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GRUPO OTIMISMO DE APOIO AO PORTADOR DE HEPATITE
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13/10/2009


A reportagem a seguir se encontra na edição da Revista Isto É. Fico pessoalmente feliz ao constatar que um paciente bem informado, conhecedor da sua doença e dos tratamentos disponíveis, será um paciente muito melhor atendido e mais respeitado pelos profissionais da saúde.

Em 1999 quando decidi criar a página web www.hepato.com tinha como objetivo instruir os pacientes (hoje isso e chamado de "empowered patient") já que "A informação é um excelente medicamento" como finalizam a maioria de nossos anúncios na televisão. Passados 10 anos, vejo que foi a opção correta.



O poder do paciente


Ele ganha voz na hora de decidir os rumos do tratamento e começa a dividir com os médicos a responsabilidade sobre os cuidados com a própria saúde

Informados, os pacientes questionam as decisões e querem ter a palavra final no tratamento


Revista ISTO É - Edição 2083 - 14 OUT/2009 - Cilene Pereira e Mônica Tarantino - Colaborou Adriana Nicacio, de Brasília

Há uma revolução nos consultórios e hospitais que mudará para sempre a face da medicina. Os pacientes estão deixando de ter um comportamento passivo para assumir maior controle no gerenciamento de sua saúde. Estão se tornando o que os estudiosos desse novo fenômeno batizaram de "pacientes com poder" ou "empowered patient", na expressão em inglês. Além disso, começam a promover mudanças nas pesquisas, criando, eles mesmos, estudos científicos, assumindo também o papel de geradores de conhecimento sobre as enfermidades.

No Brasil, podem ser vistas manifestações do movimento. A mais recente foi a aprovação do novo Código de Ética Médica pelo Conselho Federal de Medicina. Pelo documento, o médico autoritário cede espaço para o profissional que aceita as decisões do doente. As regras trazem respostas para situações como as que ocorrem com os testemunhas-de-jeová.

Casos que envolvam a necessidade de transfusão de sangue são um tormento para elas. Segundo sua crença, é proibido receber sangue alheio, considerado impuro. Porém, muitas vezes os médicos faziam o procedimento sem seu consentimento. Agora, a decisão do paciente terá de ser respeitada. E os adeptos poderão se sentir aliviados, como o estudante Renato da Silva, 19 anos. Portador de tumor cerebral, ele recusou uma cirurgia, na qual precisaria de transfusão, e optou pela radioterapia. "Respeitaram minha posição." A aceitação da decisão do doente só valerá quando não houver risco de vida imediato.

O grande motor desta revolução é a informação. Nos EUA, há um efervescente mercado de publicações voltadas para municiar os pacientes sobre seus direitos, por exemplo. Em uma dessas obras, "The Empowered Patient", há desde instruções sobre como proceder para ser ouvido nas discussões do tratamento até orientações para reduzir a chance de erros de medicação.

A obra foi escrita pela dentista Julia Hallisy, diretora da organização Empowered Patient Coalition. Seu envolvimento com o assunto aconteceu após uma tragédia particular. Em 2000, ela viu sua segunda filha, Katherine, na época com 10 anos, morrer vítima de um tumor na retina. Durante o tratamento, viveu o lado bom e ruim do atendimento. "Mas não estava informada", contou à ISTOÉ. "Não sabia o que perguntar ou o que procurar. Por causa disso, ela foi vítima de muitos erros", diz.

O acesso às informações pela internet foi o impulso para que o movimento crescesse. No início, os usuários buscavam informações sobre sintomas e tratamentos. Depois vieram os blogs, em que pacientes relatam seu dia a dia. Agora, começam a se multiplicar as redes que conectam pacientes. Nesses fóruns virtuais, eles trocam informações sobre doenças, acompanham as novidades, analisam prognósticos. É o que está sendo chamado de Health 2.0.

O nome se refere a uma segunda onda sobre saúde na internet, marcada pela criação de conteúdo pelos pacientes. Por congregarem experiências de tantas pessoas, as redes estão sendo saudadas pela capacidade de formar uma "sabedoria coletiva em saúde" - algo que dá ainda mais poder aos pacientes na medida em que abre um mundo de informações e pontos de vista diferentes.

