06/07/2006
Estudo revela práticas publicitárias de algumas Companhias Farmacêuticas
Atenas, 26 de junho 2006.- Consumers International (CI)
Consumers International (CI), uma organização de consumidores dedicada a proteção e à promoção dos direitos dos consumidores solicitou aos governos a atuar para pôr fim às práticas de comercialização das indústrias farmacêuticas que informam mal aos consumidores sobre os medicamentos na Europa.
O chamado coincidiu com o lançamento de um estudo da Consumers International (CI) que examina as práticas européias de publicidade das 20 maiores companhias farmacêuticas do mundo. Entre outros achados, o relatório assinala que a indústria farmacêutica gasta US$60.000 milhões ao ano em campanhas publicitárias, o que corresponde ao dobro do dinheiro investido em pesquisas.
A pesquisa do Consumers International, com o nome de
Branding the Cure: A consumer perspective on Corporate Social Responsibility, Drug Promotion and the Pharmaceutical Industry, revela uma impactante carência de informação pública sobre os 60 bilhões de dólares que gasta anualmente a indústria na promoção de medicamentos.
A investigação foi realizada por organizações membros da Consumers International (CI) na República Tcheca, Dinamarca, Finlândia, Grécia, Hungria, Portugal e Eslovênia, e examinou as políticas de responsabilidade Social da Empresa das seguintes companhias farmacêuticas: Abbott, AstraZeneca, Admirall Prodesfarma, Bayer, Boehringer-Ingelheim, Bristol-Myers Squibb, GlaxoSmithKline, J&J (Johnson y Johnson) Lilly (Eli), Lundbeck, Menarini, Merck Dohme, Novartis, Novo Nordisk, Nycomed, Orion Pharma, Pfizer, Roche, Sanofi-Aventi, Schering AG, Schering-Plough e Wyeth.
Para o Consumers International (CI), a transparência da informação sobre publicidade farmacêutica é vital para que os consumidores estejam informados sobre a conveniência dos medicamentos que estão sendo receitados. Branding the Cure revela que isto é cada vez mais importante devido a que as companhias farmacêuticas encontram novas maneiras de influenciar a opinião dos consumidores, como patrocinar grupos de pressão formados por pacientes, lançar campanhas alertando sobre diversas doenças, e oferecer apoio a médicos.
O relatório estabelece que a indústria farmacêutica gasta US$60.000 milhões ao ano em campanhas publicitárias, o que corresponde ao dobro do dinheiro investido em pesquisas.
"A indústria farmacêutica gasta quase duas vezes mais em publicidade que em pesquisa e desenvolvimento; não obstante, os consumidores não sabem onde vai este dinheiro", assinala Richard Lloyd, diretor geral do Consumers International (CI), adicionando que "a regulação da publicidade dos medicamentos deve ser revista para obter mais transparência de parte das companhias farmacêuticas". Só então, diz Lloyd, "os consumidores poderão tomar decisões adequadas e independentes a respeito dos produtos farmacêuticos que compram."
Por outro lado, Consumers International (CI) acusa às companhias de explorar algumas condições do estilo de vida atual como o estresse e os desordens da alimentação. Em ocasiões anteriores, a indústria farmacêutica se defendeu argumentando que suas ações se enquadram dentro das legislações estabelecidas pelos governos e suas próprias diretrizes.
Porém, as 20 companhias farmacêuticas recusaram dar informação sobre como se caracterizam estas práticas em seus códigos de conduta sobre publicidade e marketing.
Alguns itens do relatório são os seguintes:
- Somente uma (Bristol Meyers Squibb) das 20 companhias estudadas proporciona seu código de comercialização diretamente aos consumidores.
- Só dois divulgaram publicamente as violações ao código de conduta.
- Dezessete das 20 foram culpados de quebrar os Códigos de Responsabilidade Social na promoção de medicamentos. As duas não incluídas careciam de informação pública.
- Só uma (Eli Lilly) proporciona informação sobre políticas para grupos e organizações de pacientes.
- Menos da metade entrega informação sobre códigos de conduta respeito a brindes para profissionais da saúde.
- Pfizer, uma das maiores companhias farmacêuticas, não proporciona nenhuma informação pública específica sobre seu código de publicidade.
