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05/11/2010


Você sabe responder?

A resposta da pergunta realizada em 18 de outubro


Comparando o tratamento da hepatite C nos sistemas públicos da saúde do Brasil e do Egito


Comparamos o número de pacientes em tratamento da hepatite C no Brasil e Egito por se tratar de dois países em desenvolvimento, ressaltando que o Egito é ainda mais pobre que o Brasil. Os números comparativos servem para avaliar as ações que estão sendo desenvolvidas em cada país e os resultados conseguidos. As estratégias de enfrentamento da epidemia são diferentes, mostrando que também é preciso comprometimento e vontade política para conseguir resultados que beneficiem a população.

O Brasil, com uma população de 192 milhões realizou nos últimos 10 anos pelo sistema público de saúde aproximadamente 75.000 tratamentos na hepatite C. Em 2010 deverão ser realizados 10.500 tratamentos na hepatite C.

O Egito, com uma população de 82 milhões realizou nos últimos 5 anos pelo sistema público de saúde aproximadamente 100.000 tratamentos na hepatite C. Em 2010 deverão ser realizados 24.000 tratamentos na hepatite C.

É interessante comparar o número de habitantes com o número de tratamentos oferecidos a população em 2010. Observa-se que na totalidade da população do Brasil, 1 em cada 18.285 brasileiros possui oportunidade para receber atualmente o tratamento da hepatite C. No Egito a possibilidade de receber o tratamento para o total da população é de 1 em cada 3.416 habitantes.

Podemos nos perguntar por que o Egito consegue tratar proporcionalmente cinco vezes mais que o Brasil. A resposta inclui dois fatores. O primeiro fator importante e que o governo do Egito considerou ser a epidemia de hepatite C um problema nacional de saúde pública, criando um departamento a nível de ministério para cuidar pura e exclusivamente da hepatite C, totalmente desvinculado de qualquer outra doença, inclusive da hepatite B. Segundo, quem deseja se tratar de forma particular e possui recursos pode comprar o interferon peguilado subsidiado pelo governo, pagando somente 82.- dólares (R$. 140,00) por cada ampola de interferon peguilado.

O Brasil possui um programa nacional de hepatites virais criado em 2002. Desde o ano passado incorporado ao Departamento DST/AIDS, o qual mudou o nome para Departamento DST/AIDS/Hepatites, mas muito pouco mudou na hepatite C nos primeiros 12 meses da incorporação.

Expertos e sociedade civil aprovam e aplaudem a incorporação da hepatite B a um programa de doenças sexualmente transmissíveis, pois a principal forma de transmissão da hepatite B é sexual. Sendo assim as campanhas de prevenção e educação servem de forma igual para todas as DSTs. Na hepatite B ainda existe a vacinação. O acompanhamento e tratamento de um portador de hepatite B é muito parecido com o tratamento da AIDS, estando qualquer médico que trata a AIDS capacitado para o tratamento da hepatite B. Podemos dizer que são doenças muito parecidas na forma de transmissão, acompanhamento e tratamento, assim, é correto que estejam coordenadas pelo mesmo departamento do ministério da saúde.

Mas as criticas em relação a ter colocado a hepatite C aos cuidados de um departamento que cuida das DST aumentam a cada dia. Muitos são os motivos, entre os quais se destacam:

1 - A hepatite C não é uma doença sexualmente transmissível (raramente pode acontecer o contagio na relação sexual);

2 - O tratamento da hepatite C é muito mais complexo que o tratamento da hepatite B ou da AIDS, devido aos efeitos colaterais e adversos dos medicamentos. O número de consultas, a quantidade de exames e o tempo que o médico deve dar ao paciente são maiores;

3 - É estimado que existam aproximadamente 3,5 milhões de brasileiros infectados com hepatite C (95% ainda não sabem por falta de diagnostico), um número seis vezes maior que os infectados com HIV/AIDS e duas vezes maior que os infectados com hepatite B. O tamanho da epidemia deveria "acordar" o governo para de vez por todas pensar em criar um departamento próprio e especifico para cuidar da estratégia de enfrentamento da hepatite C no Brasil, antes que seja demasiado tarde para tomar tal iniciativa.

Alguns poderão considerar a comparação como uma critica, mas esse não é o objetivo. Espero que os responsáveis pela saúde pública do Brasil entendam o texto como um alerta para que a maior epidemia que assola o Brasil passe a ter o cuidado e atenção que realmente merece, tornando-se uma ação estratégica nos planos do governo federal.

Carlos Varaldo
Grupo Otimismo




Carlos Varaldo e o Grupo Otimismo declaram não possuir conflitos de interesse com eventuais patrocinadores das diversas atividades.
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A Organização Mundial da Saúde estima que 1,5 milhão de pessoas morrem a cada ano por culpa das hepatites B ou C. Uma morte a cada 20 segundos!
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05/11/2010


¿Usted sabe responder?

