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04/07/2012

Teste da AIDS para ser feito em casa


O governo dos Estados Unidos aprovou à comercialização em farmácias do OraQuick In-Home HIV Test, o primeiro teste de HIV que pode ser feito na casa do próprio paciente e sem a necessidade prescrição médica. Por meio de um exame da saliva, é possível detectar a presença de anticorpos do vírus da imunodeficiência humana do tipo 1 (HIV-1) e do tipo 2 (HIV-2), vírus responsáveis pela AIDS.

O teste foi desenvolvido para permitir que os indivíduos coletem as próprias amostras de saliva ao 'limpar' a mucosa bucal com uma espécie de cotonete. Entre 20 e 40 minutos depois de colocar essa amostra em um frasco fornecido pela companhia, o paciente já pode obter seu resultado. O mesmo aparelho já estava disponível para uso em consultórios médicos, mas agora poderá ser usado pelos pacientes em seus domicílios.

Um resultado positivo não significa que o indivíduo está definitivamente infectado com o HIV, mas que um teste adicional deve ser feito por médicos, a fim de confirmar os resultados. Do mesmo modo, um resultado negativo não significa que o indivíduo está definitivamente não infectado com o HIV, principalmente se a exposição ao vírus ocorreu nos últimos três meses.

Segundo o Food and Drug Administration (FDA), órgão responsável por regular os alimentos e medicamentos usados nos Estados Unidos, o teste é importante porque cerca de um em cada cinco infectados com a doença não tem a menor ideia que está infectada. "Conhecer o seu diagnóstico é um importante fator para prevenir a propagação do HIV", diz Karen Midthun, diretora do Centro de Avaliação e Pesquisa Biológica do FDA. "A disponibilidade desse teste caseiro fornece outra opção para os indivíduos, que devem procurar ajuda médica se necessário."

Vantagens e desvantagens

A autorização para venda em farmácias foi dada devido a que muitos desistem de realizar o teste pelo constrangimento de que para poder realizar o teste devem procurar um centro de referencia, motivo pelo qual se estima que a maioria dos infectados ainda não foi diagnosticada.

Aqui no Brasil os chamados CTA - Centro de Testagem e Aconselhamento, realizam o teste e os que procuram os locais passam por aconselhamento sobre doenças sexualmente transmissíveis. Existem aproximadamente 400 CTAs no país, lamentavelmente atendendo menos de 160 municípios dos mais de 5.000 existentes.

O teste do HIV e de muitas outras doenças deveria estar disponível em qualquer unidade ou posto de saúde, sem burocracia. Enquanto existir burocracia e dificuldade na sua realização os infectados não serão diagnosticados.

Não custa lembrar que o grande número de diagnósticos do HIV foi quando o CTA era chamado Centro de Testagem Anônima, onde qualquer pessoa podia chegar e sem se identificar realizar os testes. Quando passaram a exigir identificação e em muitos casos uma palestra previa, em alguns casos coletiva, muitos passaram a se sentir constrangidos, ficando sem realizar o teste.

A realização do teste em casa realmente pode em algumas pessoas causar certo pânico com um resultado positivo, mas na autorização pelo governo dos Estados Unidos foi exigido que na caixa fosse colocado um folheto explicativo sobre a doença, com as informações que são dadas numa palestra, e em destaque a necessidade de procurar um médico de forma imediata caso o resultado seja positivo.

Está na hora do Brasil discutir seriamente se não estamos na hora de facilitar a realização do teste do HIV e das hepatites de forma mais aberta, beneficiando milhões de infectados que ainda desconhecem seu verdadeiro estado de saúde e estão progressivamente perdendo sua vida e, pior ainda, infectando outras pessoas.

A melhor prevenção que pode existir é aquela que encontra os focos das doenças transmissíveis, isto é, os infectados.


Carlos Varaldo



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04/07/2012


Prueba del SIDA para ser realizada en casa


El gobierno de Estados Unidos aprobó la comercialización en farmacias del OraQuick In-Home HIV Test, la primera prueba de HIV que puede ser realizada en la casa del propio paciente y sin la necesidad de prescripción médica. Por medio de un examen de la saliva, es posible detectar la presencia de anticuerpos del virus de la inmunodeficiencia humana del tipo 1 (HIV-1) y del tipo 2 (HIV-2), virus responsables por el SIDA.

La prueba fue desarrollada para permitir que los individuos colecten las propias muestras de saliva al 'limpiar' la mucosa bucal. Entre 20 y 40 minutos después de colocar esa muestra en un frasco suministrado por la compañía, el paciente ya puede obtener su resultado. El mismo aparato ya estaba disponible para uso en consultorios médicos, pero ahora podrá ser usado por los pacientes en sus domicilios.

Un resultado positivo no significa que el individuo está concluyentemente infectado con el HIV, pero que una prueba adicional debe ser realizada por médicos, a fin de confirmar los resultados. Del mismo modo, un resultado negativo no significa que el individuo está definitivamente no infectado con el HIV, principalmente si la exposición al virus ocurrió en los últimos tres meses.

Según el Food and Drug Administration (FDA), órgano responsable de regular los alimentos y medicamentos usados en Estados Unidos, la prueba es importante porque cerca de uno en cada cinco infectados con la enfermedad no tiene la menor idea que está infectada. "Conocer el su diagnóstico es un importante factor para prevenir la propagación del HIV", dice Karen Midthun, directora del Centro de Evaluación y Pesquisa Biológica del FDA. "La disponibilidad de esa prueba casera suministra otra opción para los individuos, que deben procurar ayuda médica si necesario."

Ventajas y desventajas


La autorización para venta en farmacias fue dada debido a que muchos desisten de realizar la prueba por el malestar de que para poder realizar la prueba deben procurar un centro de referencia, motivo por el cual se estima que la mayoría de los infectados aún no fue diagnosticada.

Aquí en Brasil los llamados CTA - Centro de Testes e Informaciones, realizan la prueba y los que procuran los locales pasan por una charla sobre enfermedades sexualmente trasmisibles. Existen aproximadamente 400 CTAs en el país, lamentablemente atendiendo menos de 160 municipios de los más de 5.000 existentes.

La prueba del HIV y de muchas otras enfermedades debería estar disponible en cualquier unidad o puesto de salud, sin burocracia. Mientras existir burocracia y dificultad en su realización los infectados no serán diagnosticados.

No cuesta recordar que el gran número de diagnósticos del HIV fue cuando el CTA era llamado Centro de Testes Anónimos, donde quienquiera podía llegar y sin se identificar realizar la prueba. Cuando pasaron a exigir identificación y en muchos casos una echarla explicativa, en algunos casos colectiva, muchos pasaron a se sentir constreñidos, quedándose sin realizar la prueba.

La realización de la prueba en casa realmente puede en algunas personas causar cierto pánico con un resultado positivo, pero en la autorización por el gobierno de Estados Unidos fue exigido que en la caja fuese colocado un folleto explicativo sobre la enfermedad, con las informaciones que son datas en una charla explicativa, y en destaque la necesidad de procurar un médico de forma inmediata caso el resultado sea positivo.

Está en la hora de Brasil y otros países discutir seriamente si no estamos en la hora de facilitar la realización de la prueba del HIV y de las hepatitis de forma más abierta, beneficiando millones de infectados que aún desconocen su verdadero estado de salud y están progresivamente perdiendo su vida y, peor aún, infectando otras personas.

La mejor prevención que puede existir es aquélla que encuentra los focos de las enfermedades trasmisibles, esto es, los infectados.

Carlos Varaldo



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Last updated 4.7.2012