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GRUPO OTIMISMO DE APOIO A PORTADORES DE HEPATITE C
ONG - Registro n°.: 176.655 - RCPJ-RJ - CNPJ: 06.294.240/0001-22 - Rio de Janeiro - RJ
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30/08/2005


A fibrose é reversível? - (Uma revisão dos conceitos em 2005)


Tradicionalmente a medicina acha que a cirrose e uma condição irreversível, mas evidencias recentes indicam que estágios muito avançados de fibroses são reversíveis, podendo se regenerar as células hepáticas afetadas. A eliminação daquilo que causa o dano hepático resulta não somente na cessação do dano como a regressão do mesmo.

Isto já é uma comprovação observada em pacientes com diversos problemas no fígado, como pacientes com altas cargas de ferro, de cobre, com danos causados pelo consumo de bebidas alcoólicas, pelas hepatites B, C e D, pela hemacromatoses, pela cirrose biliar, pela esteatoses não alcoólica ou pela hepatite auto-imune. A regressão pode levar anos, mas e claramente observada com o passar do tempo.

O tempo e a velocidade de regeneração das células hepáticas vai depender da doença que causou o dano ao fígado e da sua severidade (estagio) no momento da cura. A infecção pela hepatite C e largamente estudada, pois o tratamento consegue a cura de mais da metade de tratados, resultando em um universo grande de pacientes observados há mais de nove anos, podendo se comprovar a melhoria, lenta e gradual do grau de fibroses. Neste ponto e importante realçar que pacientes com cirroses também conseguem um efeito benéfico ao erradicar o vírus, revertendo o quadro cirrótico para um grau insignificante do quadro de cirrosis. Se esta regressão da cirrose e associada com uma melhoria clinica a longo prazo, inclusive com a redução da hipertensão portal ainda e desconhecido, sendo objeto dos estudos que acompanham estes pacientes.

As noticias na regressão da fibrose são altamente alentadoras e promissórias, porem, ainda faltam respostas para uma muitas questões. Será que alguns medicamentos podem acelerar a recuperação do fígado? Um fígado com fibroses elevada poderá chegar a ser um fígado totalmente normal? A regeneração do fígado e igual em todas as doenças?

Por enquanto não existe nenhum tratamento padrão para ser indicado na recuperação de um fígado com fibroses. A maioria das novas drogas que experimentalmente apresentam estas qualidades ainda não foram testadas em seres humanos. A pesquisa será lenta, pois sucessivas biopsias deverão ser realizadas para se comprovar a eficácia e segurança destes novos medicamentos, com seu uso durante períodos prolongados. Será que os seres humanos reagirão igual e da mesma forma que os animais de laboratório, em geral ratos, que hoje são empregados nas pesquisas? O desenvolvimento de testes que possam medir o grau de fibroses sem necessidade de uma biopsia poderá acelerar o andamento das pesquisas.

Como a inflamação e a fase que precede a fibroses, diversas alternativas para diminuir a inflamação estão em estudo. Os antioxidantes, como as vitaminas C e E, a sylimarina, o acido Omega 3 (e outros citados na seção sobre tratamentos alternativos da nossa página na internet) despertam interesses nos pesquisadores, pois muitos já comprovam efeitos benéficos em relação à diminuição da inflamação, e assim protegendo as células hepáticas da sua destruição. Combinações de ervas já são utilizadas correntemente em países asiáticos para tratar doenças do fígado, se destacando o Sho-saiko- (uma mistura de 7 ervas chinesas) a glycyrrhizin (Alcaçuz), e a savia miltiorhiza (uma erva chinesa também conhecida como tan-shen).

Alguns medicamentos antiinflamatórios largamente utilizados em doenças dos rins, do coração e do pulmão já estao sendo testados na inflamação do fígado.

A terapia antifibrotica será diferente para cada causa, isto é, para cada doença que causou o dano hepático. Como falamos, a maior experiência neste campo se encontra nos pacientes afetados pela hepatite C. Nestes a eliminação do vírus de forma sustentada é associada à melhoria da fibrose. Alguns pacientes que não apresentam resposta ao tratamento também apresentam uma melhora na fibrose, derivado de um efeito antifibrotico do interferon. Ainda o tratamento dos distúrbios metabólicos, como a diabetes, a pressão elevada e a esteatoses (gordura no fígado) auxiliam e ajudam na melhoria da inflamação e consequentemente no grau de fibroses.

Em pacientes com hepatite auto-imune o uso de imunossupressores não somente diminui a inflamação como também mostra efeitos antifibroticos. Em pacientes com dano hepático pelo uso abusivo de bebidas alcoólicas a abstinência da bebida causa uma acelerada regeneração da fibrose. O Ursacol (ácido ursodeoxicólico) melhora os resultados das transaminases, mas com o seu uso não foi comprovada qualquer melhoria no grau de fibroses. Em pacientes com esteatoses não alcoólica (NASH) a perda de peso acompanhada de exercícios físicos aeróbicos e tratamentos específicos para os distúrbios metabólicos podem reduzir a fibrose.

Para concluir, não podemos esquecer que testes e ensaios clínicos em grandes grupos de pacientes serão necessários para confirmar os resultados apresentados acima. Este artigo e mais um escrito na sala de espera de um aeroporto, o de São Paulo, após a reunião de consenso da SBH, aguardando por horas a saída de meu avião.

