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GRUPO OTIMISMO DE APOIO AO PORTADOR DE HEPATITE
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12/09/2010


Tratamento das hepatites nos próximos cinco anos


Podem ser realizados três tipos de exercícios em futurologia se quisermos projetar o que vai acontecer com os tratamentos das hepatites B e C nos próximos cinco anos. Um deles seria consultar uma adivinha para ler o futuro na bola de cristal, mas deixando tal método fora ficarei com as projeções feitas pelos pesquisadores científicos e pelos analistas econômicos que estudam o possível lucro das empresas farmacêuticas.

As projeções feitas pelos pesquisadores científicos são as que sempre utilizamos para anunciar o avanço das pesquisas, as apresentações nos congressos, as aprovações pelos organismos reguladores de medicamentos, os consensos das sociedades médicas e outras tantas que semanalmente divulgo nesta página. Em geral são projeções otimistas, pois são guiadas pelo desejo natural de encontrar tratamentos que possam salvar o mais rapidamente possível milhões de vidas.

Mas existe outro tipo de projeção, muito interessante, que é a realizada por economistas com o intuito de aconselhar investidores para poder aplicar dinheiro com uma maior segurança e possível maior lucro. Confesso que não sei qual das duas pode ser mais confiável ou será mais assertiva, mas vamos dar uma olhada no que falam os especialistas em mercado financeiro sobre o que pode acontecer com os tratamentos das hepatites B e C.

Um estudo de mercado, ao que não tive acesso na integra devido ao custo de 3.500.- dólares, um valor muito alto para nossa finalidade, mas do qual obtive alguns dados suficientes para poder escrever este artigo, informa por estimativa do mercado nas hepatites B e C, que no ano 2009 movimentou um valor de 3,2 bilhões de dólares, o que representa um crescimento anual composto de 3,1% entre os anos de 2001 e 2009. Projeções para o ano de 2016 estimam que o mercado mundial esteja em 6 bilhões de dólares, o que significa que o crescimento a cada ano estará alcançando 9%, um verdadeiro salto em relação aos 3,1% de crescimento anterior a 2009.

Para realizar tal projeção os analistas estimam o mercado incluindo a projeção de novos casos de infectados, dos pacientes que descobrem estar infectados por meio do diagnostico e, o retratamento de pacientes não respondedores ou que abandonaram um primeiro tratamento. Posso aqui pensar que não somente nos próximos cinco anos, mas que nas próximas duas, três ou quatro décadas existirá muitíssimo trabalho para os profissionais da saúde especializados nas hepatites B e C.

Atualmente existem pesquisas de 208 novas moléculas em diversas fases das pesquisas destinadas a desenvolver novos medicamentos nas hepatites B e C, sendo que 77% desses já se encontram nas fases II e III das pesquisas. É por isso que os analistas estimam o surpreendente crescimento que o mercado vai experimentar, pois a introdução dos novos medicamentos estará impulsionando o valor gasto com tratamentos e aumentando a competição entre as empresas farmacêuticas.

Na hepatite C existem varias pesquisas em fases adiantadas de ensaios clínicos, mas quatro delas já estão praticamente finalizando a fase III e poderão estar disponíveis rapidamente no mercado. Eles são o Boceprevir, o Telaprevir, o Zalbin e o RG7128. Uma revolução no tratamento da hepatite C estará acontecendo já em 2011. Vejo isso com muita preocupação, pois o governo não está se preparando para poder atender o crescimento da demanda que vai ocasionar a procura por retratamento dos milhares de infectados que não responderam ao tratamento com interferon e ribavirina.

Faço um parêntesis aqui para realizar uma pergunta aos responsáveis pelos programas de hepatites de todo e qualquer governo: Já pensaram, ou estão estudando, como atender a avalanche que vai representar retratar a metade de todos os que já foram tratados nos últimos 10 anos, aos quais devemos adicionar todos aqueles que estão sendo diagnosticados? Podemos triplicar em pouco tempo, já para o final de 2011, a capacidade e infra-estrutura de atendimento? Ou será que continuaremos a ficar tranqüilamente sentados acima dessa bomba esperando explodir?

Na hepatite B, somente na fase III já existem 10 novos medicamentos que rapidamente poderão chegar ao mercado. Serão excelentes opções de um novo arsenal terapêutico, mas todos eles são relativos a terapias de combinação com outros medicamentos. Ainda, os medicamentos em pesquisa na fase II para o tratamento da hepatite B, também e dominado por pesquisas para tratamentos combinados. O fato de não existir no horizonte de curto ou médio prazo um medicamento "milagroso" poderá resultar em um crescimento lento do mercado.

Na hepatite A, a expectativa dos analistas econômicos é fraca. Existem seis pesquisas em andamento em diversas fases clínicas, mas o mercado não desperta maior interesse a curto ou médio prazo.

Os dados econômicos que utilizei neste artigo são resultantes de analises de mercado e preços de medicamentos dos Estados Unidos, Reino Unido, Francia, Itália, Alemanha e Japão analisados pela empresa GBI Reserarch no estudo "Hepatitis Therapeutics Market to 2016 - Strong Hepatitis-C Vaccine Pipeline and Cost Effective Treatments will Drive the Global Hepatitis Market". Os interessados no estudo completo podem adquirir um exemplar em www.gbiresearch.com

Carlos Varaldo
Grupo Otimismo




Carlos Varaldo e o Grupo Otimismo declaram não possuir conflitos de interesse com eventuais patrocinadores das diversas atividades.
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A Organização Mundial da Saúde estima que 1,5 milhão de pessoas morrem a cada ano por culpa das hepatites B ou C. Uma morte a cada 20 segundos!
La Organización Mundial de la Salud estima que 1,5 millón de personas mueren a cada año por culpa de las hepatitis B o C. ¡Una muerte a cada 20 segundos!

