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28/05/2012
Controvérsias na hepatite C: Todos os pacientes devem ser tratados?
Pacientes com fibrose mínima (F0) ou leve (F1) possuem até duas vezes maior possibilidade de cura ao realizar o tratamento com interferon peguilado e ribavirina que aqueles que apresentam uma fibrose mais elevada (F3 ou F4) o que indicaria a recomendação de tratamento imediato com menor fibroses.
Mas quando a infecção apresenta o genótipo 1 existem controvérsias sobre a real necessidade de tratamento imediato. Dois são os motivos para não realizar o tratamento desses pacientes, um deles é devido a que a possibilidade de cura dos infectados com o genótipo 1 ainda é pequena e, que o tratamento pode desencadear o aparecimento de doenças autoimunes, doenças essas que raramente terão cura. Esses pacientes podem não curar a hepatite C e ainda ganhar mais uma doença no seu organismo.
Também, devido à lenta progressão da hepatite C no ataque ao fígado, a grande maioria dos que apresentam fibrose F0 ou F1 poderão aguardar sem maiores consequências a chegada de novos medicamentos que se encontram em fases muito promissores das pesquisas, medicamentos esses que poderão ser orais, sem utilização do interferon, com períodos de tratamento mais curtos, com menos efeitos colaterais e adversos e maior possibilidade de sucesso com o tratamento. É previsto que entre 3 e 5 anos uma nova revolução aconteça no tratamento da hepatite C.
Mas quem decidir aguardar não pode deixar de realizar um controle permanente da sua situação clínica, com exames periódicos que atestem que o quadro da fibrose permanece estável ou sem maiores modificações. É necessário avaliar cada paciente de forma individual, observando se não existem outras doenças que possam acelerar a progressão da doença. Quem decidir aguardar deverá manter o peso ideal, não fazer uso de bebidas alcoólicas ou drogas e realizar atividades físicas aeróbicas pelo menos cinco dias por semana.
Quem deve ser tratado atualmente?
O tratamento atual para o genótipo 1 seja com interferon peguilado e ribavirina e/ou inibidores de proteases deve ser indicado a todos aqueles nos quais o grau de fibrose seja moderado (F2) ou superior (F3 e F4), inclusive (não existindo contraindicações no emprego os inibidores de proteases).
Os inibidores de proteases não podem ser utilizados em todos os infectados com o genótipo 1 porque eles provocam um aumento de interações medicamentosas ao inibir a via metabólica CYP34A, o que potencialmente aumenta os níveis de outros medicamentos que o paciente possa estar utilizando, até alguns de uso muito comuns como algumas estatinas para tratamento do colesterol ou os inibidores da ECA para tratamento da hipertensão. É preciso muito cuidado por parte do médico antes de receitar Boceprevir ou Telaprevir.
Nos genótipos 2 e 3 por apresentarem excelente possibilidade de cura, atualmente superior a 70%, todos deveriam receber indicação de tratamento, independente do nível de fibrose que apresentarem.
Situações especiais
Pacientes que não apresentem nenhum dano no fígado ou uma leve fibrose, mas que emocionalmente não conseguem conviver com o vírus no organismo, os levando a um quadro de ansiedade ou depressão que afeta sua vida social, familiar e de trabalho, devem, sim, receber indicação do tratamento, pois se a infecção não está destruindo o fígado está destruindo a vida desses pacientes. Não pode um consenso, um protocolo ou uma portaria negar tratamento a casos especiais como esses.
Comportamento dos médicos
O papel do médico é orientar o paciente sobre as opções possíveis de tratamento, informando sobre os prós e contras de realizar o tratamento na sua situação clínica atual. Caberá ao paciente decidir sobre o inicio imediato, ou não, da realização do tratamento. Dessa forma o médico estará honrando o juramento que fez ao se formar na faculdade e não estará infringindo qualquer principio ético ou legal.
Não pode o médico se guiar estritamente na sua recomendação por consensos, protocolos, portarias ou decisões restritivas da instituição onde trabalha, as quais muitas vezes são feitas de forma velada, mas que realmente parecem existir.
Carlos Varaldo
Carlos Varaldo e o Grupo Otimismo declaram não possuir conflitos de interesse com eventuais patrocinadores das diversas atividades.
Aviso legal: As informações deste texto são meramente informativas e não podem ser consideradas nem utilizadas como indicação medica. É permitida a utilização das informações contidas nesta mensagem desde que citada a fonte como retiradas de WWW.HEPATO.COM
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| pessoas morrem por culpa das hepatites B ou C no mundo!
