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A corrida pela cura da esteatose (gordura no fígado) não alcoólica, chamada de NASH

17/08/2015

Duas empresas estão disputando a primazia para ser a primeira em chegar ao mercado com um medicamento para tratar a esteatose não alcoólica, "NASH".

Gilead Sciences e Intercept Pharmaceuticals estão avançando nos programas de investigação clínica. Intercept Pharmaceuticals já se encontra realizando um ensaio em fase final (fase 3) com mais de 2.500 pacientes utilizando o ácido obeticholic e aparentemente está na frente da corrida.

Na fase 2 dos ensaios clínicos, 46% dos pacientes tratados com o ácido obeticholic obtiveram melhoria no grau de gordura depositada no fígado e 35% dos pacientes obteve uma melhora no grau de fibrose, contra somente 19% dos doentes que receberam um placebo.

Com os resultados obtidos na fase 2 o FDA concedeu a Intercept Pharmaceuticals status de prioridade na avaliação, o que representa uma oportunidade de apresentar o ácido obeticholic para aprovação antes da conclusão da Fase 3 de testes.

Gilead Sciences tem dois ensaios em fase 2 utilizando o simtuzumab que estão avaliando sua capacidade de tratar a cirrose hepática causada pelo NASH. Ainda este ano, deverão apresentar resultados preliminares de 48 semanas de tratamento e fazer a sua recomendação sobre se o ensaio clínico deve ser interrompido ou continuar. No final do próximo ano, dados de ensaios clínicos de 96 semanas devem ser liberados ao público.

A esteato-hepatite não alcoólica ou "NASH" é uma doença cada vez mais comum na população, doença que se origina a partir do deposito de gordura no fígado e pode resultar em insuficiência hepática com risco de vida. Estima-se que entre 2% e 5% dos americanos têm NASH e que o NASH é a terceira causa mais comum de transplantes de fígado.

O número cada vez maior de pessoas com NASH é ocasionado pelo sedentarismo, alimentação inadequada e obesidade entre outras prováveis causas. Nos Estados Unidos, a taxa de obesidade quase dobrou em adultos e em crianças triplicou nos últimos 10 anos.

A doença é "silenciosa", pois os pacientes raramente apresentam sintomas durante a progressão da doença, e a progressão da doença ocorre lentamente.

Carlos Varaldo
www.hepato.com
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