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GRUPO OTIMISMO DE APOIO A PORTADORES DE HEPATITE C
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17/05/2005

Qual é o significado clínico da hepatite B "oculta"?


Neste interessante editorial publicado no The Lancet se expõe um problema com futuras conseqüências epidemiológicas importantes no tratamento da hepatite B. Se entende por hepatite B crônica "oculta" aquela que se expressa pelo achado de pequenas quantidades de genoma viral (determinado mediante técnicas especiais) em indivíduos com o HBeAg (-), com ou sem marcadores serológicos de infecção prévia, e se supõe ocasionada por mutantes do VHB.

Alguns estudos mostraram que certas populações de indivíduos, como os de hemodiálises, mostram um prevalência de 3,8% de hepatite B "oculta" , percentagem que contrasta com o 0,8% dos pacientes com o HBeAg (+) no mesmo grupo. Embora ainda não está claro qual é a importância clínica e epidemiológica da hepatite B crônica "oculta" , os especialistas opinam o seguinte:

- Seria razoável avaliar a presença de genoma viral em certas populações (por exemplo em pacientes em hemodiálise ou em doadores de sangue), dado que podem ser a fonte de uma possível disseminação da enfermidade. O problema é que, em ocasiões, o reservatório do genoma viral é o próprio hepatócito e só mediante uma amostra do fígado, obtida por uma biopsia se pode determinar se existe uma hepatite B "oculta".

- Os portadores de hepatite B crônica "oculta" podem sofrer reativações da doença uma vez expostos a algum tipo de imunossupressão (por exemplo quimioterapia ou infecção pelo HIV/AIDS).

- Nos pacientes infectados com a hepatite C, a presença de hepatite B "oculta" pode favorecer a progressão para a cirrose e inclusive causar uma resposta inadequada ao tratamento da hepatite C.

- Em indivíduos imunocompetentes, embora pelos conhecimentos atuais pareceria que a hepatite B crônica "oculta" não pode ocasionar uma lesão hepática clinicamente relevante, poderia contribuir ao desenvolvimento de carcinoma hepatocelular por integração ao genoma do indivíduo ou mediante a síntese de proteínas oncogênicas.

Fonte: Raimondo, G. e outros. Lancet 2005; 365(9460): 638-640.

Carlos Varaldo
Grupo Otimismo



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GRUPO OPTIMISMO DE AYUDA A PORTADORES DE HEPATITIS C
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17/05/2005

¿Cuál es el significado clínico de la hepatitis B "oculta"?


En este interesante editorial publicado en The Lancet se plantea un problema con futuras consecuencias epidemiológicas importantes en el tratamiento de la hepatitis B. Se entiende por hepatitis B crónica "oculta" aquella que se expresa por el hallazgo de pequeñas cantidades de genoma viral (determinado mediante técnicas especiales) en individuos con HBeAg (-), con o sin marcadores serológicos de infección previa, y se supone ocasionada por mutantes del VHB.

Algunos estudios han mostrado que ciertas poblaciones de individuos, como los hemodializados, muestran un prevalencia del 3,8% de hepatitis B "oculta" , porcentaje que contrasta con el 0,8% de los pacientes con HBeAg (+) en el mismo grupo. Aunque aún no está claro cuál es la importancia clínica y epidemiológica de la hepatitis B crónica "oculta" , los expertos opinan lo siguiente:

- Sería razonable evaluar la presencia de genoma viral en ciertas poblaciones (por ejemplo en pacientes en hemodiálisis o en donantes de sangre), dado que pueden ser la fuente de una posible diseminación de la enfermedad. El problema es que, en ocasiones, el reservorio del genoma viral es el propio hepatocito y sólo mediante muestras de tejido puede determinarse este estado de hepatitis B "oculta".

- Los portadores de hepatitis B crónica "oculta" pueden sufrir reactivaciones de la enfermedad una vez expuestos a algún tipo de inmunosupresión (por ejemplo quimioterapia o infección por el VIH).

- En los pacientes con virus de la hepatitis C, la presencia de hepatitis B "oculta" puede favorecer la progresión hacia la cirrosis e incluso causar una respuesta inadecuada al tratamiento estándar de la hepatitis C.

- En individuos inmunocompetentes, aunque en la actualidad parecería que la hepatitis B crónica "oculta" no puede ocasionar una lesión hepática clínicamente relevante, podría contribuir al desarrollo de carcinoma hepatocelular por integración al genoma del individuo o mediante la síntesis de proteínas prooncogénicas.

Fuente: Raimondo, G. y cols. Lancet 2005; 365(9460): 638-640.

Carlos Varaldo
Grupo Optimismo



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Last updated 30.10.2005