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30/10/2011


Quais fatores influenciam a falta de aderência no tratamento da hepatite C

Como ficará a aderência com os inibidores de proteases?


A aderência ao tratamento é medida pelo comportamento do paciente. Aqueles que respeitam as doses indicadas pelo médico e os horários para aplicar ou tomar os medicamentos são os pacientes que conseguem uma boa aderência e como conseqüência uma maior probabilidade de sucesso com a terapia.

No tratamento com interferon peguilado e ribavirina diversos estudos sinalizam que a aderência deve ser superior aos 80% para não prejudicar o tratamento, isto é, o paciente deve no mínimo ter respeitado 80% das dosagens e horários indicados.

São vários os fatores que levam o paciente a ''descuidar'' e esquecer ou deixar de seguir a recomendação médica, alguns pela depressão, outros pelo cansaço e falta de disposição que provoca a anemia, outros pela duração dos efeitos colaterais após a aplicação de interferon, sendo que quanto eles mais demoram a desaparecer se observa uma menor adesão e vontade de aplicar outras doses, as faltas ao trabalho pelos sintomas ou pelas consultas médicas provoca medo de demissão afetando a aderência e, a queda de cabelo principalmente nas mulheres influi muito na auto-estima.

Já entre os fatores que levam o paciente a aumentar a aderência o principal fator é a expectativa de cura e a eficácia do tratamento. Pacientes que apresentam resposta rápida, ficando indetectáveis nas primeiras semanas do tratamento ficam entusiasmados com a possibilidade de cura e tentam chegar ao final do tratamento tomando todos os cuidados.

Também, pacientes que fracassaram a um tratamento anterior e realizam um retratamento são muito mais responsáveis em relação à aderência, cuidando mais de seu tratamento que os que realizam o tratamento pela primeira vez. Parece que aprenderam a lição e não querem perder uma segunda chance.

Como ficará a aderência com os inibidores de proteases?

Muito bem, se sabe que no tratamento atual com interferon peguilado a aderência deve ser no mínimo de 80%, mas como deverá ser a aderência para quem seja submetido a um tratamento com os inibidores de proteases. Alguém acha que os 80% serão suficientes.

Ledo engano, quem realizar um tratamento ou retratamento com qualquer um dos inibidores de proteases deverá ter 100% de aderência, caso contrario poderá criar resistência e ter que interromper imediatamente o tratamento.

Isso fará com que a educação do paciente seja totalmente necessária para que eles tenham conhecimento que a responsabilidade pelo sucesso do tratamento agora e exclusivamente dele próprio.

Mas, também, a aderência será prejudicada porque no tratamento com os inibidores de proteases estarão acontecendo novos e mais fortes efeitos colaterais e adversos, o que vai desestimular mais ainda a aderência. Se por um lado o paciente ao ter uma maior perspectiva de cura estará estimulado a respeitar a aderência, por outro os atuais e novos efeitos colaterais e adversos de maior intensidade será um fator contrario para conseguir completar corretamente a terapia.

Resumindo, "se correr o bicho pega, se ficar o bicho come". É por esse motivo que nas ultimas semanas dedico 90% de meu tempo a escrever sobre os inibidores de proteases, seu tratamento e seus efeitos, pois pessoalmente considero que a informação é um excelente medicamento.

Confesso que vejo esforços ainda tímidos por parte dos fabricantes, das sociedades médicas e do governo no sentido de preparar-nos para saber manejar os novos tratamentos e suas complicações.

Se nos primeiros meses da utilização dos inibidores de proteases muitos pacientes interromperem o tratamento devido a efeitos colaterais ou adversos por não estarem devidamente preparados para enfrentar o tratamento ou, por um acompanhamento deficiente por parte do médico, o resultado poderá ser desastroso, pois poderá chegar a ''queimar'' os produtos. Nem pensar se 1 ou 2 pacientes virem a falecer por causa do tratamento, pois então se corre o risco das autoridades de saúde proibir sua utilização ate a realização de novos estudos que comprovem a sua segurança.

Por isso, neste momento todos devem focar esforços na capacitação dos profissionais de saúde e na educação dos pacientes. Informação em "super-dosagem" é a única medicação que não causa efeitos adversos.

Carlos Varaldo



Carlos Varaldo e o Grupo Otimismo declaram não possuir conflitos de interesse com eventuais patrocinadores das diversas atividades.
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30/10/2011


Cuales factores influencian la falta de adherencia en el tratamiento de la hepatitis C

¿Cómo se quedará la adherencia con los inhibidores de proteasas?


