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21/06/2005

A apnéia do sono pode ser um sintoma de esteatoses


Uma pesquisa realizada na Francia alerta para um provável sintoma que pode ser ocasionado pela acumulação de depósitos de gordura no fígado, conhecida como esteatoses.

A pesquisa, publicada em Hepatology do mês de junho e realizada no Hospital Saint-Antoine, em Paris, coordenada pelo Dr. Lawrence Serfaty pesquisou em indivíduos que apresentam distúrbios do sono as prováveis causas que poderiam provocar a apnéia.

A apnéia é uma doença (síndrome) crônica, evolutiva, com alta taxa de morbidade e mortalidade, apresentando um conjunto sintomático múltiplo que vai desde o ronco até a sonolência excessiva durante o dia, com repercussões gerais hemodinâmicas, neurológicas e comportamentais, afetando até 4% da população.

O fator determinante está localizado nas vias aéreas superiores, especialmente na faringe. O colapso de suas paredes durante o sono pode restringir, em parte, o fluxo aéreo, produzindo vibrações de baixa freqüência, constituindo o ronco. O ronco não pode mais ser avaliado simplesmente pelo seu aspecto social e deve ser considerado um problema médico, pois pode preceder a apnéia em mais de 90% dos casos.

Pessoas que apresentam este desordem frequentemente são obesas, assim tem maiores possibilidades de desenvolverem depósitos de gordura no fígado, o que eliminaria qualquer relação.

Porem, os pesquisadores observaram que pessoas magras, que sofrem de apnéia, apresentavam como característica depósitos de gordura no fígado.

Para identificar se existe alguma relação ou mecanismo envolvidos, os autores realizaram o estudo em 163 pacientes com apnéia. Foram comparadas informações como idade, peso, sexo, histórico de diabetes, níveis de tri-glicerídeos e pressão arterial.

De manhã, logo ao acordar, eram tomadas amostras de sangue e realizados testes para determinar o nível das transaminases (TGO, TGP e GGT). Nos pacientes que apresentavam níveis elevados eram submetidos a novos exames para descartar qualquer outra doença hepática que não seja a esteatoses.

44 pacientes apresentavam apnéia obstrutiva severa, 84 pacientes na forma moderada e 35 deles, utilizados como grupo controle não sofriam do distúrbio. Os que apresentavam uma apnéia severa em geral eram homens, obesos, e alguns tinham diabetes ou pressão alta. As transaminases também eram mais elevadas nestes pacientes.

Os pesquisadores relatam que as transaminases eram mais elevadas em 33% dos pacientes com apnéia severa e em 20% dos pacientes com apnéia moderada, contra solo 8% dos pacientes sem apnéia.

Na metade dos 32 pacientes que tinham transaminases elevadas e suspeita de uma maior esteatoses foram realizadas biopsias do fígado para se comprovar o grau de esteatoses, se comprovando que na presencia desta nove apresentavam apnéia severa, seis moderada e somente três não sofriam de apnéia. A maior parte dos pacientes com uma elevada esteatoses, já considerada NASH (esteato hepatite não alcoólica) apresentavam maiores sintomas severos de apnéia, não importando se eram obesos ou magros. Nestes pacientes foi observado que apresentavam uma maior resistência a insulina.

Concluem os autores que indivíduos com esteatoses mais avançada ou fibroses em maior grau possuem maiores possibilidades de apresentarem distúrbios do sono, principalmente a apnéia, independente do peso do paciente.

Fonte: Tanne F, Gagnadoux F, Chazouilleres O et al. Chronic liver injury during obstructive sleep apnea. Hepatology 2005 Jun;41(6):1290-6.

Carlos Varaldo
Grupo Otimismo




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21/06/2005

La apnea del sueño puede ser un síntoma de esteatosis


Una pesquisa realizada en Francia alerta para un probable síntoma que puede ser ocasionado por la acumulación de depósitos de grasa en el hígado, conocida como esteatosis.

La pesquisa, publicada en Hepatology del mes de junio y realizada en el Hospital Saint-Antoine, en Paris, coordenada por el Dr. Lawrence Serfaty investigó en individuos que presentan disturbios del sueño las probables causas que podrían provocar la apnea.

La apnea es una enfermedad (síndrome) crónica, evolutiva, con alta tasa de mórbidad y mortalidad, presentando un conjunto sintomático múltiple que va desde el ronquido hasta la soñolencia excesiva durante el día, con repercusiones generales hemodinámicas, neurológicas y de comportamiento emocional, afectando hasta 4% de la población.

El factor determinante está localizado en las vías aéreas superiores, especialmente en la faringe. El colapso de sus paredes durante el sueño puede restringir, en parte, el flujo aéreo, produciendo vibraciones de baja frecuencia, constituyendo el ronquido. El ronquido no puede más ser evaluado simplemente por su aspecto social y debe ser considerado un problema médico, pues puede preceder la apnea en más del 90% de los casos.

Personas que presentan este desorden frecuentemente son obesas, así tienen mayores posibilidades de desarrollar depósitos de grasa en el hígado, lo que eliminaría cualquier relación.

Pero, los pesquisidores observaron que personas delgadas, que sufren de apnea, presentaban como característica depósitos de grasa en el hígado.

Para identificar se existe alguna relación o mecanismo involucrados, los autores realizaron el estudio en 163 pacientes con apnea. Fueron comparadas informaciones como edad, peso, sexo, histórico de diabetes, niveles de tri-glicéridos y presión arterial.

Por la mañana, luego de despertar, eran tomadas muestras de sangre y realizados pruebas para determinar el nivel de las transaminasas (TGO, TGP y GGT). En los pacientes que presentaban niveles elevados eran sometidos a nuevos exámenes para descartar cualquier otra enfermedad hepática que no sea la esteatosis.

44 pacientes presentaban apnea obstructiva severa, 84 pacientes en la forma moderada y 35 de ellos, utilizados como grupo control no sufrían del disturbio. Los que presentaban una apnea severa en general eran hombres, obesos, y algunos tenían diabetes o presión alta. Las transaminasas también eran más elevadas en estos pacientes.

Los pinvestigadores relatan que las transaminasas eran más elevadas en un 33% de los pacientes con apnea severa y en un 20% de los pacientes con apnea moderada, contra solo 8% de los pacientes sin apnea.

En la mitad de los 32 pacientes que tenían transaminasas elevadas y sospecha de una mayor esteatosis fueron realizadas biopsias del hígado para comprobar el grado de esteatosis, se comprobando que en la presencia de esta nueve presentaban apnea severa, seis moderada y solamente tres no sufrían de apnea. La mayor parte de los pacientes con una elevada esteatosis, ya considerada NASH (esteato hepatitis no alcohólica) presentaban mayores síntomas severos de apnea, no importando si eran obesos o delgados. En estos pacientes fue observado que presentaban una mayor resistencia a la insulina.

Concluyen los autores que individuos con esteatosis más avanzada o fibrosis en mayor grado poseen mayores posibilidades de que presenten disturbios del sueño, principalmente la apnea, independiente del peso del paciente.

Fuente: Tanne F, Gagnadoux F, Chazouilleres O et al. Chronic liver injury during obstructive sleep apnea. Hepatology 2005 Jun;41(6):1290-6.

Carlos Varaldo
Grupo Optimismo



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Last updated 29.9.2005