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20/09/2010


Comentários do apresentado no "V Encontro Internacional de Hepatologia"


Aconteceu em São Paulo o "V Encontro Internacional de Hepatologia" organizado pela Universitat de Barcelona e a Universidade de São Paulo. Segue um resumo da minha observação pessoal sobre as apresentações.

No evento foi apresentada a formação da REDE INTERNACIONAL DE CENTROS para promover a formação em medicina avançada e pesquisa biomédica em Latino-america e Espanha. Inicialmente participam dessa rede 15 grandes centros médicos de diversos países da America latina e Espanha. É uma excelente idéia e acredito que a iniciativa idealizada pelo Dr. Vicente Arroyo de Espanha e pelo Dr. Flair José Carrilho do Brasil resultará no aumento do conhecimento científico com previsíveis resultados nas pesquisas devido à sinergia na participação das instituições envolvidas.

Durante os três dias do evento as apresentações foram na sua maioria de alto conteúdo cientifico no referente a pesquisa no conhecimento do tratamento dos casos mais graves de cirrose, ascite refrataria e pré e pós transplante, uma preocupação muito grande na procura de encontrar exames e tratamentos que possam evitar o alto número de mortes entre esse grupo de paciente muito graves. Pouco posso comentar sobre tais temas, pois são de alta complexidade cientifica.

Em relação às apresentações referentes ao tratamento da hepatite C já começa a se observar uma preocupante divisão nos conceitos sobre o tratamento com os inibidores de proteases. Estou me referindo não somente a conceitos sobre qual dos inibidores a utilizar, se será o Boceprevir ou o Telaprevir, mas também em quais pacientes os utilizarem e, em que momento do tratamento os introduzir. A tudo isso devemos ainda considerar que já teve inicio a guerra de marketing que as empresas concorrentes sempre desencadeiam.

Em relação aos inibidores de proteases, tanto o Boceprevir e o Telaprevir são esperados para chegarem ao mercado em 2011, assim, como o Danoprevir, um inibidor de protease microciclico estimado a chegar ao mercado em 2012. Todos atuam especificamente no tratamento do genótipo 1, mas não apresentam melhoras nos resultados quando empregados no tratamento de pacientes infectados com os genótipos 2 ou 3.

Somente com a chegada dos inibidores da polimerase, o que deve acontecer entre 2012 e 2013 é que todos os genótipos da hepatite C estarão beneficiados com uma maior possibilidade de cura.

Todos os estudos com o Boceprevir e o Telaprevir demonstram que a possibilidade de cura no tratamento da hepatite C em pacientes infectados com o genótipo 1 praticamente dobra, chegando a aproximadamente 70% dos pacientes tratados. O mais formidável de tudo isso é que pacientes não respondedores a tratamentos anteriores passam a ter a mesma possibilidade de cura dos pacientes nunca antes tratados e poderão, também, alcançar aproximadamente 70% de possibilidades de cura com o retratamento empregando qualquer dos inibidores de proteases.

Os inibidores de proteases sempre serão utilizados em combinação com o interferon peguilado e a ribavirina. Não podem ser utilizados em monoterapia porque criam resistência viral rapidamente, logo nas primeiras semanas de utilização se não se encontram na presença do interferon.

Foi apresentado mais um estudo sobre a cura definitiva da hepatite C. Comparando diversos estudos estatísticos publicados nas revistas cientificas, os quais acompanharam pacientes indetectáveis ao final do tratamento por mais de cinco anos, foi comprovado que em todos os estudos entre 99,1% e 100% dos pacientes continuavam curados após cinco anos do final do tratamento.

Sobre transplantes achei interessante um estudo comparativo realizado em Porto Alegre o qual comparou o índice MELD (atualmente utilizado para indicação da prioridade para receber o transplante de fígado) com outros índices que estão sendo propostos, que são o MELD-Na, o MELD-Na2, o MESO e o iMELD.

A conclusão dos pesquisadores é que todos eles são indicados para a finalidade a que se destinam, apresentando similaridade no calculo da expectativa de vida para os próximos 3 e 6 meses. Ficou demonstrado que a inclusão do Sódio no calculo do MELD melhora a eficácia do resultado. Na apresentação foi alertado que existem situações clínicas em que o MELD ou qualquer um dos outros métodos, não reflete o diagnostico correto, devendo o médico avaliar de forma individual tais situações.

