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GRUPO OTIMISMO DE APOIO AO PORTADOR DE HEPATITE
ONG - Registro n°.: 176.655 - RCPJ-RJ - CNPJ: 06.294.240/0001-22
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14/09/2010


A aderência ao tratamento será fundamental no aumento da possibilidade de cura na hepatite C com a chegada dos inibidores de proteases


O tratamento da hepatite C depende de uma serie de fatores que aumentam ou diminuem a possibilidade de sucesso no tratamento com interferon peguilado. Alguns desses fatores não podem ser alterados, mas muitos deles dependem da aderência do paciente e da realização do tratamento por uma equipe multidisciplinar.

Quando os novos medicamentos chegarem ao mercado, já em 2011, uma nova era na historia da cura da hepatite C estará sendo iniciada. Os novos medicamentos estarão aumentando a possibilidade de cura, mas para conseguir isso o tratamento passará a ser realizado com três medicamentos ao mesmo tempo, o interferon peguilado, a ribavirina e os inibidores de proteases, cada qual com seus efeitos colaterais e adversos, o que obrigatoriamente vai necessitar de um acompanhamento médico muito mais de perto.

O tratamento multidisciplinar será de fundamental importância e deveria passar a ser praticamente obrigatório. O tratamento multidisciplinar está sendo colocado nos congressos internacionais como o fator chave para aumentar a resposta terapêutica, lamentavelmente tenho que criticar uma pequena parte do novo consenso da Sociedade Latino-americana para Estudo do Fígado (ALEH) já que não contemplou o tratamento multidisciplinar nas suas recomendações.

A falta de adesão do paciente quando tratado por um único médico apresenta um considerável número de fracassos, seja pela necessidade de interrupção do tratamento devido à detecção tardia dos efeitos adversos, chegando a resultar na interrupção do tratamento de entre 12 e 15% no total de pacientes que iniciaram o tratamento ou, por falta de adesão aos horários e dias recomendados para aplicação ou ingestão dos medicamentos. Estudos realizados nos Estados Unidos chegam à constatação que até 60% dos pacientes não aplicam o interferon no dia programado ou esquecem-se de tomar a ribavirina todos os dias. A maioria desses pacientes respeita o dia de aplicação do interferon peguilado, mas não respeita seguir rigorosamente os horários da ribavirina. São esses pacientes que acabam indetectáveis e nos seis meses seguintes ao final do tratamento o vírus recidiva.

Por exemplo, no genótipo 1 foi comprovado que pacientes que completaram o tratamento com boa aderência conseguiram 51% de cura, já os que desleixavam nos horários, dias de aplicação ou dosagens, conseguiram somente 34% de cura. Isto é, se você tiver aderência ao tratamento a possibilidade de cura é 50% maior que se não tiver aderência. Depende de você!

Com a chegada dos inibidores de proteases a falta de aderência ao tratamento poderá provocar resistência aos medicamentos devido a mutações que acontecem com o vírus e, nesses casos, muito provavelmente o paciente será um não respondedor, perdendo o tratamento.

Assim, um novo fator será fundamental: A educação do paciente!

Educar um paciente leva tempo e paciência, já que a hepatite C e seu tratamento são altamente complicados, mas está mais que comprovado que os pacientes bem informados são os que apresentam as maiores possibilidades de cura.

Veja os fatores que influem na maior ou menor possibilidade de um paciente conseguir sucesso com o tratamento:

Entre os fatores do próprio paciente (hospedeiro) que influem na possibilidade de sucesso com o tratamento temos a raça (cor da pele), o índice de massa corporal (peso do paciente), a idade, o sexo (masculino ou feminino) e o consumo de bebidas alcoólicas.

Nos fatores ligados ao vírus que influem na possibilidade de sucesso com o tratamento se encontram o genótipo (1 e 4 respondem menos que os genótipos 2 e 3) e a Carga Viral (alta ou baixa no início do tratamento).

Existem fatores da doença que influem na possibilidade de sucesso com o tratamento como o grau de fibrose e a co-infecção HIV/HCV.

Entre os fatores da aderência que influem na possibilidade de sucesso com o tratamento temos a educação do paciente, o tratamento personalizado conforme a resposta, o tratamento dos efeitos adversos, a dosagem da ribavirina e, finalmente o tratamento multidisciplinar.

