GRUPO OTIMISMO DE APOIO A PORTADORES DE HEPATITE C
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Situação do Interferon no Rio de Janeiro em 21/01/2006


Vinte e quatro pacientes do Rio de Janeiro em tratamento da hepatite C com o interferon convencional (alfa de 3.000.000 UI) já receberam ampolas doadas, ou compradas com recursos financeiros recebidos em doação. Cada paciente recebe em media 12 ampolas, quantidade necessária para um mês de tratamento.

Recebemos ampolas do Grupo UNA-C (São Luis), do Grupo Gênesis (Niterói) e de portadores de São Paulo e de Friburgo. Esta semana devem chegar mais 20 ampolas prometidas por um associado de Manaus. Também recebemos depósitos em dinheiro, se destacando um deposito realizado pela Micky, coordenadora do Grupo Unidos Venceremos (São Paulo) e um outro, verdadeiramente emocionante, fruto de uma "vaquinha" entre funcionários da Schering-Plough. A todos eles muito, muitíssimo obrigado. Não dá para atender a todos os pacientes, mas pelo menos mitiga o problema daqueles mais carentes.

A Secretaria Estadual da Saúde ainda não resolveu o problema. Ontem, sexta-feira foi feriado no Rio de Janeiro. Na quinta, ao final da tarde liguei para a farmácia do estado e fiquei decepcionado. Ainda não tinham contatado a secretaria de Pernambuco, alegando que ao tentar telefonar não encontraram a pessoa. Por outro lado a Bisosintetica ainda não tinha enviado a cotação do preço. Assim, não se vislumbra uma solução imediata.

Na segunda-feira estarei na secretaria indo diretamente ao secretário e ao superintende de infra-estrutura (é quem libera o dinheiro) para perguntar diretamente, cara-a-cara, porque não libera extraordinariamente a verba para realizar o correspondente empenho. É uma vergonha que um valor pequeno, inferior a quarenta mil reais, valor gasto mensalmente com o medicamento, coloque em risco a saúde de 400 pacientes.

Se não conseguimos desta forma vamos fazer cartazes colocando os nomes dos funcionários responsáveis, para que suas famílias saibam o que estão fazendo com a população.

O vírus da hepatite C pode fazer desaparecer seu fígado, mas a governadora do Rio de Janeiro, a Garotinha, consegue fazer desaparecer o dinheiro da saúde




Falta de Interferon Convencional no Rio de Janeiro


Não existe previsão para solucionar a falta do interferon convencional (tratamento da hepatite C) na secretaria estadual da saúde.

Todos os pacientes em tratamento devem realizar os seguintes procedimentos:

1 - Entrar na justiça com uma ação cautelar para garantir a continuidade do tratamento. Pode ser com advogado particular, mas recomendo procurar a Defensoria Pública, na Av. Marechal Câmara, 314 - Castelo - Centro (sempre na parte da manhã) que funciona muito bem e em geral e mais rápida. O serviço e gratuito.

2 - Invocando o Artigo 132 do Código Penal, que condena quem "EXPOR A VIDA OU A SAÚDE DE OUTREM A PERIGO IMINENTE" (interrupção do tratamento coloca a vida do paciente em risco) é necessário registrar denuncia policial contra o secretário estadual da saúde, Dr. Gilson Cantarino O'Dwyer, dando para citação o endereço da Rua México 128 - 5° andar - Centro.

A denuncia deve ser feita na 5ª Delegacia Policial, na Av. Gomes Freire, 320. O delegado titular e o Dr. Claide Ribeiro Filho.

Cada paciente deve cuidar de seus direitos e tentar garantir o tratamento com as duas ações acima. Realizar uma ação coletiva e demorada.


INTERFERON PEGUILADO: Sobre o Interferon Peguilado, ainda não foi cumprida a promessa de entregar a pacientes novos, cadastrados na secretaria desde janeiro de 2005. Faz 1 ano que somente quem procura a justiça consegue ingressar no tratamento com interferon peguilado.

Estamos organizando um protesto em data a ser marcada, antes do final de janeiro, quando na frente da secretaria estadual da saúde levaremos um bolo para comemorar o aniversario de 1 ano sem medicamento para novos pacientes de hepatite C.
Avisaremos por e-mail sobre o mesmo.

Carlos Varaldo
Grupo Otimismo




Os que tiverem condições de doar ampolas de interferon convencional (3.000.000 UI), por favor, nos enviem um e-mail para acertarmos a entrega. De qualquer lugar do Brasil!

