Faço a pergunta sem comentários. Simplesmente deixo que cada um possa observar os formulários utilizados para que o médico solicite os medicamentos e tire suas conclusões.
Apertando aqui, em
http://hepato.com/p_medicamentos/solicitação_medicamentos_da_aids.pdf
é encontrado o formulário para solicitar medicamentos para tratamento da AIDS. Tal documento pode ser preenchido por qualquer médico que tenha o CRM (registro no Conselho Regional de Medicina). O formulário é simples e fácil de preencher, sem maiores exigências. O paciente leva o formulário à secretaria da saúde e imediatamente recebe os medicamentos.
Apertando aqui, em
http://hepato.com/p_medicamentos/LME_Solicitação_medicamento_especializado.pdf
é encontrado o LME, formulário para solicitar medicamentos do componente especializado (antigos medicamentos excepcionais). O formulário que deve ser preenchido de forma completa a cada nova solicitação de medicamentos é complexo e com inúmeras exigências, avaliações, e autorizações, mas o que é indignante é que qualquer médico com CRM não pode fazer a solicitação. Em 16 estados é exigido que o médico esteja vinculado ao SUS, exigindo que o médico esteja cadastrado no CNES (Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde), caso contrario o paciente não recebe os medicamentos, devendo entrar na fila para conseguir uma vaga para tratamento no SUS.
Resumindo, os infectados com AIDS recebem atenção integral podendo ser tratados por todo e qualquer médico do Brasil, já os infectados com as hepatites ou outras doenças que dependem dos medicamentos listados como componentes especializados somente recebem tratamento se são tratados por médicos cadastrados no CNES.
Fica a pergunta, o SUS não é universal e igual para todos? Porque a AIDS é a filha rica e bonita do SUS, mostrada com orgulho ao mundo e as hepatites são consideradas doenças de segunda categoria?
Até quando a situação continuara assim, discriminando as hepatites, desrespeitando a Constituição Federal e a Lei 8080? Se AIDS e hepatites estão no mesmo departamento do ministério da saúde, porque essa diferenciação?
Com a resposta, você mesmo.