Vemos então pelos fatores acima que o paciente muito pode fazer para aumentar a sua possibilidade individual de cura, cuidando daqueles fatores que são da sua absoluta responsabilidade. Se o paciente estiver acima do peso é conveniente perder o excesso antes de iniciar o tratamento, já que paciente magro responde melhor que paciente gordo, se a glicose estiver acima do normal o tratamento dela vai ajudar, assim, como o controle da resistência a insulina por um médico endocrinologista. Uma visita ao dentista para evitar que surjam problemas durante o tratamento, o que poderá ocasionar uma indesejada intervenção com a utilização de antibióticos e antiinflamatórios é fundamental. Esquecer das bebidas alcoólicas totalmente e passar a ter uma dieta balanceada muito ajudam, lembrem da importância da alimentação. Iniciar a prática rotineira de exercícios físicos aeróbicos, umas quatro ou cinco vezes por semana é altamente recomendável.

Se você se identifica como ansioso ou depressivo, por favor, procure antes do tratamento um bom psiquiatra, inclusive para acompanhá-lo durante todo o tratamento. O psiquiatra deve se comunicar com o médico que cuida da hepatite C e discutir qual medicamento é melhor. O mais recomendado atualmente é o Citalopram.

Ter persistência em seguir as recomendações sobre educação do paciente é fundamental, pois nas primeiras semanas do tratamento todos os pacientes cumprem praticamente tudo o acordado, mas com o passar das semanas muitos descuidam das regras estabelecidas podendo colocar tudo a perder.

CONCLUSÃO:

A cura da hepatite C com a chegada dos novos medicamentos vai ser conseguida pela grande maioria dos infectados, isso é muito bom, mas não tudo são flores, pois os efeitos colaterais e adversos dos tratamentos serão maiores que os atuais, alguns muito desagradáveis. Um número elevado de pacientes vai sentir prurido ou diarréia, duas condições que diminuem a qualidade de vida e poderão aumentar a depressão causada pelo interferon. Isso poderá diminuir a adesão ao tratamento se o paciente não tiver um acompanhamento, de preferência semanal, por uma equipe multidisciplinar.

Com a chegada dos novos tratamentos todos os pacientes que nos últimos 10 anos não responderam ao tratamento estarão querendo ser tratados imediatamente. Se a isso sumamos os novos pacientes é fácil concluir que a capacidade de atendimento nas clinicas e hospitais deverão ser o triplo da atual, isso já para o final de 2011 e 2012, mas sabendo disso, alguém está se preparando para tal crescimento? Não vejo tal movimentação no mundo, a exceção de algumas medidas que estão sendo implementadas pelo governo Frances.

Considero que a internet pode ajudar muito na educação do paciente (esse é um dos programas principais do Grupo Otimismo) e, também, as associações de pacientes poderão contribuir com a educação do paciente, mas quando vemos que existem milhões e milhões de infectados com a hepatite C devemos compreender que o problema é de saúde pública e que os governos de todo o mundo devem criar programas próprios para hepatite C.

Colocar a hepatite C subordinada a AIDS é desaconselhável para qualquer governo poder enfrentar a epidemia com uma política firme. É ilógico que a própria Organização Mundial da Saúde tenha orientado na sua resolução que todos os esforços devem ser orientados a primeiramente tratar quem esta infectado com AIDS e hepatite C, deixando em segundo plano aqueles que somente têm hepatite C.

Como isso é possível de aceitar se existem cinco vezes mais infectados com hepatite C que com AIDS? Simples, o lobby da AIDS é muito mais forte e agressivo. Até no consenso da Sociedade Latino-americana para Estudo do Fígado (ALEH) conseguiram se impor. Consta no consenso que entre 9 e 30% dos infectados com hepatite C também estão infectados com a hepatite B. Já quando colocam a co-infecção HIV/HCV colocam que aproximadamente 25% dos infectados com AIDS tem também hepatite C. Não é estranho que a forma como foi colocada a questão tenha sido invertida?

Na hepatite B o percentual é sobre os infectados com hepatite C, na AIDS o percentual é sobre os infectados com AIDS, que são em número cinco vezes menor. Se tivessem seguido o mesmo parâmetro que o utilizado na hepatite B, deveriam ter colocado que somente 6% dos infectados com hepatite C também estão infectados com AIDS, mas dessa forma estaria mostrando que os esforços principais deveriam ser direcionados a mono infecção. O lobby da AIDS mais uma vez conseguiu triunfar sobre a hepatite C!

Carlos Varaldo
Grupo Otimismo




Carlos Varaldo e o Grupo Otimismo declaram não possuir conflitos de interesse com eventuais patrocinadores das diversas atividades.
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A Organização Mundial da Saúde estima que 1,5 milhão de pessoas morrem a cada ano por culpa das hepatites B ou C. Uma morte a cada 20 segundos!
La Organización Mundial de la Salud estima que 1,5 millón de personas mueren a cada año por culpa de las hepatitis B o C. ¡Una muerte a cada 20 segundos!

