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GRUPO OTIMISMO DE APOIO AO PORTADOR DE HEPATITE
ONG - Registro n°.: 176.655 - RCPJ-RJ - CNPJ: 06.294.240/0001-22 Rio de Janeiro - RJ - Brasil
Telefones: Rio de Janeiro (xx21) 4063.4567 - São Paulo (xx11) 3522.3154 (das 11.00 às 15.00 horas)
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10/03/2011
International Experiencie Exchange for Patient Organisations
Representando o Grupo Otimismo participei do International Experiencie Exchange for Patient Organisations, evento realizado na Alemanha nos dias 2 e 3 de março, onde os grupos de pacientes das mais diversas doenças do mundo todo que mais se destacam pelo seu trabalho e resultados trocam e compartilham experiências, resultando num excelente aprendizado e profissionalização das associações.
Nas discussões deste ano vou comentar particularmente as que desde meu ponto de vista são muito interessantes para toda e qualquer ONG. Um expositor mostrou as vantagens e desvantagens do novo fenômeno que são as redes sociais como o Twitter, Orkut e Facebook no sentido do crescimento no número de pessoas que acessam a informação e da fácil divulgação das informações, mas também ficou claro que na sua massiva utilização com o conseqüente crescimento no numero e variedade das postagens provoca o paulatino desinteresse dos usuários.
Os motivos que provocam a curta vida de uma rede social geralmente são provocados pelo próprio coordenador da rede que ao não realizar postagens de forma diária e permanente torna o canal de comunicação com seus seguidores desinteressante. Quem assume a coordenação de uma rede social deve saber antecipadamente que não poderá pensar em ter feriados, se ausentar nos sábados e domingos ou passar ferias sem acessar a internet. Caso deseje ter seguidores fieis será necessário postar mensagens interessantes e atualizadas de forma diária e continua. Já se a criação da rede social é feita em rede aberta sem o filtro de um coordenador a vida da rede social será ainda menor, pois pela quantidade de postagens inúteis, sem sentido ou relação com o tema principal e até postagens publicitárias. Os seguidores cansam e desistem de continuar acessando a rede em questão.
Na minha percepção aprendi que a rede social é importante e benéfica quando uma associação está em formação, logo no seu inicio, já quando o número de membros associados atinge determinado patamar e torna confuso o dialogo pela rede social a criação e manutenção de uma página na internet passa a ser um canal de informação e diálogo muito superior.
Outra apresentação muito interessante mostrou estatisticamente os problemas decorrentes da crise financeira internacional pela qual o mundo está passando e os efeitos que isso começa a provocar nos sistemas de saúde, em especial na saúde publica de diversos países devido ao corte de recursos nos orçamentos dos governos.
A limitação dos recursos ocasiona rapidamente perda da qualidade no atendimento a saúde, mas como associações de pacientes não podemos perder de vista o futuro dos tratamentos. Uma das estratégias que os governos costumam utilizar é a de evitar o aumento dos custos com saúde utilizando mecanismos que dificultem a aprovação e introdução rápida de novas tecnologias em saúde, seja dificultando a aprovação pelos organismos reguladores de novos medicamentos, equipamentos ou exames, ou na simples não atualização dos consensos e protocolos de tratamentos.
Se por um lado os gestores da saúde estarão dificultando a incorporação das novas tecnologias deverão as associações de pacientes procurar uma maior profissionalização na sua forma de atuação, devendo também revisar sua "missão" focando mais nas formas lobby e de controle social na avaliação das ações do governo. Ações de "advocacy" serão a cada dia mais importantes para se conseguir melhorar a saúde pública, envolvendo novos atores na discussão, em especial incorporando os chamados formadores de opinião. Será necessário denunciar e tornar públicos os problemas enfrentados pelos pacientes para que recebam a solução por parte dos gestores.
