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06/11/2011
AASLD 2011 - Quais as perspectivas dos médicos em relação aos novos medicamentos?
Estou participando do congresso nos Estados Unidos e aproveitei a presença de muitos médicos brasileiros para comentar e perguntar de maneira informal sobre suas expectativas e considerações em relação às implicações com a chegada dos inibidores de proteases Boceprevir e Telaprevir e suas consequências no tratamento, nos pacientes, na pratica médica e no sistema publico da saúde, o nosso SUS.
A maioria dos quais tive oportunidade de ouvir é formada por infectologistas e hepatologistas, ficando os gastroenterologistas em menor número. Solicito considerar que não se trata de uma pesquisa de opinião formal e sim de minhas observações pessoais sobre as considerações de cada um.
Uma preocupação geral dos médicos é sobre a complexidade dos dois esquemas terapêuticos os quais são totalmente diferentes em relação ao acompanhamento do paciente e efeitos adversos e colaterais. Consideram que será complicado para o médico tratar um grupo grande de pacientes se alguns permanecem somente com interferon peguilado e ribavirina e outros recebendo tratamentos com o Boceprevir e/ou Telaprevir.
Todos, independentemente da especialidade, estão preocupados com a quantidade de consultas que cada paciente vai demandar devido aos efeitos colaterais e adversos que ambos os medicamentos provocam, pois caso os pacientes procurem os consultórios a cada semana ou a qualquer dia e hora pelo surgimento de situações novas e desconhecidas os consultórios ficarão lotados.
Observei que inicialmente cada médico estará predisposto a "experimentar" ambos inibidores e, depois, em função da complexidade e da experiência adquirida decidirá majoritariamente utilizar somente um deles.
Infectologistas e hepatologistas demonstram na sua maioria posicionamentos e expectativas diferentes, Os hepatologistas estão mais cautelosos devido aos novos efeitos adversos que podem acontecer, muitos deles desconhecidos da especialidade, em especial os problemas cutâneos (Rash).
Já os infectologistas por possuírem a experiência acumulada com os medicamentos empregados no tratamento da AIDS, os quais no inicio provocavam efeitos similares aos que agora apresentam os inibidores de proteases para hepatite C estão mais propensos à utilização imediata.
Em geral todos opinam que a medicina é assim mesmo. Todo medicamento que chega ao mercado apresenta situações e reações novas, desconhecidas e diferentes ao ser utilizado em milhares de pacientes, mas se a introdução no mercado, o que é chamado de "fase 4" não acontecer em grande número de indivíduos não será possível melhorar as drogas presentes e futuras.
Por tanto, é necessário, sim, introduzir os novos inibidores, cabendo aos profissionais de saúde monitorar com muito cuidado os pacientes. Aos pacientes cabe a responsabilidade de assumir o risco, assinando para tal um documento de consentimento e, seguir rigorosamente todas as indicações e recomendações dadas pelo médico.
Vejo pela internet que o Jornal Folha de São Paulo publicou hoje matéria falando que um novo medicamento aprovado nos Estados Unidos, um inibidor que serve para todos os genótipos da hepatite C, trata-se do "Alisporivir" o qual é um inibidor da ciclofilina, porém não foi aprovado como diz a matéria já que se encontra nas fases 2-b de pesquisa.
Carlos Varaldo
Carlos Varaldo e o Grupo Otimismo declaram não possuir conflitos de interesse com eventuais patrocinadores das diversas atividades.
Aviso legal: As informações deste texto são meramente informativas e não podem ser consideradas nem utilizadas como indicação medica. É permitida a utilização das informações contidas nesta mensagem desde que citada a fonte como retiradas de WWW.HEPATO.COM
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06/11/2011
¿Cuáles las perspectivas de los médicos con relación a los nuevos medicamentos?
Estoy participando del congreso en Estados Unidos y aproveché la presencia de muchos médicos brasileños para comentar y preguntar de manera informal sobre sus expectativas y consideraciones con relación a las implicaciones con la llegada de los inhibidores de proteasas Boceprevir y Telaprevir y sus consecuencias en el tratamiento, en los pacientes, en la práctica médica y en el sistema público de la salud, nuestro SUS.
La mayoría de los cuales tuve oportunidad de oír es formada por infectologos y hepatólogos, quedándose los gastroenterólogos en menor número. Pido considerar que no si trata de una pesquisa de opinión formal y sí de observaciones personales sobre las consideraciones de cada uno.
Una preocupación general de los médicos es sobre la complejidad de los dos esquemas terapéuticos quiénes son totalmente diferentes con relación al acompañamiento del paciente y efectos adversos y colaterales. Consideran que será complicado para el médico tratar un grupo grande de pacientes si algunos permanecen solamente con interferón pegilado y ribavirina y otros recibiendo tratamientos con el Boceprevir y el Telaprevir.
Todos, independientemente de la especialidad, están preocupados con la cantidad de consultas que cada paciente va a demandar debido a los efectos secundarios y adversos que ambos los medicamentos provocan, pues caso los pacientes procuren los consultorios a cada semana o a cualquier día y hora por el surgimiento de situaciones nuevas y desconocidas los consultorios quedarán atestados.
Observé que inicialmente cada médico estará predispuesto a "experimentar" ambos inhibidores y, después, en función de la complejidad y de la experiencia adquirida decidirá mayoritariamente utilizar solamente de ellos.
Infectologos y hepatólogos demuestran en su mayoría posicionamientos y expectativas diferentes, Los hepatólogos están más cautelosos debido a los nuevos efectos adversos que pueden acontecer, muchos de ellos desconocidos de la especialidad, en especial los problemas cutáneos (Rash).
Ya los infectologos tienen la experiencia acumulada con los medicamentos empleados en el tratamiento del SIDA, quiénes al inicio provocaban efectos similares a los que ahora presentan los inhibidores de proteasas para hepatitis C están más propensos a la utilización inmediata.
En general todos opinan que la medicina es así mismo. Todo medicamento que llega al mercado presenta situaciones y reacciones nuevas, desconocidas y diferentes al ser utilizado en millares de pacientes, pero si la introducción en el mercado, lo que es llamado de "fase 4" no acontecer en grande número de individuos no será posible mejorar las drogas presentes y futuras.
Por tanto, es necesario, sí, introducir los nuevos inhibidores, cabiendo a los profesionales de salud monitorizar con mucho cuidado los pacientes. A los pacientes cabe la responsabilidad de asumir el riesgo, firmando para tal un documento de consentimiento y, seguir rigurosamente todas las indicaciones y recomendaciones dadas por el médico
Veo por el internet que el Diario Folha de Sao Paulo publicó hoy materia hablando que un nuevo medicamento aprobado en Estados Unidos, un inhibidor que sirve para todos los genotipos de la hepatitis C, se trata del "Alisporivir" el cual es un inhibidor de la ciclofilina, pero no fue aprobado como dice la materia ya que se encuentra en las fases 2-b de pesquisa.
Carlos Varaldo
Carlos Varaldo y el Grupo Optimismo declaran que no tienen relaciones económicas relevantes con eventuales patrocinadores de las diversas actividades.
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