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GRUPO OTIMISMO DE APOIO A PORTADORES DE HEPATITE C
ONG - Registro n°.: 176.655 - RCPJ-RJ - CNPJ: 06.294.240/0001-22 - Rio de Janeiro - RJ
Tel.: (21) 9973.6832 - Fax. (21) 2549.8809
e-mail: hepato@hepato.com Internet: www.hepato.com
06/02/2006
O silêncio dos culpados - Um alerta para 2006
Mais de seis milhões de brasileiros estão infectados pelos tipos B e C da hepatite, mas 95% deles nem sabem disso. São vítimas inocentes da omissão das autoridades diante de uma epidemia que se tornou o maior problema de saúde pública do Brasil. Maior até que a ameaça da AIDS, que sem uma explicação lógica recebe do governo federal vinte vezes mais recursos para tratar de um número dez vezes menor de infectados.
As hepatites B e C são doenças crônicas de difícil diagnostico, pois não apresentam sintomas e não são detectadas em exames de sangue simples. De forma silenciosa, podem levar à morte por falência hepática. A prevenção e a rápida identificação dos infectados são as alternativas para permitir o tratamento e evitar a disseminação involuntária. Como as políticas públicas não seguem neste caminho, estima-se que mais de 1 milhão de infectados desenvolverão cirrose, e 600 mil vão morrer por causa da doença nos próximos 10 ou 15 anos.
O atual governo manteve a política de inanição de seus antecessores e nada faz para conter a epidemia. O Programa Nacional de Hepatites Virais (PNHV), por exemplo, tem orçamento de apenas 3 centavos por habitante, o que representa R$ 5,7 milhões para todo o ano de 2005, e de sete milhões para 2006. É praticamente nada. Além disso, as poucas ações feitas com esses recursos foram voltadas prioritariamente para o programa da AIDS, do qual o PNHV passou a ser apenas um apêndice.
Com a detecção precoce, os medicamentos disponíveis podem curar de 40% a 80% dos pacientes de hepatite C e quase a metade dos infectados pela B. Mas o governo joga fora os poucos recursos ao fazer fracassadas campanhas de informação (?) sem saber onde estão os focos. É um trabalho infrutífero, pois só com conhecimento precoce o portador do vírus pode ser orientado a mudar hábitos de forma a reduzir a progressão da doença.
A omissão vai ainda mais longe. De cada 100 pessoas que receberam sangue antes de 1993, 20 estão infectadas pela hepatite C. O governo tem todos os prontuários, mas não chama nenhuma delas para fazer o teste de detecção. Muito menos divulga a gravidade e as conseqüências da epidemia.
Por não apresentarem sintomas e não serem identificadas no exame de sangue comum, as hepatites B e C são conhecidas como assassinas silenciosas. Para enfrentá-las, precisamos aumentar a consciência pública com a divulgação das doenças, promover campanhas de detecção e aumentar a capacidade de atendimento nos centros de referência. O governo, no entanto, tem preferido a omissão e o silêncio. Neste caso, o silêncio pode matar mais do que a própria doença.
Carlos Varaldo, coordenador do Grupo Otimismo de Apoio a Portadores de Hepatite
É permitida a livre veiculação do artigo, de responsabilidade do autor, citando a fonte.
Carlos Varaldo
Grupo Otimismo
GRUPO OPTIMISMO DE AYUDA A PORTADORES DE HEPATITIS C
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06/02/2006
El silencio de los culpables - Un alerta para 2006
Aproximadamente quinientos millones de personas están infectados por los tipos B y C de la hepatitis en el mundo, pero 95% de ellos ni saben de eso. Son víctimas inocentes de la omisión de las autoridades delante de una epidemia que se volvió el mayor problema de salud pública del mundo. Mayor hasta que la amenaza del SIDA, que sin una explicación lógica recibe de los gobiernos muchos más recursos para tratar de un número diez veces menor de infectados.
Las hepatitis B y C son enfermedades crónicas de difícil diagnostico, pues no presentan síntomas y no son detectadas en exámenes de sangre comunes. De forma silenciosa, pueden llevar a la muerte por falencia hepática. La prevención y la rápida identificación de los infectados son las alternativas para permitir el tratamiento y evitar la diseminación involuntaria. Como las políticas públicas no siguen en este camino, estimase que un cuarto de los infectados desarrollarán cirrosis, y que la mitad de estos llegarán a fallecer por causa de la enfermedad en los próximos 10 ó 15 años. Estamos hablando de decenas de millones de muertos en el mundo.
Los gobiernos mantienen una política de inanición y nada se hace para contener la epidemia. Además, las pocas acciones realizadas fueron devotadas principalmente para programas del SIDA.
Con la detección precoz, los medicamentos disponibles pueden curar del 40% a 80% de los pacientes de hepatitis C y casi la mitad de los infectados por la B. Pero los gobiernos desperdician los pocos recursos al hacer fracasadas campañas de información sin saber donde están los focos. Es un trabajo infructífero, pues solo con conocimiento precoz el portador del virus puede ser orientado a alterar hábitos de forma a reducir la progresión de la enfermedad.
La omisión va aún más lejos. De cada 100 personas que recibieron sangre antes de 1993, 20 están infectadas por la hepatitis C. El gobierno tiene los antecedentes, los registros, pero no llama a ninguna de estos pacientes para realizar la prueba de detección. Muy menos divulga la gravedad y las consecuencias de la epidemia.
Por no presentar síntomas y no ser identificadas en el examen de sangre ordinario, las hepatitis B y C son conocidas como asesinas silenciosas. Para enfrentarlas, necesitamos aumentar la conciencia pública con la divulgación de las enfermedades, promover campañas de detección y aumentar la capacidad de servicio en los centros de tratamiento. El gobierno, sin embargo, ha preferido la omisión y el silencio. En este caso, el silencio puede matar más que la propia enfermedad.
Carlos Varaldo, coordinador del Grupo Optimismo de Apoyo a Portadores de Hepatitis
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Carlos Varaldo
Grupo Optimismo