Finalmente foi discutido o sempre presente problema de sustentabilidade das associações de pacientes. A indústria se posiciona a cada dia mais cautelosa no patrocínio das associações de pacientes para evitar ser acusada de financiar associações objetivando a venda de medicamentos, motivo pelo qual cada solicitação passa a ser criteriosamente avaliada no seu aspecto ético e no passado histórico do trabalho desempenhado pela associação de pacientes que solicita o patrocínio. Já alguns governos selecionam quais associações patrocinar em relação ao posicionamento crítico de suas ações, favorecendo aquelas mais "dóceis" nas suas reivindicações.
Para superar as dificuldades de financiamento algumas associações estão aproveitando a experiência que possuem por conhecer de forma profunda e detalhada os problemas enfrentados pelos pacientes e estão abrindo empresas de consultoria oferecendo serviços na implementação de atendimento médico ou social em prefeituras, no departamento de RH de empresas, no levantamento de dados realizando entrevistas para pesquisas destinadas a encontrar os gargalos no atendimento a saúde e, até na estruturação do planejamento estratégico e de comunicação das empresas farmacêuticas com o público. O lucro obtido é em parte revertido na sustentabilidade da qual fazem parte os funcionários das empresas de consultoria.
Confesso que fiquei muito contente com essa tendência de procurar novas estratégias de financiamento, pois é exatamente o que estamos tentando (com bastantes dificuldades) realizar no Grupo Otimismo com a criação da Agencia de Noticias das Hepatites.
Carlos Varaldo
Carlos Varaldo e o Grupo Otimismo declaram não possuir conflitos de interesse com eventuais patrocinadores das diversas atividades.
Aviso legal: As informações deste texto são meramente informativas e não podem ser consideradas nem utilizadas como indicação medica. É permitida a utilização das informações contidas nesta mensagem desde que citada a fonte como retiradas de WWW.HEPATO.COM
O Grupo Otimismo e afiliado a AIGA - ALIANÇA INDEPENDENTE DOS GRUPOS DE APOIO - www.aigabrasil.org
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pessoas estarão morrendo por culpa das hepatites B ou C no mundo!
personas estarán muriendo por culpa de las hepatitis B o C en el mundo!
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A Organização Mundial da Saúde estima que 1,5 milhão de pessoas morrem a cada ano por culpa das hepatites B ou C. Uma morte a cada 20 segundos!
La Organización Mundial de la Salud estima que 1,5 millón de personas mueren a cada año por culpa de las hepatitis B o C. ¡Una muerte a cada 20 segundos!
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GRUPO OPTIMISMO DE AYUDA AL PORTADOR DE HEPATITIS
ONG - Registro n°.: 176.655 - RCPJ-RJ - CNPJ: 06.294.240/0001-22 Rio de Janeiro - Brasil
Teléfonos: Rio de Janeiro (005521) 4063.4567 - São Paulo (005511) 3522.3154 (de 11.00 a las 15.00 horas)
e-mail: hepato@hepato.com Internet: www.hepato.com |
10/03/2011
International Experiencie Exchange for Patient Organisations
Representando el Grupo Optimismo participé del International Experiencie Exchange for Patient Organisations, evento realizado en Alemania en los días 2 y 3 de marzo, donde los grupos de pacientes de las más diversas enfermedades del mundo todo que más se destacan por su trabajo y resultados cambian y comparten experiencias, resultando en un excelente aprendizaje y profesionalización de las asociaciones.
En las discusiones de este año voy a comentar particularmente las que desde mi punto de vista son muy interesantes para toda y cualquier ONG. Un expositor mostró las ventajas y desventajas del nuevo fenómeno que son las redes sociales como el Twitter, Orkut y Facebook en el sentido del crecimiento en el número de personas que acceden a la información y de la fácil divulgación de las informaciones, pero también se puso claro que en su masiva utilización con el consecuente crecimiento en el numero y variedad de las colocaciones de mensajes provoca el paulatino desinterés de los usuarios.
