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A informação nas redes sociais nas doenças crônicas

23/05/2016

Até recentemente os médicos eram a fonte mais confiável de informação sobre saúde, mas a internet causou uma revolução pela facilidade e rapidez de acesso a informação sobre saúde acessível a qualquer pessoa. A cada dia mais pacientes comparam a informação dada pelo médico com informações encontradas na internet.

Estudo publicado em "Atención Primaria" mostra que a informação na internet ajuda o paciente a tomar decisões sobre saúde mais informadas, aumentam a autonomia, reforçam as indicações do médico e aumentam a aderência aos tratamentos. Mas a internet também pode ser uma fonte de desinformação devido à grande variabilidade de fontes de informação não seguras ou erradas, podendo causar ansiedade pelas diferenças de conselhos, testemunhos e opiniões sem base científica, aumentando a expectativa dos pacientes sobre novos tratamentos ou terapias alternativas.

Um outro estudo, publicado no "The American Journal of Medicine" avaliou as redes sociais nas doenças crônicas, classificando, resumindo os dados a base das evidencias atuais. Feita uma análise sistêmica de todo o publicado em MEDLINE através do PubMed (de janeiro de 2000 a janeiro de 2015) de estudos que comunicaram resultados clínicos em Facebook, Twitter, Wikipédia e YouTube em dez doenças crônicas.

Foram identificadas 378 publicações, sendo selecionadas 42 para realizar a análise, sendo 16 no Facebook, 13 em blogs, 8 em Twitter, 5 em Wikis e 4 em YouTube, encontrando 14 publicações sobre câncer, 13 sobre depressão, 9 sobre obesidade, 4 de diabetes, 3 de cardiopatia, 2 sobre acidente vascular cerebral, e 1 sobre infecção crônica das vias respiratórias baixas.

As publicações eram 16 de apoio, 10 de educação do paciente, 6 de modificação da doença, 5 de tratamento da doença e 5 de diagnóstico.

O resultado da análise mostra que 48% das publicações resultavam em algum benefício para os pacientes, 45% foram neutras ou indefinidas e 7% eram totalmente prejudiciais nas informações fornecidas aos pacientes.

Concluíram os pesquisadores que o emprego das mídias sociais para proporcionar apoio social, emocional ou experiencial nas doenças crônicas, sobretudo Facebook e blogs, parecem ser as de maior probabilidade de melhorar a atenção aos pacientes.

MEUS COMENTÁRIOS

Estudo que está sendo realizado pelo Grupo Otimismo na rede social Facebook do Brasil analisando as páginas sobre artrite, câncer, HIV/aids e hepatites apresentam resultados preliminares desoladores. O alcance de uma rede social é medido pelo número de compartilhamentos nas redes dos leitores, criando assim uma rede infinita de alcance, mais a maioria das páginas das associações de pacientes ou são grupos fechados (não criam políticas) ou não alcança maior número de compartilhamentos, ficando a notícia restrita as pessoas que acessam a página, a maioria dos posts não passando de 2 compartilhamento por post colocado.

Estamos procurando patrocínio para poder selecionar duas associações de pacientes em cada uma dessas doenças para receberam treinamento e apoio sobre como deve se trabalhar no Facebook.

Este artigo foi redigido com comentários e interpretação pessoal de seu autor, tomando como base a seguinte fonte:
- Rajesh Patel et al, Social Media Use in Chronic Disease: A Systematic Review and Novel Taxonomy. The American Journal of Medicine. December 2015 Volume 128, Issue 12, Pages 1335-1350

- Viviana Marin-Torres et al, Internet como fuente de información sobre salud en pacientes de atención primaria y su influencia en la relación médico-paciente. Atención Primaria. Volume 45, Issue 1, January 2013, Pages 46-53


Carlos Varaldo
www.hepato.com
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