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GRUPO OTIMISMO DE APOIO A PORTADORES DE HEPATITE C
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13/11/2005
Um estudo de custo efetividade do tratamento que todos os gestores públicos deveriam refletir
A apresentação Abstract ID: 66985 do AASLD-2005 que esta acontecendo hoje nos Estados Unidos, estudou na Inglaterra, mas pode ser aplicado a qualquer país do mundo, a economia que os governos poderão conseguir ao tratar a hepatite C da sua população, inclusive naqueles casos em que ela e mais moderada, com menor dano hepático.
O estudo avaliou pacientes com pouco dano hepático tratados com interferon peguilado e ribavirina, infectados com os genótipos 1, 2 e 3 e calculando a taxa media de resposta sustentada (cura) de 39% nos infectados com o genótipo 1 e de 69% naqueles infectados com os genótipos 2 e 3.
Para os pacientes que não conseguiram a cura foram avaliados então a idade, o sexo, os níveis de transaminases, a fibroses atual a qual foi aplicada um fator médio de progressão segundo estudos já publicados e projetadas na expectativa individual de vida do paciente.
Ainda o estudo considerou a interrupção do tratamento na semana 12 para aqueles pacientes que não conseguiram reduzir 2 log sua carga viral para calcular exatamente o valor do tratamento e também foram consideradas todas as despesas com a assistência médica, de exames e de medicamentos com os tratamentos realizados ou interrompidos. Para o genótipo 1 o calculo foi para o tratamento de 48 semanas e para os genótipos 2 e 3 o tratamento de 24 semanas.
Pelas projeções e partindo do estado atual de saúde dos pacientes avaliados, se obteve que após 30 anos o tratamento até 16% dos pacientes tratados com o interferon peguilado poderão desenvolver cirroses, mas que 31% dos infectados, se não tratados, poderão chegar a desenvolver a cirroses.
O estudo conclui mostrando claramente, sem poder ser questionado ou discutido que, em termos de saúde pública, se projetando as conseqüências econômicas da epidemia de hepatite C, o tratamento dos atuais infectados produzira uma diminuição substancial nos gastos com saúde num futuro a médio prazo.
A não detecção e consequentemente o não tratamento dos infectados e uma estratégia ignorante por parte dos gestores de saúde pública de qualquer país, devido aos gastos que deverão ser dispensados com o tratamento dos casos de cirroses, transplantes de fígado, aposentadorias, perda da capacidade produtiva e diminuição na estimativa de vida geral da população.
AASLD-2005 - 11 até 14/11/2005 - Abstract ID: 66985
Autores: J. Hornberger, The SPHERE Institute/Acumen, LLC, Burlingame, CA, G. Dusheiko, Royal Free and University College School of Medicine, London, United Kingdom (Great Britain), G. Lewis, Roche Products Ltd, Welwyn Garden City, United Kingdom (Great Britain), K. Patel, Hoffmann-La Roche, Inc, Nutley, NJ