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21/03/2005

Pesquisadores descobrem um mecanismo que poderia suprimir a capacidade de reprodução dos vírus como o VIH e o da hepatite C


Redação / EP - 15 de março de 2005


Pesquisadores da Espanha, do Centro da Astrobiología e do Centro de Biologia Molecular Severo Ochoa anunciaram ter descoberto um sistema que poderia eliminar a capacidade de infectar dos vírus do tipo RNA, entre os que se encontram o VIH e o da hepatite C, mediante a introdução de um agente mutágeno que provocaria alterações no funcionamento das populações do vírus. As conclusões do estudo se publicam na edição digital da revista "Proceedings of the National Academy of Sciences" (PNAS).

Sussana C. Manrubia, do Centro da Astrobiología do Conselho Superior de Investigações Científicas (CSIC), explicou a Europa Press que os vírus do RNA formam populações muito numerosas nos indivíduos que infectam. Alguns exemplos de vírus do RNA são o VIH que causa a AIDS, o vírus da hepatite C, o da febre aftosa ou o do SRAS (síndrome respiratório agudo severo). devido a sua alta taxa de mutação estas populações se adaptam rapidamente e são muito heterogêneas, o que quer dizer que os indivíduos diferem geneticamente uns de outros de forma notável.

A científica explica que após simplificar esta complexa estrutura, consideraram que estas populações de vírus estão constituídas por genomas ou indivíduos altruístas e por genomas egoístas. Os primeiros são capazes de produzir todo o necessário para replicar-se e infectar outras células ou organismos e os segundos utilizam os recursos dos primeiros para sua sobrevivência.

Nos testes realizados com infecções persistentes ou crônicas se observa que, ao acrescentar um mutágeno na população viral, aumentando assim a taxa de erro na replicação, produz-se um incremento na proporção de genomas egoístas. Apesar de que se segue gerando RNA viral em grandes quantidades os cientistas observaram que o vírus perde sua capacidade de infectar, não assim a capacidade replicativa, e portanto se extingue como patogênico.

Segundo Manrubia "um aumento na proporção de genomas egoístas produz a perda da capacidade de infectar do vírus". Estudos teóricos e experimentais já tinham revelado que a presença de mutágeno em grandes quantidades induz a extinção de uma população viral, "mas o que agora observamos é que, considerando simplesmente que a população contém distintos tipos de genomas, uns altruístas e outros egoístas, aparece um mecanismo de extinção alternativo que se dá a baixas dose de mutágeno e se deve à ação letal dos genomas egoístas" conclui a científica.

NOVA ESTRATÉGIA ANTIVIRAL

"Nossos resultados sugerem que a administração de drogas que produzam um pequeno aumento na taxa de mutação do vírus poderia ser utilizada como estratégia antiviral, com as implicações clínicas que isso comporta" comenta Manrubia. Segundo a pesquisadora, o mutágeno se poderia administrar a baixas dose com o que se minimizariam os efeitos secundários da droga (em este trabalho se utilizou o 5-fluorouracilo, empregado atualmente em terapias antitumorais). Todos estes resultados são ainda preliminares e requerem numerosos estudos complementares prévios à fase clínica.

O achado deste novo mecanismo de extinção do poder infeccioso do vírus assinala deste modo que é necessário considerar a presença de múltiplos características virais tanto na interpretação dos resultados experimentais como nos estudos teóricos enfocados a uma maior compreensão dos mecanismos de adaptação que os vírus utilizam.

A científica destaca que não tivesse sido possível alcançar os resultados apresentados de não ter participado do estudo profissionais de diferentes áreas científicas, com diferentes bagagens e pontos de vista. "Isso faz deste artigo um autêntico trabalho de síntese entre disciplinas" afirma Sussana Manrubia.

Carlos Varaldo
Grupo Otimismo





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21/03/2005

Científicos españoles descubren un sistema que podría suprimir la capacidad de reproducción de virus como el VIH o el de la hepatitis C


Redacción / EP - 15 de marzo de 2005

Científicos españoles del Centro de Astrobiología y del Centro de Biología Molecular Severo Ochoa han descubierto un sistema que podría eliminar la capacidad de infectar de los virus de RNA, entre los que se encuentran el VIH o la hepatitis C, a través de introducir un agente mutágeno que provocaría alteraciones en el funcionamiento de las poblaciones del virus. Las conclusiones del estudio se publican en la edición digital de la revista "Proceedings of the National Academy of Sciences" (PNAS).

Sussana C. Manrubia, del Centro de Astrobiología del Consejo Superior de Investigaciones Científicas (CSIC), explicó a Europa Press que los virus de RNA forman poblaciones muy numerosas en los individuos que infectan. Algunos ejemplos de virus de RNA son el VIH que causa el sida, el virus de la hepatitis C, el de la fiebre aftosa o el del SRAS (síndrome respiratorio agudo severo). Debido a su alta tasa de mutación estas poblaciones se adaptan rápidamente y son muy heterogéneas, lo que quiere decir que los individuos difieren genéticamente unos de otros de forma notable.

La científica explica que tras simplificar esta compleja estructura, han considerado que estas poblaciones virales están constituidas por genomas o individuos altruistas y por genomas egoístas. Los primeros son capaces de producir todo lo necesario para replicarse e infectar otras células u organismos y los segundos utilizan los recursos de los primeros para su supervivencia.

En los experimentos realizados con infecciones persistentes o crónicas se observa que, al añadir un mutágeno a la población viral, aumentando así la tasa de error en la replicación, se produce un incremento en la proporción de genomas egoístas. A pesar de que se sigue generando RNA viral en grandes cantidades los científicos han observado que el virus pierde su capacidad de infectar, no así la capacidad replicativa, y por tanto se extingue como patógeno.

Según Manrubia "un aumento en la proporción de genomas egoístas produce la pérdida de la capacidad de infectar del virus". Estudios teóricos y experimentales ya habían revelado que la presencia de mutágeno en grandes cantidades induce la extinción de una población viral, "pero lo que ahora hemos visto es que, considerando simplemente que la población contiene distintos tipos de genomas, unos altruistas y otros egoístas, aparece un mecanismo de extinción alternativo que se da a bajas dosis de mutágeno y se debe a la acción letal de los genomas egoístas" concluye la científica.

NUEVA ESTRATEGIA ANTIVIRAL

"Nuestros resultados sugieren que la administración de drogas que produzcan un pequeño aumento en la tasa de mutación del virus podría ser utilizada como estrategia antiviral, con las implicaciones clínicas que ello comporta" comenta Manrubia. Según la investigadora, el mutágeno se podría administrar a bajas dosis con lo que se minimizarían los efectos secundarios de la droga (en este trabajo se ha utilizado el fármaco 5-fluorouracilo, empleado actualmente en terapias antitumorales). Todos estos resultados son aún preliminares y requieren numerosos estudios complementarios previos a la fase clínica.

El hallazgo de este nuevo mecanismo de extinción del poder infeccioso del virus señala asimismo que es necesario considerar la presencia de múltiples características virales tanto en la interpretación de los resultados experimentales como en los estudios teóricos enfocados a una mayor comprensión de los mecanismos de adaptación que los virus utilizan.

La científica destaca que no hubiera sido posible alcanzar los resultados presentados de no haber participado en el estudio profesionales de distintas ramas científicas, con diferentes bagajes y puntos de vista. "Ello hace de este artículo un auténtico trabajo de síntesis entre disciplinas" afirma Sussana Manrubia.

Carlos Varaldo
Grupo Optimismo







Last updated 28.10.2005