La adherencia al tratamiento es medida por el comportamiento del paciente. Aquéllos que respetan las dosis indicadas por el médico y los horarios para aplicar o tomar los medicamentos son los pacientes que logran una buena adherencia y como consecuencia una mayor probabilidad de éxito con la terapia.

En el tratamiento con interferón pegilado y ribavirina diversos estudios señalizan que la adherencia debe ser superior a los 80% para no perjudicar el tratamiento, esto es, el paciente debe por lo menos haber respetado 80% de las dosis y horarios indicados.

Son varios los factores que llevan el paciente a ''descuidar'' y olvidar o dejar de seguir la recomendación médica, algunos por la depresión, otros por el cansancio y falta de disposición que provoca la anemia, otros por la duración de los efectos secundarios después de la aplicación de interferón, siendo que cuanto ellos más demoran a desaparecer se observa una menor adhesión y voluntad de aplicar otras dosis, las faltas al trabajo por los síntomas o por las consultas médicas provoca miedo de dimisión afectando la adherencia y, la caída de cabello principalmente en las mujeres influye mucho en la autoestima.

Ya entre los factores que llevan el paciente a aumentar la adherencia el principal factor es la expectativa de cura y la eficacia del tratamiento. Pacientes que presentan respuesta rápida, quedándose indetectables en las primeras semanas del tratamiento quedan entusiasmados con la posibilidad de cura e intentan llegar al final del tratamiento tomando todos los cuidados.

También, pacientes que fracasaron a un tratamiento anterior y realizan un retratamiento son mucho más responsables con relación a la adherencia, cuidando más de su tratamiento que los que realizan el tratamiento por la primera vez. Parece que aprendieron la lección y no quieren perder una segunda chance.

¿Cómo se quedará la adherencia con los inhibidores de proteasas?

Muy bien, se sabe que en el tratamiento actual con interferón pegilado la adherencia debe ser por lo menos del 80%, pero como deberá ser la adherencia para quien sea sometido a un tratamiento con los inhibidores de proteasas. Alguien piensa que los 80% serán suficientes.

Será un engaño, pues quien realizar un tratamiento o retratamiento con cualquiera un de los inhibidores de proteasas deberá tener 100% de adherencia, caso contrario podrá crear resistencia y tener que interrumpir inmediatamente el tratamiento.

Eso hará con que la educación del paciente sea totalmente necesaria para que ellos tengan conocimiento que la responsabilidad por el suceso del tratamiento ahora es exclusivamente de él propio.

Pero, también, la adherencia será perjudicada porque en el tratamiento con los inhibidores de proteasas estarán aconteciendo nuevos y más fuertes efectos secundarios y adversos, lo que va desestimular más aún la adherencia. Si por un lado el paciente al tener una mayor perspectiva de cura estará estimulado a respetar la adherencia, por otro los actuales y nuevos efectos secundarios y adversos de mayor intensidad será un factor contrario para conseguir completar correctamente la terapia.

Resumiendo, estaremos entre la espada y la pared. Es por ese motivo que en las últimas semanas dedico 90% de mi tiempo a escribir sobre los inhibidores de proteasas, su tratamiento y sus efectos, pues personalmente considero que la información es un excelente medicamento.

Confieso que veo esfuerzos aún tímidos por parte de los fabricantes, de las sociedades médicas y del gobierno en el sentido de prepararnos para saber manejar los nuevos tratamientos y sus complicaciones.

Si en los primeros meses de la utilización de los inhibidores de proteasas muchos pacientes interrumpir el tratamiento debido a que efectos secundarios o adversos por no estén debidamente preparados para enfrentar el tratamiento o, por un acompañamiento deficiente por parte del médico, el resultado podrá ser desastroso, pues podrá llegar a ''quemar'' los productos. Ni pensar si 1 ó 2 pacientes llegan a fallecer a causa del tratamiento, pues entonces se corre el riesgo de las autoridades de salud prohibir su utilización hasta la realización de nuevos estudios que comprueben su seguridad.

Por eso, en este momento todos deben centralizar esfuerzos en la capacitación de los profesionales de salud y en la educación de los pacientes. Información en "súper-dosis" es la única medicación que no causa efectos adversos.

Carlos Varaldo



Carlos Varaldo y el Grupo Optimismo declaran que no tienen relaciones económicas relevantes con eventuales patrocinadores de las diversas actividades.
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Last updated 28.10.2011