27/09/2010
Curiosidades sobre campanhas de prevenção na saúde
Dados divulgados pelo Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS - UNAIDS mostram como campanhas para prevenção de doenças, quando idealizadas especificamente para os traços culturais de um país apresentam resultados muito superiores a campanhas mundiais que utilizam a mesma metodologia ou o mesmo material.
O relatório da UNAIDS divulgado semana passada informa que 22 países africanos conseguiram reduzir o índice de novos infectados com HIV/AIDS em mais de 25% nos últimos 10 anos, provavelmente um dos melhores resultados do mundo. Países africanos com as maiores epidemias de AIDS, como Costa de Marfim, Etiópia, Nigéria, Sudáfrica, Zâmbia y Zimbábue-, estão conseguindo os melhores resultados.
Informa ainda o relatório que o número de novas infecções está estável no mundo, com exceção do este da Europa e da região central da Ásia e, em alguns países de maiores ingressos econômicos, onde é observado um aumento de infecções na população homossexual.
Existem diversas campanhas, alguns países estimulam o sexo seguro distribuindo preservativos, outros focam na redução de danos entre usuários de drogas e indivíduos com múltiplos parceiros sexuais e outros estimulam a prevenção educando a população sobre praticas sexuais.
Segundo Michel Sidibé, diretor da UNAIDS, os resultados logrados na África são alentadores, pois pela primeira vez a redução de novas infecções se dá no coração da epidemia. Segundo a UNAIDS os jovens lideram a "revolução da prevenção" ao manter relações sexuais mais tarde e a população passou a ter menos parceiros múltiplos e utilizar preservativos.
O tipo de campanha, educando a população sobre evitar o sexo na idade adolescente e, não manter relações com vários parceiros é factível de ter sucesso em países onde a população respeita princípios de algumas religiões mais rígidas, mas certamente não seria possível realizar tais campanhas em países onde a liberdade sexual é maior.
Os dados divulgados pela UNAIDS são perfeitamente aplicáveis a qualquer campanha de saúde, inclusive nas hepatites, mostrando que podem se conseguir melhores e maiores resultados se olharmos para nosso próprio jardim, para os costumes culturais da nossa população, sem tentar achar que o que se faz em outros países ou a recomendação de uma campanha internacional é melhor ou superior que a nossa capacidade intelectual para conseguir excelentes resultados. Já se falava antigamente, que não necessariamente o que é bom para os Estados Unidos também é bom para nosso país!
Carlos Varaldo
Grupo Otimismo
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pessoas estarão morrendo por culpa das hepatites B ou C no mundo!
personas estarán muriendo por culpa de las hepatitis B o C en el mundo!
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A Organização Mundial da Saúde estima que 1,5 milhão de pessoas morrem a cada ano por culpa das hepatites B ou C. Uma morte a cada 20 segundos!
La Organización Mundial de la Salud estima que 1,5 millón de personas mueren a cada año por culpa de las hepatitis B o C. ¡Una muerte a cada 20 segundos!