08/06/2009
Este artigo é relativo à Argentina, porém muito importante para tudo e qualquer país que se preocupa em saber como um vírus se dissemina na população, motivo pelo qual o estou divulgando.
Tradução de:
Carlos Varaldo
Grupo Otimismo
Movimentos migratórios e vírus da hepatite b na Argentina
A partir da análise genética de cepas do vírus da hepatite B, pesquisadores argentinos deduzem sua evolução e como influeciaram nos movimentos migratórios. Afirmam que sua diversidade é muito significativa entre a população argentina e identificam cepas nativas e provenientes da Europa, África e Ásia.
(05/06/09 - Agencia CyTA-Instituto Leloir) - "O estudo da prevalência dos genótipos em populações humanas permite deduzir diversos aspectos da forma como foi a ocupação humana de nosso continente ao longo de grande parte da história.", coincidem os doutores Viviana Mbayed e Rodolfo Campos, investigadores do Conicet e docentes da Cadeira da Virologia da Faculdade de Farmácia e Bioquímica da UBA.
O vírus de hepatite B afeta não só aos adultos, mas também a crianças e adolescentes de todo o mundo. Nos adultos a infecção em geral se resolve de maneira assintomática ou silenciosa na maior parte dos casos, podendo em alguns casos produzir uma hepatite aguda com sintomatologia, acompanhada por icterícia, náuseas, vômitos, dor abdominal, durante pouco menos de seis meses. Entretanto, ao redor de 6 % das infecções não curam espontaneamente se transformando em processos crônicos. Esta percentagem aumenta substancialmente quando os infectados são crianças.
No mundo, aproximadamente 400 milhões de pessoas foram infectados com o vírus da hepatite B em forma crônica. Existem 8 genótipos (grupos geneticamente distintos) do vírus da hepatite B. Está em contínuo estudo a relação que cada um destes grupos possa ter com características clínicas da infecção. Cada genótipo tem uma localização geográfica definida. Os genótipos F e H são nativos da América, o E se encontra fundamentalmente na África, o B e o C na Ásia, o D na zona mediterrânea e o A é mais geral, com um subgenótipo europeu (A2) e outros dois africanos (A1 e A3).
Dois estudos publicados o ano passado e a começos deste ano nas revistas científicas The Journal of Clinical Virology e Arquive of Virology - realizados por Campos, Mbayed, e uma equipe de colaboradores- descrevem como se distribuem os diferentes genótipos de vírus na Argentina, no Brasil e em outros países da região.
"Seqüenciamos o genoma completo de vírus identificados em amostras de soro de pacientes de nosso país e os comparamos com as seqüências de vírus provenientes de outros países. Isto nos permitiu definir linhagens de cepas muito próximas entre si, as distinguindo daquelas mais distantes, que se foram diferenciando ao longo de uma evolução de décadas ou de milhares de anos", explica Campos.
De acordo com o estudo na região do norte argentino, na província de Formosa, em Salta, em Jujuy e no Chaco, por exemplo, 90 por cento dos genótipos encontrados correspondem ao F, quer dizer nativos, o que sugere um fluxo imigratório externo pequeno. Pelo contrário, em Buenos Aires encontramos que há um pouco mais de 30 por cento do genótipo F, mas o resto, em sua maioria, são genótipos D e A2, que são basicamente europeus e introduzidos a partir do processo de colonização iniciado no século XVI. A sub percentagem dos genótipos B e C de origem asiática se correspondem com migrações mais recentes ocorridas nas últimas décadas. "Também identificamos genótipo A1 cuja introdução em nossa geografia pode associar-se com os escravos africanos que foram trazidos ao continente na época da colônia ou com a imigração mais recente do Brasil onde esse tipo de vírus se instalou após", assinala Mbayed.
Uma das conclusões principais destes estudos é que o panorama epidemiológico atual das infecções com o vírus de hepatite B é o resultado das diversas histórias de movimentos migratórios humanos e que essa diversidade é muito significativa na população Argentina.