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14/09/2010


La adherencia al tratamiento será fundamental en el aumento de la posibilidad de cura en la hepatitis C con la llegada de los inhibidores de proteasas


El tratamiento de la hepatitis C depende de una serie de factores que aumentan o disminuyen la posibilidad de suceso en el tratamiento con interferón pegilado. Algunos de ésos factores no pueden ser alterados, pero muchos de ellos dependen de la adherencia del paciente y de la realización del tratamiento por un equipo multidisciplinar.

Cuando los nuevos medicamentos lleguen al mercado, ya en 2011, una nueva era en la historia de la cura de la hepatitis C estará siendo iniciada. Los nuevos medicamentos estarán aumentando la posibilidad de cura, pero para lograr eso el tratamiento pasará a ser realizado con tres medicamentos al mismo tiempo, el interferón pegilado, la ribavirina y los inhibidores de proteasas, cada cual con sus efectos secundarios y adversos, lo que obligatoriamente va a necesitar un acompañamiento médico muy más de cerca.

El tratamiento multidisciplinar será de fundamental importancia y debería pasar a ser prácticamente obligatorio. El tratamiento multidisciplinar está siendo colocado en los congresos internacionales como el factor llave para aumentar la respuesta terapéutica, lamentablemente tengo que criticar una pequeña parte del nuevo consenso de la Sociedad Latinoamericana para Estudio del Hígado (ALEH) ya que no contempló el tratamiento multidisciplinar en sus recomendaciones.

La falta de adhesión del paciente cuando tratado por un único médico presenta un considerable número de fracasos, sea por la necesidad de interrupción del tratamiento debido a la detección tardía de los efectos adversos, llegando a resultar en la interrupción del tratamiento de entre 12 y 15% en el total de pacientes que empezaron el tratamiento o, por falta de adhesión a los horarios y días recomendados para aplicación o ingestión de los medicamentos. Estudios realizados en Estados Unidos llegan a la constatación que hasta 60% de los pacientes no aplican el interferón en el día programado o se olvidan de tomar en ribavirina todos los días. La mayoría de esos pacientes respeta el día de aplicación del interferón pegilado, pero no respeta seguir rigurosamente los horarios de la ribavirina. Son esos pacientes que acaban indetectables y en los seis meses siguientes al final del tratamiento el virus recidiva.

Por ejemplo, en el genotipo 1 fue comprobado que pacientes que completaron el tratamiento con buena adherencia lograron 51% de cura, ya los que no respetaban los horarios, días de aplicación o dosis, lograron solamente 34% de cura. Esto es, si usted tiene adherencia al tratamiento la posibilidad de cura es 50% mayor que si no tiene adherencia. ¡Depende de usted!

Con la llegada de los inhibidores de proteasas la falta de adherencia al tratamiento podrá provocar resistencia a los medicamentos debido a mutaciones que acontecen con el virus y, en esos casos, muy probablemente el paciente será un no respondedor, perdiendo el tratamiento.

Así, un nuevo factor será fundamental: ¡La educación del paciente!

Educar un paciente lleva tiempo y paciencia, ya que la hepatitis C y su tratamiento son altamente complicados, pero está más que comprobado que los pacientes bien informados son los que presentan las mayores posibilidades de cura.

Vea los factores que influyen en la mayor o menor posibilidad de un paciente conseguir suceso con el tratamiento:

Entre los factores del propio paciente (hospedero) que influyen en la posibilidad de suceso con el tratamiento tenemos la raza (color de la piel), el índice de masa corporal (peso del paciente), la edad, el sexo (masculino o femenino) y el consumo de bebidas alcohólicas.

En los factores ligados al virus que influyen en la posibilidad de suceso con el tratamiento se encuentran el genotipo (1 y 4 responden menos que los genotipos 2 y 3) y la Carga Viral (alta o baja en el inicio del tratamiento).

Existen factores de la enfermedad que influyen en la posibilidad de suceso con el tratamiento como el grado de fibrosis y la co-infección HIV/HCV.

Entre los factores de la adherencia que influyen en la posibilidad de suceso con el tratamiento tenemos la educación del paciente, el tratamiento personalizado conforme la respuesta, el tratamiento de los efectos adversos, la dosis de la ribavirina y, finalmente el tratamiento multidisciplinar.

