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GRUPO OTIMISMO DE APOIO AO PORTADOR DE HEPATITE
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21/11/2011
Difícil não ser a favor de novos medicamentos
Minha opinião (*) - Carlos Varaldo
Geralmente gestores da saúde costumam fazer muito barulho diante da perspectiva de introdução no sistema público de novos medicamentos quando eles são de mediano ou alto custo. No caso dos novos medicamentos para tratamento da hepatite C, dificilmente esse barulho encontrará algum eco junto aos usuários ou ao poder judicial.
Mário Vargas Llosa no livro "La tentación de lo imposible" coloca que o bem e o mal não são algo rigidamente separado e reconhecível, mas são caminhos que se cruzam entre si e por vezes se perdem um do outro sem que seja possível distingui-los. É isso que está acontecendo nas argumentações esdrúxulas daqueles que acham que os inibidores de proteases para tratamento da hepatite C não devem ser oferecidos pelo SUS.
Pior ainda, quando propõem que sejam oferecidos somente aos pacientes considerados mais graves e em poucos locais de atendimento, achando com isso que estão sendo magnânimos e "bonzinhos", mas devem saber "Que fácil é ser bom. O difícil é ser justo". O tratamento de pacientes em estados avançados da doença apresenta índices reduzidos de cura, assim, a proposição de limitar pela gravidade do quadro ou negar o único tratamento que pode salvar vidas é uma das proposições mais injustas e de maior desperdício de dinheiro que podem ser feitas pelo sistema público da saúde.
Cedo ou tarde o Brasil terá que encarar o desafio da hepatite C. Postergar ou empurrar o problema com a barriga custará milhares de vidas e acarretará em custos futuros muito superiores aos que hoje acreditam estar economizando.
Estudo apresentado no inicio do mês no 62º Congresso da Associação Americana para o Estudo das Doenças do Fígado, em San Francisco, pelo prestigioso Hospital Henry Ford, analisou dados de 53.796 pacientes com hepatite C, sendo 41.858 (78%) sem cirrose e idade média de 49 anos, 3.718 (7%) com cirrose compensada e idade média de 51 anos, e 8.220 (15%) com idade média de 52 anos e já em fase final da doença hepática.
Os custos mensais no sistema de saúde foram 32% maiores nos pacientes com cirrose compensada que nos pacientes sem cirrose. Já os pacientes com cirrose descompensada em fase final da doença apresentaram uma despesa 247% maior que nos pacientes sem cirrose. No calculo não foram considerados despesas caso fosse necessária a realização do transplante para evitar a morte do paciente.
Fica demonstrado que a progressão da doença ocasiona ao governo um aumento exponencial em gastos com atendimento a saúde aos infectados com hepatite C que não recebem tratamento adequado nas fases intermediarias da progressão da doença, o que é inadmissível por se tratar de uma doença que possui um tratamento com alta percentagem de cura.
No Brasil é estimado que mais de três milhões de brasileiros estejam infectados cronicamente com hepatite C. O dado dramático é que 90% desses brasileiros ainda não foram diagnosticados e desconhecem que seu fígado está evoluindo silenciosamente para a cirrose, o câncer e provavelmente a morte. De cada quatro infectados não diagnosticados e tratados, um morre em média aos 56 anos de idade.
Acredito que o sincero objetivo de todo gestor público, de todos os médicos socialmente responsáveis e das sociedades científicas deva ser o de "curar" o doente com aquilo que for mais adequado. Não receitar o melhor e mais efetivo tratamento é negar a seu irmão o caminho da salvação.
Se forem necessários recursos para introduzir no sistema público de saúde os novos medicamentos e oferecer tratamento digno a aqueles que deles necessitam para salvar sua vida, cabe a todos, sem exceção, trabalhar e lutar para conseguir o dinheiro.
(*) - Carlos Varaldo
Presidente do Grupo Otimismo de Apoio ao Portador de Hepatite
Carlos Varaldo e o Grupo Otimismo declaram não possuir conflitos de interesse com eventuais patrocinadores das diversas atividades.
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A Organização Mundial da Saúde estima que 1,5 milhão de pessoas morrem a cada ano por culpa das hepatites B ou C. Uma morte a cada 20 segundos! La Organización Mundial de la Salud estima que 1,5 millón de personas mueren a cada año por culpa de las hepatitis B o C. ¡Una muerte a cada 20 segundos!
