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28/11/2011
Os inibidores de proteases e a guerra de marketing dos fabricantes
É evidente que o potencial de vendas e lucros a cada novo medicamento para hepatite C que aparece no mercado é formidável, não podendo ser diferente de acontecer com os inibidores de proteases Boceprevir e Telaprevir já que eles aumentam grandemente a possibilidade de cura para os infectados com o genótipo 1.
Por isso, pacientes, médicos e governos devem olhar com cuidado as informações que estão sendo utilizadas na guerra de marketing pelos fabricantes do Boceprevir e Telaprevir avaliando criteriosamente tudo o que está sendo colocado.
Em casos assim o Grupo Otimismo cumpre a função de alertar informando corretamente o que está acontecendo. Não somente alertamos quando o governo não atua corretamente, mas também devemos evitar excessos dos fabricantes, se bem ainda não estão acontecendo, mas para que sirva como um aviso saibam que se necessário for colocaremos a "boca no trombone". Somos um grupo de portadores atuando na defesa dos infectados e mais ninguém.
Ninguém coloca em duvida que estamos diante de dois medicamentos excelentes, a tal ponto que um fabricante não fala mal do concorrente. Seja em congressos médicos, seja em apresentações para sociedades científicas ou até na apresentação realizada consultório a consultório pelos representantes e visitadores o respeito em relação ao concorrente é total, atuando nesse sentido com total ética, seja pela MSD ou pela Vertex (Janssen em alguns países).
A diferença se encontra quando falam dos efeitos colaterais e adversos dos concorrentes, tentando explicar que o "outro" apresenta muitos mais efeitos, em especial os adversos, e que isso é muito ruim para os pacientes e de difícil manejo por parte dos profissionais da saúde.
Observei isso durante o congresso ASSLD 2011 e confirmo que virou rotina falar sobre os efeitos adversos, como se fosse uma vantagem competitiva alertar sobre o que o "outro" inibidor de proteases pode causar.
Quando estão se referindo ao Boceprevir (Victrelis) o alerta é sobre a anemia que ele pode causar ao potencializar o efeito da ribavirina. Ao se falar do Telaprevir (Incivek ou Incivo) o alerta é sobre o "rash" que provoca um problema que agrava a tradicional desidratação do organismo causada pelo interferon. (O "rash" é uma erupção cutânea).
Após isso começa uma ladainha de informações, segundo qual for a empresa que está falando em relação a seu medicamento, sobre a facilidade de tratar a anemia ou de tratar o "rash" e dos problemas graves que cada uma dessas condições podem causar.
De inicio pensei que isso era puro marketing barato, mas ao me aprofundar no assunto, não somente do lado da praticidade e experiência dos médicos em cuidar de um paciente anêmico ou de um com "rash" e, estudando inclusive projeções de consultorias do mercado de ações, vejo que realmente o pessoal de marketing acertou no foco com que deve se acertar o alvo para atingir o concorrente.
Pessoalmente estimo que o consumo de um ou outro inibidor de protease irá se estabilizar num período entre oito e doze meses. Ao inicio os médicos irão experimentar os dois e depois decidirão de forma individual por aquele que para ele for o mais pratico de acompanhar o paciente. No final de 2012 saberemos quem estará ganhando a guerra comercial, ou qual deles e o melhor desde o ponto de vista da praticidade para o atendimento dos pacientes por parte dos profissionais da saúde.
Carlos Varaldo
Carlos Varaldo e o Grupo Otimismo declaram não possuir conflitos de interesse com eventuais patrocinadores das diversas atividades.
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28/11/2011
Los inhibidores de proteasas y la guerra de marketing de los fabricantes
Es evidente que el potencial de ventas y ganancias a cada nuevo medicamento para hepatitis C que aparece en el mercado es formidable, no pudiendo ser diferente de acontecer con los inhibidores de proteasas Boceprevir y Telaprevir ya que ellos aumentan considerablemente la posibilidad de cura para los infectados con el genotipo 1.
Por eso, pacientes, médicos y gobiernos deben mirar con cuidado las informaciones que están siendo utilizadas en la guerra de marketing por los fabricantes del Boceprevir y Telaprevir evaluando con criterio todo lo que está siendo colocado.
En casos así o Grupo Optimismo cumple la función de alertar informando correctamente lo que está aconteciendo. No solamente alertamos cuando el gobierno no actúa correctamente, pero también debemos evitar excesos de los fabricantes, si bien aún no están aconteciendo, pero para que sirva como una advertencia deben saber que si es necesario colocaremos la "boca en la corneta". Somos un grupo de portadores actuando en la defensa de los infectados y más nadie.
Nadie coloca en duda que estamos delante de dos medicamentos excelentes, a tal punto que un fabricante no habla mal del concurrente. Sea en congresos médicos, sea en presentaciones para sociedades científicas o hasta en la presentación realizada consultorio a consultorio por los representantes y visitadores el respeto con relación al concurrente es total, actuando en ese sentido con total ética, sea por la MSD o por la Vertex (Janssen en algunos países).
La diferencia se encuentra cuando hablan de los efectos secundarios y adversos de los concurrentes, intentando explicar que el "otro" presenta muchos más efectos, en especial los adversos, y que eso es muy malo para los pacientes y de difícil manejo por parte de los profesionales de la salud.
Observé eso durante el congreso ASSLD 2011 y confirmo que viró rutina hablar sobre los efectos adversos, cual si fuese una ventaja competitiva alertar sobre lo que el "otro" inhibidor de proteasas puede causar.
Cuando están se refiriendo al Boceprevir (Victrelis) el alerta es sobre la anemia que él puede causar al potenciar el efecto de la ribavirina. Al se hablar del Telaprevir (Incivek o INCIVO) o alerta es sobre o "rash" que provoca un problema que agrava la tradicional deshidratación del organismo causada por el interferón. (O "rash" es una erupción cutánea).
Después comienza una serie de informaciones, según cual sea la empresa que está hablando con relación a su medicamento, sobre la facilidad de tratar la anemia o de tratar el "rash" y de los problemas graves que cada una de ésas condiciones pueden causar.
De inicio pensé que eso era puro marketing barato, pero al profundizarme en el asunto, no solamente del lado de la practicidad y experiencia de los médicos en cuidar a un paciente anémico o de uno con "rash" y, estudiando incluso proyecciones de consultorías del mercado de acciones, veo que realmente el personal de marketing acertó en el foco con que debe se acertar el blanco para derrotar el competidor.
Personalmente estimo que el consumo de un u otro inhibidor de proteasa irá a se estabilizar en un período entre ocho y doce meses. Al inicio los médicos irán a experimentar los dos y después decidirán de forma individual por aquél que para él sea el más práctico de acompañar el paciente. Al final de 2012 sabremos quién estará ganando la guerra comercial, o cuál de ellos es el mejor desde o punto de vista de la practicidad para el cuidado de los pacientes por parte de los profesionales de la salud.
Carlos Varaldo
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