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03/10/2011


Pesquisa inédita revela que 86% dos entrevistados concordam que a maioria dos brasileiros não sabe o que é hepatite C


O medo de contrair a doença é compartilhado por 52% dos brasileiros residentes em 11 cidades do país, mas apenas 1% considera a doença grave. No total, 84% deles nunca fizeram teste de detecção para a hepatite C e 79% ignoram as formas de tratamento para o problema que atinge 1,5 milhão de pessoas no Brasil


Descobrir se o residente em 11 cidades do país sabe o que é, como se contrai, quais os sintomas e tratamentos disponíveis para a hepatite C. Esse foi o desafio enfrentado por uma pesquisa inédita da Sociedade Brasileira de Hepatologia (SBH), realizada pelo Instituto Datafolha, com o apoio da MSD. Os resultados apontam que a maioria dos entrevistados (51%) não sabe dizer espontaneamente o que é hepatite C, a doença que é a responsável por mais de 70% das mortes entre todos os tipos de hepatites ocorridas na última década no Brasil. Foram 14.873 óbitos decorrentes da hepatite C durante esse período, segundo dados do Ministério da Saúde.

A pesquisa investigou qual a percepção da população de 11 cidades brasileiras, em relação a um conjunto de aspectos importantes da hepatite C (doação de sangue, diagnósticos, vacinação, complicações no fígado, consequências, entre outros) e o quanto essa percepção interfere para a disseminação de informação sobre a doença.

Há consenso entre os entrevistados (86%) de que o grau de desconhecimento sobre a doença é grande entre a maioria dos brasileiros. Um tema que demonstra esse desconhecimento é o questionamento sobre a existência de uma vacina contra o HCV (vírus causador da hepatite C). Hoje, não existe imunização contra este tipo de hepatite. Porém, 24% das pessoas consultadas disseram saber da existência de vacina contra a hepatite C e 7% delas afirmaram já terem sido vacinados contra o HCV.

Apesar de ter a imagem de uma doença altamente contagiosa para a maioria dos entrevistados (62%), 84% deles nunca fizeram o teste para detecção da hepatite C e 79% dos entrevistados ignoram as formas de tratamento disponíveis. Dos 19% que disseram conhecer alguém que já teve a doença, 1% foi infectado pelo HCV (vírus causador da hepatite C).

A pesquisa foi realizada por meio de abordagem pessoal e aplicação de questionários, respondidos por 1.137 pessoas, entre 08 e 10 de junho de 2011. O público pesquisado abrangeu homens e mulheres, com 18 anos ou mais, pertencentes a todas as classes econômicas, em 11 cidades brasileiras: de Belém, Belo Horizonte, Curitiba, Manaus, Recife, Rio de Janeiro, Salvador, São Paulo e Campinas (interior do estado), Porto Alegre e Distrito Federal. A margem de erro para o total da amostra, considerada pelo Datafolha, é de 3 pontos percentuais para mais ou para menos.

(Release da Sociedade Brasileira de Hepatologia)

MEUS COMENTÁRIOS:

Os dados desta pesquisa realizada pelo DataFolha confirmam dados encontrados em duas pesquisas realizadas pelo Grupo Otimismo.

- Em 11/07/2011 publicamos os "Resultados da pesquisa sobre o impacto das palavras nas campanhas das hepatites" para conhecer o impacto que a palavra hepatite provocava na população brasileira. Foram entrevistadas por voluntários do Grupo Otimismo 3.071 pessoas, totalizando nas respostas 9.213 palavras. O impacto da palavra hepatite somente sensibiliza 5,18% da população, ficando em oitavo lugar ao se colocar 10 palavras referentes a saúde. Os resultados da pesquisa são encontrados em http://www.hepato.com/p_otimismo/pesquisa-palavras-impacto-2011-07-11.html

- Em 26/09/2007 publicamos a "Pesquisa sobre o conhecimento da hepatite C no Brasil" quando foram entrevistados 5.193 indivíduos - O resultado sobre o conhecimento da hepatite C em 2007 foi praticamente os mesmos dos obtidos pelo DataFolha. O resultado de 2007 é encontrado em http://www.hepato.com/p_otimismo/pesquisa_conhecimento_hep_c_2007.html

Carlos Varaldo



Carlos Varaldo e o Grupo Otimismo declaram não possuir conflitos de interesse com eventuais patrocinadores das diversas atividades.
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03/10/2011


