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GRUPO OTIMISMO DE APOIO AO PORTADOR DE HEPATITE
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23/05/2011
Divulgado o preço dos inibidores de proteases
O começo da guerra pelo mercado
Uma luta de pesos pesados está começando no tratamento da hepatite C. Com a aprovação pelo FDA dos inibidores de proteases Incivek (telaprevir) e Victrelis (boceprevir) os fabricantes, tal qual no jogo de Xadrez, estão movimentando suas peças no tabuleiro do marketing para ganhar posições e tentar vencer o jogo do mercado.
Conforme o andamento dos ensaios clínicos para aprovação do Incivek (telaprevir) todo indicava que a Roche seria o canal de comercialização, mas a Johnson & Johnson que possui os direitos do Incivek (telaprevir|) na Europa, tomou a decisão de comercializar diretamente. Imediatamente a MSD, fabricante do Victrelis (boceprevir), realizou um acordo com a extraordinária força de vendas da Roche e juntas estarão comercializando o Victrelis .
O mercado total para os inibidores de proteases é estimado em até 10 bilhões de dólares. É impossível neste momento qualquer previsão sobre quais dos dois medicamentos estará a frente do mercado. MSD e Roche juntas serão a maior força de venda já imaginada na indústria farmacêutica, com a vantagem que os interferons peguilados existentes atualmente são da fabricação desses dois gigantes. Johnson & Johnson deverá pensar em estratégias eficazes já que não dispõe de um interferon peguilado próprio.
Se analisarmos os resultados dos ensaios clínicos podemos pensar que como eles selecionaram grupos diferentes de pacientes muito provavelmente cada medicamento terá supremacia nesses grupos já comprovados. O Incivek (telaprevir|) focou a maioria dos ensaios clínicos em pacientes nunca antes tratados, já o Victrelis (boceprevir) foi direcionado ao retratamento dos não respondedores. Acredito pessoalmente que esses dois mercados já estarão praticamente definidos, podendo até prever (com grande margem de erro) que cada um será líder nesses grupos específicos de pacientes.
Ainda, os dois medicamentos possuem formas de administração totalmente diferentes. O Incivek (telaprevir) é utilizado nas primeiras 12 semanas do tratamento e o Victrelis (boceprevir) é administrado a partir da semana 4 e até o final do tratamento. Isso certamente influenciara na decisão da indicação médica. Qual será a preferência dos médicos ainda permanece uma incógnita.
Mas o maior problema será o preço. Foi divulgado está semana que o preço de referencia nos Estados Unidos será de 49.200.- dólares para o tratamento com o Incivek (telaprevir) e de 48.400.- dólares para o tratamento com o Victrelis (boceprevir). A esse custo devemos ainda somar os custos com o interferon peguilado e a ribavirina, já que ambos os medicamentos devem ser utilizados conjuntamente, assim, o custo final do tratamento mais que dobra em relação ao custo atual.
O preço referencia não necessariamente será o verdadeiro preço de venda ao público, aos planos de saúde e ao governo, devendo ainda considerar que em outros países os preços de referencia poderão ser diferentes. Muitas negociações serão abertas e a luta pela supremacia do mercado certamente estará reduzindo os preços de venda em curto prazo.
Confesso que fiquei decepcionado com os preços fixados, mas devemos considerar que o prazo para que as empresas recuperem os bilhões de dólares gastos com o desenvolvimento dos medicamentos será muito curto, de no máximo três ou quatro anos, período em que estarão chegando novos medicamentos que já se encontram em fases avançadas de desenvolvimento, com o que vai aumentar a concorrência ou até conseguir que alguns medicamentos sejam retirados do mercado. Pelo andamento das pesquisas a Bristol-Myers Squibb deverá ser a próxima a chegar ao mercado. Mas ainda fico me perguntando se os que chegarem no futuro terão preços iguais ou superiores aos fixados para o Victrelis e o Incivek.
