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24/05/2009


Historia natural da esteatoses em infectados com hepatite C


A esteatose e o deposito de gordura no fígado, uma condição que se não tratada adequadamente ocasiona fibrose e pode chegar à cirrose ou ocasionar câncer. É uma situação preocupante, podendo ser muito prejudicial e grave para os infectados com as hepatites B e C, já que serão duas condições diferentes atacando o fígado, acelerando a progressão dos danos.

É importante o diagnostico e seu tratamento porque estudos mostram um aumento de mortes por problemas cardiovasculares ocasionados pela esteatose em portadores de hepatite, superando o número de mortes por problemas hepáticos.

A cada dia as evidencias mostram que provavelmente a esteatose esteja relacionada com a síndrome metabólica, a qual e constituída por um conjunto de condições como a resistência a insulina, a obesidade e o colesterol, mas não existe uma afirmação concreta nesse sentido. É estimado que atualmente entre 30% e 40% da população apresentam algum grau de depósitos de gordura no fígado.

O diagnostico da esteatose e difícil devido a que os sintomas não são específicos. Exames de sangue não são seguros e exames de imagem não sempre conseguem avaliar o grau dos depósitos de gordura, especialmente em pacientes obesos. Somente a biopsia hepática e que consegue com segurança avaliar o grau de esteatoses existente no fígado. Estudos em andamento com a utilização da ressonância magnética poderão em breve conseguir avaliar o grau de esteatoses e evitar a maioria das biopsias, mas o equipamento não e amplamente disponível.

Pacientes diabéticos, obesos, com hipertensão arterial, com síndrome metabólica, com histórico familiar de esteatoses, com transaminases elevadas e com hepatite C devem ser avaliados sobre a presença de esteatoses.

Entre os poucos sintomas relatados o incomodo que acontece no lado direito superior do abdome e o mais freqüente. As transaminases podem estar alteradas, mas dois terços dos indivíduos com esteatoses apresentam transaminases normais. Um médico experiente ao apalpar o fígado poderá sentir ele mais mole.

O consumo exagerado de bebidas alcoólicas também gera depósitos de gordura no fígado, sendo chamada de esteatoses alcoólica. Em indivíduos que apresentam esteatoses e não abusam das bebidas alcoólicas a esteatoses e chamada de não alcoólica.

Outras causas da esteatose não alcoólica podem estar associadas a hepatites C, em especial na presença do genótipo 3, hepatite B, hepatite auto-imune, cirrose biliar primaria, HIV/AIDS, Doença de Wilson, esteatose durante a gravidez, efeitos do meio ambiente, em especial vapores tóxicos e utilização prolongada de medicamentos.

Um estudo realizado em 112 pacientes infectados com hepatite C sem receber tratamento antiviral que realizaram duas biopsias de fígado num intervalo de quatro anos e que na primeira biopsia apresentavam fibrose leve ou moderada foram incluídos na pesquisa.

A fibrose foi avaliada pela escala de ISHAK, que vai de F0 até F6 e a esteatose foi avaliada pela escala de KLEIPER que avalia que considera "S0" igual ou menos de 5% de células de fígado com gordura; "S1" entre 5% e 33% de células de fígado com gordura; "S2" entre 33% e 66% de células de fígado com gordura; e "S3" quando mais 66% das células de fígado estão com gordura.

Na primeira biopsia 54% dos pacientes apresentavam grau de esteatoses "S0"; 30% grau "S1"; 11% grau "S2" e 5% grau "S3". Os pacientes infectados com o genótipo 3 da hepatite C apresentavam maior possibilidade de esteatoses.

Ao se realizar a segunda biopsia, quatro anos após a primeira, foi observado que os pacientes que apresentavam na primeira biopsia maior grau de esteatoses apresentavam maior fator de risco principal em relação à progressão acelerada de fibrose, tendo esses pacientes progredido para uma fibrose significante ou cirroses.

Os autores do estudo concluem que a presença de esteatoses, independente do grau de fibrose existente, deve ser considerada para indicar o tratamento da hepatite C, inclusive em aqueles com fibrose F1.

Também advertem sobre a necessidade de desenhar estratégias para a redução do grau de esteatoses em todos os pacientes que apresentam a condição.


MEU COMENTÁRIO

É normal o paciente e até muitos médicos se preocupar somente com o vírus da hepatite, mas o ser humano e muito mais complexo, sofrendo de inúmeras outras condições. Este estudo mostra que a esteatoses pode ser tanto ou mais perigosa que a própria hepatite, pois a presença combinada das duas doenças potencializa a velocidade de progressão da doença.

O tratamento da esteatoses ainda não existe, sendo o melhor tratamento a modificação do estilo de vida. Na seção ESTEATOSES da nossa página www.hepato.com está explicado o que cada paciente pode fazer para controlar e até curar sua esteatoses.

Este artigo foi redigido com comentários e interpretação pessoal de seu autor, tomando como base a seguinte fonte:
TJ Cross, A Quaglia, S Hughes S, and others. The impact of hepatic steatosis on the natural history of chronic hepatitis C infection. Journal of Viral Hepatitis. February 5, 2009


Carlos Varaldo
Grupo Otimismo


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24/05/2009


Historia natural de la esteatosis en infectados con hepatitis C


La esteatosis es el depósito de grasa en el hígado, una condición que si no se trata adecuadamente puede causar fibrosis y llegar a causar cáncer o la cirrosis. Es preocupante y podría ser muy grave y perjudicial para las personas infectadas con hepatitis B y C, ya que serán dos condiciones diferentes atacando el hígado, acelerando la progresión del daño.

