GRUPO OTIMISMO DE APOIO A PORTADORES DE HEPATITE C
ONG - Registro n°.: 176.655 - RCPJ-RJ - CNPJ: 06.294.240/0001-22 - Rio de Janeiro - RJ
Tel.: (21) 9973.6832 - Fax. (21) 2549.8809
e-mail: hepato@hepato.com Internet: www.hepato.com
06/03/2006
Brasil: Cara ou Coroa?
1 - Brasil vai taxar bilhetes de avião para assegurar o fornecimento de remédios a 6,5 milhões de doentes dos países mais pobres;
2 - 6,5 milhões de brasileiros infectados pelas hepatites B e C não recebem medicamentos.
Louvável e solidária a iniciativa do Brasil ao anunciar que vai taxar as passagens de avião para financiar uma "Central Internacional de Compra de Medicamentos" que assegure o fornecimento de medicamentos a seis milhões e meio de doentes de Aids, malária, paludismo e tuberculose dos países pobres.
Casualmente, durante o feriado de carnaval cidadãos brasileiros estão realizando uma campanha de 1.000.000 de e-mails aos parlamentares tentando os sensibilizar para o descaso com os seis milhões e meio de infectados pelas hepatites B e C no Brasil, os quais não recebem medicamentos para seu tratamento.
Fica assim difícil entender qual é a lógica do atual governo. Não deveria primeiro governar para dentro, atender as carências de seu povo, antes de pensar em fazer filantropia em busca de imagem externa?
Existem no Brasil, segundo estimativas da Organização Mundial da Saúde - OMS, quatro milhões e meio de brasileiros infectados com a hepatite C e mais dois milhões infectados com a hepatite B nas suas formas crônicas. Destes, menos de dez mil na hepatite C e aproximadamente dois mil na hepatite B receberam os medicamentos necessários para seu tratamento durante o ano passado, sendo que muito deles graças à sensibilidade da justiça, a qual os doentes são obrigados a recorrer para receber os medicamentos.
Somente dois a cada mil doentes está sendo tratado. Serão necessários mais de quinhentos anos para atender os doentes brasileiros. Se no Brasil os infectados pelas hepatites não recebem medicamentos como compreender que os poucos recursos serão empregados para enviar medicamentos a outros países?
A situação e pior ainda. Dos seis milhões e meio de doentes de hepatite menos de duzentos mil sabem que estão infectados. A epidemia e mascarada pelo governo ao não disponibilizar em larga escala o teste de detecção na rede pública. A hepatite C e escondida da população sendo que o governo nunca fez um alerta geral por meios de difusão em massa sobre uma doença que atinge um em cada 40 brasileiros, que leva o paciente a perda do fígado por cirroses ou câncer.
Novos medicamentos para tratamento das hepatites estão licenciados pela ANVISA, órgão do ministério da saúde, mas os protocolos de tratamento não são atualizados há quatro anos pelo próprio ministério da saúde. Assim, aqueles que possuem recursos podem se tratar com as novas drogas. Já, o pobre, dependente do SUS, e tratado como um cidadão de segunda classe recebendo medicamentos ultrapassados, com menor resultado terapêutico.
Os infectados pelas hepatites querem respeito e atenção. Na campanha de e-mails aos parlamentares, a qual em uma semana já completou 1.290.000 e-mails, são solicitados dois pontos básicos:
A - Passar a ter um verdadeiro programa de hepatites, localizado na estrutura ministerial no mesmo nível hierárquico do Programa de AIDS e com uma nova coordenação, ligada as hepatites e não a AIDS, deixando de ser assim um simples apêndice do Programa de AIDS. Nada temos contra o fantástico Programa de AIDS, mas as hepatites B e C atingem seis milhões e meio de pessoas no Brasil (dez vezes mais que a AIDS), matam muito mais e, assim, merecem uma ação especifica, com profissionais competentes dentro da coordenação.
B - E de fundamental importância que as hepatites passem a ser consideradas uma ação estratégica do governo federal, passando, tal qual a AIDS, a centralizar as compras de medicamentos no Ministério da Saúde e os distribuindo gratuitamente aos estados, desonerando os mesmos de qualquer contrapartida financeira.
É pouco o que é solicitado pelos infectados de hepatite sendo muito parecido com a proposta do governo brasileiro feita em Paris para os países pobres. Que tal começar por fazer o dever de casa para que sirva de exemplo ao mundo? É possível cuidarmos dos doentes de outros países e deixar morrer nossos irmãos brasileiros?
