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GRUPO OTIMISMO DE APOIO A PORTADORES DE HEPATITE C
ONG - Registro n°.: 176.655 - RCPJ-RJ - CNPJ: 06.294.240/0001-22 - Rio de Janeiro - RJ
Tel.: (21) 9973.6832 - Fax. (21) 2549.8809
e-mail: hepato@hepato.com Internet: www.hepato.com
14/02/2005
Fibroses
Na maioria das doenças do fígado a fibroses e formada pela acumulação excessiva de
proteína intracelular, inclusive colágeno, no tecido hepático. A fibrose é o
resultado da manutenção por longo período da inflamação do fígado, que então vai
formando fibras, as quais, por sua vez, passam a dificultar a passagem do sangue
pelas veias do órgão. A manutenção da fibrose por um longo período leva ao estado de
cirrose, ao fracasso das funções do fígado e a hipertensão na veia porta, sendo que
em alguns casos o órgão pode chegar a um ponto tal, de falência das suas funções
quando então se torna necessário um transplante de fígado para salvar o paciente da
morte.
Muitas são as causas do surgimento de fibroses, sendo que entre mais comuns temos a
infecção pelas hepatites B e C, o uso abusivo das bebidas alcoólicas e os depósitos
de gordura no fígado (esteatoses não alcoólica ou NASH). Recentemente o NASH foi
reconhecido como a principal causa do desenvolvimento de fibroses na população dos
Estados Unidos. O NASH e um componente do distúrbio metabólico, facilitando o
aparecimento do diabete tipo 2, aumento da pressão e intolerância a insulina,
podendo levar como conseqüência a perda da função renal.
O diagnostico da fibrose e difícil, pois em geral não apresenta sintomas. A biopsia
do fígado e considerado o melhor método para se avaliar o grau de fibroses o qual
pode ser medido com a utilização de diversas escalas de avaliação. Em 2006 deverão
estar disponíveis testes sanguíneos que poderão na maioria dos casos avaliar o grau
de fibroses e do funcionamento do fígado, dispensando a biopsia em muitos casos.
Os exames de sangue rotineiramente realizados, como as transaminases, as
protombinas, plaquetas, hemogramas e tantos outros não outorgam segurança total para
se afirmar a existência de fibroses ou do grau dela e somente conseguem fornecer
resultados 100% seguros quando o quadro já e de cirroses.
O exame patológico detalhado da amostra de uma biopsia e de suma importância, pois
pode mostrar muito sobre a causa da doença e auxiliar grandemente o médico no seu
diagnostico e na melhor estratégia terapêutica.
O melhor tratamento existente para reduzir o grau de fibroses e acabar, eliminar, o
agente causador da mesma, ou seja, a cura da doença original. Quando isto não e
possível são tentadas outras alternativas para se tentar conter a fibroses.
Até pouco tempo atrás se pensava que a fibroses era um processo irreversível, porem,
estudos mostram que é possível se reverter o quadro fibrótico. Pesquisadores e
industrias farmacêuticas estão estudando drogas que possam regredir a fibroses ou
pelo menos reduzir a progressão do dano no fígado. Os bloqueadores de renina e os
anti-oxidantes são as drogas mais promissórias. Estudos sobre fibroses são
demorados, pois por ser um processo de lenta evolução e necessário observar grupos
de pacientes por vários anos e ainda os estudos apresentam o inconveniente que são
necessárias biopsias do fígado (um procedimento invasivo) para se avaliar sua
progressão.
A regeneração do fígado com fibrose e conseguida após a eliminação daquilo que causa
a inflamação do fígado. Esta regeneração e muito lenta. Assim como o fígado em
condições normais de um individuo sem outras doenças que prejudiquem seu sistema
imunológico leva de 15 a 20 anos para passar de uma fibroses inicial para a fase da
cirroses, o processo de regeneração também leva vários anos.
A progressão da fibrose pode ser rápida em alguns casos, seja pela incidência de
componentes genéticos do individuo ou pela característica de algumas doenças, como
as hepatites fulminantes, hepatites alcoólicas agudas, colesteases ou re-infecção
com a hepatite em transplantados de fígado ou ainda pelo meio ambiente onde o
individuo vive o trabalha.
Não existe um tratamento padrão para tratar todos os casos de fibroses. O melhor
tratamento, conforme já falamos, e a eliminação do agente causador. Quando isto não
é possível se intentam diversas alternativas. O uso de corticosteirodes para reduzir
a inflamação somente e aconselhado nos casos das hepatites auto-imunes, sendo
desaconselhável em todos os outros casos. O uso de anti-oxidantes demonstra
benefícios nos casos de hepatite alcoólica ou por deposito de gordura no fígado
(NASH) e esta sendo estudado nas outras situações. Vários medicamentos
anti-fibróticos já se encontram na fase 2 das pesquisas em seres humanos, com boas
perspectivas de chegarem ao mercado em três ou quatro anos.
