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GRUPO OTIMISMO DE APOIO AO PORTADOR DE HEPATITE
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06/12/2008


Preparando o balanço de final de ano nas hepatites


Comecei esta semana a escrever um texto sobre o que aconteceu durante 2008 no tratamento das hepatites no mundo e em particular no Brasil. Confesso que ao começar a reunir os dados oficiais do ministério da saúde referentes ao Brasil me deu um desanimo geral, já que praticamente nada mudou da situação de 2007 em relação ao numero de pacientes tratados no sistema publico de saúde, o SUS. O número de tratamentos nas hepatites B e C e a capacidade de atendimento dos hospitais não cresceram, permaneceram praticamente iguais aos números de 2007.

Foi um ano de mudanças na coordenação do Programa Nacional de Hepatites Virais, saindo à antiga coordenadora, assumindo um novo que veio renunciar em poucos meses e agora assumindo um terceiro. Mas o que assusta é que o orçamento solicitado para o ano de 2009 e exatamente igual ao deste ano, com o qual o futuro não é lá muito promissor.

Por outro lado o ministério da saúde a partir de janeiro deixou de colocar na internet, no site do DATASUS, o consumo de medicamentos destinados ao tratamento das hepatites. Se alguém quer saber quanto cada estado ou cada município utilizou de medicamentos para tratamento da AIDS, todas as informações estão disponíveis de forma fácil de encontrar, mas em relação às hepatites já se passam 12 meses sem nenhuma informação disponível. Tudo virou uma "caixa preta" o que impossibilita qualquer forma de controle social. Nem sequer o orçamento detalhado e a aplicação das verbas do Programa Nacional de Hepatites Virais e conhecido das organizações de pacientes que lutam nas hepatites.

É absurdo que informações necessárias ao controle da gestão de recursos sejam sonegadas dessa forma! Estamos solicitando ao Conselho Nacional da Saúde a sua intervenção, exigindo que as informações sejam disponibilizadas, pois isso e Lei. É necessária a maior transparência por quem deve gerenciar os gastos nas hepatites.

O quadro fica mais pessimista ainda se analisamos o valor destinado no orçamento para aquisição de medicamentos, o qual e realizado em reais, mas como os medicamentos são importados o aumento deles será inevitável, com o dólar já a R$. 2,48 (60% acima da cotação dos últimos três meses, ou 40% nos últimos 12 meses) faltarão recursos para atender sequer o mesmo número de pacientes. Um aumento no orçamento será tarefa quase impossível diante da menor arrecadação que a crise financeira está ocasionando. A única solução que vislumbro por parte do governo será a de dificultar ainda mais o acesso aos tratamentos. Estarei rezando para que isso não chegue a acontecer!

Por isso mesmo, antes de continuar escrevendo o texto vou dar uma relaxada mental e me preparar para não ser muito pessimista. Mas que será um ano muito difícil em relação à saúde, disso já tenho total certeza.

Carlos Varaldo
Grupo Otimismo


Carlos Varaldo e o Grupo Otimismo declaram não possuir conflitos de interesse com eventuais patrocinadores das diversas atividades.





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06/12/2008


Preparando el balance de final de año en las hepatitis


Empecé esta semana a escribir un texto sobre qué pasó durante 2008 en el tratamiento de las hepatitis en el mundo y en particular en Brasil. Confieso que al empezar a reunir los datos oficiales del ministerio de la salud referentes a Brasil me dio un desanimo general, ya que prácticamente nada mudó de la situación de 2007 con relación al numero de pacientes tratados en el sistema publico de salud. El número de tratamientos en las hepatitis B y C y la capacidad de servicio de los hospitales no crecieron, permanecieron prácticamente iguales a los números de 2007.

Fue un año de mudanzas en la coordinación del Programa Nacional de Hepatitis Virales, saliendo la antigua coordinadora, asumiendo uno nuevo que vino a renunciar en pocos meses y ahora asumiendo un tercero. Pero lo que asusta es que el presupuesto solicitado para el año de 2009 es exactamente igual al de este año, con lo cual el horizonte no es muy promisorio.

Por otro lado el ministerio de la salud desde enero dejó de colocar en el internet, en el sitio del DATASUS, el consumo de medicamentos destinados al tratamiento de las hepatitis. Si alguien quiere saber cuanto cada estado (provincia) o cada municipio utilizó de medicamentos para tratamiento del SIDA, todas las informaciones están disponibles de forma fácil de encontrar, pero con relación a las hepatitis ya se pasan 12 meses sin ninguna información disponible. Todo se transformó en una "caja negra" lo que imposibilita cualquier forma de control social. Ni siquiera el presupuesto detallado y la aplicación de los recursos del Programa Nacional de Hepatitis Virales es conocido de las organizaciones de pacientes que luchan en las hepatitis.

¡Es absurdo qué informaciones necesarias al control de la gestión de recursos sean escondidas de esa forma! Estamos solicitando al Consejo Nacional de la Salud su intervención, exigiendo que las informaciones sean mostradas, pues eso es Ley. Es necesaria la mayor transparencia por quien administra las hepatitis.

El cuadro se pone más pesimista aún si analizamos el valor destinado en el presupuesto para adquisición de medicamentos, el cual es realizado en reales, pero como los medicamentos son importados el aumento de ellos será inevitable, con el dólar ya a R$. 2,48 (60% arriba de la cotización de los últimos tres meses, o 40% en los últimos 12 meses) faltarán recursos para atender siquiera el mismo número de pacientes. Un aumento en el presupuesto será tarea casi imposible delante de la menor recaudación que la crisis financiera está ocasionando. La única solución que vislumbro por parte del gobierno será la de dificultar aún más el acceso a los tratamientos. ¡Estaré rezando para que eso no llegue a acontecer!

Por eso mismo, antes de continuar escribiendo el texto voy a dar una relajada mental y prepararme para no ser muy pesimista. Pero que será un año muy difícil con relación a la salud, de eso ya tengo total certeza.

Carlos Varaldo
Grupo Optimismo


Carlos Varaldo y el Grupo Optimismo declaran que no tienen relaciones económicas relevantes con eventuales patrocinadores das diversas actividades.






Last updated 6.12.2008