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GRUPO OTIMISMO DE APOIO AO PORTADOR DE HEPATITE
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02/05/2006


Movimento social de AIDS vai fortalecer o controle da tuberculose e das hepatites B e C no país


Fonte: Agência de Notícias da AIDS - http://www.agenciaaids.com.br/noticias.asp

A estrutura que existe para o controle da Aids pode ajudar o país a combater duas outras graves epidemias que ameaçam milhares de brasileiros: a tuberculose e a hepatite (B e C). Representantes dos movimentos sociais dessas duas patologias estiveram neste sábado, 29, na VI Reunião da Articulação Nacional de Luta Contra a Aids, no Rio de Janeiro, e conseguiram sensibilizar as principais lideranças de Aids do país a incluir a tuberculose e a hepatite na pauta do movimento. "O movimento de Aids tem uma força de articulação em todo o território nacional e em todos os segmentos da sociedade e pode influir positivamente na elaboração de políticas públicas. Estamos bastante otimistas com esta parceria", afirma Carlos Basília, representante do Fórum de ONG/TB do Rio de Janeiro.

A tuberculose é considerada a doença mais antiga do mundo e, depois de controlada na metade do século passado, ressurgiu com força no rastro da epidemia de Aids. Segundo estimativas da Organização Mundial da Saúde, um terço da população do mundo, cerca de 2 bilhões de pessoas, está infectada pelo bacilo da TB. O Brasil é um dos países mais afetados e ocupa o 15º lugar entre os 22 países responsáveis por 80% de todos os casos de tuberculose no mundo. Estima-se que 50 milhões de brasileiros estejam infectados. Anualmente, 110 mil novos casos são registrados no país e ocorrem cerca de 6 mil mortes, muitas delas de portadores do HIV.

"O Brasil conseguiu 27 milhões de dólares do Fundo Global para acelerar a resposta nacional de controle da tuberculose pelo Programa de TB do Ministério da Saúde, e um dos componentes deste projeto prevê o fortalecimento das ações de redução da coinfecção TB/HIV, baseadas nas lições apreendidas", explica Basília. "Essa parceria é uma via de mão dupla, já que nenhum país até hoje conseguiu conter a epidemia de Aids sem reduzir a co-infecção TB/HIV", garante.

Aids e Hepatite

A questão é a mesma quando se fala em hepatites virais (B e C). Hoje, um terço dos portadores do HIV está infectada pelo vírus C da hepatite e, ao longo da história do movimento de Aids no Brasil, pelo menos duas importantes lideranças brasileiras morreram de complicações relacionadas à doença - Betinho e Otávio Valente. "As pessoas conseguiram vencer a epidemia de Aids com o coquetel de medicamentos, mas muitas estão morrendo de hepatite C que é uma doença extremamente negligenciada pelo governo brasileiro", afirma Carlos Varaldo, Presidente do Grupo Otimismo de Apoio ao Portador de Hepatite.

Segundo estimativas da OMS, o Brasil tem 6 milhões de pessoas infectadas por essas duas hepatites (2 milhões pelo vírus B e 4 milhões pelo vírus C). Este número é 10 vezes maior que o de portadores do HIV, estimado em 600 mil. O problema dos portadores das hepatites virais hoje é o mesmo enfrentado pelos portadores do HIV no passado: a falta de acesso a medicamentos, quer seja pela inexistência de tratamento, quer seja pelos altos preços dos remédios. No caso da hepatite B, o futuro é mais promissor: 19 pesquisas de medicamentos estão na fase 3 e serão traduzidas em novos tratamentos entre 4 e 5 anos. Mas no caso da hepatite C o tratamento com interferon peguilado (peg-interferon) leva 48 semanas e custa 1.200 reais por semana. "Se o governo brasileiro não declarar a compra de medicamentos para hepatite uma questão estratégica, como foi feito com a Aids em 1986 pela Lei Sarney, assistiremos um genocídio no Brasil ao longo dos próximos 10 anos. Teremos 1 milhão de casos de cirrose no país, sendo que pelo menos 600 mil resultarão em mortes", alerta Varaldo.

Ações Integradas

Hoje, as ações de controle da tuberculose, hepatites virais e Aids do Ministério da Saúde são realizadas de forma isolada e muitas vezes competitiva. "O modelo de controle da Aids pode servir de referência para a TB e a hepatite. Isso já acontece em diversos países da Europa. O primeiro passo foi dado nesta reunião com a sensibilização do movimento social da Aids de que a TB e a hepatite também dizem respeito ao portador do HIV", acredita Willian Amaral, Presidente do Grupo Pela Vidda do Rio de Janeiro e membro do Fórum de combate à TB no Estado. "Precisamos agora transformar essa sensibilização em ações práticas, provocando um processo de discussão no poder público, por meio da participação que temos nos conselhos de controle social".