Também se encontra em estudos o transplante de células tronco do próprio paciente o
qual será, sem duvida alguma, a grande esperança para se regenerar fígados com alto
dano hepático. Este procedimento não irá curar a causa da doença, mas vai dar
melhores perspectivas de vida e sobrevida ao paciente, permitindo aguardar o
aparecimento da cura da sua doença.
Existem estudos de genética epidemiológica em andamento para se tentar descobrir que
componentes moleculares genéticos podem indicar quais indivíduos irão progredir mais
rapidamente no quadro fibrótico e, quando estes métodos estiverem disponíveis
poderão se aplicar estratégias terapêuticas diferentes para cada paciente.
Como a inflamação e a fase que precede o aparecimento da fibroses varias formas de
eliminar ou reduzir a inflamação estão sendo estudadas, passando pelo uso de
anti-oxidantes e diversas vitaminas da chamada medicina orto-molecular. Também
existem estudos sobre uma nova geração de antiinflamatórios, que ainda não estão
disponíveis no mercado comercial.
Na fase de um fígado cirrótico, com sintomas de descompensação, a regressão do dano
hepático e impossível e, prevalecendo repetidamente os episódios de descompensação,
o que indica um prognostico curto de sobrevida, então o procedimento indicado passa
a ser o transplante do órgão.
Na evolução da fibroses ainda temos muitas duvidas e perguntas sem respostas, mas,
por se tratar de um dos maiores problemas de saúde do mundo inúmeros pesquisadores
estão dedicando esforços em encontrar respostas, as quais certamente não irão
demorar em aparecer.
O paciente pode ajudar em muito para evitar a aceleração do processo de fibroses,
sendo fundamental a sua predisposição para tal. Uma alimentação completa e
balanceada, com poucas gorduras, a mais natural possível, junto com a manutenção do
peso ideal, eliminando qualquer sobrepeso e, a realização rotineira de exercícios
aeróbicos (caminhada, natação, ciclismo, etc.) pelo menos por 30 minutos diários
durante cinco dias a semana, serão sem duvida um grande aliado na redução da
inflamação e por conseqüente do aparecimento da fibroses. A única proibição total
para um individuo com o fígado inflamado ou com fibroses são as bebidas alcoólicas.
No final das contas, a progressão da doença depende fundamentalmente do equilíbrio
entre o sistema imune do individuo e o vírus.
Carlos Varaldo
Grupo Otimismo
GRUPO OPTIMISMO DE AYUDA A PORTADORES DE HEPATITIS C
ONG - Registro n°. 176.655 - RCPJ-RJ - Rio de Janeiro - Brasil
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14/02/2005
Fibrosis
En la mayoría de las enfermedades del hígado la fibrosis es formada por la
acumulación excesiva de proteína intracelular, incluso colágeno, en el tejido
hepático. La fibrosis es el resultado de la manutención por largo período de la
inflamación del hígado, que entonces va formando fibras, las cuales, a su turno,
pasan a dificultar el pasaje de la sangre por las venas del órgano. La manutención
de la fibrosis por un largo período lleva al estado de cirrosis, al fracaso de las
funciones del hígado y a la hipertensión en la vena puerta, siendo que en algunos
casos el órgano puede llegar a un punto tal de falencia de sus funciones cuando
entonces se vuelve necesario un trasplante de hígado para salvar el paciente de la
muerte.
Muchas son las causas del surgimiento de fibrosis, siendo que entre más comunes
tenemos la infección por las hepatitis B y C, el uso abusivo de las bebidas
alcohólicas y los depósitos de grasa en el hígado (esteatosis no alcohólica o NASH).
Recientemente el NASH fue reconocido como la principal causa del desarrollo de
fibrosis en la población de Estados Unidos. El NASH es un componente del disturbio
metabólico, facilitando el aparecimiento de la diabetes tipo 2, aumento de la
presión e intolerancia a la insulina, pudiendo llevar como consecuencia a la pérdida
de la función renal.
El diagnostico de la fibrosis es difícil pues en general no presenta síntomas. La
biopsia del hígado es considerado el mejor método para evaluarse el grado de
fibrosis el cual puede ser medido con la utilización de diversas escalas de
evaluación. En 2006 deberán estar disponibles pruebas sanguíneas que podrán en la
mayoría de los casos evaluar el grado de fibrosis y del funcionamiento del hígado,
dispensando a biopsia en muchos casos. Los exámenes de sangre rutinariamente
realizados, como las transaminasas, las protombinas, plaquetas, hemogramas y tantos
otros no otorgan seguridad total para afirmarse la existencia de fibrosis o del
grado de ella y solamente consiguen suministrar resultados 100% seguros cuando el
cuadro ya es de cirrosis.
El examen patológico detallado de la muestra de una biopsia es de suma importancia,
pues puede mostrar mucho sobre a causa de la enfermedad y auxiliar considerablemente
el médico en el diagnostico y en la mejor estrategia terapéutica.
