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13/10/2011


Capacitação nos inibidores de proteases


No final de semana passada duas dúzias de ONGs e associações de pacientes de todo Brasil participaram de uma capacitação na utilização dos inibidores de proteases no tratamento da hepatite C.

O assunto é extremamente importante já que os novos medicamentos Telaprevir e Boceprevir estarão fazendo parte do tratamento provavelmente nas próximas semanas existindo alguns problemas para os quais as associações de pacientes passarão a ter um papel fundamental na educação dos pacientes que recebam o tratamento.

São realmente medicamentos revolucionários por aumentar enormemente a possibilidade de cura aos infectados com o genótipo 1, seja para o tratamento de pacientes nunca antes tratados como para todos aqueles que fracassaram e necessitam urgentemente de um retratamento.

Porem, e sempre existe algum porem, o tratamento complica muito, tanto para os médicos poderem acompanhar corretamente o andar do tratamento, como para os pacientes em relação aos novos efeitos adversos que estarão acontecendo.

Os médicos, que hoje se guiam por uma espécie de receita de bolo, tratando todos os infectados com o genótipo 1 com a combinação de interferon peguilado e ribavirina por 48 semanas e realizando cargas virais nas semanas 12 e 24, deverão aprender a lidar com mais dois esquemas de tratamento que diferem totalmente entre eles.

O profissional de saúde que atenda pacientes com os três esquemas de tratamento, o atual e os novos, poderá, caso não esteja totalmente conhecedor das terapias, cometer erros de avaliação no referente ao andamento do tratamento e dos controles que devem ser realizados.

Se em um dos novos medicamentos o valor da carga viral para controle é de 100 UI/ml, no outro é de 1.000 UI/ml. Se em um deles o que interessa de forma fundamental é o resultado na semana 4, 8, 12 e 24, no outro o que interessa é na semana 4 e 12.

Pior ainda são os efeitos adversos com que terão que lidar em alguns pacientes, efeitos tais como problemas dermatológicos (rash cutâneo), pruritus, hemorroidas, diarreia, desconforto anal, perda do paladar, vômitos, etc. etc.. Efeitos esses diferentes para cada novo medicamento e alguns deles podem ter graves consequências.

Também, não todos os infectados podem receber os novos medicamentos, existindo diversos grupos de pacientes que por enquanto não poderão ser medicados. Também as inter-relações com uma serie muito ampla de medicamentos será uma condição impeditiva que o médico deverá conhecer e pesquisar caso a caso. É de se esperar que muitos pacientes não possam receber os medicamentos, sob risco inclusive de morte.

Já os pacientes passarão a ser responsáveis pelo sucesso ou perda do tratamento. Além do interferon peguilado e da ribavirina os inibidores de proteases possuem o inconveniente que devem ser ingeridos a cada oito horas, pior ainda, para que façam efeito o Boceprevir deve ser ingerido junto com uma refeição leve e, o Telaprevir com uma refeição gordurosa que deve ser ingerida 30 minutos antes do medicamento.

Não podem ser ingeridos com um intervalo menor de sete horas e nunca maior que nove horas, com alto risco de criar resistência e perder o tratamento se esquecem de alguma dose ou não respeitam os intervalos corretamente.

Resumindo, a educação dos pacientes será fundamental e as associações de pacientes passarão a ser de fundamental importância no apoio que muitas vezes os médicos não podem oferecer no escasso tempo de uma consulta.

O paciente deverá conhecer totalmente como deve proceder e ao mesmo tempo avaliar como está correndo seu tratamento para procurar e discutir rapidamente com o médico sempre que for necessário.


DIREITOS E ACESSO AOS NOVOS MEDICAMENTOS

Durante duas horas um grupo de advogados debateu sobre os direitos dos pacientes em relação aos novos medicamentos e a forma como poderão aceder aos mesmos. Informações sobre esse tema serão disponibilizadas brevemente.


COMENTÁRIO: A capacitação aconteceu na cidade de São Paulo nos dias 8 e 9 de outubro, uma iniciativa da AIGA - Aliança Independente de Grupos de Apoio durante sua assembleia geral, convidando inclusive grupos de pacientes não associados.

A "AIGA - ALIANÇA INDEPENDENTE DOS GRUPOS DE APOIO" e uma rede formada pelos principais grupos de pacientes que luta pelos Direitos Humanos e o Controle Social nas Hepatites, objetivando a capacitação e troca de experiências. O site da AIGA se encontra no endereço www.aigabrasil.org

Carlos Varaldo



Carlos Varaldo e o Grupo Otimismo declaram não possuir conflitos de interesse com eventuais patrocinadores das diversas atividades.
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13/10/2011


Capacitación en los inhibidores de proteasas


Al final de semana dos docenas de ONGs y asociaciones de pacientes de todo Brasil participaron de una capacitación en la utilización de los inhibidores de proteasas en el tratamiento de la hepatitis C.