A árvore evolutiva dos vírus
Mediante o emprego de análise bioinformáticas que processam milhares de dados de informação genética viral, os pesquisadores são capazes de identificar a "origem comum" de um conjunto de vírus que são diferentes entre si e, além disso, descrever o modo de crescimento da infecção em uma determinada população. "Para dar um exemplo, em uma publicação recente no Journal of Medical Virology demonstramos que um conjunto de amostras de soro infectadas com o vírus da hepatite C provenientes do Hospital Argerich e do Hospital Muñiz, tinham uma origem comum de 30 a 40 anos de antigüidade e que sua diversificação segue um crescimento exponencial. Estes resultados sugerem que a partir de uma fonte de infecção original, faz aproximadamente 30 ou 40 anos, este vírus se estendeu na população através do contágio de outras pessoas em um processo que continua na atualidade", explica Campos.
Por sua parte, Campos comenta que em uma investigação que está em curso com o vírus da hepatite B, os subgenótipos nativos F1b (achados em Buenos Aires, Santiago do Chile e Peru) e F4 (provenientes da Bolívia, Jujuy e Salta) determinaram-se valores de ancestros comuns que se remontam aos 800/1000 anos de antigüidade e com uma emergência (diversificação do vírus na população) de entre 200 e 300 anos.
Para o Dr. Campos, caracterizar molecularmente os distintos vírus, quer dizer, seqüenciar seus genomas significa "uma mudança qualitativa na análise epidemiológica porque ao ter um conhecimento tão preciso de um vírus particular é possível determinar a origem e traçar a evolução de um broto epidêmico, conhecer quais vírus estão circulando e determinar se a infecção em uma determinada comunidade segue um curso endêmico ou epidêmico.
"Por outra parte investigar a evolução do vírus tanto a nível individual (no paciente infectado) como populacional (na comunidade) pode-nos ajudar a entender a infecção crônica da hepatite B e de outras doenças. Além de conhecer a história natural e a biologia do vírus permite ao sistema de saúde abordar a problemática da infecção de uma forma mais efetiva", indica o pesquisador.
Os genótipos do HBV evoluíram condicionados por seus hospedeiros e associados a uma geografia restringida ao longo dos séculos. "Através do trabalho realizado durante vários anos de pesquisa em nosso laboratório aprofundamos o conhecimento da diversidade genética deste vírus, permitindo a reconstrução de sua história evolutiva e propondo hipóteses a respeito dos movimentos migratórios dos indivíduos que disseminaram o vírus com o passar do tempo no continente americano", coincidem Mbayed e Campos.
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08/06/2009
Este artículo es relativo a Argentina, más es muy importante para todo y cualquier país que se preocupa en saber como un virus se disemina en la población, motivo por el cual lo estoy divulgando.
Carlos Varaldo
Grupo Optimismo
Movimientos migratorios y virus de la hepatitis b en la argentina
A partir del análisis genético de cepas del virus de la hepatitis B, investigadores argentinos deducen su evolución e infieren movimientos migratorios. Afirman que su diversidad es muy significativa entre la población argentina e identifican cepas autóctonas y provenientes de Europa, África y Asia.
(05/06/09 - Agencia CyTA-Instituto Leloir) - "El estudio de la prevalencia de los genotipos en poblaciones humanas permite deducir diversos aspectos del poblamiento de nuestro continente a lo largo de gran parte de la historia.", coinciden los doctores Viviana Mbayed y Rodolfo Campos, investigadores de Conicet y docentes de la Cátedra de Virología de la Facultad de Farmacia y Bioquímica de la UBA.
El virus de hepatitis B afecta no sólo a los adultos sino también a los niños de todo el mundo. En los adultos la infección se resuelve de manera asintomática o silenciosa en la mayor parte de los casos, pudiendo en algunos casos producirse una hepatitis aguda con sintomatología, acompañada por ictericia, náuseas, vómitos, dolor abdominal, durante poco menos de seis meses. Sin embargo, alrededor del 6 % de las infecciones no se resuelven y devienen en procesos crónicos. Este porcentaje aumenta sustancialmente cuando los infectados son niños.
En el mundo, cerca de 400 millones de personas han sido infectados con el virus de la hepatitis B en forma crónica. Existen 8 genotipos (grupos genéticamente distintos) del virus de la hepatitis B. Está en continuo estudio la relación que cada uno de estos grupos pueda tener con características clínicas de la infección. Cada genotipo tiene una ubicación geográfica definida. Los F y H son autóctonos de América, el E se encuentra fundamentalmente en África, el B y el C en Asia, el D en la zona mediterránea y el A es más ubicuo, con un subgenotipo europeo (A2) y otros dos africanos (A1 y A3).
