|
 |
GRUPO OTIMISMO DE APOIO AO PORTADOR DE HEPATITE
ONG - Registro n°.: 176.655 - RCPJ-RJ - CNPJ: 06.294.240/0001-22 Rio de Janeiro - RJ - Brasil
Telefones: Rio de Janeiro (xx21) 4063.4567 - São Paulo (xx11) 3522.3154 (das 11.00 às 15.00 horas)
e-mail: hepato@hepato.com Internet: www.hepato.com |
10/03/2011
Tratamento da hepatite C - Planos de Saúde versus SUS
A edição do mês de março do "Hepatology" publica uma pesquisa mostrando que a maioria dos infectados com hepatite C dos Estados Unidos que recebem tratamento não possui plano de saúde. Quando feita a comparação entre infectados com hepatite C e indivíduos não infectados o resultado mostrou que entre as pessoas sem plano de saúde o percentual dos infectados correspondia ao dobro dos não infectados sem plano de saúde. Na verdade, os pesquisadores encontraram que nos Estados Unidos apenas um terço dos infectados com hepatite C tem acesso ao tratamento, sendo que os restantes não possuem plano de saúde ou não possuem indicação de tratamento devido a contra-indicações.
O resultado é curioso e leva a fazer algumas reflexões sobre a situação no Brasil, um país com 190 milhões de habitantes, dos quais 48 milhões possuem algum tipo de plano de saúde, individual ou em grupo. Lamentavelmente não existe nenhum estudo desse tipo para tomar como base de pesquisa, mas é possível tecer algumas considerações e pontos de vista sobre o acesso ao tratamento no Brasil.
Em 2010 o SUS conseguiu realizar aproximadamente 11.200 tratamentos de hepatite C, podendo se estimar que aproximadamente entre 1.500 e 2.000 pacientes tenham feito tratamento de forma particular ou pela cobertura dos planos de saúde. A primeira comparação que podemos realizar, estimando que o percentual de pacientes infectados seja igual entre os brasileiros com planos de saúde e os que dependem do SUS é que se 27% da população possui planos de saúde, somente 15%, ou menos, realiza o tratamento pelo plano de saúde.
Correto, ou errado? Acredito que não existe uma resposta direta, já que como não existem estatísticas temos que nos guiar pela experiencia observacional o que nos leva a supor que um percentual muito alto dos pacientes em tratamento da hepatite C no SUS possui plano de saúde, fato que se observa facilmente nos principais centros de tratamento.
Quando em 2006 realizamos uma pesquisa sobre a forma como a hepatite C foi diagnosticada, de um total de 1.553 respostas a essa pergunta, 1.033 (66,5%) realizaram o teste de detecção da hepatite C em laboratório particular, o que leva a supor que essa população possui um plano de saúde. (Pesquisa em http://www.hepato.com/p_epidemiologia/pesquisa_deteccao_2006.html )
Se 66,5% detectaram a hepatite C de forma particular, muito provavelmente por exames realizados pelo plano de saúde, o que está acontecendo para que somente 15% dos tratamentos estejam sendo realizados com a cobertura dada pelos planos?
São dois os principais interrogatórios a que poderíamos chegar. Será que os médicos não informam ao paciente que no tratamento com interferon peguilado o plano é obrigado a tratar o paciente? Será que por ser fácil conseguir o tratamento pelo SUS o melhor é não se incomodar com o plano de saúde?
Seja qual for a resposta o Ministério da Saúde deveria tentar normatizar a questão e, assim, como quando procura ser ressarcido pelo plano de saúde de um associado que sofre um acidente e recebe tratamento num hospital público, deveria o estado, comprovando pelo CPF do paciente que o mesmo deduze o imposto de renda porque paga um plano de saúde, procurar ser ressarcido caso o tratamento da hepatite C com interferon peguilado tenha sido realizado no SUS.
Este artigo foi redigido com comentários e interpretação pessoal de seu autor, tomando como base a seguinte fonte:
Insurance Status and Treatment Candidacy of Hepatitis C Patients: Analysis of Population-based Data from the United States - Maria Stepanova, Fasiha Kanwal, Hashem B. El-Serag, Zobair M. Younossi. Hepatology; Published Online: February 11, 2011 (DOI: 10.1002/hep.24131); Print Issue Date: March 2011
Carlos Varaldo
Carlos Varaldo e o Grupo Otimismo declaram não possuir conflitos de interesse com eventuais patrocinadores das diversas atividades.
Aviso legal: As informações deste texto são meramente informativas e não podem ser consideradas nem utilizadas como indicação medica. É permitida a utilização das informações contidas nesta mensagem desde que citada a fonte como retiradas de WWW.HEPATO.COM
O Grupo Otimismo e afiliado a AIGA - ALIANÇA INDEPENDENTE DOS GRUPOS DE APOIO - www.aigabrasil.org
¡ALERTA!
Enquanto você realiza a leitura deste artigo,
¡Mientras usted realiza la lectura de este artículo,
|
1 |
pessoas estarão morrendo por culpa das hepatites B ou C no mundo!
personas estarán muriendo por culpa de las hepatitis B o C en el mundo!
|
A Organização Mundial da Saúde estima que 1,5 milhão de pessoas morrem a cada ano por culpa das hepatites B ou C. Uma morte a cada 20 segundos!