Es importante el diagnóstico y el tratamiento, porque los estudios muestran un aumento de las muertes por problemas cardiovasculares provocados por la esteatosis en los pacientes con hepatitis, superando el número de muertes por problemas hepáticos.

A cada día, las evidencias muestran que la esteatosis está probablemente relacionada con el síndrome metabólico, que consiste en una serie de condiciones tales como la resistencia a la insulina, obesidad y colesterol, pero no hay ninguna afirmación definitiva sobre ese efecto. Se calcula que actualmente entre el 30% y el 40% de la población tiene algún grado de depósitos de grasa en el hígado.

El diagnóstico de esteatosis es difícil debido a que los síntomas no son específicos. Las pruebas de sangre no son seguras y las pruebas de imagen no siempre pueden evaluar el alcance de los depósitos de grasa, especialmente en pacientes obesos. Sólo la biopsia de hígado es que consigue evaluar con seguridad el grado de esteatosis en el hígado. Estudios en curso con el uso de imágenes de resonancia magnética pueden evaluar el grado de esteatosis y prevenir la mayoría de las biopsias, pero el equipo no está ampliamente disponible.

Pacientes diabéticos, los pacientes obesos con hipertensión con síndrome metabólico, con antecedentes familiares de esteatosis con elevación de las transaminasas y la hepatitis C deben evaluarse sobre la presencia de esteatosis.

Entre los pocos síntomas relatados lo incomodo que acontece en el lado derecho superior del abdomen es lo más frecuente. Las transaminasas puede ser alteradas, pero las dos terceras partes de los individuos con esteatosis tienen transaminasas normales. Un médico con experiencia para apalpar el hígado puede sentirlo más suave.

El consumo excesivo de alcohol también genera depósitos de grasa en el hígado y se llama esteatosis alcohólica. En las personas que tienen esteatosis, y no abusan de alcohol es llamada esteatosis no alcohólica.

Otras causas de esteatosis no alcohólica pueden estar asociada con la hepatitis C, especialmente en la presencia del genotipo 3, la hepatitis B, la hepatitis autoinmune, cirrosis biliar primaria, el VIH / SIDA, enfermedad de Wilson, esteatosis durante el embarazo, los efectos del medio ambiente, en particular gases tóxicos y el uso prolongado de medicamentos.

Un estudio realizado en 112 pacientes infectados con hepatitis C que no reciben tratamiento antiviral y que se sometieron a dos biopsias del hígado con un intervalo de cuatro años y que la primera biopsia mostró fibrosis leve o moderada se incluyeron en la pesquisa.

La fibrosis fue evaluada por la escala de Ishak, que va de F0 a F6 y la esteatosis se evaluó mediante la escala KLEIPER que considera que "S0" cuando es igual o inferior al 5% de células del hígado de grasa, "S1" entre el 5% y 33% de las células de grasa del hígado, "S2" entre 33% y el 66% del hígado con células de grasa, y "S3" cuando más del 66% de las células hepáticas son de grasa.

En la primera biopsia el 54% de los pacientes tenían el grado de esteatosis "S0"; 30% grado "S1"; 11% grado "S2" y el 5% nivel "S3". Los pacientes infectados con el genotipo 3 de la hepatitis C tienen una mayor probabilidad de esteatosis.

Al realizar la segunda biopsia, cuatro años después de la primera, se observó que los pacientes que tuvieron en la primera biopsia mayor grado de esteatosis tienen mayor factor de riesgo para una acelerada progresión a la fibrosis siendo esos pacientes los que progresaron de forma significativa para la fibrosis o cirrosis.

Los autores del estudio concluyen que la presencia de esteatosis, independientemente del grado de fibrosis presente, deben ser considerados para indicar el tratamiento de la hepatitis C, incluidas las personas con fibrosis F1.

También advierten sobre la necesidad de establecer estrategias para reducir el grado de esteatosis en los pacientes con la enfermedad.


MI COMENTARIO

Es normal que el paciente y muchos médicos se preocupan sólo com el virus de la hepatitis, pero el ser humano es más complejo, sufriendo de muchas otras condiciones. Este estudio muestra que la esteatosis puede ser tan o más peligrosa que la hepatitis, debido a que la presencia de ambas enfermedades aumenta la velocidad de progresión de la enfermedad.

El tratamiento de la esteatosis no existe todavía, el mejor tratamiento es el cambio de estilo de vida. En la sección ESTEATOSIS de nuestro site www.hepato.com se explica lo que cada paciente puede hacer para controlar e incluso curar su esteatosis.

Este artículo fue redactado con comentarios e interpretación personal de su autor, tomando como base la siguiente fuente:
TJ Cross, A Quaglia, S Hughes S, and others. The impact of hepatic steatosis on the natural history of chronic hepatitis C infection. Journal of Viral Hepatitis. February 5, 2009


Carlos Varaldo
Grupo Optimismo


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Last updated 23.5.2009