15/09/2008
Impressionante relato/desabafo de uma filha que "
espera" por um transplante de fígado para sua mãe. Relata a importância da prevenção, não somente para evitar novos infectados com as hepatites, mas também na "prevenção da vida" realizando campanhas para encontrar quanto antes aqueles já infectados, os quais se não diagnosticados continuarão a engrossar as listas de transplantes.
Carlos Varaldo
Grupo Otimismo
Enquanto se espera
* Renata Alves Cantamessa
Enquanto se espera por medidas inteligentes que perpassem por ações preventivas, a população caminha no caos, ou porque não dizer, caminha rumo a uma nova epidemia: as hepatites; isto, se esta epidemia já não estiver entre nós, mas esta resposta só uma pesquisa ética e fidedigna poderia nos afirmar ou refutar.
Os vários meios de comunicação nos remete a uma dura realidade enfrentada por muitas pessoas nos dias de hoje: o transplante hepático. E as informações que chegam nos mostram os dramas enfrentados por muitas famílias na fila e na espera pela doação de um órgão. Enquanto se espera muitas pessoas têm sua doença agravada, enquanto se espera muitas vidas são perdidas, enquanto se espera...
Dramas, dores e angústias existenciais de uma população que poderia ter seu número quantitativo de acometidos pela doença hepática reduzido significativamente se houvesse vontade e ação dos nossos governantes com uma medida simples: PREVENÇÃO.
Enquanto pessoas esperam nas filas de postos de saúde sofrendo com sintomas que não são fáceis de serem detectados principalmente porque as informações adequadas não chegam, gasta-se milhões em obras inúteis, inúteis para um povo que sofre com dores físicas e emocionais e que devido a isto passarão longe de cidades do rock, cidades do samba, pois estão a procura de uma cura em muitos postos e alguns hospitais que encontram-se falidos pelo descaso. Alguns preferem investir em coisas inúteis quando na realidade pessoas estão morrendo enquanto se espera.
A prevenção não pode mudar o aqui e agora, mas com absoluta certeza fará um grande diferencial em um futuro bem próximo. Muitas das pessoas que esperam na fila do transplante de fígado hoje, um dia adquiriram algum tipo de hepatite e por esta ser uma doença silenciosa, grande parte destas pessoas só descobriram quando o fígado já estava comprometido.
Infelizmente existem pessoas que por ter o quadro da doença hepática tão avançada, com o desenvolvimento de nódulos malignos, a única chance de cura não está nas filas de espera por um fígado de uma pessoa falecida, mas sim em encontrar um doador vivo e compatível na família para que este possa retirar metade de seu fígado para salvar a vida da pessoa amada.
Neste último exemplo citado de estágios da doença hepática, enquadra-se o quadro clinico da minha mãe. E hoje estamos lutando contra o tempo, estamos caminhando dentro de uma grande tempestade, mas caminhamos com a certeza de que Jesus está no controle da vida da minha mãe e dentro deste controle Ele separou a melhor equipe em um hospital estruturado para cuidar dela. Jesus é o nosso refúgio e fortaleza, socorro bem presente na angustia. Ele nos apazigua e fortalece neste momento singular das nossas vidas. Mas sou consciente que tantas outras pessoas, enquanto esperam, não têm a assistência médica e a estrutura hospitalar necessária e que deveriam ter.
Enquanto se espera falta o que a Constituição Brasileira diz ser um direito fundamental, o direito a vida.
Gostaria de saber quantas pessoas mais precisarão morrer para que este problema sensibilize os nossos governantes?
Medidas preventivas, como a vacinação e a informação sobre as doenças hepáticas, são possíveis e necessárias para que mais pessoas não tenham que enfrentar esta doença.
O dinheiro para se investir na prevenção deve existir, pois gasta-se tanto com coisas desnecessárias, mas o que não existe é um olhar humano para a saúde publica no Brasil, o que não existe é iniciativa e vontade para mudar.
As famílias e os doentes hepáticos querem saber: até quando teremos que esperar nas filas ou na busca de um doador compatível na família enquanto medidas simples como a prevenção não são realizadas? Até onde vai o descaso e a insensibilidade dos nossos governantes? Até quando vamos esperar por mudanças possíveis e necessárias?
Enquanto se espera qual a sua posição em relação a este assunto atual e sério?
*: Meu nome é Renata Alves Cantamessa, sou brasileira, moro no Rio de Janeiro e enquanto minha mãe espera, nós lutamos pelo direito a vida.
Carlos Varaldo e o Grupo Otimismo declaram não possuir conflitos de interesse com eventuais patrocinadores das diversas atividades.
