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Existe a hepatite C oculta?

16/07/2012

Nos 21 anos de conhecimento do vírus da hepatite C permanece um mistério a existência provável de uma forma oculta de hepatite C. assunto ainda controverso entre os pesquisadores.

O vírus da hepatite C é detectado pela presença de anticorpos ou pela presença do RNA no sangue, mas algumas pessoas que apresentam resultados negativos para esses dois testes podem ter o vírus escondido em outros órgãos. O vírus da hepatite C não é o único que pode assumir uma forma oculta, o HIV também pode se esconder em órgãos como o cérebro e gânglios linfáticos, mesmo se a carga viral é indetectável.

Pode se suspeitar da existência de hepatite C oculta em indivíduos que apresentam níveis persistentemente elevados de enzimas hepáticas ou extra-hepáticas (fora do fígado) condições comumente associadas com a hepatite C.

Um estudo publicado no "World Journal of Gastroenterology" foi realizado com 100 pacientes que apresentavam transaminases persistentemente anormais, mas todas eram negativas aos testes de anticorpos e ao PCR para hepatite C. Os pesquisadores analisaram a presença do RNA do vírus C em amostras de biopsia de fígado descobrindo evidencias da presença do vírus em 57 dos 100 pacientes.

Recomendam os autores que ante a presença de enzimas hepáticas persistentemente elevadas, condições extra-hepáticas freqüentemente associadas à infecção pelo a hepatite C também podem sugerir que o vírus está presente, o que é motivo de exames diagnósticos mais específicos. Entre as condições extra-hepáticas que deveriam ser observadas se encontram a disfunção da tiróide, baixos níveis de plaquetas, líquen plano, vasculite, e crioglobulinemia.

Também, as pessoas com baixa imunidade são mais prováveis de abrigar a hepatite C oculta, uma vez que seus sistemas imunológicos são menos capazes de produzir anticorpos do vírus.

Este artigo foi redigido com comentários e interpretação pessoal de seu autor, tomando como base a seguinte fonte:
New perspectives in occult hepatitis C virus infection - Vicente Carreño, Javier Bartolomé, Inmaculada Castillo and Juan Antonio Quiroga - World J Gastroenterol 2012 June 21; 18(23): 2887-2894


Carlos Varaldo
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