GRUPO OTIMISMO DE APOIO A PORTADORES DE HEPATITE C
ONG - Registro n°.: 176.655 - RCPJ-RJ - CNPJ: 06.294.240/0001-22 - Rio de Janeiro - RJ
Tel.: (21) 9973.6832 - Fax. (21) 2549.8809
e-mail: hepato@hepato.com Internet: www.hepato.com
11/07/2005
Progressão retrospectiva do dano hepático
Muitos infetados com a hepatite C vivem praticamente atormentados tentando descobrir quando aconteceu a infecção e como ela foi progredindo, ano após ano, no ataque ao fígado. Lamentavelmente não existe uma formula única que possa ser aplicada a todos os infectados. Existem estudos muito bem elaborados que estudaram grupos grandes de pacientes e sobre eles foram elaboradas estimativas.
Dois estudos retrospectivos, um realizado em 1990 e publicado na revista Hepatology (12:671-675, 1990 - Interrelationship of blood transfusion, non-A, non-B hepatitis and hepatocellular carcinoma: analysis by detection of antibody to hepatitis C virus) da equipe coordenada pelo Dr. K. Kiyosawa e um outro realizado em 1995 e publicado no New England Journal of Medicine (332:1463-1466, 1995 - Clinical outcomes after transfusion - associated hepatitis C) pela equipe do Dr. M.J. Tong, são aceitos sem criticas ou contestações pela comunidade cientifica.
Estes estudos, os quais utilizaram grandes casuísticas de hepatites pós-transfusionais, estipularam que o tempo médio para desenvolvimento de hepatite crônica avançada (aparecimento de sintomas como fadiga e outros) variou de 10 a 13 anos, a evolução para a cirrose demorava em media entre 21 e 23 anos e a evolução para o carcinoma hepatocelular 29 anos após a transfusão. Estes estudos foram realizados em indivíduos que comprovadamente tinham recebido uma transfusão de sangue e que se encontravam com dano hepático significativo, devendo então se entender que se trata de indivíduos nos quais a doença ocasionou danos ao fígado.
É necessário ressaltar que cada paciente tem uma evolução diferente, em função de inúmeros fatores. A idade, o peso acima do normal, a presencia de outras doenças que diminuem o sistema imune, como o HIV/AIDS, a hepatite B, doenças autoimunes, a subnutrição, a depressão, entre outras, influem negativamente, acelerando o processo destruição das células hepáticas pelo vírus da hepatite C. A ingestão de bebidas alcoólicas potencializa a agressão ao fígado e indivíduos alcoólatras infectados com a hepatite C podem desenvolver cirroses num período entre três e cinco anos após a infecção. O cigarro e o uso de drogas também contribuem na aceleração do dano ao fígado.
Indivíduos em perfeito estado clínico, físico e psicológico apresentam em geral uma progressão muito lenta, podendo levar décadas antes de chegar a desenvolver cirroses, sendo que a maioria destes indivíduos a morte natural, por velhice, chegará antes que a falência do fígado.
Mas prever o futuro e um trabalho de adivinhação e não pode a medicina opinar ou estabelecer o que poderá acontecer a cada um dos infectados. O melhor então e utilizar os dados estatísticos obtidos nos estudos retrospectivos e assim, em cada caso individual, tentar saber, com alguma aproximação, o que pode ter acontecido.
Para isto é necessário se saber, comprovado pelo resultado de uma biopsia do fígado, qual e o dano existente atualmente. É sempre muito importante que ao realizar a biopsia seja solicitado que o resultado seja expresso se utilizando alguma escala conhecida. No Brasil as duas mais utilizadas e fáceis de comparar são a escala METAVIR e a escala da SBP - Sociedade Brasileira de Patologia.
Com um resultado destes podemos facilmente trabalhar na seguinte base de calculo:
1 - Individuo com Cirroses em no ano de 2005 (Metavir F4 ou escala SBP com Alterações Estruturais 4) se pode estimar que:
- Provavelmente a infecção aconteceu entre 1979 e 1985;
- Evoluiu para o estagio 1 em 1988 (± 3 anos);
- Evoluiu para o estagio 2 em 1994 (± 3 anos);
- Evoluiu para o estagio 3 em 2000 (± 3 anos);
- Chegando ao estagio 4 em 2005.
2 - Individuo no estagio 3 no ano de 2005 (Metavir F3 ou escala SBP com Alterações Estruturais 3) se pode estimar que:
- Provavelmente a infecção aconteceu entre 1985 e 1991;
- Evoluiu para o estagio 1 em 1994 (± 3 anos);
- Evoluiu para o estagio 2 em 2000 (± 3 anos);
- Evoluiu para o estagio 3 em 2005 (± 3 anos).
3 - Individuo no estagio 2 no ano de 2005 (Metavir F2 ou escala SBP com Alterações Estruturais 2) se pode estimar que:
- Provavelmente a infecção aconteceu entre 1990 e 1996;
- Evoluiu para o estagio 1 em 1999 (± 3 anos);
- Evoluiu para o estagio 2 em 2005 (± 3 anos)
A estimativa foi realizada conforme os estudos acima citados e se refere a media provável de progressão do dano hepático em indivíduos que se encontram atualmente com o dano hepático em cada estagio citado. Trata-se simplesmente de um dado estatístico o qual não necessariamente se aplica a cada caso individual. Simplesmente e um método pratico para todos aqueles que ficam preocupados com o que aconteceu no passado.
Por outro lado, fica evidente que indivíduos que se encontram no estagio 2 do dano hepático, ou acima dele, devem considerar seriamente na realização imediata do tratamento, objetivando evitar desenvolver um dano hepático superior.