Vemos entonces por los factores arriba que el paciente mucho puede hacer para aumentar su posibilidad individual de cura, cuidando de aquéllos factores que son de su absoluta responsabilidad. Si él paciente está arriba del peso es conveniente perder el exceso antes de empezar el tratamiento, ya que paciente delgado responde mejor que paciente gordo, si la glucosa está arriba del normal el tratamiento de ella va a ayudar, así, como el control de la resistencia a la insulina por un médico endocrinólogo. Una visita al dentista para evitar que surjan problemas durante el tratamiento, lo que podrá ocasionar una indeseada intervención con la utilización de antibióticos y antiinflamatorios es fundamental. Olvidar de las bebidas alcohólicas totalmente y pasar a tener una dieta balanceada ayudan mucho, recuerden bien de la importancia de la dieta. Empezar la practica rutinaria de ejercicios físicos aerobios, unas cuatro o cinco veces por semana es altamente recomendable.

Si usted se identifica como ansioso o depresivo, por favor, procure antes del tratamiento un buen psiquiatra, incluso para acompañarlo durante todo el tratamiento. El psiquiatra debe se comunicar con el médico que cuida de la hepatitis C y discutir cual medicamento es mejor. El más recomendado actualmente es el Citalopram.

Tener persistencia en seguir las recomendaciones sobre educación del paciente es fundamental, pues en las primeras semanas del tratamiento todos los pacientes cumplen prácticamente todo lo combinado, pero a lo largo de las semanas muchos descuidan de las reglas establecidas pudiendo colocar todo a perder.

CONCLUSIÓN:

La cura de la hepatitis C con la llegada de los nuevos medicamentos va a ser lograda por la gran mayoría de los infectados, eso es muy bueno, pero no todo son flores, pues los efectos secundarios y adversos de los tratamientos serán mayores que los actuales, algunos muy desagradables. Un número elevado de pacientes va a sentir prurito o diarrea, dos condiciones que disminuyen la calidad de vida y podrán aumentar la depresión causada por el interferón. Eso podrá disminuir la adhesión al tratamiento si el paciente no tiene un acompañamiento, de preferencia semanal, por un equipo multidisciplinar.

Con la llegada de los nuevos tratamientos todos los pacientes que en los últimos 10 años no respondieron al tratamiento estarán queriendo ser tratados inmediatamente. Si a eso sumamos los nuevos pacientes es fácil concluir qué la capacidad de servicio en las clínicas y hospitales deberán ser el triple de lo actual, eso ya para el final de 2011y 2012, ¿pero sabiendo de eso, alguien está se preparando para tal crecimiento? No veo algún movimiento en el mundo, a excepción de algunas medidas que están siendo implementadas por el gobierno Frances.

Considero que el internet puede ayudar mucho en la educación del paciente (ése es uno de los programas principales del Grupo Optimismo) y, también, las asociaciones de pacientes podrán contribuir con la educación del paciente, pero cuando vemos que existen millones y millones de infectados con la hepatitis C debemos comprender que el problema es de salud pública y que los gobiernos de todo el mundo deben crear programas propios para hepatitis C.

Colocar la hepatitis C subordinada al SIDA no es un buen consejo para cualquier gobierno poder enfrentar la epidemia con una política firme. Es ilógico que la propia Organización Mundial de la Salud haya orientado en su resolución que todos los esfuerzos deben ser orientados a primero tratar quien ésta infectado con SIDA y hepatitis C, dejando en segundo plano aquéllos que solamente tienen hepatitis C.

¿Cómo eso es posible de aceptar se existen cinco veces más infectados con hepatitis C qué con SIDA? Simple, el lobby del SIDA es mucho más fuerte y agresivo. Hasta en el consenso de la Sociedad Latinoamericana para Estudio del Hígado (ALEH) lograron se imponer. Consta en el consenso qué entre 9 y 30% de los infectados con hepatitis C también están infectados con la hepatitis B. Ya cuándo colocan a co-infección HIV/HCV ponen qué aproximadamente 25% de los infectados con SIDA tiene también hepatitis C. ¿No es extraño qué la forma cómo fue colocada la cuestión haya sido invertida?

En la hepatitis B el porcentual es sobre los infectados con hepatitis C, en el SIDA el porcentual es sobre los infectados con SIDA, que son en número cinco veces menor. Si hubiesen seguido el mismo parámetro que el utilizado en la hepatitis B, deberían haber puesto que solamente 6% de los infectados con hepatitis C también están infectados con SIDA, pero de ésa forma estaría mostrando que los esfuerzos principales deberían ser dirigidos a la mono infección. ¡El lobby del SIDA una vez más logró triunfar sobre la hepatitis C!

Carlos Varaldo
Grupo Optimismo




Carlos Varaldo Grupo Optimismo. Carlos Varaldo y el Grupo Optimismo declaran que no tienen relaciones económicas relevantes con eventuales patrocinadores de las diversas actividades.
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Last updated 14.9.2010