GRUPO OTIMISMO DE APOIO A PORTADORES DE HEPATITE C
ONG - Registro n°.: 176.655 - RCPJ-RJ - CNPJ: 06.294.240/0001-22 - Rio de Janeiro - RJ
Tel.: (21) 9973.6832 - Fax. (21) 2549.8809
e-mail: hepato@hepato.com Internet: www.hepato.com
08/08/2005
Interpretação do estado do fígado
A valoração da gravidade da lesão hepática é muito diferente segundo o estádio em que se encontra a doença. Em pacientes não cirróticos, a biópsia hepática é o método mais preciso para valorar o estágio da enfermidade e seu prognóstico.
A utilização das concentrações das transaminases, bilirrubina, colesterol e plaquetas, em diferentes combinações, podem permitir em alguns casos uma aproximação do nivel de fibroses, mas nunca deverá ser o método indicado já que sua segurança é inferior aos 80%. O FibroTest é uma nova forma de interpretar matematicamente diversos resultados de testes sangüíneos, mas também é impreciso nos estádios intermediários da determinação da fibrose. Em estádios F2 ou F3 (Índice Metavir) pode confundir os resultados apresentados.
Por outro lado, as técnicas de imagem podem ser úteis na valoração da fibrose, como o FibroScan, a tomografía computadorizada e a ressonância magnética do fígado, mas todos estes métodos ainda requerem uma validação mas ampla que somente o tempo poderá abastecer com dados seguros e ainda não são totalmente seguros em seus resultados. Em casos de indivíduos não cirróticos, somente a biópsia é que determina com perfeição o estado do fígado.
O índice APRI parece ser o método mais simples e fácil para fazer uma valoração prognostica sobre a progressão da doença durante a consulta médica. Trata-se de um indice que considera o número de vezes em que o valor normal maximo da TGO (também conhecida pelas siglas GOT, ASAT, AST ou SGOT) encontra-se duplicado e este numero de vezes é multiplicado por 100, depois, o resultado é dividido pelo número de plaquetas. Um resultado APRI por debaixo de 0,5 descarta fibrose relevante e um APRI superior a 1,5 indica progressão a cirrose.
O resultado mostrado pelo APRI não pode ser utilizado como um critério diagnostico, servindo simplesmente como um indicador dos procedimentos que o médico estrategicamente vai realizar em determinado paciente, isto é, se o índice e inferior a 0,5 pode sugerir que nos encontramos perante um quadro favorável e os exames confirmatórios podem ser solicitados de forma paulatinamente, mas se o resultado do APRI e superior a 1,5 o mesmo deve ser interpretado como um alerta e uma estratégia mais agressiva de exames deve ser realizada neste paciente, pois existe uma suspeita mais fundamentada de nos deparar com um quadro mais preocupante de dano hepático.
Ainda, não se pode ignorar que a TGO/AST pode estar aumentada por que também e produzida em outros órgãos alem do fígado e que pacientes, já com cirroses, podem apresentar níveis normais desta transaminase. Fica evidente que o índice APRI não e um critério diagnostico e sim um auxiliar na conduta de investigação diagnostica.
Os níveis das transaminases refletem o grau de atividade necro-inflamatória, mas a correlação não é tão exata como seria desejável. Na hepatite B ou na hepatite autoimune, o nível da TGP (também conhecida pelas siglas GPT, ALAT, ALT ou SGPT) é usado em muitos casos para valorar o estado do fígado e o prognóstico, de modo que em casos de valores normais do TGP/ALT, considera-se que a enfermidade se encontra em fase inativa, e não se recomenda tratamento. Mas nos infectados com a hepatite C ou que têm depósitos de gordura no fígado (esteato-hepatite não alcoólica), resultados normais na TGP/ALT aparecem em muitos casos, em até 25% deles, e podem assim ocultar uma percentagem importante de pacientes com um grau de dano no fígado que requer tratamento imediato.