Nos Estados Unidos, acredito que isso também vai acontecer em outros países, tanto a MSD como a Vertex se comprometeram a auxiliar pacientes de menores recursos com programas de assistência pelos quais poderão conseguir um preço reduzido. Mas cada país possui um sistema público de saúde diferente, assim, a estratégia comercial não será única e sim adaptada a cada país. Devemos aguardar pelo menos até o primeiro semestre de 2012 para sabermos como os medicamentos poderão chegar aos pacientes.
Estava presente no AASLD 2010 no inicio de novembro pasado quando informalmente os jornalistas entrevistaram médicos dos Estados Unidos para se conhecer a tendência por um ou outro dos novos medicamentos. Um deles obteve 75% das preferências, mas na ocasião decidi não divulgar ou comentar tal resultado por achá-lo precipitado. Vejo hoje que realmente, em seis meses o panorama mudou de tal forma que esse dado não tem mais valor.
Também, se o mercado dos Estados Unidos e da Europa é importante para os fabricantes, não devemos desconsiderar a China e os países asiáticos, onde o número de infectados com hepatite C e quatro vezes maior que nos países desenvolvidos. Muitos esforços serão direcionados a esses países.
A guerra pela supremacia do mercado não é um problema dos pacientes. O preço dos novos medicamentos pode ser caro, mas o beneficio imediato e direto que a hepatite C estará conseguindo é que os fabricantes estarão aumentando os esforços para lograr uma maior conscientização sobre a hepatite C. Como resultado estaremos não somente salvando milhares de vidas, também, conseguiremos diminuir a discriminação e o estigma que ainda carrega a doença.
Carlos Varaldo
Carlos Varaldo e o Grupo Otimismo declaram não possuir conflitos de interesse com eventuais patrocinadores das diversas atividades.
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pessoas estarão morrendo por culpa das hepatites B ou C no mundo!
personas estarán muriendo por culpa de las hepatitis B o C en el mundo!
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A Organização Mundial da Saúde estima que 1,5 milhão de pessoas morrem a cada ano por culpa das hepatites B ou C. Uma morte a cada 20 segundos!
La Organización Mundial de la Salud estima que 1,5 millón de personas mueren a cada año por culpa de las hepatitis B o C. ¡Una muerte a cada 20 segundos!
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23/05/2011
Divulgado el precio de los inhibidores de proteasas
El comienzo de la guerra por el mercado
Una lucha de pesos pesados está empezando en el tratamiento de la hepatitis C. Con la aprobación por el FDA de los inhibidores de proteasas Incivek (Telaprevir) y Victrelis (Boceprevir) los fabricantes, tal cual en el juego de Ajedrez, están moviendo sus piezas en el tablero del marketing para ganar posiciones e intentar vencer el juego del mercado.
Conforme avanzaban los ensayos clínicos para aprobación del Incivek (Telaprevir) todo indicaba que la Roche sería el canal de comercialización, pero la Johnson & Johnson que posee los derechos del Incivek (telaprevir|) en Europa, tomó la decisión de comercializar directamente. Inmediatamente la MSD, fabricante del Victrelis (Boceprevir), realizó un acuerdo con la extraordinaria fuerza de ventas de la Roche y juntas estarán comercializando el Victrelis.
El mercado total para los inhibidores de proteasas es estimado en hasta 10 mil millones de dólares. Es imposible en este momento cualquier previsión sobre cuales de los dos medicamentos estará a frente del mercado. MSD y Roche juntas serán la mayor fuerza de venta ya imaginada en la industria farmacéutica, con la ventaja que los interferones pegilados existentes actualmente son de la fabricación de ésos dos gigantes. Johnson & Johnson deberá pensar en estrategias eficaces ya que no dispone de un interferón pegilado propio.
Si analizamos los resultados de los ensayos clínicos podemos pensar que como ellos seleccionaron grupos diferentes de pacientes muy probablemente cada medicamento tendrá supremacía en esos grupos ya comprobados. El Incivek (telaprevir|) dedicó la mayoría de los ensayos clínicos en pacientes nunca antes tratados, ya el Victrelis (Boceprevir) fue dirigido al retratamiento de los no respondedores. Creo personalmente que ésos dos mercados ya estarán prácticamente definidos, pudiendo hasta prever (con gran margen de error) que cada uno será líder en esos grupos específicos de pacientes.
