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GRUPO OTIMISMO DE APOIO A PORTADORES DE HEPATITE C
ONG - Registro n°.: 176.655 - RCPJ-RJ - CNPJ: 06.294.240/0001-22 - Rio de Janeiro - RJ
Tel.: (21) 9973.6832 - Fax. (21) 2549.8809
e-mail: hepato@hepato.com Internet: www.hepato.com
26/09/2005
Tratar ou não tratar a hepatite C?
Para quem será mais difícil a decisão sobre a necessidade de tratar ou não tratar a hepatite C, para o médico ou para o paciente?
Um bom médico não vai considerar exclusivamente o estado do fígado como único interesse terapêutico. A decisão de recomendar o tratamento estará direcionada a aqueles pacientes que tem um prognostico de desenvolver complicações hepáticas serias. Ainda as manifestações extra-hepáticas, difíceis de avaliar ou predizer deverão ser considerados numa espécie de conta "custo - beneficio" em relação a saúde e, assim deverão ser consideradas.
O médico deve ainda interpretar qual e a percepção do paciente em relação a doença, se estes a consideram um problema de maior ou menor grau para suas vidas. Deverá ainda estudar o atual estilo de vida do paciente para estimar a possível aderência ao longo tratamento e se a mesma for de um ritmo caótico será necessário considerar que as possibilidades de completar as 48 semanas de tratamento serão menores.
Fatores psicológicos, de emprego, de estabilidade social e emocional deverão também ser considerados, sendo que em muitos casos pode ser mais vantajoso explicar ao paciente que o ideal seria primeiro estabilizar alguns comportamentos ou estilos de vida e somente depois tentar o tratamento da hepatite C, sempre tentando uma maior possibilidade de sucesso.
Bons argumentos, persuasivos, porém sempre imparciais, deverão ser apresentados pelo médico ao paciente, mostrando detalhadamente as possibilidades de sucesso e também os prognósticos de progressão da doença, de complicações que podem vir a surgir caso o tratamento não seja realizado ou que seja interrompido na metade.
Já para o paciente infectado com a hepatite C o tratamento deverá ser encarado como algo demorado, sofrido, difícil, complicado e árduo, confrontando estas desvantagens com a insegurança de se saber portador de um vírus potencialmente transmissível no seu circulo intimo de amizades ou a seus familiares, colocando inclusive sua sensação de bem-estar, tudo numa espécie de balança, antes de tomar a decisão sobre a realização do tratamento.
Com todos os argumentos, com seus prós e contras devidamente compreendidos pelo paciente, caberá a este, exclusivamente, decidir sobre o seu tratamento, sendo assim, da sua total responsabilidade a decisão tomada.
Carlos Varaldo
Grupo Otimismo
GRUPO OPTIMISMO DE AYUDA A PORTADORES DE HEPATITIS C
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26/09/2005
¿Tratar o no tratar la hepatitis C?
¿Para quién será más difícil la decisión sobre la necesidad de tratar o no tratar la hepatitis C, para el médico o para el paciente?
El buen médico no estará considerando exclusivamente el hígado como único interés terapéutico para recomendar el tratamiento. La recomendación estará dirigida para aquellos pacientes que tienen un pronostico de desarrollar complicaciones hepáticas serías. Todavía las manifestaciones extra-hepáticas, difíciles de evaluar o predecir deberán ser considerados en una especie de cuenta "costo - beneficio" en relación a la salud y así deberán ser consideradas.
El médico debe aún interpretar cual es la percepción del paciente con relación a la enfermedad, si éstos la consideran un problema de mayor o menor grado para sus vidas. Deberá aún estudiar el actual estilo de vida del paciente para estimar la posible adherencia al largo tratamiento y si la misma es de un ritmo caótico será necesario considerar que las posibilidades de completar las 48 semanas de tratamiento serán menores.
Factores psicológicos, de empleo, de estabilidad social y emocional deberán también ser considerados, siendo que en muchos casos puede ser más ventajoso explicar al paciente que lo ideal sería primero estabilizar algunos comportamientos o estilos de vida y solamente después intentar el tratamiento de la hepatitis C, siempre tentando una mayor posibilidad de suceso.
Buenos argumentos, siempre imparciales, deberán ser presentados por el médico al paciente, mostrando detalladamente las posibilidades de suceso y también los pronósticos de progresión de la enfermedad, de complicaciones que pueden venir a surgir caso el tratamiento no sea realizado o que sea interrumpido en la mitad.
Ya para el paciente infectado con la hepatitis C el tratamiento deberá ser encarado como algo demorado, sufrido, difícil, complicado y arduo, confrontando estas desventajas con la inseguridad de saberse portador de un virus potencialmente transmisible en su circulo intimo de amistades o a sus familiares, colocando incluso su sensación de bienestar, todo junto en una especie de balanza, antes de tomar la decisión en relación a iniciar el tratamiento.
Con todo los argumentos, con sus beneficios y desventajas debidamente comprendidas por el paciente, cabrá a éste, exclusivamente, decidir sobre su tratamiento, siendo así, de su total responsabilidad la decisión tomada.
Carlos Varaldo
Grupo Optimismo