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A ultra-sonografia é uma opção para o diagnóstico de esteatoses

14/03/2005

A esteatoses hepática é uma enfermidade muito freqüente que, em casos severos, pode dar lugar a sérias complicações. A ultra-sonografia como técnica de diagnóstico permite detectar estas alterações com uma sensibilidade e especificidade muito elevadas.

A ultra-sonografia é utilizada para o diagnóstico da esteatoses hepática. O diagnóstico final em geral e confirmado pela realização de uma biópsia, mas a ultra-sonografia delimita que doentes deveriam ser submetidos a biópsia e quais não, para determinar se for uma esteatoses simples ou se tratar de uma esteatohepatite.

A tomografia axial computarizada (TAC) é menos sensível e menos discriminatória para este tipo de lesão, além de ser simples, não invasiva, sem contra-indicações e muito acessível. Mas o mais significativo é que o diagnóstico tem uma sensibilidade e uma especificidade próximas aos 90%.

Quando a esteatoses é irregular, com depósito de gordura parcial ou fígados gordurosos com zonas livres de gordura, os diagnósticos podem não ser precisos, pelo que, para obter uma maior segurança, é necessário realizar um TAC e, sobre tudo, uma ressonância magnética (RM) com técnica de supressão de gordura, que é o diagnóstico mais confiável para detectar esteatoses parcial.

A obesidade e a diabete são algumas das causas mais comuns de esteatoses não alcoólica, embora tampouco se possa descartar a influência de substâncias tóxicas, a hepatite C, transtornos metabólicos hereditários e adquiridos. O álcool é, obviamente, a primeira causa nas esteatoses alcoólicas.

Em obesidade, a associação com esteatoses não alcoólica é de entre um 70 a 100%, sendo mais freqüente em mulheres; em diabetes entre 35 a 75%. Paradoxalmente se encontra a esteatoses em obesidade e em desnutrição grave, possivelmente porque os transtornos metabólicos que estão implicados sejam muito similares. Por exemplo, nas más nutrições protéicas severas se observaram casos de esteatoses.

Tratamentos

No que se refere ao tratamento, nos casos de obesidade, ou diabetes o adequado é realizar um controle e um seguimento da causa que produz a esteatoses. Os medicamentos específicos para a esteatoses hepática ainda são limitados e se encontram em experimentação sendo usados alguns anti-oxidantes, como a vitamina E ou a silimarina, e também o ácido ursodesoxicólico.

Manter o peso corporal ideal para o indivíduo, perdendo tudo e qualquer excesso de peso, junto a uma dieta a mais natural e balanceada possível, com poucas gorduras e, a um programa de exercícios físicos, preferivelmente os aeróbicos, que consigam "queimar" um numero maior de calorias daquelas que são ingeridas na alimentação é o melhor tratamento que existe. Não é conveniente realizar dietas "milagrosas" para perder muito peso rapidamente, pois com estas dietas o que se perde é a massa muscular e não a gordura, a que estará se depositando no fígado agravando o problema da esteatoses.



Carlos Varaldo
www.hepato.com
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