Carlos Varaldo
Grupo Otimismo



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GRUPO OPTIMISMO DE AYUDA A PORTADORES DE HEPATITIS C
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30/08/2005

¿La fibrosis es reversible? - (Una revisión de los conceptos en 2005)


Tradicionalmente la medicina piensa que la cirrosis es una condición irreversible, pero evidencias recientes indican que estadios muy avanzados de fibrosis son reversibles, pudiendo se regenerar las células hepáticas afectadas. La eliminación de aquello que causa el daño hepático resulta no solamente en la cesación del daño como en la regresión del mismo.

Esto ya es una comprobación observada en pacientes con diversos problemas en el hígado, como pacientes con altas cargas de hierro, de cobre, con daños causados por el consumo de bebidas alcohólicas, por las hepatitis B, C y D, por la hemacromatosis, por la cirrosis biliar, por la esteatosis no alcohólica o por la hepatitis auto-inmune. La regresión puede llevar años, pero es claramente observada al largo del tiempo.

El tiempo y la velocidad de regeneración de las células hepáticas va a depender de la enfermedad que causó el daño al hígado y de su severidad (estadio) en el momento de la cura. La infección por la hepatitis C es largamente estudiada, pues el tratamiento consigue la cura de más de la mitad de tratados, resultando en un universo grande de pacientes observados hace más de nueve años, pudiendo se comprobar la mejoría, lenta y gradual del grado de fibrosis. En este punto es importante realzar que pacientes con cirrosis también consiguen un efecto benéfico al erradicar el virus, revirtiendo el cuadro cirrótico para un grado insignificante de la cirrosis. Si esta regresión de la cirrosis es asociada con una mejoría clínica a largo plazo, incluso con la reducción de la hipertensión portal aún es desconocido, siendo objeto de estudios que acompañan estos pacientes.

Las noticias en la regresión de la fibrosis son altamente alentadoras y promisorias, pero, todavía faltan respuestas para una serie de cuestiones. ¿Será qué algunos medicamentos pueden acelerar la recuperación del hígado? ¿Un hígado con fibrosis elevada podrá llegar a ser un hígado totalmente normal? ¿La regeneración del hígado es igual en todas las enfermedades?

Por el momento no existe ningún tratamiento padrón para ser indicado en la recuperación de un hígado con fibrosis. La mayoría de las nuevas drogas que experimentalmente presentan estas cualidades aún no fueron testadas en seres humanos. La pesquisa será lenta, pues sucesivas biopsias deberán ser realizadas para comprobarse la eficacia y seguridad de estos nuevos fármacos, con su uso durante períodos prolongados. ¿Será qué los seres humanos reaccionarán igual y de la misma forma qué los animales de laboratorio, en general ratones, qué hoy son empleados en las pesquisas? El desarrollo de pruebas que puedan medir el grado de fibrosis sin necesidad de una biopsia podrá acelerar la andadura de las pesquisas.

Como la inflamación es la fase que precede a la fibrosis, diversas alternativas para disminuir la inflamación están en estudio. Los antioxidantes, como las vitaminas C y E, la sylimarina, el acido Omega 3 (y otros citados en la sección sobre tratamientos alternativos de nuestra página en el Internet) despiertan intereses en los investigadores, pues muchos ya comprueban efectos benéficos con relación a la disminución de la inflamación, y así protegiendo las células hepáticas de su destrucción. Combinaciones de hierbas ya son utilizadas habitualmente en países asiáticos para tratar enfermedades del hígado, se destacando el Sho-saiko- (una mezcla de 7 hierbas chinas) la glycyrrhizin (Alcazus), y la savia miltiorhiza (una hierba china también conocida como tan-shen).

Algunos medicamentos anti inflamatorios largamente utilizados en enfermedades de los riñones, del corazón y del pulmón ya están siendo testados en la inflamación del hígado.

La terapia anti-fibrotica será diferente para cada causa, esto es, para cada enfermedad que causó el daño hepático. Como hablamos, la mayor experiencia en este campo se encuentra en los pacientes afectados por la hepatitis C. En éstos la eliminación del virus de forma sostenida es asociada a la mejoría de la fibrosis. Algunos pacientes que no presentan respuesta al tratamiento también presentan una mejora en la fibrosis, derivado de un efecto anti-fibrotico del interferón. Aún el tratamiento de los disturbios metabólicos, como la diabetes, la presión elevada y la esteatosis (grasa en el hígado) auxilian y ayudan en la mejoría de la inflamación y consecuentemente en el grado de fibrosis.

En pacientes con hepatitis auto-inmune el uso de inmuno-supresores no solamente disminuye la inflamación como también muestra efectos anti-fibroticos. En pacientes con daño hepático por el uso abusivo de bebidas alcohólicas la abstinencia de la bebida causa una acelerada regeneración de la fibrosis. El Ursacol (ácido ursodeoxicólico) mejora los resultados de las transaminasas, pero con su uso no fue comprobada cualquier mejoría en el grado de fibrosis. En pacientes con esteatosis no alcohólica (NASH) la pérdida de peso acompañada de ejercicios físicos aerobios y tratamientos específicos para los disturbios metabólicos pueden reducir a fibrosis.

Para concluir, no podemos olvidar que pruebas y ensayos clínicos en grandes grupos de pacientes serán necesarios para confirmar los resultados arriba presentados. Este artículo es más uno escrito en la antesala de un aeropuerto, el de San Pablo, después de la reunión de consenso de la SBH, aguardando por horas la salida de mi avión.

Carlos Varaldo
Grupo Optimismo



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Last updated 29.9.2005