Flávio Guilherme, do Rio de Janeiro - Agência de Notícias da AIDS

Carlos Varaldo
Grupo Otimismo






GRUPO OPTIMISMO DE AYUDA AL PORTADOR DE HEPATITIS
ONG - Registro n°. 176.655 - RCPJ-RJ - Rio de Janeiro - Brasil
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02/05/2006


Movimiento social de SIDA va a fortalecer el control de la tisis y de las hepatitis B y C en el Brasil


Fuente: Agencia de Noticias del SIDA - http://www.agenciaaids.com.br/noticias.asp

La estructura que existe para el control del SIDA puede ayudar Brasil a combatir dos otras graves epidemias que amenazan millares de brasileños: la tisis y las Hepatitis (B y C). Representantes de los movimientos sociales de esas dos patologías estuvieron este sábado, 29, en la VI Reunión de la Articulación Nacional de Lucha Contra el SIDA, en Río de Janeiro, y consiguieron sensibilizar los principales liderazgos de SIDA del país a incluir la tisis y la Hepatitis en la pauta del movimiento. "El movimiento de SIDA tiene una fuerza de articulación en todo el territorio nacional y en todos los segmentos de la sociedad y puede influir positivamente en la elaboración de políticas públicas. Estamos bastantes optimistas con esta aparcería", afirma Carlos Basília, representante del Foro de ONG/TB Río de Janeiro.

La tisis es considerada la enfermedad más antigua del mundo y, después de controlada en mitad de siglo pasado, resurgió con fuerza en el rastro de la epidemia de SIDA. Según estimativas de la Organización Mundial de la Salud, un tercio de la población del mundo, cerca de 2 mil millones de personas, está infectada por el bacilo de la TB. Brasil es uno de los países más afectados y ocupa el 15º lugar entre los 22 países responsables de 80% de todos los casos de tisis en el mundo. Estimase que 50 millones de brasileños estén infectados. Anualmente, 110 mil nuevos casos son registrados en el país y ocurren cerca de 6 mil muertes, muchas de ellas de portadores del HIV.

"Brasil consiguió 27 millones de dólares del Fondo Global para acelerar la respuesta nacional de control de la tisis por el Programa de TB del Ministerio de la Salud, y uno de los componentes de este proyecto prevé el fortalecimiento de las acciones de reducción de la coinfección TB/HIV, basadas en las lecciones conocidas", explica Basília. "Esa aparcería es una vía de mano dupla, ya que ningún país hasta hoy consiguió contener la epidemia de SIDA sin reducir a co-infección TB/HIV", garantiza.

SIDA y Hepatitis

La cuestión es la misma cuando se habla en hepatitis (B y C). Hoy, un tercio de los portadores del HIV está infectada por el virus C de la Hepatitis y, a lo largo de la historia del movimiento de SIDA en Brasil, por lo menos dos importantes liderazgos brasileños murieron de complicaciones relacionadas a la enfermedad - Betinho y Octavio Valiente. "Las personas consiguieron vencer la epidemia de SIDA con el cóctel de medicamentos, pero muchas están muriendo de Hepatitis C que es una enfermedad extremadamente olvidada por el gobierno brasileño", afirma Carlos Varaldo, Presidente del Grupo Optimismo de Apoyo al Portador de Hepatitis.

Según estimativas de la OMS, Brasil tiene 6 millones de personas infectadas por ésas dos hepatitis (2 millones por el virus B y 4 millones por el virus C). Este número es 10 veces mayor que el de portadores del HIV, estimado en 600 mil. El problema de los portadores de las hepatitis hoy es el mismo enfrentado por los portadores del HIV en la pasado: la falta de acceso a medicamentos, quiere sea por la inexistencia de tratamiento, quiere sea por los altos precios de las medicinas. En el caso de la Hepatitis B, el futuro es más promisorio: 19 pesquisas de medicamentos están en la fase 3 y serán traducidas en nuevos tratamientos entre 4 y 5 años. Pero en el caso de la Hepatitis C el tratamiento con interferón peguilado (Peg-interferón) tarda 48 semanas y cuesta 600 dólares por semana. "Si el gobierno brasileño no declara la compra de medicamentos para Hepatitis una cuestión estratégica, como fue hecho con el SIDA en 1986 por la Ley Sarney, asistiremos un genocidio en Brasil a lo largo de los próximos 10 años. Tendremos 1 millón de casos de cirrosis en el país, siendo que por lo menos 600 mil resultarán en muertes", alerta Varaldo.

Acciones Integradas

Hoy, las acciones de control de la tisis, hepatitis y SIDA del Ministerio de la Salud son realizadas de forma separada y muchas veces competitiva. "El modelo de control del SIDA puede servir de referencia para a TB y a Hepatitis. Eso ya acontece en diversos países de Europa. El primer paso fue dado en esta reunión sensibilizando el movimiento social del SIDA mostrando que la TB y las Hepatitis también dicen respeto al portador del HIV", cree Willian Amaral, Presidente del Grupo Por la Vidda de Rio de Janeiro y miembro del Foro de combate a la TB en el Estado. "Necesitamos ahora transformar esa nueva realidad en acciones prácticas, provocando un proceso de discusión en el poder público, por medio de la participación que tenemos en los consejos de control social".

Flavio Guilherme, de Río de Janeiro - Agencia de Noticias del SIDA

Carlos Varaldo
Grupo Optimismo







Last updated 1.5.2006