El mejor tratamiento existente para reducir el grado de fibrosis es acabar,
eliminar, el agente causante de la misma, o sea, la cura de la enfermedad original.
Cuando esto no es posible son intentadas otras alternativas para tentar contener la
fibrosis.
Hasta poco tiempo atrás se pensaba que la fibrosis era un proceso irreversible, pero
estudios muestran que es posible se reverter el cuadro fibrótico. Investigadores y
empresas farmacéuticas están estudiando drogas que puedan regenerar hígados con
fibrosis o por lo menos reducir la progresión del daño en el hígado. Los
bloqueadores de renina y los anti-oxidantes son las drogas más promisorias.
Estudios sobre fibrosis son demorados pues por ser un proceso de lenta evolución es
necesario observar grupos de pacientes por varios años y todavía los estudios
presentan el inconveniente que son necesarias biopsias del hígado (un procedimiento
invasivo) para se evaluar su progresión.
La regeneración del hígado con fibrosis es lograda después de la eliminación de
aquello que causa la inflamación del hígado. Esta regeneración es muy lenta. Así
como el hígado en condiciones normales de una persona sin otras enfermedades que
perjudiquen su sistema inmunológico lleva de 15 a 20 años para pasar de una fibrosis
inicial para la fase de cirrosis, el proceso de regeneración también lleva varios
años.
La progresión de la fibrosis puede ser rápida en algunos casos, sea por la
incidencia de componentes genéticos de la persona o por la característica de algunas
enfermedades, como las hepatitis fulminantes, hepatitis alcohólicas agudas,
colesteases o la re-infección con la hepatitis en trasplantados de hígado o aún por
el medio ambiente donde el persona vive lo trabaja.
No existe un tratamiento padrón para tratar todos los casos de fibrosis. El mejor
tratamiento, conforme ya hablamos es la eliminación del agente causante. Cuando
esto no es posible se tientan diversas alternativas. El uso de corticosteroides para
reducir la inflamación solamente es aconsejado en los casos de las hepatitis
auto-inmunes, siendo desaconsejable en todos los otros casos. El uso de
anti-oxidantes demuestra beneficios en los casos de Hepatitis alcohólica o por
deposito de grasa en el hígado (NASH) y ésta siendo estudiado en las otras
situaciones. Varios medicamentos anti-fibróticos ya se encuentran en la fase 2 de
las pesquisas en seres humanos, con buenas perspectivas de que lleguen al mercado en
tres o cuatro años.
También se encuentra en estudios el trasplante de células madre del propio paciente
lo cual será, sin duda alguna, la gran esperanza para regenerarse hígados con alto
daño hepático. Este procedimiento no irá curar la causa de la enfermedad, pero va a
dar mejores perspectivas de vida y sobrevenida al paciente, permitiendo aguardar el
aparecimiento de la cura de su enfermedad.
Existen estudios de genética epidemiológica en tramitación para intentarse descubrir
que componentes moleculares genéticos pueden indicar cuales individuos irán a
progresar más rápidamente en el cuadro fibrótico. Cuando estos métodos estén
disponibles podrán se aplicar estrategias terapéuticas diferentes para cada paciente.
Como la inflamación es la fase que precede el aparecimiento de la fibrosis varias
formas de eliminar o reducir la inflamación están siendo estudiadas, pasando por el
uso de anti-oxidantes y diversas vitaminas de la llamada medicina orto-molecular.
También existen estudios sobre una nueva generación de antiinflamatórios, que
todavía no están disponibles en el mercado comercial.
En la fase de un hígado cirrótico, con síntomas de descompensación, la regresión del
daño hepático e imposible y prevaleciendo repetidamente los episodios de
descompensación, lo que indica un pronostico corto de sobrevenida, entonces el
procedimiento indicado pasa a ser el trasplante del órgano.
En la evolución de la fibrosis todavía tenemos muchas dudas y preguntas sin
respuestas, pero, por se tratar de uno de los mayores problemas de salud del mundo
muchos investigadores están dedicando esfuerzos en encontrar respuestas, las cuales
seguramente no irán a tardar en aparecer.
El paciente puede ayudar en mucho para evitar la aceleración del proceso de
fibrosis, siendo fundamental su predisposición para tal. Una alimentación completa
y balanceada, con pocas grasas, la más natural posible, juntamente con la
manutención del peso ideal, eliminando cualquier sobrepeso y la realización
rutinaria de ejercicios aerobios (caminata, natación, ciclismo, etc.) por lo menos
por 30 minutos diarios durante cinco días a la semana, serán sin duda un gran aliado
en la reducción de la inflamación y por consecuente del aparecimiento de la
fibrosis. La única prohibición total para un persona con el hígado inflamado o con
fibrosis son las bebidas alcohólicas.
Al final de las cuentas, la progresión de la enfermedad depende fundamentalmente del
equilibrio entre el sistema inmune de la persona y el virus.
Carlos Varaldo
Grupo Optimismo