Aún, los dos medicamentos poseen formas de administración totalmente diferentes. El Incivek (Telaprevir) es utilizado en las primeras 12 semanas del tratamiento y el Victrelis (Boceprevir) es administrado desde la semana 4 y hasta el final del tratamiento. Eso seguramente influenciara en la decisión de la indicación médica. Cual será la preferencia de los médicos todavía permanece una incógnita.
Pero el mayor problema será el precio. Fue divulgado está semana que el precio de referencia en Estados Unidos será de 49.200.- dólares para el tratamiento con el Incivek (Telaprevir) y de 48.400.- dólares para el tratamiento con el Victrelis (Boceprevir). A ese costo debemos todavía sumar los costos con el interferón pegilado y la ribavirina, ya que ambos los medicamentos deben ser utilizados conjuntamente, así, el costo final del tratamiento más que dobla con relación al costo actual.
El precio referencia no necesariamente será el verdadero precio de venta al público, a los planes de salud privados y al gobierno, debiendo todavía considerar que en otros países los precios de referencia podrán ser diferentes. Muchas negociaciones serán abiertas y en la lucha por la supremacía del mercado seguramente estarán reduciendo los precios de venta en el corto plazo.
Confieso que quedé decepcionado con los precios fijados, pero debemos considerar que el plazo para que las empresas recuperen los miles de millones de dólares gastos con el desarrollo de los medicamentos será muy corto, de a lo más tres o cuatro años, período en el que estarán llegando nuevos medicamentos que ya se encuentran en fases avanzadas de desarrollo, lo que va aumentar la concurrencia o hasta lograr que algunos medicamentos sean retirados del mercado. Por el desarrollo de las pesquisas la Bristol-Myers Squibb deberá ser la próxima a llegar al mercado. Pero aún quedo me preguntando si los que lleguen en el futuro tendrán precios iguales o superiores a los fijados para el Victrelis y el Incivek.
En Estados Unidos, y pienso que eso también va a acontecer en otros países, tanto la MSD como la Vertex se comprometieron a auxiliar pacientes de menores recursos con programas de asistencia por los cuales podrán conseguir un precio reducido. Pero cada país posee un sistema público de salud diferente, así, la estrategia comercial no será única y sí adaptada a cada país. Debemos aguardar por lo menos hasta el primer semestre de 2012 para saber como los medicamentos podrán llegar a los pacientes.
Estaba presente en el AASLD 2010 al inicio de noviembre pasado cuando informalmente los periodistas entrevistaron médicos de Estados Unidos para conocerse la tendencia por uno u otro de los nuevos medicamentos. Uno de ellos logró 75% de las preferencias, pero en la ocasión decidí no divulgar o comentar tal resultado por hallarlo precipitado. Veo hoy que realmente, en seis meses el panorama mudó de tal forma que ése dato no tiene más valor.
También, si el mercado de Estados Unidos y de Europa es importante para los fabricantes, no debemos desconsiderar China y los países asiáticos, donde el número de infectados con hepatitis C es cuatro veces mayor que en los países desarrollados. Muchos esfuerzos serán dirigidos a esos países.
La guerra por la supremacía del mercado no es un problema de los pacientes. El precio de los nuevos medicamentos puede ser caro, pero el beneficio más directo que la hepatitis C estará logrando es que los fabricantes estarán aumentando los esfuerzos para conseguir una mayor concienciación sobre la hepatitis C. Como resultado eso estaremos no solamente salvando millares de vidas, también, conseguiremos disminuir la discriminación y el estigma que aún carga la enfermedad.
Carlos Varaldo
Carlos Varaldo Grupo Optimismo. Carlos Varaldo y el Grupo Optimismo declaran que no tienen relaciones económicas relevantes con eventuales patrocinadores de las diversas actividades.
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