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12/09/2010


Tratamiento de las hepatitis en los próximos cinco años


Pueden ser realizados tres tipos de ejercicios en futurología si queremos proyectar lo que va a pasar con los tratamientos de las hepatitis B y C en los próximos cinco años. Uno de ellos sería consultar una adivina para leer el futuro en la bola de cristal, pero dejando tal método afuera me quedaré con las proyecciones hechas por los investigadores científicos y por los analistas económicos que estudian el posible lucro de las empresas farmacéuticas.

Las proyecciones hechas por los investigadores científicos son las que siempre utilizamos para anunciar el avance de las pesquisas, las presentaciones en los congresos, las aprobaciones por los organismos reguladores de medicamentos, los consensos de las sociedades médicas y otras tantas que semanalmente divulgo en esta página. En general son proyecciones optimistas, pues son guiadas por el deseo natural de encontrar tratamientos que puedan salvar lo más rápidamente posible millones de vidas.

Pero existe otro tipo de proyección, muy interesante, que es la realizada por economistas con el intuito de aconsejar inversionistas para poder aplicar dinero con una mayor seguridad y posible mayor ganancia. Confieso que no sé cual de las dos puede ser más confiable o será más asertiva, pero vamos a dar una ojeada en lo que hablan los especialistas en mercado financiero sobre lo que puede pasar con los tratamientos de las hepatitis B y C.

Un estudio de mercado, al que no tuve acceso en la integra debido al costo de 3.500.- dólares, un valor muy alto para nuestra finalidad, pero de lo cual obtuve algunos datos suficientes para poder escribir este artículo, informa por estimativa del mercado en las hepatitis B y C, que en el año 2009 movió un valor de 3.200 millones de dólares, lo que representa un crecimiento anual compuesto del 3,1% entre los años de 2001 y 2009. Proyecciones para el año de 2016 estiman que el mercado mundial esté en 6.000 millones de dólares, lo que significa que el crecimiento a cada año estará alcanzando 9%, un verdadero salto con relación a los 3,1% de crecimiento anterior a 2009.

Para realizar tal proyección los analistas estiman el mercado incluyendo la proyección de nuevos casos de infectados, de los pacientes que descubren estar infectados por medio del diagnostico y, el retratamiento de pacientes no respondedores o que abandonaron un primer tratamiento. Puedo aquí pensar que no solamente en los próximos cinco años, pero que en las próximas dos, tres o cuatro décadas existirá muchísimo trabajo para los profesionales de la salud especializados en las hepatitis B y C.

Actualmente existen investigaciones de 208 nuevas moléculas en diversas fases de las pesquisas destinadas a desarrollar nuevos medicamentos en las hepatitis B y C, siendo que 77% de ellas ya se encuentran en las fases II y III de las pesquisas. Es por eso que los analistas estiman el sorprendente crecimiento que el mercado va a experimentar, pues la introducción de los nuevos medicamentos estará impulsando el valor gasto con tratamientos y aumentando la competición entre las empresas farmacéuticas.

En la hepatitis C existen varias pesquisas en fases adelantadas de ensayos clínicos, pero cuatro de ellas ya están prácticamente finalizando la fase III y podrán estar disponibles rápidamente en el mercado. Son el Boceprevir, el Telaprevir, el Zalbin y el RG7128. Una revolución en el tratamiento de la hepatitis C estará aconteciendo ya en 2011. Veo eso con mucha preocupación, pues el gobierno no está se preparando para poder atender el crecimiento de la demanda que va a ocasionar la procura por retratamiento de los millares de infectados que no respondieron al tratamiento con interferón y ribavirina.

Hago un paréntesis aquí para realizar una pregunta a los responsables por los programas de hepatitis de todo y cualquier gobierno: ¿Ya pensaron, o están estudiando, cómo atender la avalancha qué va a representar retratar la mitad de todos los qué ya fueron tratados en los últimos 10 años, a los cuáles debemos sumar todos aquéllos qué están siendo diagnosticados? ¿Podemos triplicar en poco tiempo, ya para el final de 2011, la capacidad e infraestructura del servicio? ¿O será qué continuaremos a quedar tranquilamente sentados arriba de ésa bomba esperando estallar?

En la hepatitis B, solamente en la fase III ya existen 10 nuevos medicamentos que rápidamente podrán llegar al mercado. Serán excelentes opciones de un nuevo arsenal terapéutico, pero todos ellos son relativos a terapias de combinación con otros medicamentos. Aún, los medicamentos en pesquisa en la fase II para el tratamiento de la hepatitis B, también es dominado por pesquisas para tratamientos combinados. El hecho de no existir en el horizonte de corto o medio plazo un medicamento "milagroso" podrá resultar en un crecimiento lento del mercado.

En la hepatitis A, la expectativa de los analistas económicos es flaca. Existen seis pesquisas en realización en diversas fases clínicas, pero el mercado no suscita mayor interés a corto o medio plazo.

Los datos económicos que utilicé en este artículo son resultantes de analices de mercado y precios de medicamentos de Estados Unidos, Reino Unido, Francia, Italia, Alemania y Japón analizados por la empresa GBI Reserarch en el estudio "Hepatitis Therapeutics Market to 2016 - Strong Hepatitis-C Vaccine Pipeline and Cost Effective Treatments will Drive the Global Hepatitis Market". Los interesados en el estudio completo pueden adquirir un ejemplar en www.gbiresearch.com

Carlos Varaldo
Grupo Optimismo




Carlos Varaldo Grupo Optimismo. Carlos Varaldo y el Grupo Optimismo declaran que no tienen relaciones económicas relevantes con eventuales patrocinadores de las diversas actividades.
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Last updated 12.9.2010