La Organización Mundial de la Salud estima que 1,5 millón de personas mueren a cada año por culpa de las hepatitis B o C. ¡Una muerte a cada 20 segundos!
| |
 |
GRUPO OPTIMISMO DE AYUDA AL PORTADOR DE HEPATITIS
ONG - Registro n°.: 176.655 - RCPJ-RJ - CNPJ: 06.294.240/0001-22 Rio de Janeiro - Brasil
Teléfonos: Rio de Janeiro (005521) 4063.4567 - São Paulo (005511) 3522.3154 (de 11.00 a las 15.00 horas)
e-mail: hepato@hepato.com Internet: www.hepato.com |
10/03/2011
Tratamiento de la hepatitis C - Sistema público versus planos privados de salud
La edición del mes de marzo del "Hepatology" publica un estudio mostrando que la mayoría de los infectados con hepatitis C de Estados Unidos que reciben tratamiento no posee plano privado de salud. Cuando hecha la comparación entre infectados con hepatitis C e individuos no infectados el resultado mostró que entre las personas sin plano privado de salud el porcentual de los infectados correspondía al doble de los no infectados sin plano privado de salud. En verdad, los investigadores encontraron que en Estados Unidos apenas un tercio de los infectados con hepatitis C tiene acceso al tratamiento, siendo que los restantes no poseen plano privado de salud o no poseen indicación de tratamiento debido a contraindicaciones.
El resultado es curioso y lleva a hacer algunas ponderaciones sobre la situación en Brasil y en otros países. Brasil es un país con 190 millones de habitantes, de los cuales 48 millones poseen algún tipo de plano privado de salud. Lamentablemente no existe ningún estudio de ése tipo para tomar como base de pesquisa, pero es posible tejer algunas consideraciones y puntos de vista sobre el acceso al tratamiento en Brasil.
En 2010 el sistema público consiguió realizar aproximadamente 11.200 tratamientos de hepatitis C, pudiendo se estimar que aproximadamente entre 1.500 y 2.000 pacientes hayan hecho tratamiento de forma particular o por la cobertura de los planes privados de salud. La primera comparación que podemos realizar, estimando que el porcentual de pacientes infectados sea igual entre los brasileños con planes privados de salud y los que dependen del sistema público es que si 27% de la población posee planes privados de salud, solamente 15%, o menos, realiza el tratamiento por el plano privado.
¿Correcto, o errado? Creo que no existe una respuesta directa, ya que como no existen estadísticas tenemos que guiarnos por la experiencia lo qué nos lleva a suponer que un porcentual muy alto de los pacientes en tratamiento de la hepatitis C en el Sistema público posee algún plano privado de salud, hecho que se observa fácilmente en los principales centros de tratamiento.
Cuando en 2006 realizamos una encuesta sobre la forma como la hepatitis C fue diagnosticada, de un total de 1.553 respuestas a ésa pregunta, 1.033 (66,5%) realizaron la prueba de detección de la hepatitis C en laboratorio particular, lo que lleva a suponer que esa población posee un plan privado. (Encuesta en http://www.hepato.com/p_epidemiologia/pesquisa_deteccao_2006.html )
Si 66,5% detectaron la hepatitis C de forma particular, muy probablemente por exámenes realizados por el plan privado, ¿lo qué está aconteciendo para que solamente 15% de los tratamientos estén siendo realizados con la cobertura dada por los planes?
Son dos los principales interrogatorios a que podríamos llegar. ¿Será qué los médicos no informan al paciente qué en el tratamiento con interferón pegilado el plano privado es obligado a tratar el paciente? ¿Será qué por ser fácil conseguir el tratamiento por el sistema público lo mejor es no se incomodar con el plano privado de salud?
Sea cual sea la respuesta el Ministerio de la Salud debería intentar reglamentar la cuestión y, así, como cuando procura ser resarcido por el plano privado de salud de un asociado que sufre un accidente y recibe tratamiento en un hospital público, debería el estado, comprobando por el número del impuesto a la renta del paciente que el mismo deduce el impuesto de renta porque paga un plano privado de salud, procurar ser resarcido caso el tratamiento de la hepatitis C con interferón pegilado haya sido realizado en el sistema público.
Este artículo fue redactado con comentarios e interpretación personal de su autor, tomando como base la siguiente fuente:
Insurance Status and Treatment Candidacy of Hepatitis C Patients: Analysis of Population-based Data from the United States - Maria Stepanova, Fasiha Kanwal, Hashem B. El-Serag, Zobair M. Younossi. Hepatology; Published Online: February 11, 2011 (DOI: 10.1002/hep.24131); Print Issue Date: March 2011
Carlos Varaldo
Carlos Varaldo Grupo Optimismo. Carlos Varaldo y el Grupo Optimismo declaran que no tienen relaciones económicas relevantes con eventuales patrocinadores de las diversas actividades.
Aviso legal: Las informaciones de este texto son meramente informativas y no pueden ser consideradas ni utilizadas como indicación médica. Es permitida la utilización de las informaciones contenidas en este mensaje si se cita la fuente como retiradas de WWW.HEPATO.COM
|