Carlos Varaldo
Grupo Otimismo
GRUPO OPTIMISMO DE AYUDA A PORTADORES DE HEPATITIS C
ONG - Registro n°. 176.655 - RCPJ-RJ - Rio de Janeiro - Brasil
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06/03/2006
Brasil: Los dos lados de una moneda
1 - Brasil quiere cobrar un impuesto sobre los billetes de avión para asegurar el suministro de medicamentos a 6,5 millones de enfermos de los países más pobres;
2 - 6,5 millones de brasileños infectados por las hepatitis B y C no reciben medicamentos.
Loable y solidaria la iniciativa de Brasil al anunciar que debe pasar a cobrar un impuesto sobre los billetes de avión para financiar una "Central Internacional de Compra de Medicamentos" que asegure el suministro de medicamentos a seis millones y medio de enfermos de SIDA, malaria, paludismo y tisis de los países pobres.
Casualmente, durante el feriado de carnaval ciudadanos brasileños están realizando una campaña de 1.000.000 de e-mails a los parlamentares tentando los sensibilizar para lo descaso con los seis millones y medio de infectados por las hepatitis B y C en Brasil, quiénes no reciben medicamentos para su tratamiento.
Queda así difícil entender cuál es la lógica del actual gobierno. ¿No debería primero gobernar para dentro, atender las carencias de su pueblo, antes de pensar en hacer filantropía en busca de imagen externa?
Existen en Brasil, según estimativas de la Organización Mundial de la Salud - OMS, cuatro millones y medio de brasileños infectados con la hepatitis C y más dos millones infectados con la hepatitis B en sus formas crónicas. De éstos, menos de diez mil en la hepatitis C y aproximadamente dos mil en la hepatitis B recibieron los medicamentos necesarios para su tratamiento durante el año pasado, siendo que muchos de ellos por intervención de la justicia, a la cual los enfermos son obligados a recurrir para recibir los medicamentos.
Solamente dos de cada mil enfermos está siendo tratado. Serán necesarios más de quinientos años para atender los enfermos brasileños. ¿Si en Brasil los infectados por las hepatitis no reciben medicamentos cómo comprender qué los pocos recursos serán empleados para enviar medicamentos a otros países?
La situación es todavía peor. De los seis millones y medio de enfermos de hepatitis menos de doscientos mil saben que están infectados. La epidemia es mascarada por el gobierno al no ofrecer en larga escala la prueba de detección en los hospitales públicos. La hepatitis C es escondida de la población siendo que el gobierno nunca hizo un alerta general por medios de difusión en masa sobre una enfermedad que alcanza uno en cada 40 brasileños, que lleva el paciente a la pérdida del hígado por cirrosis o cáncer.
Nuevos medicamentos para tratamiento de las hepatitis están licenciados por la ANVISA, órgano del ministerio de la salud que controla e autoriza los medicamentos, pero los protocolos de tratamiento para los hospitales públicos no son actualizados hace cuatro años por el propio ministerio de la salud. Así, aquéllos que poseen recursos pueden se tratar con las nuevas drogas. Ya, el pobre, dependiente del sistema oficial de salud es tratado como un ciudadano de segunda clase recibiendo medicamentos ultrapasados, con menor resultado terapéutico.
Los brasileños infectados por las hepatitis quieren respeto y atención. En la campaña de e-mails a los parlamentares, la cual en una semana ya completó 1.250.000 e-mails, son solicitados dos puntos básicos:
A - Pasar a tener un verdadero programa de hepatitis, localizado en la estructura ministerial en el mismo nivel jerárquico del Programa de SIDA y con una nueva coordinación, ligada las hepatitis y no al SIDA, dejando de ser así un simple apéndice del Programa de SIDA. Nada tenemos contra el fantástico Programa de SIDA, pero las hepatitis B y C alcanzan seis millones y medio de personas en Brasil (diez veces más que el SIDA), matan mucho más y, así, merecen una acción especifica, con profesionales competentes dentro de la coordinación.
B - Es de fundamental importancia que las hepatitis pasen a ser consideradas una acción estratégica del gobierno federal, pasando, tal cual el SIDA, a centralizar las compras de medicamentos en el Ministerio de la Salud y los distribuyendo gratuitamente a los estados (provincias), no teniendo estos cualquier contrapartida financiera.
Es muy poco lo que es solicitado por los infectados de hepatitis siendo muy semejante con la propuesta del gobierno brasileño hecha en Paris para los países pobres. ¿Qué tal empezar por hacer el deber casa para que sirva de ejemplo al mundo? ¿Es posible que cuidemos de los enfermos de otros países y dejar morir nuestros hermanos brasileños?