GRUPO OPTIMISMO DE AYUDA A PORTADORES DE HEPATITIS C
ONG - Registro n°. 176.655 - RCPJ-RJ - Rio de Janeiro - Brasil
Tel. 55.21 - 9973.6832 - Fax. 55.21 - 2549.8809
e-mail: hepato@hepato.com Internet: www.hepato.com
11/07/2005
Progresión retrospectiva del daño hepático
Muchos infectados con la hepatitis C viven prácticamente atormentados intentando descubrir cuando aconteció la infección y como ella fue progresando con el pasar de los años en el ataque al hígado. Lamentablemente no existe una formula única que pueda ser aplicada a todos los infectados. Existen estudios muy bien elaborados que estudiaron grupos grandes de pacientes y sobre ellos fueron elaboradas estimativas.
Dos estudios retrospectivos, un realizado en 1990 y publicado en la revista Hepatology (12:671-675, 1990 - Interrelationship of blood transfusion, nonA, non-B hepatitis and hepatocellular carcinoma: analysis by detection of antibody to hepatitis C virus) por el equipo del Dr. K. Kiyosawa y otro realizado en 1995 y publicado en New England Journal of Medicine (332:1463-1466, 1995 - Clinical outcomes after transfusion - associated hepatitis C) por el equipo del Dr. M.J. Tong, son aceptados sin criticas o rebatimientos por la comunidad científica.
Estos estudios, quiénes utilizaron grandes casuísticas de hepatitis pos-transfusión, estipularon que el tiempo medio para desarrollo de la hepatitis crónica avanzada (aparecimiento de síntomas como fatiga y otros) varió de 10 a 13 años, la evolución para el cirrosis demoraba en medía entre 21 y 23 años y la evolución para el carcinoma hepatocelular 29 años después de la transfusión. Estos estudios fueron realizados en individuos que de forma comprobada habían recibido una transfusión de sangre y que se encontraban con daño hepático significativo, debiendo entonces se entender qué se trata de individuos en los cuales la enfermedad ocasionó daños al hígado.
Es necesario resaltar que cada paciente tiene una evolución diferente, en función de muchos factores. La edad, el peso arriba del normal, la presencia de otras enfermedades que disminuyen el sistema inmune, como el HIV/SIDA, la hepatitis B, enfermedades auto inmunes, la sub-nutrición, la depresión, entre otras, influyen negativamente, acelerando el proceso de destrucción de las células hepáticas por el virus de la hepatitis C. La ingestión de bebidas alcohólicas potencia la agresión al hígado e individuos que son consumidores excesivos de bebidas alcohólicas e infectados con la hepatitis C pueden desarrollar cirrosis en un período entre tres y cinco años después de la infección. El cigarrillo y el uso de drogas también contribuyen en la aceleración del daño al hígado.
Individuos en perfecto estado clínico, físico y psicológico presentan en general una progresión muy lenta, pudiendo llevar décadas antes de llegar a desarrollar cirrosis, siendo que la mayoría de estos individuos la muerte natural, por vejez, llegará antes que la falencia del hígado.
Pero prever el futuro es un trabajo de acertijo y no puede la medicina opinar o establecer lo que podrá acontecer a cada uno de los infectados. Entonces lo mejor es utilizar los datos estadísticos obtenidos en los estudios retrospectivos y así, en cada caso individual, intentar saber, con alguna aproximación, lo que puede haber pasado.
Para esto es necesario se saber, comprobado por el resultado de una biopsia del hígado, cual es el daño existente actualmente. Es siempre muy importante que al realizar la biopsia sea solicitado que el resultado sea expreso se utilizando alguna escala conocida. En Brasil las dos más utilizadas y fáciles de comparar son la escala METAVIR y la escala de la SBP - Sociedad Brasileña de Patología.
Con un resultado de éstos podemos fácilmente trabajar en la siguiente base de calculo:
1 - Individuo con Cirrosis en el año de 2005 (Metavir F4 o escala SBP con Alteraciones Estructurales 4) se puede estimar que:
- Probablemente la infección aconteció entre 1979 y 1985;
- Evolucionó para el estadio 1 en 1988 (± 3 años);
- Evolucionó para el estadio 2 en 1994 (± 3 años);
- Evolucionó para el estadio 3 en 2000 (± 3 años);
- Llegando al estadio 4 en 2005.
2 - Individuo en el estadio 3 en el año de 2005 (Metavir F3 o escala SBP con Alteraciones Estructurales 3) se puede estimar que:
- Probablemente la infección aconteció entre 1985 e 1991;
- Evolucionó para el estadio 1 en 1994 (± 3 años);
- Evolucionó para el estadio 2 en 2000 (± 3 años);
- Evolucionó para el estadio 3 en 2005 (± 3 años).
3 - Individuo en el estadio 2 en el año de 2005 (Metavir F2 o escala SBP con Alteraciones Estructurales 2) se puede estimar que:
- Probablemente la infección aconteció entre 1990 y 1996;
- Evolucionó para el estadio 1 en 1999 (± 3 años);
- Evolucionó para el estadio 2 en 2005 (± 3 años)
La estimativa fue realizada conforme los estudios arriba citados y se refiere a la medía probable de progresión del daño hepático en individuos que se encuentran actualmente con el daño hepático en cada estadio citado. Se trata simplemente de un dato estadístico el cual no necesariamente se aplica a cada caso individual. Simplemente es un método práctico para todos aquéllos que se quedan preocupados con qué pasó en el pasado.
Por otro lado, queda evidente que individuos que se encuentran en el estadio 2 del daño hepático, o arriba de él, deben considerar seriamente en la realización inmediata del tratamiento, objetivando evitar desarrollar un daño hepático superior.