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Segunda Opinião na Hepatite

25/11/2015

Uma segunda opinião pode ser necessária em muitos casos quando o paciente esta inseguro, com pouca informação ou não se sente seguro da indicação do médico, podendo ajudar na escolha do tratamento mais adequado.

Essa segunda opinião deve servir para esclarecer duvidas e não necessariamente deve ser solicitada aos médicos considerados de maior reputação na especialidade, pois, também médicos conscientes e responsáveis saberão orientar corretamente o paciente.

Essa segunda opinião poderá não ser divergente no seu conteúdo da realizada pelo médico que assiste o paciente, mas poderá, sim, ser divergente na forma como é realizada para poder elucidar as dúvidas ainda remanescentes.

Alguns profissionais podem se sentir incomodados com uma segunda opinião de um colega, mas devem entender que alguns pacientes não conseguem conversar sobre suas incertezas, incógnitas ou frustações. Uma segunda opinião não pode ser interpretada como perda de confiança do paciente em relação ao profissional da saúde.

O paciente ao requerer uma segunda opinião não deve revelar quem é o seu médico. Se levar exames deve tirar copias apagando qualquer referencia ao médico ou a instituição onde está sendo assistido, evitando assim constrangimento ao profissional que estará dando uma segunda opinião ou até para evitar qualquer corporativismo que possa existir com o colega.

Nos planos de saúde e no sistema público de saúde onde o tempo de atendimento que o médico pode dar é sempre pequeno o paciente tem menos oportunidades de conversar sobre suas duvidas. Acabando a consulta muitas vezes o paciente nem sequer sabe para que servem os exames solicitados ou o tratamento indicado.

Tratar o doente ou a doença?

Protocolos e consensos ajudam o profissional da saúde no referente a tratar com as evidencias científicas os pacientes, mas deve ser observado que não todos os pacientes são iguais. A dificuldade de procurar o melhor tratamento específico para determinado paciente esbarra muitas vezes no protocolo que não inclui todas as condições que podem afetar um indivíduo. O infectado com hepatite não pode ser olhado como uma "caixinha" com vírus pura e exclusivamente e sim como um ser humano complexo que está doente, não somente de uma doença.

Curiosamente, quando no inicio da semana coloquei o artigo "O que acontece após a cura da hepatite C?" muitos escreveram alarmados, achando que por terem curado a hepatite C não teriam mais problemas de saúde, ignorando que outros problemas e condições também podem continuar a afetar o fígado. Será que esses pacientes não foram informados pelos médicos ou será que eles diante do indesejável ou o temido não querem ouvir, preferem ignorar, os conselhos dos médicos em relação aos cuidados necessários com a saúde?

Cuidar da doença e ao mesmo tempo do doente é uma equação complexa para os profissionais da saúde e, ainda, mais complexa para os pacientes.

Carlos Varaldo
www.hepato.com
hepato@hepato.com


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