Um ótimo exemplo destas bases virtuais é o PatientsLikeme. O site abriga relatos de portadores de esclerose lateral amiotrófica (ELA), esclerose múltipla, mal de Parkinson, Aids, fibromialgia, doenças psiquiátricas, como depressão e ansiedade, e de algumas doenças raras. Há 40 mil pacientes cadastrados, mas os responsáveis acreditam que, em três anos, o número chegará a um milhão. "Queremos ajudar a gerar um novo conhecimento sobre as doenças", disse à ISTOÉ Ben Heywood, um dos fundadores da rede. Ao que tudo indica, estão no caminho certo. O acervo reunido sobre a ELA, por exemplo, é considerado o mais completo do mundo. Além disso, foi do site que nasceu uma experiência pioneira: a condução de um estudo pelos próprios doentes.

A iniciativa partiu do brasileiro Humberto Macedo, portador de ELA, falecido em janeiro. No final de 2007, nove meses depois de ser diagnosticado, ele propôs aos outros participantes que fizessem um acompanhamento do efeito do lítio sobre a doença. Àquela altura, havia indicações de que a droga poderia retardar sua progressão. Rapidamente, 250 portadores se dispuseram. Foi feito um registro das doses tomadas e a evolução de cada um foi anotada. O acompanhamento não está concluído, mas as observações dão conta de que o remédio não está ajudando. O trabalho não segue os modelos científicos, é claro, mas fornece contribuição de peso. "Hoje temos mais dados sobre os efeitos do remédio do que qualquer outro trabalho no mundo", disse Heywood.

Também estão surgindo iniciativas como o portal Oncoguia, criado pela psico-oncologista Luciana Holtz. "Investimos em orientações para o paciente se colocar na liderança do tratamento", explica. Entre elas dicas para enfrentar a possível rispidez do médico. Esses projetos cumprem no mundo virtual o que as associações de pacientes - também em crescimento - fazem no mundo real. Nessas entidades também se luta pelo acesso ao que há de mais moderno em tratamento. "É necessário intervir nas leis para ter mais poder", diz Marília Casseb, presidente da associação ABCâncer.

Iniciativas como essas estimulam o surgimento de um paciente que se empenha em encontrar novas estratégias contra as doenças. O empresário Marcelo Chedide, 52 anos, de São Paulo, é um bom exemplo. Leitor de bulas e de sites, enche de perguntas seu cardiologista, Múcio Tavares de Oliveira. "Questiono sim", diz. Não faz muito tempo, sua conduta provou-se útil. Atingido por uma alergia de pele que coincidiu com a troca de uma medicação, Chedide pesquisou até descobrir qual substância tinha chances de dar mais reações. Depois, discutiu o assunto com o cardiologista, que concordou e substituiu o remédio. "O Marcelo me ajuda a ajudá-lo", afirma Múcio.

A parceria significa, na verdade, uma corresponsabilidade. "O paciente assume o risco de tomar decisões junto com seu médico", diz o clínico e psicoterapeuta João Augusto Figueiró, do Hospital das Clínicas de São Paulo. Fica implícito, portanto, que, além de questionar, o paciente precisa seguir as orientações acertadas com o médico. "Se não for assim, as conversas valem apenas como exercício de retórica", diz o cardiologista Flávio Cure, professor da Universidade Estadual do Rio de Janeiro. A realidade mostra que, quando o processo é dividido, a adesão ao combinado é mais fácil. "Decisões unilaterais são mais difíceis de serem cumpridas", diz o clínico-geral Alex Botsaris, do Rio de Janeiro.

Muitos profissionais que relutam em acompanhar as transformações terão de rever suas posições. "Quem não aceitar isso terá problemas para estreitar as relações com o seu doente", afirma o neurologista Cláudio Fernandes Correa, do Hospital 9 de Julho, de São Paulo. De fato, a necessidade de se relacionar com o novo perfil de paciente é algo cada vez mais presente. E uma das áreas em que isso é mais notável é o momento do parto. "A paciente informada se sente em melhores condições para argumentar com os médicos a favor do parto normal, escapando de uma cesárea desnecessária", diz a psicóloga Lara Gordon, de Campinas. O casal Maíra Duarte e Gil Kehl estudou muito para ter mais poder de dizer não à cesariana. "Fiquei forte para fazer as minhas escolhas", diz Maíra, mãe de Benjamin, 3 anos, e Miguel, 8 meses, ambos nascidos de parto normal.

Carlos Varaldo
Grupo Otimismo


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1 pessoas estarão morrendo por culpa das hepatites B ou C no mundo!

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A Organização Mundial da Saúde estima que 1,5 milhão de pessoas morrem a cada ano por culpa das hepatites B ou C. Uma morte a cada 20 segundos!
La Organización Mundial de la Salud estima que 1,5 millón de personas mueren a cada año por culpa de las hepatitis B o C. ¡Una muerte a cada 20 segundos!