La respuesta de la pregunta realizada el 18 de octubre


Comparando el tratamiento de la hepatitis C en los sistemas públicos de la salud de Brasil y de Egipto


Comparamos el número de pacientes en tratamiento de la hepatitis C en Brasil y Egipto por se tratar de dos países en desarrollo, resaltando que Egipto es todavía más pobre que Brasil. Los números comparativos sirven para evaluar las acciones que están siendo desarrolladas en cada país y los resultados logrados. Las estrategias de enfrentamiento de la epidemia son diferentes, mostrando que también es preciso comprometimiento y voluntad política para lograr resultados que beneficien la población.

Brasil, con una población de 192 millones realizó en los últimos 10 años por el sistema público de salud aproximadamente 75.000 tratamientos en la hepatitis C. En 2010 deberán ser realizados 10.500 tratamientos en la hepatitis C.

Egipto, con una población de 82 millones realizó en los últimos 5 años por el sistema público de salud aproximadamente 100.000 tratamientos en la hepatitis C. En 2010 deberán ser realizados 24.000 tratamientos en la hepatitis C.

Es interesante comparar el número de habitantes con el número de tratamientos ofrecidos a la población en 2010. Se observa que en la totalidad de la población del Brasil, 1 en cada 18.285 brasileños posee oportunidad para recibir actualmente el tratamiento de la hepatitis C. En Egipto la posibilidad de recibir el tratamiento para el total de la población es de 1 en cada 3.416 habitantes.

Podemos nos preguntar por qué Egipto consigue tratar proporcionalmente cinco veces más que Brasil. La respuesta incluye dos factores. El primer factor importante es que el gobierno de Egipto consideró ser la epidemia de hepatitis C un problema nacional de salud pública, creando un departamento a nivel de ministerio para cuidar pura y exclusivamente de la hepatitis C, totalmente desvinculado de cualquier otra enfermedad, incluso de la hepatitis B. Segundo, quien desee se tratar de forma particular y posee recursos puede comprar el interferón pegilado subvencionado por el gobierno, pagando solamente 82.- dólares por cada ampolla de interferón pegilado.

Brasil posee un programa nacional de hepatitis virales criado en 2002. Desde el año pasado incorporado al Departamento DST/SIDA, con lo cual mudo el nombre para Departamento DST/SIDA/Hepatitis, pero muy poco mudó para la hepatitis C en los primeros 12 meses de la incorporación.

Expertos y sociedad civil aprueban y aplauden la incorporación de la hepatitis B a un programa de enfermedades sexualmente trasmisibles, pues la principal forma de transmisión de la hepatitis B es la sexual. Siendo así las campañas de prevención y educación sirven de forma igual para todas las DSTs. En la hepatitis B aún existe la vacunación. El acompañamiento y tratamiento de un portador de hepatitis B es muy semejante con el tratamiento del SIDA, estando cualquier médico que trata el SIDA capacitado para el tratamiento de la hepatitis B. Podemos decir que son enfermedades muy parecidas en la forma de transmisión, acompañamiento y tratamiento, así, es correcto que estén coordenadas por el mismo departamento del ministerio de la salud.

Pero las criticas con relación a haber colocado la hepatitis C a los cuidados de un departamento que cuida de las DST aumentan a cada día. Muchos son los motivos, entre ellos se destacan:

1 - La hepatitis C no es una enfermedad sexualmente transmisible (raramente puede acontecer el contagio en la relación sexual);

2 - El tratamiento de la hepatitis C es mucho más complejo que el tratamiento de la hepatitis B o del SIDA, debido a los efectos secundarios y adversos de los medicamentos. El número de consultas, la cantidad de pruebas de laboratorio y el tiempo que el médico debe dar al paciente son mayores;

3 - Es estimado que existan aproximadamente 3,5 millones de brasileños infectados con hepatitis C (95% aún no saben por falta de diagnostico), un número seis veces mayor que los infectados con HIV/SIDA y dos veces mayor que los infectados con hepatitis B. El tamaño de la epidemia debería "despertar" el gobierno para de vez por todas pensar en crear un departamento propio y especifico para cuidar de la estrategia de enfrentamiento de la hepatitis C en Brasil, antes que sea demasiado tarde para tomar tal iniciativa.

Algunos podrán considerar la comparación como una critica, pero ése no es el objetivo. Espero que los responsables por la salud pública de Brasil comprendan el texto como un alerta para que la mayor epidemia que existe en Brasil pase a tener el cuidado y atención que realmente merece, volviéndose una acción estratégica en los planes del gobierno federal.

Carlos Varaldo
Grupo Optimismo




Carlos Varaldo Grupo Optimismo. Carlos Varaldo y el Grupo Optimismo declaran que no tienen relaciones económicas relevantes con eventuales patrocinadores de las diversas actividades.
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Last updated 4.11.2010