode se suspeitar que seja a gordura no fígado que causa a resistência à insulina, por enquanto é mais uma incógnita muito controversa.

Outro fator do aumento do dano ao fígado causado pela gordura é a oxidação dos ácidos graxos livres, que aumenta a atividade inflamatória e levam a progressão da fibrose.

O problema é que não existem tratamentos medicamentosos para o tratamento da esteatose. Algumas pesquisas com tratamento empregando as vitaminas E e C durante seis meses conseguiram reduzir a progressão do dano hepático, mas o resultado é visto com desconfiança, já que seis meses é um período muito curto de tempo e que a vitamina E por um período maior poderia se depositar no fígado por ser oleosa e aumentar o problema.

A dieta parece ser um fator fundamental no aparecimento da esteatose não alcoólica. Em regiões onde a dieta é pobre em antioxidantes é observada uma prevalência maior de indivíduos com esteatose não alcoólica.

O diagnostico da esteatose é dificultado por não apresentar sintomas clínicos ou físicos nas suas fases iniciais.

Resumindo podemos afirmar que são fatores que facilitam o deposito de gordura no fígado a diabete tipo 2, a obesidade, o sedentarismo e o colesterol elevado. Em pacientes sem hepatite B ou C um alerta (não em todos os casos) é dado pelo aumento das transaminases.

TRATAMENTO:

Dieta equilibrada, redução do peso controlado até alcançar o considerado normal, controle da glicose e insulina e exercício físico aeróbico pelo menos 30 minutos durante cinco dias da semana.

Carlos Varaldo
www.hepato.com
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