Los motivos que provocan la corta vida de una red social generalmente son provocados por el propio coordinador de la red que al no realizar potajes de forma diaria y permanente torna el canal de comunicación con sus seguidores sin interés. Quien asuma la coordinación de una red social debe saber anticipadamente que no podrá pensar en tener feriados, se ausentar sábados y domingos o pasar vacaciones sin accesar el internet. Caso desee tener seguidores fieles será necesario colocar mensajes interesantes y actualizadas de forma diaria y continúa. Ya si la creación de la red social es hecha en red abierta sin el filtro de un coordinador la vida de la red social será aún menor, pues por la cantidad de mensajes inútiles, sin sentido o relación con el tema principal y hasta mensajes comerciales. Los seguidores cansan y desisten de continuar visitando la red en cuestión.
En mi percepción aprendí que la red social es importante y benéfica cuando una asociación está en formación, luego en su inicio, ya cuando el número de miembros asociados alcanza determinado nivel y torna confuso el dialogo por la red social la creación y manutención de una página en el internet pasa a ser un canal de información y diálogo muy superior.
Otra presentación muy interesante mostró estadísticamente los problemas consecuentes de la crisis financiera internacional por la cual el mundo está pasando y los efectos que eso empieza a provocar en los sistemas de salud, en especial en la salud pública de diversos países debido al corte de recursos en los presupuestos de los gobiernos.
La limitación de los recursos ocasiona rápidamente pérdida de la calidad en el servicio a la salud, pero como asociaciones de pacientes no podemos perder de vista el futuro de los tratamientos. Una de las estrategias que los gobiernos suelen utilizar es la de evitar el aumento de los costos con salud utilizando mecanismos que dificulten la aprobación e introducción rápida de nuevas tecnologías en salud, sea dificultando la aprobación por los organismos reguladores de nuevos medicamentos, equipos o exámenes, o en la simple no actualización de los consensos y protocolos de tratamientos.
Si por un lado los gestores de la salud estarán dificultando la incorporación de las nuevas tecnologías deben las asociaciones de pacientes procurar una mayor profesionalización en su forma de actuación, debiendo también revisar su "misión" centrando más en las formas lobby y de control social en la evaluación de las acciones del gobierno. Acciones de "advocacy" serán a cada día más importantes para conseguirse mejorar la salud pública, envolviendo nuevos actores en la discusión, en especial incorporando los llamados formadores de opinión. Será necesario denunciar y tornar públicos los problemas enfrentados por los pacientes para que reciban la solución por parte de los gestores.
Finalmente fue discutido el siempre presente problema de sustentabilidad de las asociaciones de pacientes. La industria se posiciona a cada día más cautelosa en el patrocinio de las asociaciones de pacientes para evitar ser acusada de financiar asociaciones objetivando la venta de medicamentos, motivo por el cual cada solicitación pasa a ser evaluada de forma criteriosa en su aspecto ético y en el pasado histórico del trabajo desempeñado por la asociación de pacientes que solicita el patrocinio. Ya algunos gobiernos seleccionan cuales asociaciones patrocinar con relación al posicionamiento crítico de sus acciones, favoreciendo aquéllas más "dóciles" en sus reivindicaciones.
Para superar las dificultades de financiación algunas asociaciones están aprovechando la experiencia que poseen por conocer de forma profunda y pormenorizada los problemas enfrentados por los pacientes y están abriendo empresas de consultoría ofreciendo servicios en la implementación de servicio médico o social en ayuntamientos (intendencias), en el departamento de RH de empresas, en el levantamiento de datos realizando entrevistas para encuestas destinadas a encontrar los problemas en el servicio de salud y, hasta en la estructuración de la planificación estratégica y de comunicación de las empresas farmacéuticas con el público. El lucro obtenido es en parte revertido en la sustentabilidad de la cual hacen parte los empleados de las empresas de consultoría.
Confieso que quede muy contento con esa tendencia de procurar nuevas estrategias de financiación, pues es exactamente lo que estamos intentando (con bastantes dificultades) realizar en el Grupo Optimismo con la creación de la Agencia de Noticias de las Hepatitis.
Carlos Varaldo
Carlos Varaldo Grupo Optimismo. Carlos Varaldo y el Grupo Optimismo declaran que no tienen relaciones económicas relevantes con eventuales patrocinadores de las diversas actividades.
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