- Só uma companhia, Orion Pharma, entrega alguma informação sobre a composição e a atribuição de seu orçamento para a comercialização.
O relatório completo (inglês) em formato .PDF é encontrado em:
http://www.consumersinternational.org/Shared_ASP_Files/UploadedFiles/ECD91B6F-FE37-45C0-AE34-898BFB39C700_BrandingtheCure-fullreport.pdf
Fonte: Consumers International (CI) é uma federação global de organizações de consumidores dedicada a proteção e à promoção dos direitos dos consumidores em todo mundo através do fortalecimento de organizações nacionais de consumidores e realiza campanhas a nível internacional. Consumers International (CI) representa atualmente a mais de 230 organizações em 113 países. www.consumersinternational.org
MEU COMENTÁRIO:
Será correto culpar a indústria farmacêutica pelo dinheiro investido em marketing e propaganda? Pessoalmente acho que não devemos olhar a questão desta forma simplista.
Olhando friamente posso até defender a indústria farmacêutica ao querer vender seu produto para recuperar com lucro o investimento realizado na pesquisa já que somente ela é que investe em pesquisa. Se fosse pelos investimentos em pesquisas realizados pelos governos ainda estaríamos tratando a maioria das doenças aplicando cataplasmas.
Também não devemos esquecer que a maioria dos médicos uma vez formados na faculdade são abandonados pelos governos e faculdades não recebendo nenhuma atualização dos conhecimentos médicos. Muitos deles conhecem os avanços científicos pelo material publicitário entregue pelos visitadores dos fabricantes e alguns poucos afortunados são convidados pela indústria para participar dos congressos científicos.
Assim, se o governo pouco faz por que criticar quem contribui com novos tratamentos e medicamentos? É crime querer recuperar e ter lucro daquilo que foi arriscado na pesquisa? Deixo com cada leitor a reflexão.
Carlos Varaldo
Grupo Otimismo
GRUPO OPTIMISMO DE AYUDA AL PORTADOR DE HEPATITIS
ONG - Registro n°. 176.655 - RCPJ-RJ - Rio de Janeiro - Brasil
Tel. 55.21 - 9973.6832 - Fax. 55.21 - 2549.8809
e-mail: hepato@hepato.com Internet: www.hepato.com
06/07/2006
Estudio revela prácticas publicitarias de algunas Compañías Farmacéuticas
Atenas, 26 de junio 2006.- Consumers International (CI)
Consumers International (CI), una organización de consumidores dedicada a la protección y a la promoción de los derechos de los consumidores pide a los gobiernos a actuar para poner fin a las prácticas de comercialización de las industrias farmacéuticas que informan mal a los consumidores sobre los medicamentos en Europa.
El llamado coincidió con el lanzamiento de un estudio de Consumers International (CI) que examina las prácticas europeas de publicidad de las 20 compañías farmacéuticas más grandes del mundo. Entre otros hallazgos, el informe señala que la industria farmacéutica gasta US$60.000 millones al año en campañas publicitarias, lo que corresponde al doble del dinero invertido en investigación.
La investigación de Consumers International, titulada
Branding the Cure: A consumer perspective on Corporate Social Responsibility, Drug Promotion and the Pharmaceutical Industry, revela una impactante carencia de información pública sobre los 60 mil millones de dólares que gasta anualmente la industria en la promoción de medicamentos.
La investigación fue realizada por organizaciones miembros de Consumers International (CI) en República Checa, Dinamarca, Finlandia, Grecia, Hungría, Portugal y Eslovenia, y examinó las políticas de responsabilidad Social de la Empresa de las siguientes compañías farmacéuticas: Abbott, AstraZeneca, Admirall Prodesfarma, Bayer, Boehringer-Ingelheim, Bristol-Myers Squibb, GlaxoSmithKline, J&J (Johnson y Johnson) Lilly (Eli), Lundbeck, Menarini, Merck Dohme, Novartis, Novo Nordisk, Nycomed, Orion Pharma, Pfizer, Roche, Sanofi-Aventi, Schering AG, Schering-Plough y Wyeth.
