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Preocupante! - Como ficam os novos medicamentos com o corte no orçamento

03/06/2015

O Ministério da Saúde foi fortemente afetado com os cortes no orçamento imposto pelo Ministério do Planejamento. Serão mais de 11 bilhões de reais a menos para este ano, além do corte nas despesas de custeio. Pior ainda, isso deverá ser poupado no segundo semestre, porque metade do orçamento total já foi gasto. O corte, então, no que ainda fica de dinheiro deverá ser superior aos 20%.

Pergunto para ver se alguém consegue me responder: Vamos ter dinheiro para comprar medicamentos até o final do ano? Não somente para compra dos novos medicamentos para tratamento da hepatite C, mas para todos os medicamentos que são necessários para atender a população que depende do SUS.

Como o governo vai tentar solucionar isso? Oferecerá tratamento para um número menor de pacientes ou tentará negociar com os fornecedores descontos que para em todo ou, em parte, possa ser possível manter o planejamento na oferta de tratamentos?

Poderão as empresas reduzir o preço previamente negociado para fornecimento ao SUS? Poderá o governo manter o compromisso assinado? E se não se chegar a algum acordo os medicamentos chegarão aos pacientes ainda este ano?

No momento da negociação eram três os fabricantes (Gilead, Janssen e BMS), mas agora um quarto fabricante, Abbvie, teve seu medicamento aprovado na ANVISA e um quinto, Merck (MSD) já entrou com solicitação de registro no FDA e o fará proximamente aqui na ANVISA, ou seja, até o final do ano ou logo no inicio de 2016 serão cinco fabricantes oferecendo medicamentos em certa forma compatíveis.

Vislumbro que o problema que hoje existe em relação a preços será muito mais fácil de negociar no próximo ano, mas o meu dilema é em relação aos 15.000 tratamentos que estavam previstos para o segundo semestre de 2015, voltando a perguntar se alguém sabe me informar se será possível cumprir essa meta.

Carlos Varaldo
www.hepato.com
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