Texto en Español al final
GRUPO OTIMISMO DE APOIO A PORTADORES DE HEPATITE C
ONG - Registro n°.: 176.655 - RCPJ-RJ - CNPJ: 06.294.240/0001-22 - Rio de Janeiro - RJ
Tel.: (21) 9973.6832 - Fax. (21) 2549.8809
e-mail: hepato@hepato.com Internet: www.hepato.com
30/01/2006
Os doentes de hepatite B com maior nível de vírus têm mais risco de sofrer câncer
Os doentes de hepatite B com maior nível de vírus têm mais risco de sofrer câncer hepático, segundo os resultados de um estudo publicado por 'The Journal of the American Medical Association (JAMA)'.
Segundo as conclusões deste estudo, realizado em Taiwan com 3.653 pacientes e onze anos de duração, existe uma relação entre o risco de sofrer câncer hepático e a maior quantidade de cópias do vírus B da hepatite nas pessoas afetadas por esta infecção.
Os autores do trabalho comprovaram que a taxa de câncer de fígado se incrementava com níveis elevados de vírus B, independentemente de outros fatores de risco, incluída a presença do "antígeno e", os níveis de transaminases e a presença de dano hepático ou cirrose.
A pesquisa serve também para confirmar o papel que exercem outros fatores de risco conhecidos sobre a aparição do câncer de fígado associado à infecção, como pertencer ao sexo masculino, ter idade avançada, infecção por um vírus com antígeno e positivo, consumo de álcool e cirrose.
Os dados demonstram que o risco de câncer começa a incrementar-se significativamente quando os níveis do vírus são iguais ou superiores a 10.000 copias/ml. Assim, os pacientes cuja quantidade de vírus em sangre ao início do estudo é entre 10.000 e 100.000 copias/ml apresentam um risco duas vezes major de desenvolver câncer que aqueles outros com uma carga viral indetectável.
Outra conclusão importante do estudo foi comprovar que, ao diminuir a carga viral, com o passar do tempo se reduz o risco de câncer. Por outro lado, os pacientes, que com o passar do tempo apresentam níveis elevados do vírus (mais de 100.000 copias/ml ao início e ao final do estudo), apresentaram um risco cinco vezes maior de sofrer câncer que o dos doentes com níveis inferiores a 10.000 copias/ml ao começar a investigação.
MEU COMENTÁRIO:
O resultado do estudo mostra a importância da realização da carga viral nos infectados com a hepatite B, pois fica comprovado que acima de 10.000 cópias o tratamento deve ser recomendado. A realização da carga Viral no Brasil e um grande inconveniente. No serviço público e praticamente impossível e somente algumas instituições de pesquisa e que fazem a carga viral por métodos chamados "in house". Isto por que existem problemas no licenciamento dos testes na ANVISA, órgão do ministério da saúde que deve autorizar o seu uso no país.
Atualmente existem cinco medicamentos autorizados na maioria dos países para tratar a hepatite C. Já temos o interferon alfa, a lamivudina, o adefovir, o entecavir e o interferon peguilado, sendo esta uma boa oferta de medicamentos. Com segurança um deles será adequado ao caso do paciente. Lamentavelmente no Brasil somente dois deles, os mais antigos e baratos e que se encontram autorizados para o tratamento da hepatite C.
Se o medico indicar um dos outros medicamentos, que podem ser o Interferon Peguilado, o Adefovir ou o Entecavir, uma simples ação judicial conseguirá o tratamento indicado pelo médico. Afortunadamente a justiça e muito mais sensível que o protocolo de tratamento realizado pelo Programa Nacional de hepatites.
Já na hepatite C a carga viral não indica gravidade da doença ou agressividade do vírus. Na hepatite C a carga viral só é utilizada como um fator prognostico de tratamento. É realizada uma carga viral antes do tratamento e aqueles pacientes apresentam cargas altas, acima de 800.000 UI/ml (5,9 Log.) terão um pouco menos de possibilidades de conseguir eliminar o vírus. Depois, em todos os pacientes em tratamento é realizada uma nova carga viral na semana 12 do tratamento e, se o resultado não for negativo ou se nem sequer se conseguiu reduzir a carga viral em 2 log o tratamento será interrompido, pois nos encontramos frente a um vírus resistente e, a continuação do tratamento não conseguirá eliminar o vírus do organismo, prejudicando ao paciente com os efeitos adversos dos medicamentos.