Para Consumers International (CI), la transparencia de la información sobre publicidad farmacéutica es vital si se busca que los consumidores estén informados sobre la conveniencia de los medicamentos que se les están prescribiendo. Branding the Cure revela que esto es cada vez más importante debido a que las compañías farmacéuticas encuentran nuevas maneras de influenciar la opinión de los consumidores, como patrocinar a grupos de presión formados por pacientes, lanzar campañas de financiamiento alertando sobre diversas enfermedades, y ofrecer apoyo a expertos médicos.
El informe establece que la industria farmacéutica gasta US$60.000 millones al año en campañas publicitarias, lo que corresponde al doble del dinero invertido en investigación.
"La industria farmacéutica gasta casi dos veces más en publicidad que en investigación y desarrollo; no obstante, los consumidores no saben dónde va este dinero", señala Richard Lloyd, director general de Consumers International (CI), agregando que "la regulación de la publicidad de los medicamentos debe ser revisada para lograr más transparencia de parte de las compañías farmacéuticas". Sólo entonces, de acuerdo a Lloyd, "los consumidores podrán tomar decisiones informadas e independientes acerca de los productos farmacéuticos que compran."
Por otro lado, Consumers International (CI) acusa a las compañías de explotar algunas condiciones del estilo de vida actual como el estrés y los desórdenes alimentarios. En ocasiones anteriores, la industria farmacéutica se ha defendido argumentando que sus acciones se enmarcan dentro de las regulaciones establecidas por los gobiernos y sus propias directrices.
Pese a ello, las 20 compañías farmacéuticas top rehusaron dar información sobre cómo se caracterizan estas prácticas en sus códigos de conducta sobre publicidad y marketing.
Algunos de los hallazgos del informe son los siguientes:
- Solamente una (Bristol Meyers Squibb) de las 20 compañías estudiadas proporciona su código de comercialización directamente a los consumidores.
- Sólo dos divulgaron públicamente las violaciones al código de conducta.
- Diecisiete de las 20 han sido culpables de romper Códigos de Responsabilidad Social en la promoción de medicamentos. Las dos no incluidas carecían de información pública.
- Sólo una (Eli Lilly) proporciona información sobre políticas hacia grupos y organizaciones de pacientes.
- Menos de la mitad entrega información sobre códigos de conducta respecto a regalos para profesionales de la salud.
- Pfizer, una de la mayores compañías farmacéuticas, no proporciona ninguna información pública específica sobre su código de publicidad.
- Sólo una compañía, Orion Pharma, entrega alguna información sobre la composición y la asignación de su presupuesto para la comercialización.
Puede leer el informe completo (inglés) en formato .PDF en:
http://www.consumersinternational.org/Shared_ASP_Files/UploadedFiles/ECD91B6F-FE37-45C0-AE34-898BFB39C700_BrandingtheCure-fullreport.pdf
Fuente: Consumers International (CI) es una federación global de organizaciones de consumidores dedicada a la protección y a la promoción de los derechos de los consumidores en todo el mundo a través del fortalecimiento de organizaciones nacionales de consumidores y haciendo campañas a nivel internacional. CI representa actualmente a más de 230 organizaciones en 113 países. www.consumersinternational.org
MI COMENTARIO:
¿Será correcto culpar la industria farmacéutica por el dinero investido en marketing y propaganda? Personalmente creo que no debemos mirar la cuestión de forma tan simple.
Mirando de forma fria puedo hasta defender la industria farmacéutica al querer vender su producto para recuperar con lucro la inversión realizada en la pesquisa ya que solamente ella es que investe en pesquisa. Si fuese por las inversiones en pesquisas realizados por los gobiernos aún estaríamos tratando la mayoría de las enfermedades aplicando cataplasmas.
También no debemos olvidar que la mayoría de los médicos una vez formados en la facultad son abandonados por los gobiernos y facultades no recibiendo ninguna actualización de los conocimientos médicos. Muchos de ellos conocen los avances científicos por el material publicitario entregue por los visitadores de los fabricantes y algunos pocos afortunados son convidados por la industria para participar de los congresos científicos.
¿Así, si el gobierno poco hace por qué criticar quien contribuye con nuevos tratamientos y medicamentos? ¿Es crimen querer recuperar y tener ganancia de aquello qué fue arriesgado en la pesquisa? Dejo con cada lector la reflexión.
Carlos Varaldo
Grupo Optimismo