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e-mail: hepato@hepato.com Internet: www.hepato.com
13/10/2009


El reportaje a continuación se encuentra en la edición de la "Revista Isto É". Quedo personalmente feliz al constatar que un paciente bien informado, conocedor de su enfermedad y de los tratamientos disponibles, será un paciente mucho mejor atendido y más respetado por los profesionales de la salud.

En 1999 cuando decidí crear la página Web www.hepato.com tenía como objetivo instruir los pacientes (hoy eso y llamado de "empowered patient") ya que "La información es un excelente medicamento" como finalizan muchos de nuestros avisos de televisión. Pasados 10 años, veo que fue la opción correcta.



El poder del paciente


Gana voz a la hora de decidir los rumbos del tratamiento y empieza a dividir con los médicos la responsabilidad sobre los cuidados con la propia salud

Informados, los pacientes cuestionan las decisiones y quieren tener la palabra final en el tratamiento


Revista Isto É - Brasil - Edición 2083 - 14 OUT/2009 - Cilene Pereira y Mónica Tarantino - Colaboró Adriana Nicasio, de Brasilia - Traducción: Carlos Varaldo

Hay una revolución en los consultorios y hospitales que mudará para siempre la cara de la medicina. Los pacientes están dejando de tener un comportamiento pasivo para asumir mayor control en el gerenciamento de su salud. Están se volviendo lo que los estudiosos de ese nuevo fenómeno bautizaron de "pacientes con poder" o "empowered patient", en la expresión en inglés. Además, empiezan a promover cambios en las investigaciones, creando, ellos mismos, estudios científicos, asumiendo también el papel de generadores de conocimiento sobre las enfermedades.

En Brasil, pueden ser vistas manifestaciones del movimiento. La más reciente fue la aprobación del nuevo Código de Ética Médica por el Consejo Federal de Medicina. Por el documento, el médico autoritario cede espacio para el profesional que acepta las decisiones del enfermo. Las reglas traen respuestas para situaciones como las que ocurren con los testigos-de-Jehová.

Casos que involucren la necesidad de transfusión de sangre son un tormento para ellas. Según su creencia, es prohibido recibir sangre ajena, considerado impuro. Sin embargo, muchas veces los médicos hacían el procedimiento sin su consentimiento. Ahora, la decisión del paciente tendrá que ser respetada. Y los adeptos podrán se sentir aliviados, como el estudiante Renato Da Silva, 19 años. Portador de tumor cerebral, recusó una cirugía, en la cual necesitaría de transfusión, y optó por la radioterapia. "Respetaron mi posición." La aceptación de la decisión del enfermo solo valdrá cuando no haya riesgo de vida inmediato.

El gran motor de esta revolución es la información. En EE.UU., hay un efervescente mercado de publicaciones dirigidas para instruir los pacientes sobre sus derechos, por ejemplo. En una de ésas obras, "The Empowered Patient", hay desde instrucciones sobre como proceder para ser oído en las discusiones del tratamiento hasta orientaciones para reducir la chance de errores de medicación.

La obra fue escrita por la dentista Julia Hallisy, directora de la organización Empowered Patient Coalition. Su envolvimiento con el asunto aconteció después de una tragedia particular. En 2000, vio su segunda hija, Katherine, en la época con 10 años, morir víctima de un tumor en la retina. Durante el tratamiento, vivió el lado bueno y malo del servicio. "Pero no estaba informada", contó a la ISTO É. "No sabía lo que preguntar o lo que buscar. A causa de eso, fue víctima de muchos errores", dice.

El acceso a las informaciones por el internet fue el empuje para que el movimiento creciese. Al inicio, los usuarios buscaban informaciones sobre síntomas y tratamientos. Después vinieron los blogs, en que pacientes relatan su día a día. Ahora, comienzan a se multiplicar las redes que conectan pacientes. En esos foros virtuales, cambian informaciones sobre enfermedades, acompañan las novedades, analizan pronósticos. Es lo que está siendo llamado de Health 2.0.

El nombre se refiere a una segunda ola sobre salud en el internet, marcada por la creación de contenido por los pacientes. Por juntar experiencias de tantas personas, las redes están siendo saludadas por la capacidad de formar una "sabiduría colectiva en salud" - algo que da aún más poder a los pacientes en la medida en la que abre un mundo de informaciones y puntos de vista diferentes.