Carlos Varaldo
Grupo Otimismo
GRUPO OPTIMISMO DE AYUDA A PORTADORES DE HEPATITIS C
ONG - Registro n°. 176.655 - RCPJ-RJ - Rio de Janeiro - Brasil
Tel. 55.21 - 9973.6832 - Fax. 55.21 - 2549.8809
e-mail: hepato@hepato.com Internet: www.hepato.com
30/01/2006
Los enfermos de hepatitis B con mayor nivel de virus tienen más riesgo de sufrir cáncer
Los enfermos de hepatitis B con mayor nivel de virus tienen más riesgo de sufrir cáncer hepático, según los resultados de un estudio publicado por 'The Journal of the American Medical Association (JAMA)'.
Según las conclusiones de este estudio, realizado en Taiwan con 3.653 pacientes y once años de duración, existe una relación entre el riesgo de sufrir cáncer hepático y la mayor cantidad de copias del virus B de la hepatitis en las personas afectadas por esta infección.
Los autores del trabajo comprobaron que la tasa de cáncer de hígado se incrementaba con niveles elevados de virus B, independientemente de otros factores de riesgo, incluida la presencia de antígeno-e, los niveles de aminotransaminasas en suero y la presencia de daño hepático o cirrosis.
La investigación sirvió también para confirmar el papel que ejercen otros factores de riesgo conocidos sobre la aparición del cáncer de hígado asociado a la infección, como ser varón, edad avanzada, infección por un virus con antígeno-e positivo, consumo de alcohol y cirrosis.
Los datos demuestran que el riesgo de cáncer comienza a incrementarse significativamente cuando los niveles del virus son iguales o superiores a 10.000 copias/ml. Así, los pacientes cuya cantidad de virus en sangre al inicio del estudio es entre 10.000 y 100.000 copias/ml presentan un riesgo dos veces mayor de desarrollar cáncer que aquellos otros con una carga viral indetectable.
Otra conclusión importante del estudio fue comprobar que, al disminuir la carga viral a lo largo del tiempo, se reduce el riesgo de cáncer. Por otro lado, los pacientes, que a lo largo del tiempo presentan niveles elevados del virus (más de 100.000 copias/ml al inicio y al final del estudio), tienen un riesgo cinco veces mayor de sufrir cáncer que el de los enfermos con niveles inferiores a 10.000 copias/ml al comenzar la investigación.
MÍ COMENTARIO:
El resultado del estudio muestra la importancia de la realización de la carga viral en los infectados con la hepatitis B, pues queda comprobado que arriba de 10.000 copias el tratamiento debe ser recomendado.
Actualmente existen cinco medicamentos autorizados en la mayoria de los países para tratar la hepatitis C. tenemos el interferon alfa, la lamivudina, el adefovir, el entecavir y el interferon pegilado, siendo esta una buena oferta de medicamentos. Con seguridad uno de ellos será adecuado al caso del paciente.
Ya en la hepatitis C la carga viral no indica gravedad de la enfermedad o agresividad del virus. En la hepatitis C la carga viral solo es utilizada como un factor pronostico de tratamiento. Es realizada una carga viral antes del tratamiento y los pacientes que presentan cargas altas, arriba de 800.000 UI/ml (5,9 Log.) tendrán un poco menos de posibilidades de conseguir eliminar el virus. Después, en todos los pacientes en tratamiento es realizada una nueva carga viral en la semana 12 del tratamiento y, si el resultado no es negativo o si ni siquiera se consiguió reducir la carga viral en 2 log el tratamiento será interrumpido, pues nos encontramos frente a un virus resistente y, la continuación del tratamiento no conseguirá eliminar el virus del organismo, perjudicando al paciente con los efectos adversos de los medicamentos.
Carlos Varaldo
Grupo Optimismo