Aqueles que quiserem contribuir com dinheiro, para comprar as ampolas a distribuir, o podem fazer nas seguintes contas do Grupo Otimismo:




18/01/2006

O vírus da hepatite C pode fazer desaparecer seu fígado, mas a governadora do Rio de Janeiro, a Garotinha, consegue fazer desaparecer o dinheiro da saúde


Ante a falta dos medicamentos para tratamento da hepatite C, ontem realizamos um movimento de protesto na entrada do Hospital Universitário do Fundão, protesto que foi coberto e veiculado em rede nacional pelas Rede Record e Rede TV.

Das 30 pessoas ao sol do meio dia poucas realmente necessitavam do medicamento. Isto demonstra que não existe um grave problema ou que os pacientes em tratamento não estão lutando pelo medicamento, pouco se lixando se o mesmo deve ser interrompido. Lamentável!

Já temos a primeiras doações, poucas do Rio de Janeiro e, algumas de São Paulo e do Maranhão, as quais devem chegar logo no inicio da semana. Como só entregaremos as ampolas a aqueles pacientes que seguiram nossas recomendações, seja procurando a Defensoria Pública e a Policia, ou comparecendo ao protesto, temos certeza que todos estes estarão recebendo para poder continuar o tratamento. Temos dois pacientes, um de Campos e outro de Nova Friburgo que também serão contemplados, devido a distancia em que se encontram não poderiam comparecer ao protesto.

Por intermédio do grupo de apoio de Recife, o NAPHE, a Secretaria Estadual da Saúde de Pernambuco se prontificou a "emprestar" ampolas para a Secretaria do Rio de Janeiro, fato inclusive mostrado na reportagem da TV Record. Na segunda-feira de manha falei com o responsável pela farmácia de Pernambuco confirmando o interesse e solicitei a Secretaria do Rio de Janeiro que telefonasse para lá, para acertar os detalhes e solucionar imediatamente o problema.

Ontem, terça-feira ao final da tarde, liguei novamente para a secretaria da saúde do Rio de janeiro, para saber como foi a negociação com Pernambuco e, para minha surpresa fui informado que não tinham ligado, pois, estavam tentando solucionar mediante um adiantamento a ser realizado pela Biosintetica. Porem, o preço licitado, de R$. 6,50 por ampola já não tem mais valor, assim, a Biosintetica vai ter que enviar uma nova proposta (deveria chegar hoje) e a secretaria vai tentar que a Superintendência de Infra-estrutura autoriza emergencialmente o empenho.

Não me perguntem por que não foram tentadas paralelamente as duas situações, o empréstimo oferecido por Pernambuco e a compra direta, pois, quando interesses políticos entram no meio fica difícil de entender.

Assim, agora depende da secretaria da saúde do Rio de Janeiro. No inicio da semana entregaremos ampolas a aqueles pacientes que arregaçaram as mangas e lutaram pelos medicamentos segundo nossas instruções. Pelos ausentes, por aqueles que sempre esperam que outros lutem por eles, lamentavelmente nada podemos fazer.

Existindo possibilidade de novas doações do interferon convencional de 3.000.000 UI/ml, por favor nos avisem por e-mail. Os que quiserem doar em dinheiro para adquiris as ampolas o podem fazer depositando nas contas do Grupo Otimismo.







Globo Online - 12/01/2006 - 18h10m

Doentes de hepatite C estão sem receber medicamento do governo do Rio


RIO - Cerca de 400 pessoas que sofrem de hepatite C estão sem receber há um mês o medicamento interferon da Secretaria Estadual de Saúde do Rio. O interferon é o único remédio usado para tratar a doença.

- São pessoas pobres, a maioria não pode pagar - disse o presidente do Grupo Otimismo, Carlos Varaldo, que representa 1.700 portadores da doença em todo o país.

Um paciente precisa tomar três ampolas por semana e cada ampola custa cerca de R$ 70. O tratamento deve durar até onze meses, sem interrupções. O grupo recomenda que os pacientes que precisam do remédio fornecido pela Secretaria de Saúde entrem na Justiça para garantir a continuidade do tratamento e que registrem denúncia policial contra o secretário estadual de Saúde, Gilson Cantarino. Mais informações podem ser obtidas no site www.hepato.com.

De acordo com a Secretaria de Saúde, os processos de compra do interferon estão em andamento, mas não há uma previsão para informar quando o medicamento estará disponível aos pacientes.

Além da falta do interferon comum, a secretaria tem dificultado o acesso ao interferon peguilado, único remédio para tratar alguns tipos de hepatite C. Segundo Varaldo, o governo do Rio só fornece o medicamento para quem entrou com uma ação judicial. O custo para quem precisa tomar o interferon do tipo peguilado é ainda maior. Uma ampola, que precisa ser tomada semanalmente, custa de R$ 1 mil a R$ 1.200.