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21/11/2011
Difícil no ser a favor de nuevos medicamentos
Mi opinión (*) - Carlos Varaldo
Generalmente gestores de la salud suelen hacer mucho barullo delante de la perspectiva de introducción en el sistema público de nuevos medicamentos cuando ellos son de mediano o alto costo. En el caso de los nuevos medicamentos para tratamiento de la hepatitis C, difícilmente ese barullo encontrará algún eco junto a los usuarios o al poder judicial.
Mario Vargas Llosa en el libro "La tentación de lo imposible" coloca que el bien y el mal no son algo rígidamente separados y reconocibles, pero son caminos que se cruzan entre sí y por veces se pierden uno del otro sin que sea posible distinguirlos. Es eso que está aconteciendo en las argumentaciones esdrújulas de aquéllos que creen que los inhibidores de proteasas para tratamiento de la hepatitis C no deben ser ofrecidos por los sistemas públicos de salud.
Peor aún, cuando proponen que sean ofrecidos solamente a los pacientes considerados más graves y en pocos locales de atención, hallando con eso que están siendo magnánimos y "buenos", pero deben saber "Qué fácil es ser bueno. Lo difícil es ser justo". El tratamiento de pacientes en estados avanzados de la enfermedad presenta índices reducidos de cura, así, la proposición de limitar por la gravedad del cuadro o negar el único tratamiento que puede salvar vidas es una de las proposiciones más injustas y de mayor desperdicio de dinero que pueden ser realizadas por el sistema público de la salud.
Cedo o tarde todos los países tendrán que enfrentar el desafío de la hepatitis C. Aplazar o empujar el problema con la barriga costará millares de vidas y resultará en costos futuros muy superiores a los que hoy creen estar economizando.
Estudio presentado en el inicio del mes en el 62º Congreso de la Asociación Americana para el Estudio de las Enfermedades del Hígado, en San Francisco, por el prestigioso Hospital Henry Ford, analizó datos de 53.796 pacientes con hepatitis C, siendo 41.858 (78%) sin cirrosis y edad promedio de 49 años, 3.718 (7%) con cirrosis compensado y edad promedio de 51 años, y 8.220 (15%) con edad promedio de 52 años y ya en fase final de la enfermedad hepática.
Los costos mensuales en el sistema de salud fueron 32% mayores en los pacientes con cirrosis compensado que en los pacientes sin cirrosis. Ya los pacientes con cirrosis descompensada en fase final de la enfermedad presentaron un gasto 247% mayor que en los pacientes sin cirrosis. En el cálculo no fueron considerados gastos suponiendo fuese necesaria la realización del trasplante para evitar la muerte del paciente.
Queda demostrado que la progresión de la enfermedad ocasiona al gobierno un aumento exponencial en gastos con atención a la salud de los infectados con hepatitis C que no reciben tratamiento adecuado en las fases intermediarías de la progresión de la enfermedad, lo que es inadmisible por se tratar de una enfermedad que posee un tratamiento con alto porcentaje de cura.
En Brasil es estimado que más de tres millones de brasileños estén infectados crónicamente con hepatitis C. O dato dramático es que 90% de esos brasileños aún no fueron diagnosticados y desconocen que su hígado está evolucionando silenciosamente para la cirrosis, el cáncer y probablemente la muerte. De cada cuatro infectados no diagnosticados y tratados, uno muere en media a los 56 años de edad.
Creo que el sincero objetivo de todo gestor público, de todos los médicos socialmente responsables y de las sociedades científicas deba ser el de "curar" el enfermo con aquello que sea más adecuado. No recetar el mejor y más efectivo tratamiento es negar a su hermano el camino de la salvación.
Si son necesarios recursos para introducir en el sistema público de salud los nuevos medicamentos y ofrecer tratamiento digno a aquéllos que necesitan de ellos para salvar su vida, cabe a todos, sin excepción, trabajar y luchar para conseguir el dinero.
(*) - Carlos Varaldo
Presidente del Grupo Optimismo de Apoyo al Portador de Hepatitis
Carlos Varaldo
Carlos Varaldo y el Grupo Optimismo declaran que no tienen relaciones económicas relevantes con eventuales patrocinadores de las diversas actividades.
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