03/08/2006
Entecavir para pacientes resistentes a lamivudina
O tratamento da hepatite B com lamivudina se associa ao desenvolvimento de mutações que conferem resistência ao medicamento e diminuição de sua eficácia. Em estudos clínicos de fase II se demonstrou que o entecavir é um novo antiviral com elevada eficácia que poderia ser uma alternativa nos pacientes com resistência a lamivudina.
Em um estudo multicéntrico internacional se pesquisou a eficácia do entecavir em pacientes com o HBeAg positivo que apresentassem carga viral persistente ou mutações YMDD enquanto recebiam tratamento com lamivudina. Os pacientes foram divididos de forma aleatória para receber entecavir na dose de 1 mg/dia (n= 141) ou continuar com 100 mg/dia de lamivudina durante um mínimo de 52 semanas.
55% dos pacientes receberam entecavir mostrou uma melhoria histológica (no dano hepático) em comparação com os 28% dos do grupo que continuou com lamivudina. Do mesmo modo, o tratamento com entecavir favoreceu uma diminuição do DNA (carga viral) por debaixo do limite de detecção (branch-ADN menor que 0,7 mEq/ml), assim como um nível de transaminases por debaixo de 1,25 vezes o limite superior da normalidade em 55% contra somente 4% do grupo tratado com lamivudina. A administração de entecavir produziu uma notável diminuição da carga viral (-5,1 log10 copias/ml), e em só dois casos se observou resistência ao mesmo. O tratamento com entecavir se tolerou bem, com um perfil de efeitos adversos similares ao da lamivudina.
Este estudo demonstra que os pacientes que desenvolvem resistências a lamivudina, esta pode substituir-se por entecavir, o que se associa a uma boa resposta clínica. Embora o desenvolvimento de resistências a entecavir seja baixo, existe a possibilidade que sua incidência se incremente com a duração do tratamento. Cabe assinalar que as resistências a entecavir podem ser tratadas se substituindo o mesmo pelo adefovir.
Fonte:
Gastroenterology 2006; 130: 2039-2049 - Sherman, M. e outros
Carlos Varaldo
Grupo Otimismo
GRUPO OPTIMISMO DE AYUDA AL PORTADOR DE HEPATITIS
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03/08/2006
Entecavir para pacientes resistentes a la lamivudina
El tratamiento de la hepatitis B con lamivudina se asocia al desarrollo de mutaciones que confieren resistencia al fármaco y disminución de su eficacia. En estudios clínicos de fase II se ha demostrado que el entecavir es un nuevo antivírico con elevada eficacia que podría ser una alternativa en los pacientes con resistencia a la lamivudina.
En un estudio multicéntrico internacional se ha investigado la eficacia de entecavir en pacientes con HBeAg positivo que presentasen viremia persistente o mutaciones YMDD mientras recibían tratamiento con lamivudina. Los pacientes se aleatorizaron para recibir entecavir 1 mg/día (n= 141) o continuar con 100 mg/día de lamivudina durante un mínimo de 52 semanas.
Un 55% de los pacientes que recibieron entecavir mostró una mejoría histológica en comparación con el 28% de los del grupo que continúo con lamivudina. Asimismo, el tratamiento con entecavir favoreció una disminución del ADN por debajo del límite de detección (branch-DNA menor que 0,7 mEq/ml), así como una cifra de transaminasas por debajo de 1,25 veces el límite superior de la normalidad, en el 55% frente al 4% del grupo tratado con lamivudina. La administración de entecavir produjo una notable disminución de la viremia (-5,1 log10 copias/ml), y en sólo dos casos se observó resistencia al mismo. El tratamiento con entecavir se toleró bien, con un perfil de efectos adversos similar al de la lamivudina.
Este estudio demuestra que en los pacientes que desarrollan resistencias a la lamivudina, ésta puede sustituirse por entecavir, lo que se asocia a una buena respuesta clínica. Aunque el desarrollo de resistencias a entecavir es bajo, existe la posibilidad que su incidencia se incremente con la duración del tratamiento. Cabe señalar que las resistencias a entecavir pueden tratarse bien con adefovir.
Fuente:
Gastroenterology 2006; 130: 2039-2049 - Sherman, M. y otros.
Carlos Varaldo
Grupo Optimismo