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GRUPO OPTIMISMO DE AYUDA AL PORTADOR DE HEPATITIS
ONG - Registro n°.: 176.655 - RCPJ-RJ - CNPJ: 06.294.240/0001-22 Rio de Janeiro - Brasil
Teléfonos: Rio de Janeiro (005521) 4063.4567 - São Paulo (005511) 3522.3154 (de 11.00 a las 15.00 horas)
e-mail: hepato@hepato.com Internet: www.hepato.com |
15/09/2008
Impresionante relato de una hija que "
espera" por un trasplante de hígado para su madre. Relata la importancia de la prevención, no solamente para evitar nuevos infectados con las hepatitis, pero también en la "prevención de la vida" realizando campañas para encontrar cuanto antes aquéllos ya infectados, quiénes si no diagnosticados continuarán a engrosar las listas de trasplantes.
Traduccion de Carlos Varaldo
Mientras se espera
* Renata Alves Cantamessa
Mientras se espera por medidas inteligentes que resulten por acciones preventivas, la población camina en el caos, o porque no decir, camina rumbo a una nueva epidemia: las hepatitis; esto, si esta epidemia ya no está entre nosotros, pero esta respuesta solo una investigación ética y fidedigna podría afirmar o refutar.
Los varios medios de comunicación nos remite a una dura realidad enfrentada por muchas personas en los días de hoy: el trasplante hepático. Y las informaciones que llegan nos muestran los dramas enfrentados por muchas familias en la fila y en la espera por la donación de un órgano. Mientras se espera muchas personas tienen su enfermedad agravada, mientras se espera muchas vidas son perdidas, mientras se espera...
Dramas, dolores y angustias existenciales de una población que podría tener su número cuantitativo de atingidos por la enfermedad hepática reducido significativamente si hubiese voluntad y acción de nuestros gobernantes con una medida simple: PREVENCIÓN.
Mientras personas esperan en las filas de hospitales sufriendo con síntomas que no son fáciles de ser detectados principalmente porque las informaciones adecuadas no llegan, se gastan millones en obras inútiles, inútiles para un pueblo que sufre con dolores físicas y emocionales y que debido a que esto pasarán lejos de las obras de interés político, pues están a la búsqueda de una cura en los hospitales que se encuentran quebrados por la desidia. Algunos prefieren investir en cosas inútiles cuando en realidad personas están muriendo mientras se espera.
La prevención no puede mudar el aquí y ahora, pero con absoluta certeza hará un gran diferencial en un porvenir bien próximo. Muchas de las personas que esperan en la fila del trasplante de hígado hoy, un día adquirieron algún tipo de hepatitis y por ésta ser una enfermedad silenciosa, gran parte de estas personas solo descubrieron cuando el hígado ya estaba comprometido.
Lamentablemente existen personas que por tener el cuadro de la enfermedad hepática tan avanzada, con el desarrollo de nódulos malignos, la única posibilidad de cura no está en las filas de espera por un hígado de una persona fallecida, sino en encontrar un donador vivo y compatible en la familia para que éste pueda retirar mitad de su hígado para salvar la vida de la persona amada.
En este último ejemplo citado de estadios de la enfermedad hepática, se encuadra el cuadro clínico de mi madre. Y hoy estamos luchando contra el tiempo, estamos caminando dentro de una gran tempestad, pero caminamos con la certeza de que Jesús está en el control de la vida de mi madre y dentro de este control Él separó el mejor equipo en un hospital estructurado para cuidar de ella. Jesús es nuestro refugio y fortaleza, socorro bien presente en la angustia. Él nos apacigua y fortalece en este momento singular de nuestras vidas. Pero soy consciente que tantas otras personas, mientras esperan, no tienen la asistencia médica y la estructura hospitalaria necesaria y que deberían tener.
Mientras se espera falta lo qué la Constitución Brasileña dice ser un derecho fundamental, el derecho a la vida.
¿Me gustaría saber cuántas personas más necesitarán morir para que este problema sensibilice nuestros gobernantes?
Medidas preventivas, como la vacunación y la información sobre las enfermedades hepáticas, son posibles y necesarias para que más personas no tengan que enfrentar esta enfermedad.
El dinero para trabajar la prevención debe existir, pues gastarse tanto con cosas innecesarias, pero lo que no existe es un mirar humano para la salud publica, lo que no existe es iniciativa y voluntad para mudar.
Las familias y los enfermos hepáticos quieren saber: ¿hasta cuándo tendremos que esperar en las filas o en la búsqueda de un donador compatible en la familia mientras medidas simples cómo la prevención no son realizadas? ¿Hasta dónde va la desidia y la insensibilidad de nuestros gobernantes? ¿Hasta cuándo vamos a esperar por mudanzas posibles y necesarias?
¿Mientras se espera cuál su posición con relación a este asunto actual y serio?
Me llamo Renata Alves Cantamessa, soy brasileña, resido en Rio de Janeiro y mientras mi madre espera, luchamos por el derecho a la vida.
Carlos Varaldo y el Grupo Optimismo declaran que no tienen relaciones económicas relevantes con eventuales patrocinadores das diversas actividades.