Por este motivo, pacientes que se encontram em acompanhamento médico, sem receber tratamento, devem realizar periodicamente os testes de transaminases, para se observar variações que possam indicar problemas. Os valores máximos na TGP/ALT indicados atualmente para um melhor controle se situam em 30 U/L para os homens e 19 U/L para as mulheres.
Até pouco tempo atrás se falava de hepatite persistente para indicar um diagnostico associado à ausência de progressão da enfermidade e se chamava de hepatite ativa quando se caracterizava uma progressão que prognosticava um avanço para um alto dano hepático, para a cirrose.
Atualmente esta interpretação e ultrapassada e já sabemos que é o grau de atividade necro-inflamatória a que reflete a gravidade da inflamação portal ou a hepatite de interfase, esta informação mostrada, em geral pela letra "A" seguida de um número entre zero e quatro (pode variar segundo a escala utilizada na interpretação) no resultado da biópsia, enquanto, que o índice de fibroses, em geral e mostrado com a letra "F" seguida de um número entre zero e quatro (pode variar segundo a escala utilizada na interpretação) sendo este o valor que quantifica a extensão da fibrose.
Assim, quando dispomos do grau de fibroses a qual nos mostra a situação atual do fígado e junto a esta temos o grau de atividade necro-inflamatória é possível se realizar uma valoração qualitativa da velocidade de progressão da enfermidade, estimando-se o provável tempo necessário para se chegar a uma cirrose e com isto se pode realizar a melhor estratégia para o paciente, decidindo se for necessário realizar o tratamento ou se e possível se aguardar com tranqüilidade a chegada de novos medicamentos, mas eficazes e com menos efeitos adversos.
Qualquer decisão sobre o tratamento deve ser tomada em conjunto entre médico e paciente.
Permitida a reprodução citando a fonte: Carlos Varaldo - www.hepato.com
GRUPO OPTIMISMO DE AYUDA A PORTADORES DE HEPATITIS C
ONG - Registro n°. 176.655 - RCPJ-RJ - Rio de Janeiro - Brasil
Tel. 55.21 - 9973.6832 - Fax. 55.21 - 2549.8809
e-mail: hepato@hepato.com Internet: www.hepato.com
08/08/2005
Interpretación del estado del hígado
La valoración de la gravedad de la lesión hepática es muy diferente según el estadio en que se encuentra la enfermedad. En pacientes no cirróticos, la biopsia hepática es el método más preciso para valorar el estadio de la enfermedad y su pronóstico.
La utilización de las concentraciones de las transaminasas, bilirrubina, colesterol y plaquetas, en diferentes combinaciones, pueden permitir en algunos casos la aproximación al estadio de fibrosis, pero nunca deberá ser el método indicado y su seguridad es inferior a los 80%. El FibroTest es una nueva interpretación de diversos resultados de pruebas sanguíneas, pero también es impreciso en los estadios intermediarios de la determinación de la fibrosis. En estadios F2 o F3 (Índice Metavir) puede confundir los resultados presentados.
Por otro lado, las técnicas de imagen pueden ser útiles en la valoración de la fibrosis, como el FibroScan, la tomografía computarizada y la resonancia magnética de hígado, pero todos estos métodos todavía requieren una validación mas amplia que solo el tiempo podrá fornecer con mayor seguridad y todavía no són totalmente seguros en sus resultados. En casos de individuos no cirróticos, solamente la biopsia es que determina con perfección el estado del hígado.
El índice APRI parece ser el método más simple y fácil para hacer una valoración pronóstica sobre la progresión de la enfermedad durante la consulta médica. Se trata de un indice que considera el número de veces en que el valor normal maximo de la TGO (también conocida por las siglas GOT, ASAT, AST o SGOT) se encuentra duplicado y este nuemero de vezes es multiplicado por 100, después, el resultado es dividido por el número de plaquetas. Un resultado APRI por debajo de 0,5 descarta fibrosis relevante y un APRI superior a 1,5 indica progresión a cirrosis.