Carlos Varaldo
Grupo Otimismo




Carlos Varaldo e o Grupo Otimismo declaram não possuir conflitos de interesse com eventuais patrocinadores das diversas atividades.
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20/09/2010


Comentarios de las presentaciones en el "V Encuentro Internacional de Hepatología"


Aconteció en Sao Paulo el "V Encuentro Internacional de Hepatología" organizado por la Universitat de Barcelona y la Universidad de Sao Paulo. Sigue un resumen de mi observación personal sobre las presentaciones.

En el evento fue presentada la formación de la RED INTERNACIONAL DE CENTROS para promover la formación en medicina avanzada e investigación biomédica en Latino-America y España. Inicialmente participan de ésa red 15 grandes centros médicos de diversos países de la America latina y España. Es una excelente idea y creo que la iniciativa idealizada por el Dr. Vicente Arroyo de España y por el Dr. Flair José Carrilho de Brasil resultará en el aumento del conocimiento científico con previsibles resultados en las investigaciones debido a la sinergia en la participación de las instituciones involucradas.

Durante los tres días del evento las presentaciones fueron en su mayoría de alto contenido científico en el referente a la investigación en el conocimiento del tratamiento de los casos más graves de cirrosis, ascitis refractaria y, pre y pos trasplante, una preocupación muy grande en la busca de encontrar exámenes y tratamientos que puedan evitar el alto número de muertes entre ese grupo de paciente muy graves. Poco puedo comentar sobre tales temas, pues son de alta complejidad científica.

Con relación a las presentaciones referentes al tratamiento de la hepatitis C ya comienza a se observar una preocupante división en los conceptos sobre el tratamiento con los inhibidores de proteasas. Estoy me refiriendo no solamente a conceptos sobre cual de los inhibidores a utilizar, si será el Boceprevir o el Telaprevir, pero también en cuales pacientes los utilicen y, en que momento del tratamiento los introducir. A todo eso debemos todavía considerar que ya tuvo inicio la guerra de marketing que las empresas concurrentes siempre desencadenan.

Con relación a los inhibidores de proteasas, tanto el Boceprevir y el Telaprevir son esperados para que lleguen al mercado en 2011, así, como el Danoprevir, un inhibidor de proteasa micro cíclico estimado a llegar al mercado en 2012. Todos actúan específicamente en el tratamiento del genotipo 1, pero no presentan mejoras en los resultados cuando empleados en el tratamiento de pacientes infectados con los genotipos 2 ó 3.

Solamente con la llegada de los inhibidores de la polimerasa, lo que debe acontecer entre 2012 y 2013 es que todos los genotipos de la hepatitis C estarán beneficiados con una mayor posibilidad de cura.

Todos los estudios con el Boceprevir y el Telaprevir demuestran que la posibilidad de cura en el tratamiento de la hepatitis C en pacientes infectados con el genotipo 1 prácticamente dobla, llegando a aproximadamente 70% de los pacientes tratados. Lo más formidable de todo eso es que pacientes no respondedores a tratamientos anteriores pasan a tener la misma posibilidad de cura de los pacientes nunca antes tratados y podrán, también, alcanzar aproximadamente 70% de posibilidades de cura con el retratamiento empleando cualquier de los inhibidores de proteasas.

Los inhibidores de proteasas siempre serán utilizados en combinación con el interferón pegilado y la ribavirina. No pueden ser utilizados en monoterapia porque crean resistencia viral rápidamente, luego en las primeras semanas de utilización si no se encuentran en la presencia del interferón.

Fue presentado más un estudio sobre la cura definitiva de la hepatitis C. Comparando diversos estudios estadísticos publicados en las revistas científicas, quiénes acompañaron pacientes indetectables al final del tratamiento por más de cinco años, fue comprobado que en todos los estudios entre 99,1% y 100% de los pacientes continuaban curados después de cinco años del final del tratamiento.

Sobre trasplantes hallé interesante un estudio comparativo realizado en Porto Alegre el cual comparó el índice MELD (actualmente utilizado para indicación de la prioridad para recibir el trasplante de hígado) con otros índices que están siendo propuestos, que son el MELD-Na, el MELD-Na2, el MESO y el iMELD.

La conclusión de los investigadores es que todos ellos son indicados para la finalidad a que se destinan, presentando resultados similares en el cálculo de la expectativa de vida para los próximos 3 y 6 meses. Quedó demostrado que la inclusión del Sodio en el calculo del MELD mejora la eficacia del resultado. En la presentación fue alertado que existen situaciones clínicas en que el MELD o cualquiera de los otros métodos, no refleja el diagnostico correcto, debiendo el médico evaluar de forma individual tales situaciones.

Carlos Varaldo
Grupo Optimismo




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Last updated 19.9.2010