Un óptimo ejemplo de estas bases virtuales es el PatientsLikeme. El sitio abriga relatos de portadores de esclerosis lateral amiotrófica (ELA), esclerosis múltipla, mal de Parkinson, SIDA, Fibromialgia, enfermedades psiquiátricas, como depresión y ansiedad, y de algunas enfermedades raras. Hay 40 mil pacientes registrados, pero los responsables creen que, en tres años, el número llegará a un millón. "Queremos ayudar a generar un nuevo conocimiento sobre las enfermedades", dijo a la ISTO É Ben Heywood, uno de los fundadores de la red. A lo que todo indica, están en el camino cierto. El acervo reunido sobre a ELA, por ejemplo, es considerado lo más completo del mundo. Además, fue del sitio que nació una experiencia pionera: la conducción de un estudio por los propios enfermos.

La iniciativa partió del brasileño Humberto Macedo, portador de ELA, fallecido en enero. Al final de 2007, nueve meses después de ser diagnosticado, propuso a los otros participantes que hiciesen un acompañamiento del efecto del litio sobre la enfermedad. A aquella altura, había indicaciones de que la droga podría retardar su progresión. Rápidamente, 250 portadores se dispusieron. Fue hecho un registro de las dosis tomadas y la evolución de cada uno fue anotada. El acompañamiento no está concluido, pero las observaciones dan cuenta de que el remedio no está ayudando. El trabajo no sigue los modelos científicos, por supuesto, pero suministra contribución de peso. "Hoy tenemos más datos sobre los efectos del remedio que cualquier otro trabajo en el mundo", dijo Heywood.

También están surgiendo iniciativas como el portal Oncoguia, creado por la psico-oncóloga Luciana Holtz. "Investimos en orientaciones para el paciente se colocar en el liderazgo del tratamiento", explica. Entre las informaciones para enfrentar la posible rispidez del médico. Esos proyectos cumplen en el mundo virtual lo qué las asociaciones de pacientes - también en crecimiento - hacen en el mundo real. En esas entidades también se lucha por el acceso a lo que hay que más moderno en tratamiento. "Es necesario intervenir en las leyes para tener más poder", dice Marília Casseb, presidente de la asociación ABCâncer.

Iniciativas como ésas estimulan el surgimiento de un paciente que se empeña en encontrar nuevas estrategias contra las enfermedades. El empresario Marcelo Chedide, 52 años, de Sao Paulo, es un buen ejemplo. Lector de bulas y de sitios, llena de preguntas a su cardiólogo, Múcio Tavares de Oliveira. "Cuestiono sí", dice. No hace mucho tiempo, su conducta se probó útil. Alcanzado por una alergia de piel que coincidió con el cambio de una medicación, Chedide investigó hasta descubrir cual substancia tenía posibilidad de dar más reacciones. Después, discutió el asunto con el cardiólogo, que concordó y sustituyó el remedio. "Marcelo me ayuda a ayudarlo", afirma Múcio.

La aparcería significa, en verdad, una corresponsabilidad. "El paciente asume el riesgo de tomar decisiones junto con su médico", dice el clínico y psicoterapeuta Joao Augusto Figueiró, del Hospital de las Clínicas de Sao Paulo. Queda implícito, por tanto, que, allende cuestionar, el paciente necesita seguir las orientaciones acertadas con el médico. "si no es así, las charlas valen apenas como ejercicio de retórica", dice el cardiólogo Flávio Cure, profesor de la Universidad Estadual de Rio de Janeiro. La realidad muestra que, cuando el proceso es dividido, la adhesión a lo combinado es más fácil. "Decisiones unilaterales son más difíciles de ser cumplidas", dice el generalista Alex Botsaris, de Rio de Janeiro.

Muchos profesionales que resisten en acompañar las transformaciones tendrán que rever sus posiciones. "Quien no aceptar eso tendrá problemas para estrechar las relaciones con su enfermo", afirma el neurólogo Claudio Fernandes Correa, del Hospital 9 de Julio, de Sao Paulo. De hecho, la necesidad de relacionarse con el nuevo perfil de paciente es algo cada vez más presente. Y una de las áreas en las que eso es más notable es el momento del parto. "La paciente informada se siente en mejores condiciones para argumentar con los médicos a favor del parto normal, escapando de una cesárea innecesaria", dice la psicóloga Lara Gordon, de Campinas. La pareja Maíra Duarte y Gil Kehl estudió mucho para tener más poder de decir no a la cesárea. "Me puse fuerte para hacer mis elecciones", dice Maíra, madre de Benjamin, 3 años, y Miguel, 8 meses, ambos nacidos de parto normal.

Carlos Varaldo
Grupo Optimismo


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Last updated 12.10.2009