Encuesta inédita revela que 86% de los entrevistados concuerdan que la mayoría de los brasileños no sabe lo que es hepatitis C


El miedo de contraer la enfermedad es compartido por 52% de los brasileños residentes en 11 ciudades del país, pero apenas 1% considera la enfermedad grave. En el total, 84% de ellos nunca hicieron la prueba de detección para la hepatitis C y 79% ignoran las formas de tratamiento para el problema que alcanza 1,5 millón de personas en Brasil


Descubrir si el residente en 11 ciudades del país sabe lo que es, como se contrae, cuales los síntomas y tratamientos disponibles para la hepatitis C. Ése fue el desafío enfrentado por una encuesta inédita de la Sociedad Brasileña de Hepatología (SBH), realizada por el Instituto Datafolha, con el apoyo de la MSD. Los resultados apuntan que la mayoría de los entrevistados (51%) no sabe decir espontáneamente lo que es hepatitis C, la enfermedad que es la responsable de más del 70% de las muertes entre todos los tipos de hepatitis ocurridas en la última década en Brasil. Fueron 14.873 óbitos consecuentes de la hepatitis C durante ese período, según datos del Ministerio de la Salud.

La encuesta investigó cual la percepción de la población de 11 ciudades brasileñas, con relación a un conjunto de aspectos importantes de la hepatitis C (donación de sangre, diagnósticos, vacunación, complicaciones en el hígado, consecuencias, entre otros) y cuanto esa percepción interfiere para la diseminación de información sobre la enfermedad.

Hay consenso entre los entrevistados (86%) de que el grado de desconocimiento sobre la enfermedad es grande entre la mayoría de los brasileños. Un tema que demuestra ese desconocimiento es el cuestionamiento sobre la existencia de una vacuna contra el HCV (virus causador de la hepatitis C). Hoy, no existe inmunización contra este tipo de hepatitis. Sin embargo, 24% de las personas consultadas dijeron saber de la existencia de una vacuna contra la hepatitis C y 7% de ellas afirmaron ya han sido vacunados contra el HCV.

A pesar de tener la imagen de una enfermedad altamente contagiosa para la mayoría de los entrevistados (62%), 84% de ellos nunca hicieron la prueba para detección de la hepatitis C y 79% de los entrevistados ignoran las formas de tratamiento disponibles. De los 19% que dijeron conocer a alguien que ya tuvo la enfermedad, 1% fue infectado por el HCV (virus causador de la hepatitis C).

La encuesta fue realizada por medio de abordaje personal y aplicación de cuestionarios, respondidos por 1.137 personas, entre 08 y 10 de junio de 2011. El público pesquisado abarcó hombres y mujeres, con 18 años o más, pertenecientes a todas las clases económicas, en 11 ciudades brasileñas: de Belém, Belo Horizonte, Curitiba, Manaus, Recife, Rio de Janeiro, Salvador, São Paulo y Campinas (interior del estado), Porto Alegre y Distrito Federal. El margen de error para el total de la muestra, considerada por el Datafolha, es de 3 puntos porcentuales para más o para menos.

(Release de la Sociedad Brasileña de Hepatología)

MIS COMENTARIOS:

Los datos de esta encuesta realizada por el DataFolha confirman datos encontrados en dos pesquisas realizadas por el Grupo Optimismo.

- En 11/07/2011 publicamos los "Resultados de la encuesta sobre el impacto de las palabras en las campañas de las hepatitis" para conocer el impacto que la palabra hepatitis provocaba en la población brasileña. Fueron entrevistadas por voluntarios del Grupo Optimismo 3.071 personas, totalizando en las respuestas 9.213 palabras. El impacto de la palabra hepatitis solamente sensibiliza 5,18% de la población, quedándose en octavo lugar al se colocar 10 palabras referentes a la salud. Los resultados de la pesquisa son encontrados en http://www.hepato.com/p_otimismo/pesquisa-palabras-impacto-2011-07-11.html#esp

- En 26/09/2007 publicamos la "Encuesta sobre el conocimiento de la hepatitis C en Brasil" cuando fueron entrevistados 5.193 individuos - El resultado sobre el conocimiento de la hepatitis C en 2007 fue prácticamente los mismos de los obtenidos por el DataFolha. El resultado de 2007 es encontrado en http://www.hepato.com/p_otimismo/pesquisa_conhecimento_hep_c_2007.html#esp

Carlos Varaldo



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Last updated 1.10.2011