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28/05/2012
Controversias en la hepatitis C: ¿Todos los pacientes deben ser tratados?
Pacientes con fibrosis mínima (F0) o leve (F1) poseen hasta dos veces mayor posibilidad de cura al realizar el tratamiento con interferón pegilado y ribavirina que aquéllos que presentan una fibrosis más elevada (F3 ó F4) lo que indicaría la recomendación de tratamiento inmediato con menor fibrosis.
Pero cuando la infección presenta el genotipo 1 existen controversias sobre la real necesidad de tratamiento inmediato. Dos son los motivos para no realizar el tratamiento de ésos pacientes, un de ellos es debido a que la posibilidad de cura de los infectados con el genotipo 1 todavía es pequeña y, que el tratamiento puede desencadenar el aparecimiento de enfermedades autoinmunes, enfermedades ésas que raramente tendrán cura. Esos pacientes pueden no curar la hepatitis C y todavía ganar más una enfermedad en su organismo.
También, debido a la lenta progresión de la hepatitis C en el ataque al hígado, la gran mayoría de los que presentan fibrosis F0 ó F1 podrán aguardar sin mayores consecuencias la llegada de nuevos medicamentos que se encuentran en fases muy promisorios de las pesquisas, medicamentos eses que podrán ser orales, sin utilización del interferón, con períodos de tratamiento más cortos, con menos efectos secundarios y adversos y mayor posibilidad de suceso con o tratamiento. Es previsto que entre 3 y 5 años una nueva revolución acontezca en el tratamiento de la hepatitis C.
Pero quien decidir aguardar no puede dejar de realizar un control permanente de su situación clínica, con exámenes periódicos que testifiquen que el cuadro de la fibrosis permanece estable o sin mayores modificaciones. Es necesario evaluar cada paciente de forma individual, observando si no existen otras enfermedades que puedan acelerar la progresión de la enfermedad. Quien decidir aguardar deberá mantener el peso ideal, no hacer uso de bebidas alcohólicas o drogas y realizar actividades físicas aeróbicas por lo menos cinco días por semana.
¿Quién debe ser tratado actualmente?
El tratamiento actual para o genotipo 1 sea con interferón pegilado y ribavirina y/o inhibidores da proteasa debe ser indicado a todos aquéllos en los cuales el grado de fibrosis es moderado (F2) o superior (F3 y F4), incluso (no existiendo contraindicaciones en la utilización de los inhibidores de proteasas).
Los inhibidores de proteasas no pueden ser utilizados en todos los infectados con el genotipo 1 porque ellos provocan un aumento de interacciones medicamentosas al inhibir a vía metabólica CYP34A, lo que potencialmente aumenta los niveles de otros medicamentos que un paciente pueda estar utilizando, hasta algunos de uso muy comunes como algunas estatinas para tratamiento del colesterol o los inhibidores de la ECA para tratamiento de la hipertensión. Es preciso mucho cuidado por parte del médico antes de recetar Boceprevir o Telaprevir.
En los genotipos 2 y 3 por presentar excelente posibilidad de cura, actualmente superior a 70%, todos deberían recibir indicación de tratamiento, independiente del nivel de fibrosis que presenten.
Situaciones especiales
Pacientes que no presenten ningún daño en el hígado o una leve fibrosis, pero que emocionalmente no consiguen convivir con el virus en el organismo, los llevando a un cuadro de ansiedad o depresión que afecta su vida social, familiar y de trabajo, deben, sí, recibir indicación del tratamiento, pues si la infección no está destruyendo el hígado está destruyendo la vida de ésos pacientes. No puede un consenso o un protocolo negar tratamiento a casos especiales como ésos.
Comportamiento de los médicos
O papel del médico es orientar el paciente sobre las opciones posibles de tratamiento, informando sobre los pros y contras de realizar el tratamiento en su situación clínica actual. Cabrá al paciente decidir sobre el inicio inmediato, o no, de la realización del tratamiento. De ésa forma el médico estará honrando el juramento que hizo al se graduar en la facultad y no estará infringiendo cualquier principio ético o legal.
No puede el médico se guiar estrictamente en su recomendación por consensos, protocolos o decisiones restrictivas de la institución donde trabaja, las cuales muchas veces son hechas de forma velada, pero que realmente parecen existir.
Carlos Varaldo
Carlos Varaldo y el Grupo Optimismo declaran que no tienen relaciones económicas relevantes con eventuales patrocinadores de las diversas actividades.
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