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23/01/2012
Visão curta para diagnosticar e tratar uma doença
Existe temor por parte do governo para realizar campanhas de testagem para encontrar os milhões de infectados pela hepatite C. A alegação universal é que os custos com o tratamento seriam muito grandes, impossíveis de suportar pelos sistemas públicos de saúde.
Tal afirmação depende da visão dos responsáveis pela saúde. Se a visão é curta a afirmação é correta, mas se o gestor possuir uma visão ampla e for conhecedor dos custos financeiros e sociais da saúde, certamente não aceitará tal "esfarrapada desculpa" para nada ser feito.
É interessante comparar o que Brasil faz nas políticas públicas de saúde em relação a AIDS e a hepatite C. Colocou a hepatite C sob a tutela do programa de AIDS e, a visão curta dos gestores ainda não identificou que são duas doenças totalmente diferentes.
Querer comparar custos de tratamento da AIDS, que depende de uma terapia permanente do infectado com os custos da terapia da hepatite C que é realizada com um tratamento de curto prazo seria igual a querer comparar baleias com cavalos, alegando que os dois são mamíferos.
Na hepatite C o tratamento é de somente 24 ou 48 semanas, caminhando rapidamente para tratamentos menores de 16 ou 24 semanas em um grande percentual de pacientes.
Considerando os diversos genótipos e os tempos de tratamento para todos os infectados, incluindo as interrupções, a média de duração da terapia para hepatite C pode ser estimada em 36 semanas de duração, conseguindo a cura definitiva de aproximadamente 60% dos pacientes.
O custo com medicamentos para 36 semanas de tratamento no SUS onde a compra dos medicamentos é centralizada, fica em R$. 13.500,00. Considerando que a cura é obtida por 60% dos tratados, o investimento por paciente curado da hepatite C resulta em R$. 22.500,00.
Em relação a AIDS o custo anual do tratamento para o sistema público de saúde no Brasil, entre medicamentos, exames e acompanhamento é superior a R$. 3.000,00. Em sete anos os gastos com um paciente infectado com o HIV resultam iguais ao de um paciente curado da hepatite C, sendo que o paciente com AIDS continuará em tratamento de forma permanente pelo restante da sua vida.
Pior, se o infectado com hepatite C não receber tratamento, o que no caso dos gestores de visão curta é considerada uma economia, a progressão da doença o levará a desenvolver um quadro de cirrose ou câncer no fígado, obrigando o sistema público a tratamentos absurdamente caros, isso sem considerar a necessidade de um transplante de fígado, quando então as despesas totais por infectado será superior aos trezentos mil reais.
Acha o gestor de visão curta, errando novamente, que essa despesa futura será um problema do próximo governo, ignorando que a bomba viral da hepatite C já começou a explodir. Ignora o gestor de visão curta que a maioria das infecções aconteceu nas décadas de 70 e 80 e que os casos de cirrose e câncer de fígado estão aparecendo agora, crescendo de forma exponencial e o sistema público de saúde, por culpa dos gestores de visão curta não está preparado para enfrentar a situação.
Para enfrentar a maior epidemia que assola o Brasil, atingindo 3,5 milhões de brasileiros é necessário que os responsáveis pelas ações de combate a hepatite C procurem melhorar a visão do problema, a enxerguem na sua plenitude, para assim encontrar os mais de três milhões de brasileiros que estão perdendo a vida.
Carlos Varaldo
Carlos Varaldo e o Grupo Otimismo declaram não possuir conflitos de interesse com eventuais patrocinadores das diversas atividades.
Aviso legal: As informações deste texto são meramente informativas e não podem ser consideradas nem utilizadas como indicação medica. É permitida a utilização das informações contidas nesta mensagem desde que citada a fonte como retiradas de WWW.HEPATO.COM
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A Organização Mundial da Saúde estima que 1,5 milhão de pessoas morrem a cada ano por culpa das hepatites B ou C. Uma morte a cada 20 segundos! La Organización Mundial de la Salud estima que 1,5 millón de personas mueren a cada año por culpa de las hepatitis B o C. ¡Una muerte a cada 20 segundos!
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23/01/2012
El costo de diagnosticar y tratar una enfermedad
Existe temor por parte de los gobiernos para realizar amplias campañas de pruebas para encontrar los millones de infectados por la hepatitis C. La alegación universal es que los costos con el tratamiento serían muy grandes, imposibles de soportar por los sistemas públicos de salud.
Tal afirmación depende de la visión de los responsables por la salud de cada país. Si la visión es corta la afirmación es correcta, pero si el gestor tiene una visión amplia y es conocedor de los costos financieros y sociales de la salud, seguramente no aceptará tal "disculpa" para nada ser hecho.
Es interesante comparar lo que el mundo, Brasil incluso, hace en las políticas públicas de salud con relación al SIDA y la hepatitis C. La mayoría de los países colocó la hepatitis C bajo la tutela de los programas de SIDA y, la visión corta de los gestores aún no identificó que son dos enfermedades totalmente diferentes.
Querer comparar costos de tratamiento del SIDA, que depende de una terapia permanente del infectado con los costos de la terapia de la hepatitis C que es realizada con un tratamiento de corto plazo sería igual a querer comparar ballenas con caballos, alegando que los dos son mamíferos.
En la hepatitis C el tratamiento es de solamente 24 ó 48 semanas, caminando rápidamente para tratamientos menores de 16 ó 24 semanas en un gran porcentual de pacientes.
Considerando los diversos genotipos y los tiempos de tratamiento para todos los infectados, incluyendo las interrupciones, la media de duración de la terapia para hepatitis C puede ser estimada en 36 semanas de duración con una respuesta terapéutica de aproximadamente 60%.
El costo con medicamentos para 36 semanas de tratamiento en Brasil donde la compra de los medicamentos es centralizada en el ministerio de la salud para todo el país, se queda en R$. 13.500,00. Considerando que la cura es obtenida por 60% de los tratados, la inversión por paciente curado de la hepatitis C resulta en R$. 22.500,00.
Con relación al SIDA el costo anual del tratamiento para o sistema público de salud en Brasil, entre medicamentos, exámenes y acompañamiento es estimado en aproximadamente R$. 3.000,00. En siete años los gastos con un paciente infectado con o HIV resultará igual al de un paciente curado de la hepatitis C, siendo que el paciente con SIDA continuará en tratamiento de forma permanente.
Aún, si el infectado con hepatitis C no recibir tratamiento, qué en el caso de los gestores de visión corta es considerada una economía, la progresión de la enfermedad lo llevará a desarrollar un cuadro de cirrosis o cáncer en el hígado, obligando el sistema público a tratamientos absurdamente caros, eso sin considerar la necesidad de un trasplante de hígado, cuando entonces los gastos totales por infectado será superior a los trescientos mil reales.
Piensa o gestor de visión corta, errando nuevamente, que ese gasto futuro será un problema del próximo gobierno, ignorando que la bomba viral de la hepatitis C ya empezó a estallar. Ignora que la mayoría de las infecciones aconteció en las décadas de 70 y 80 y que los casos de cirrosis y cáncer de hígado están apareciendo ahora, creciendo de forma exponencial y el sistema público de salud, por culpa de los gestores de visión corta no está preparado para enfrentar la situación.
Carlos Varaldo
Carlos Varaldo y el Grupo Optimismo declaran que no tienen relaciones económicas relevantes con eventuales patrocinadores de las diversas actividades.
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