Dos estudios publicados el año pasado y a comienzos de este año en las revistas científicas The Journal of Clinical Virology y Archives of Virology - realizados por Campos, Mbayed, y un equipo de colaboradores- describen cómo se distribuyen los diferentes genotipos de virus en la Argentina, en Brasil y en otros países de la región.
"Secuenciamos el genoma completo de virus identificados en muestras de suero de pacientes de nuestro país y los comparamos con las secuencias de virus provenientes de otros países. Esto nos permitió definir linajes de cepas muy próximas entre sí, distinguiéndolas de aquellas más distantes, que se han ido diferenciando a lo largo de una evolución de sólo décadas o de miles de años", explica Campos.
De acuerdo con el estudio en la región del norte argentino, en Formosa, en Salta, en Jujuy y en el Chaco, por ejemplo, el 90 por ciento de los genotipos encontrados corresponden al F, es decir autóctonos, lo que sugiere un aporte inmigratorio externo bajo. En cambio, en Buenos Aires encontramos que hay un poco más del 30 por ciento del genotipo F, pero el resto, en su mayoría, son genotipos D y A2, que son básicamente europeos e introducidos a partir del proceso de colonización iniciado en el siglo XVI. El bajo porcentaje de los genotipos B y C de origen asiático se corresponden con migraciones más recientes ocurridas en las últimas décadas. "También identificamos genotipo A1 cuya introducción en nuestra geografía puede asociarse con los esclavos africanos que fueron traídos al continente en la época de la colonia o con la inmigración más reciente desde Brasil donde ese tipo de virus se ha instalado desde entonces", señala Mbayed.
Una de las conclusiones principales de estos estudios es que el panorama epidemiológico actual de las infecciones con el virus de hepatitis B es el resultado de una diversa historia de movimientos migratorios humanos y que esa diversidad es muy significativa en la población Argentina.
El árbol evolutivo de los virus
Mediante el empleo de análisis bioinformáticos que procesan miles de datos de información genética viral, los investigadores son capaces de identificar el "ancestro común" de un conjunto de virus que son diferentes entre sí y además describir el modo de crecimiento de la infección en una determinada población. "Para dar un ejemplo, en una publicación reciente en el Journal of Medical Virology demostramos que un conjunto de muestras de suero infectadas con el virus de la hepatitis C provenientes del Hospital Argerich y del Hospital Muñiz, tenían un ancestro común de 30 a 40 años de antigüedad y que su diversificación sigue un crecimiento exponencial. Estos resultados sugieren que a partir de una fuente de infección original, hace aproximadamente 30 o 40 años, este virus se extendió en la población a través del contagio de otras personas en un proceso que se continúa en la actualidad", explica Campos.
Por su parte, Campos comenta que en una investigación que está en curso con el virus de la hepatitis B, los subgenotipos autóctonos F1b (hallados en Buenos Aires, Santiago de Chile y Perú) y F4 (provenientes de Bolivia, Jujuy y Salta) se determinaron valores de ancestros comunes que se remontan a los 800/1000 años de antigüedad y con una emergencia (diversificación del virus en la población) de entre 200 y 300 años.
Para Campos, caracterizar molecularmente los distintos virus, es decir, secuenciar sus genomas significa "un cambio cualitativo en el análisis epidemiológico porque al tener un conocimiento tan preciso de un virus particular es posible determinar el origen y trazar la evolución de un brote epidémico, conocer qué virus están circulando y determinar si la infección en una determinada comunidad sigue un curso endémico o epidémico.
"Por otra parte investigar la evolución del virus tanto a nivel individual (en el paciente infectado) como poblacional (en la comunidad) nos puede ayudar a entender la infección crónica de la hepatitis B y de otras enfermedades. Además conocer la historia natural y la biología del virus permite al sistema de salud abordar la problemática de la infección de una forma más efectiva", indica el investigador.
Los genotipos del HBV han evolucionado condicionados por sus hospedadores y asociados a una geografía restringida a lo largo de los siglos. "A través del trabajo realizado durante varios años de investigación en nuestro laboratorio hemos profundizando el conocimiento de la diversidad genética de este virus, permitiendo la reconstrucción de su historia evolutiva y proponiendo hipótesis acerca de los movimientos migratorios de los individuos que diseminaron el virus a lo largo del continente americano", coinciden Mbayed y Campos.
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