El resultado mostrado por el APRI no puede ser utilizado como un criterio diagnostico, sirviendo simplemente como un indicador de los procedimientos que el médico estratégicamente vaya a realizar en determinado paciente, esto es, si el índice e inferior a 0,5 puede sugerir que nos encontramos delante de un cuadro favorable y los exámenes confirmatorios pueden ser solicitados de forma paulatina, pero si el resultado del APRI es superior a 1,5 el mismo debe ser interpretado como un alerta y una estrategia más agresiva de exámenes debe ser realizada en este paciente, pues existe una sospecha más fundamentada de un cuadro más preocupante de daño hepático.
Aún, no se puede ignorar que la TGO/AST puede estar aumentada por qué también es producida en otros órganos y no solo en el hígado y que pacientes, ya con cirrosis, pueden presentar niveles normales de esta transaminasa. Queda evidente que el índice APRI no es un criterio diagnostico y sí un auxiliar en la conducta de investigación diagnostica.
Los niveles de transaminasas reflejan el grado de actividad necro-inflamatoria, pero la correlación no es tan exacta como sería deseable. En la hepatitis B o en la hepatitis auto-inmune, el nivel de la TGP (también conocida por las siglas GPT, ALAT, ALT o SGPT) es usado en muchos casos para valorar el estado del hígado y el pronóstico, de modo que en casos de valores normales de TGP/ALT, se considera que la enfermedad se encuentra en fase inactiva, y no se recomienda tratamiento. Pero en los infectados con la hepatitis C o que tienen depósitos de gordura en el hígado (esteato-hepatitis no alcohólica), las resultado normales en la TGP/ALT aparecen en muchos casos, en hasta 25% de ellos, y pueden así ocultar un porcentaje importante de pacientes con un grado de daño en el hígado que requiere tratamiento inmediato.
Por este motivo, pacientes que se encuentran en seguimiento, sin recibir tratamiento, deben realizar periódicamente las pruebas de transaminasas, para se observar variaciones que puedan indicar problemas. Los valores máximos en la TGP/ALT indicados actualmente para un mejor control se sitúan en 30 U/L para los hombres y 19 U/L para las mujeres.
Hasta poco tiempo atrás se hablaba de hepatitis persistente para indicar un diagnostico asociado a la ausencia de progresión de la enfermedad y se hablaba de hepatitis activa cuando se caracterizaba una progresión que pronosticaba el avanzo hacia un alto daño hepático, a la cirrosis.
Actualmente esta interpretación esta ultrapasada y ya sabemos que es el grado de actividad necro-inflamatoria la que refleja la gravedad de la inflamación portal o la hepatitis de interfase, información esta mostrada, en general por la letra "A" seguida de un número entre cero y cuatro (puede variar segundo la escala utilizada en la interpretación) en el resultado de la biopsia, mientras, que el índice de fibrosis, en general mostrado pela letra "F" seguida de un número entre cero y cuatro (puede variar segundo la escala utilizada en la interpretación) es el valor que cuantifica la extensión de la fibrosis.
Así, cuando disponemos del grado de fibrosis la cual nos muestra la situación actual del hígado y junto a esta tenemos el grado de actividad necro-inflamatoria es posible se realizar una valoración cualitativa de la velocidad de progresión de la enfermedad, se estimando el probable tiempo necesario para se llegar a una cirrosis y con esto se puede realizar la mejor estrategia para el paciente, decidiendo si es necesario realizar el tratamiento o si es posible se aguardar con tranquilidad la llegada de nuevos medicamentos, mas eficaces y con menos efectos adversos.
Cualquier decisión sobre el tratamiento debe ser tomada en conjunto entre el médico y el paciente.
Permitida la reproducción citando la fuente: Carlos Varaldo - www.hepato.com