El asunto es extremadamente importante ya que los nuevos medicamentos Telaprevir y Boceprevir estarán haciendo parte del tratamiento probablemente en las próximas semanas existiendo algunos problemas para los cuales las asociaciones de pacientes pasarán a tener un papel fundamental en la educación de los pacientes que reciban el tratamiento.

Son realmente medicamentos revolucionarios por aumentar enormemente la posibilidad de cura a los infectados con el genotipo 1, sea para el tratamiento de pacientes nunca antes tratados como para todos aquéllos que fracasaron y necesitan urgentemente de un retratamiento.

Pero, y siempre existe algún pero, el tratamiento complica mucho, tanto para los médicos poder acompañar correctamente el andar del tratamiento, como para los pacientes con relación a los nuevos efectos adversos que estarán aconteciendo.

Los médicos, que hoy se guían por una especie de receta de cocina, tratando todos los infectados con el genotipo 1 con la combinación de interferón pegilado y ribavirina por 48 semanas y realizando cargas virales en las semanas 12 y 24, deberán aprender a manejar más dos esquemas de tratamiento que difieren totalmente entre ellos.

El profesional de salud que atienda pacientes con los tres esquemas de tratamiento, el actual y los nuevos, podrá, caso no esté totalmente conocedor de las terapias, cometer errores de evaluación en lo referente a la andadura del tratamiento y de los controles que deben ser realizados.

Si en uno de los nuevos medicamentos el valor de la carga viral para control es de 100 UI/ml, en el otro es de 1.000 UI/ml. Si en uno de ellos lo que interesa de forma fundamental es el resultado en la semana 4, 8, 12 y 24, en el otro lo que interesa es en la semana 4 y 12.

Peor aún son los efectos adversos con que han que manejar en algunos pacientes, efectos tales como problemas dermatológicos (rash cutáneo), pruritos, hemorroides, diarrea, incomodidad anal, pérdida del paladar, vómitos, etc. etc.. Efectos esos diferentes para cada nuevo medicamento y algunos de ellos pueden tener graves consecuencias.

También, no todos los infectados pueden recibir los nuevos medicamentos, existiendo diversos grupos de pacientes que por el momento no podrán ser medicados. También las interrelaciones con una serie muy amplia de medicamentos será una condición impeditiva que el médico deberá conocer e investigar caso a caso. Es de esperarse que muchos pacientes no puedan recibir los medicamentos, bajo riesgo incluso de muerte.

Ya los pacientes pasarán a ser responsables por el suceso o pérdida del tratamiento. Además del interferón pegilado y de la ribavirina los inhibidores de proteasas poseen el inconveniente que deben ser ingeridos cada ocho horas, peor aún, para que hagan efecto el Boceprevir debe ser ingerido junto con una comida leve y, el Telaprevir con una comida grasa que debe ser ingerida 30 minutos antes del medicamento.

No pueden ser ingeridos con un intervalo menor de siete horas y nunca mayor que nueve horas, con alto riesgo de crear resistencia y perder el tratamiento si se olvidan de alguna dosis o no respetan los intervalos correctamente.

Resumiendo, la educación de los pacientes será fundamental y las asociaciones de pacientes pasarán a ser de fundamental importancia en el apoyo que muchas veces los médicos no pueden ofrecer en el escaso tiempo de una consulta.

El paciente deberá conocer totalmente como debe proceder y al mismo tiempo evaluar cómo está corriendo su tratamiento para procurar y discutir rápidamente con el médico siempre que sea necesario.


DERECHOS Y ACCESO A LOS NUEVOS MEDICAMENTOS

Durante dos horas un grupo de abogados debatió sobre los derechos de los pacientes con relación a los nuevos medicamentos y la forma como podrán acceder a los mismos. Informaciones sobre el tema serán divulgadas brevemente.


COMENTARIO: La capacitación aconteció en la ciudad de Sao Paulo en los días 8 y 9 de octubre, una iniciativa de la AIGA - Alianza Independiente de Grupos de Apoyo durante su asamblea general, invitando incluso grupos de pacientes no asociados.

"AIGA - ALIANZA INDEPENDIENTE DE LOS GRUPOS DE APOYO" es una red formada por los principales grupos de pacientes que luchan por los Derechos Humanos y el Control Social en las Hepatitis, objetivando la capacitación y cambio de experiencias. El sitio de la AIGA se encuentra en la dirección www.aigabrasil.org

Carlos Varaldo



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Last updated 13.10.2011